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Blog do Juca Kfouri

O "Majestoso da Vergonha"!

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Juca Kfouri

10/11/2018 18h57

O Majestoso sobrepujou o Superclássico adiado em Buenos Aires.

Sobrou o clássico entre Corinthians e São Paulo na tarde de futebol.

E sobrou, para variar, para o assoprador de apito e seus atrapalhadores.

A não validação de um gol de Danilo, com Jean defendendo a bola dentro do gol e, logo depois, um pênalti claro em Romero não assinalado foram um escândalo.

No fim de um primeiro tempo alvinegro na pressão e de um Tricolor tímido, Araos acabou corretamente expulso de campo ao receber o segundo cartão amarelo.

O que era para ser uma vitória corintiana terminava em empate sem gols e com a perspectiva de superioridade dos visitantes no segundo tempo, com um jogador a mais.

O Corinthians seguia como time mais prejudicado neste Brasileirão segundo a própria CBF que admite o prejuízo de seis pontos para o Alvinegro.

E pensar que a FIFA deixou nos estádios que receberam jogos da Copa do Mundo de 2014 o sistema de chips para dirimir dúvidas sobre o curso da bola na hora do gol.

O samambaia que fica atrás do gol e nada são a mesma coisa.

O São Paulo voltou com Éverton no lugar de Anderson Martins.

E o Corinthians com Thiaguinho no lugar de Danilo, o melhor em campo, mas evidentemente desgastado para atuar mais 45 minutos com um companheiro a menos.

Era hora de o São Paulo se impor e o Corinthians defender o empate.

A Fiel que jogou muito na etapa inicial teria de entrar em campo na final.

No bom sentido, é claro.

No nono Majestoso em Itaquera, o time do Morumbi tinha a faca e o queijo na mão para conquistar sua primeira vitória, depois de seis derrotas e dois empates e diminuir, na história do confronto, a desvantagem de 23 jogos.

Para continuar as lambanças, o assoprador de apito, já sabedor das bobagens que havia feito, deixou de dar até o cartão amarelo num lance em que Thiaguinho mereceu o vermelho ao fazer falta em Jucilei, aos 8 minutos.

Onze contra nove, já pensou?

Por incrível que pareça, com 16 minutos, o Corinthians era mais perigoso e Arboleda meteu a mão na bola dentro da área, sem que o novo pênalti fosse assinalado.

Uma festa!

Sem exagero, até ali, era o que pode ser chamado de o "Majestoso da Vergonha".

Nenê substituiu Jucilei aos 19'.

A falta de futebol do São Paulo assustava.

E aos 26, de fora da área, rasteiro, Ralf fez heroico 1 a 0, em jogada dos meninos Thiaguinho e Pedrinho.

O "Majestoso da Vergonha" seguia vergonhoso para a arbitragem, e para o São Paulo, e se transformava no "Majestoso do Orgulho Corintiano".

Por que vergonhoso também para o São Paulo?

Porque se não ganhasse hoje, iria ganhar quando em Itaquera?

Romero se machucou e Jair Ventura pôs Roger no lugar dele.

Eram 10, mas pareciam 12 leões feridos em campo.

Sim, a Fiel jogava também e muito, com 43.122 torcedores enlouquecidos.

Aos 34', por pouco Henrique e Léo Santos não ampliaram, na mesma bola!

E, aos 35', Brenner empatou, em jogada iniciada por Éverton e desviada por Nenê.

Definitivamente, era uma baita injustiça, no que voltava a ser o "Majestoso da Vergonha".

Pedrinho saiu e Clayson entrou.

Dadas as circunstâncias, o empate era melhor para os anfitriões, apesar da injustiça, ainda mais porque o América conseguia perder, em casa, para o rebaixado Paraná Clube, por 1 a 0, diante de 5.074 pagantes.

O São Paulo deve ceder a quarta posição para o Grêmio no G4 e teve sorte, muita sorte, não só pela arbitragem desastrosa como até pelo gol que achou.

A última chance de gol quem teve foi, novamente, o desgastado, e desmanchado, Corinthians.

Sobre o Autor

Juca Kfouri é formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999 e foi colaborador da ESPN-Brasil entre 2005 e 2019. Colunista de futebol de “O Globo” entre 1989 e 1991 e apresentador, de 2000 até 2010, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha, onde permanece com sua coluna três vezes por semana. Apresenta, também, o programa Entre Vistas, na TVT, desde janeiro de 2018.

Colunas na Folha: https://blogdojuca.uol.com.br/lista-colunas-na-folha/

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