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Flamengo ganha oxigênio em Itaquera e goleia

Juca Kfouri

2005-10-20T18:22:50

05/10/2018 22h50

Desde o começo do jogo em Itaquera, tamanho o volume de jogo do Flamengo, as perguntas eram duas: quanto tempo o Rubro-negro demoraria para fazer um gol ou será que o Alvinegro acharia um em contra-ataque.

Parecia que o Corinthians treinava para enfrentar o assédio do Cruzeiro no Mineirão.

Mas não só o Flamengo, apesar da bela apresentação de Éverton Ribeiro, levou pouco perigo ao gol de Cássio, como o Corinthians não acertava um contra-ataque, tantos os erros de passes de Romero.

Daí, aos 42 minutos, Willian Arão lembrou dos tempos corintianos e deu o gol para Matheus Vital fazer, mas ele chutou em cima do goleiro César que, em seguida, teve de fazer uma defesaça no rebote desferido por Douglas.

Assim terminou o primeiro tempo, sem gols e sem futebol à altura das tradições do Clássico do Povo.

O segundo começou igual, com a bola nos pés cariocas, chutes contra o gol de Cássio sem maior perigo e futebol medíocre, um constante maltratar a pobre da bola.

Empenho o Fla mostrava, sem dúvida, como Corinthians sempre mostra.

Até que, aos 14', em cobrança de escanteio pela direita, Paquetá subiu, Gabriel olhou, e o Flamengo fez o gol que buscou.

Era justo.

Pedrinho entrou no lugar de Clayson.

O Mengo ficava à frente do São Paulo, a um ponto de Palmeiras e Inter, vivo, vivíssimo, no Brasileirão, apesar de jogar menos do que deveria.

Aos 20, outro escanteio, agora pela esquerda, a bola sobra para Paquetá enfiar o pé e ampliar: 2 a 0.

Estreando a camisa com o nome de Ayrton Senna, o Timão derrapava feio em seu autódromo, na curva do escanteio, quer dizer, em sua casa.

Mano Menezes deve ter se deliciado e Jair Ventura lançou mão de Emerson Sheik, que é rubro-negro de coração, no lugar de Douglas.

No Brasileirão, o Flamengo ganhava pela segunda vez do Corinthians, embora tenha sido eliminado por ele na Copa do Brasil, porque só um torneio mata-mata permite a um time como o do Alvinegro chegar à final.

Uribe saiu, Geuvânio entrou.

Sob o comando de Dorival Júnior, o Flamengo ganhava o oxigênio de que precisava para brigar pelo heptacampeonato.

Vitinho saiu e Piris entrou.

Danilo também foi para o jogo, no lugar de Ralf.

Faltava entrar Nelson Piquet, diante 41.693 pagantes.

O melhor do jogo, Éverton Ribeiro, deu lugar a Rodinei, no fim.

Nos acréscimos, em contra-ataque, Renê fez 3 a 0 para coroar sua primeira vitória em Itaquera.

Três a zero ficou ótimo para o Mengão e ficou muito mal para o Timão.

Sobre o Autor

Juca Kfouri é formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999. Atualmente está também na ESPN-Brasil. Colunista de futebol de “O Globo” entre 1989 e 1991 e apresentador, de 2000 até 2010, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha.

Colunas na Folha: https://blogdojuca.uol.com.br/lista-colunas-na-folha/

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