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AhhhAthletico!!! Que emocionante campeão!

Juca Kfouri

2013-12-20T18:00:36

13/12/2018 00h36

Uma beleza!

Com a Arena da Baixada lotada, e num clima de festa antecipada, o Furacão furou a defesa colombiana logo aos 26 minutos de jogo, numa enfiada de bola preciosa de Raphael Veiga para o artilheiro Pablo, que havia feito o pivô para tabelar com o meia e abrir o placar.

Ganhou o título da Copa Sul-Americana que o coloca na Libertadores ao derrotar, nos pênaltis, o Junior Barranquilla, com quem havia empatado, 1 a 1, no jogo de ida, na Colômbia, mesmo resultado do jogo da volta.

Passo essencial para o Atlético, que volta a ser Athletico Paranaense no ano que vem, se firmar no cenário nacional.

Preocupado em jogar futebol, o time brasileiro cometeu apenas uma falta nos primeiros 25 minutos, contra seis dos adversários.

Em busca permanente do gol, a recompensa chegou na hora exata para evitar ansiedade.

Time bem organizado pelo técnico Tiago Nunes, tratou de se defender tão bem como ataca, à espera de nova chance para liquidar a final.

Quando o primeiro tempo terminou El Paranaense estava com a u'a mão na taça.

E quando o segundo começou, Marcelo Cirino, machucado, cedeu o lugar para Rony.

Na saída, outra vez Raphael Veiga deu com açúcar para Pablo, mas o goleiro uruguaio Vieira desviou para escanteio com a ponta dos dedos.

Estava claro que os anfitriões não queriam ser incomodados pelos visitantes e trataram de ir em busca do segundo gol, melhor maneira de evitar o empate.

Em vão.

Em cobrança de escanteio pela esquerda Téo Gutierrez empatou de cabeça.

O Furacão sentiu.

E no minuto seguinte Díaz perdeu o gol da virada, em bola desviada pelo goleiro Santos.

A Arena da Baixada, com mais de 40 mil torcedores, gelou e demorou para esquentar porque os colombianos passaram a mandar no jogo e desperdiçaram pelo menos três claras chances de gol.

Desenhava-se uma tragédia em Curitiba.

Aos 28', Wellington substituiu Lucho González, como habitual.

Quando o jogo chegou aos 30', já havia equilíbrio.

E tenso, muito tenso, com o Furacão cedendo contra-ataques em cima de contra-ataques.

Ah, aquele gol que Pablo quase fez antes do primeiro minuto da etapa final…

O futebol é caprichoso e cruel porque seria justa a vitória colombiana.

A prorrogação se aproximava, prova terrível para os colombianos que jogaram no sábado o primeiro jogo da decisão do Campeonato Colombiano com seu time completo.

E veio.

O Junior diminuiu claramente a intensidade e Pablo teve de sair para Bergson jogar.

Marcinho também entrou no lugar de Nikão lesionado, tudo antes do 10° minuto do primeiro tempo da prorrogação.

Estava em campo o trio atacante paranaense que estava no banco.

E que não mexeu no marcador em seu primeiro tempo, equilibradíssimo.

Já era quinta-feira quando o segundo tempo da prorrogação começou.

Nem bem começou, Santos fez pênalti.

Barrera, o cérebro do time, mandou a bola no norte do Paraná, em Londrina.

Em Barranquilla o Junior havia cobrado, com Pérez, outro pênalti no travessão.

O que abria uma perspectiva otimista para uma eventual decisão na marca do penal.

Que também veio.

O Junior fez 1 a 0, forte no meio do gol.

Jonathan empatou, com extrema categoria.

O Junior bateu cruzado, Santos num canto e bola na trave!!!

Raphael Veiga estufou a rede: 2 a 1!

O Junior bateu com Pérez e desta vez ele empatou. Santos quase pegou.

Bergson não deu chance: 3 a 2!

Téo Gutierrez imitou Barrera e mandou em Maringá.

Renan Lodi bateu o pênalti que seria do título para fora…

O goleiro Vieira bateu e empatou: 3 a 3.

Thiago Heleno bateu o pênalti que valeu a taça! Ufa!!!!!

Sobre o Autor

Juca Kfouri é formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999. Atualmente está também na ESPN-Brasil. Colunista de futebol de “O Globo” entre 1989 e 1991 e apresentador, de 2000 até 2010, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha.

Colunas na Folha: https://blogdojuca.uol.com.br/lista-colunas-na-folha/

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