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Bye, bye, Mengão!

Juca Kfouri

10/11/2018 20h56

O Flamengo entrou em campo no Nilton Santos como se fosse disputar um jogo entre casados e solteiros depois da feijoada do sábado.

E tomou 2 a 0 do Botafogo com os pés nas costas, com Erick, aos 18, e Léo Valência, dez minutos depois.

Não sofreu o terceiro gol por detalhe e também porque o Glorioso tirou um pouco o pé diante da facilidade que encontrava.

Dorival Júnior não titubeou e logo aos 35' tirou Cuellar e pôs Diego no jogo.

O colombiano tinha cartão amarelo e parecia desligado. O brasileiro entrou e logo de cara também recebeu cartão amarelo.

Nada indicava uma noite feliz dos rubro-negros.

Alguma coisa aconteceu no intervalo rubro-negro.

Talvez uma distribuição de choques.

Fato é que o Flamengo voltou em outra voltagem.

E Vitinho, objeto preferencial da torcida alvinegra durante todo o primeiro tempo, logo diminuiu ao cabecear livre no segundo poste e ainda mandou uma bola no travessão, aos 8', em cobrança de falta.

Era melhor parar de cutucá-lo.

A sorte botafoguense estava na defesa rival, que dava sopa para o azar a cada ataque que sofria.

E o jogo, nervoso, mas de baixo nível, era parado constantemente por faltas farta distribuição de cartões.

Amarelos, não de Natal.

Lucas Paquetá, por exemplo, deu sorte, porque fez por merecer o vermelho.

Aliás, se não bastasse estar perdendo o jogo, o Flamengo perdia também Renê, Paquetá e Arão para o próximo jogo, contra o Santos, no Maracanã.

Logo depois do susto da bola na trave, o Botafogo se reequilibrou e voltou a ser mais perigoso, embora contra um adversário mais ligado.

Pará foi trocado por Rodinei e Éverton Ribeiro por Marlos Moreno.

O Fogão tinha Moisés e Pimpão nos lugares de Gilson e Luiz Fernando.

Pimpão que também atingiu o travessão do rival, aos 38'.

Para variar, o Nilton Santos tinha menos gente do que a importância do jogo impunha, apenas 19.267 torcedores.

Renatinho ainda substituiu Léo Valência, em grande noite, ao fazer um gol de falta e dar o passe para Erik abrir o marcador.

Erik que, aos 47, desperdiçou egoisticamente o terceiro gol, com dois companheiros livres para fazer 3 a 1.

Jogo que terminou com a vitória botafoguense, o que praticamente mantém o clube da Estrela Solitária na Série A e acaba com a chance do heptcampeonato rubro-negro, além de botar fim à invencibilidade de Dorival Júnior no comando do Mengão.

Zé Ricardo saboreou sua primeira vitória contra o ex-clube.

Sobre o Autor

Juca Kfouri é formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999 e foi colaborador da ESPN-Brasil entre 2005 e 2019. Colunista de futebol de “O Globo” entre 1989 e 1991 e apresentador, de 2000 até 2010, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha, onde permanece com sua coluna três vezes por semana. Apresenta, também, o programa Entre Vistas, na TVT, desde janeiro de 2018.

Colunas na Folha: https://blogdojuca.uol.com.br/lista-colunas-na-folha/

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