Blog do Juca Kfouri

O Boca cala o Mineirão!

Juca Kfouri

O Boca é fogo.

Num Mineirão azul dos pés à cabeça e sob pressão permanente do Cruzeiro, o time portenho não se intimidou.

Ao contrário, se correu riscos, impôs outros tantos ao time brasileiro.

Verdade que o maior deles esteve nos pés de Thiago Neves, capaz de desperdiçar uma chance imperdível.

Verdade também que, já nos acréscimos do primeiro tempo, Barcos enfiou a bola na rede, mas não valeu, porque Dedé fez jogo perigoso sobre o jovem goleiro argentino Rossi.

O time mineiro tinha 45 minutos para fazer dois gols e não sofrer nenhum porque, se sofresse, teria de fazer quatro.

Nem por isso o Boca voltou retrancado porque, embora marcasse com firmeza, não abandonou o ataque e logo de cara conseguiu um escanteio.

Por incrível que pareça, aos 6 minutos, Dedé subiu no goleiro e levou cartão amarelo.

Por mais incrível ainda que pareça, Arrascaeta sofreu pênalti, o árbitro marcou e teve de voltar atrás porque, na origem do lance, Barcos estava impedido.

A torcida gritava “vergonha”, mas sem razão.

Então, aos 12′, Mano Menezes tirou Lucas Silva e pôs Sassá.

Escanteio pela esquerda, Thiago Neves cobra, Dedé cabeceia, a bola bate nas costas de Barcos e sobra para o primeiro toque na bola de Sassá.

E para o gol do Cruzeiro: 1 a 0!

Faltava um para os pênaltis.

A Bombonera pulsa?

Pois havia um maremoto azul no Mineirão.

Raniel entrou no lugar de Barcos, aos 20.

O Boca, enfim, se intimidou, sentiu o golpe.

Mas faltavam só 20 minutos..

E, é claro, os xeneizes catimbavam o que podiam e em outro jogo, registre-se, disputado lealmente.

Aos 30, Arrascaeta não aguentou mais e Rafinha veio para o jogo.

O Cruzeiro tinha pressa e a pressa é má conselheira.

O Boca não tinha nenhuma e pôs o ex-cruzeirense Ábila.

Aos 35, Dedé recebeu o segundo amarelo.

Aos 38, Ábila mandou a bola na trave brasileira, com o gol à disposição.

A coisa estava feia.

Raniel teve o segundo gol ao seu dispor, numa falha do goleiro, mas ele, lamentavelmente, perdeu, em vez de bater de primeira e ao tentar matar a bola que lhe escapou.

Aos 44, quase Edilson fez.

Os acréscimos chegaram e tempo havia: 6 minutos.

A arbitragem estava perfeita, errara apenas ao não dar um escanteio para os brasileiros,

E aos 48, Pavon se aproveitou de um erro de Leo e, ao receber de Ábila, empatou: 1 a 1.

Boca Juniors x Palmeiras numa semifinal, River Plate x Grêmio noutra.

Haja!

Ao fim, a massa azul reconheceu o esforço do time e o saudou.

Mas Mano Menezes, mais uma vez, não soube perder.