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Santos faz o mínimo; Corinthians quer cair?

Juca Kfouri

13/10/2018 20h56

Como já dito aqui, corintiano hoje em dia torce para o time não sofrer gols, porque é inútil torcer para que os faça.

Prova disso foi o que Matheus Vital perdeu logo de cara no Pacaembu santista.

E durou apenas 20 minutos a torcida para não levar.

Arthur Gomes entrou pela direita fazendo uma festa na defesa corintiana e bateu para defesa parcial de Walter.

O rebote caiu nos pés do Gabigol para estufar a rede corintiana: 1 a 0.

Daí para frente caiu um toró no Pacaembu e é claro que o Peixe se deu melhor na água, enquanto o Corinthians fazia marola e não ameaçava o gol de Vanderlei.

Diante da anemia corintiana, o Santos deixava o rival jogar e o torcedor, ensopado, via mais um jogo com selo de qualidade do atual futebol nacional.

Registre-se que o Santos deu também apenas um chute no gol.

Se Jair Ventura fez contas no intervalo percebeu que caso o Corinthians seguisse derrotado corria o sério risco de terminar a rodada a apenas dois pontos da zona do rebaixamento.

E voltou com Thiaguinho no lugar de Léo Santos.

Com o que o Corinthians ficava com apenas um de seus titulares, o volante Douglas (sim, ele é titular!…), todos os demais poupados para a final da Copa do Brasil contra o Cruzeiro.

Com Jonathas em campo, o Corinthians jogava com dez.

Já Cuca sabia bem que o Santos estava ficando a três da zona da Libertadores.

E não mudou nada.

O menino Rodrygo, na seleção sub-20, fazia muita falta ao ataque santista, burocrático sem a ousadia dele.

O domínio estéril do Corinthians permanecia inalterado e Santos a tudo via passivamente.

Um clássico gelado.

O Santos parecia esperar a oportunidade de um contra-ataque para não correr o risco de o adversário achar o empate.

Aos 20', Arthur Gomes deu lugar a Derlis González.

Aí, o Santos pressionou por um minuto e Walter salvou o segundo tento do Gabigol.

Três minutos depois, Pituca tirou água da trave e o Santos se aproximava do 2 a 0.

Clayson entrou no lugar de Matheus Vital que, cá entre nós, de vital pouco tem e de mortal menos ainda.

Aos 29, o veterano Renato, 39, bom de bola para chuchu, entrou no lugar de Yuri e já assumiu a faixa de capitão, ele que disputa sua última temporada e já trabalha como executivo no Santos, ou seja, é chefe de Cuca fora de campo e chefiado por ele dentro.

Aos 32, Danilo, 39, substituiu Emerson Sheik, 40.

Sim, parecia campeonato de seniors, diante de 24.123 pagantes, mais de 26 mil presentes.

Sanchez saiu e Sasha chegou, aos 43'.

Gabriel teve a chance do empate aos 44' e cabeceou mal.

Sasha então, aos 48, teve outra, ainda maior, mas Walter evitou.

Marlon também teve aos 51 a chance do empate, de cabeça.

O finzinho do jogo até teve alguma graça.

Em gestão de Andrés Sanchez o Corinthians caiu em 2007.

Agora, na gestão de Andrés "Desmanches" Sanchez, parece querer cair de novo.

Ele dirá que com ele o clube foi campeão da Copa do Brasil de 2009 e pode ser novamente.

Sobre o Autor

Juca Kfouri é formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999 e foi colaborador da ESPN-Brasil entre 2005 e 2019. Colunista de futebol de “O Globo” entre 1989 e 1991 e apresentador, de 2000 até 2010, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha, onde permanece com sua coluna três vezes por semana. Apresenta, também, o programa Entre Vistas, na TVT, desde janeiro de 2018.

Colunas na Folha: https://blogdojuca.uol.com.br/lista-colunas-na-folha/

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