Blog do Juca Kfouri

Um passeio sem graça em Nova Jersey

Juca Kfouri

Os meninos americanos não poderiam mesmo fazer frente à Seleção Brasileira.

Nem bem o décimo minuto chegou e, sem quase que eles tocassem na bola, uma arrancada de Douglas Costa terminou com o toque de Roberto Firmino para o fundo da rede: 1 a 0.

Digamos que o Estados Unidos era o adversário ideal para o time amarelo retomar o caminho das vitórias interrompido pela Bélgica, na Rússia.

Os atrevidos sobrinhos de Tio Sam, aos poucos, foram perdendo a timidez e por pouco não empataram logo depois da primeira meia hora de jogo.

A bola corria agradável no gramado de Nova Jersey, mas não produzia emoções.

O capitão Neymar desfilava brilharecos improdutivos até que deu um passe precioso para Philippe Coutinho que resultou no segundo ataque perigoso do time brasileiro, com um tirambaço de Fabinho bem neutralizada pelo goleiro.

Então Fabinho se atirou na área e o assoprador mexicano de apito inventou de dar pênalti que Neymar converteu para estabelecer o 2 a 0, aos 42 minutos, no meio do gol.

O terceiro colocado do ranking da FIFA, atrás de França e Bélgica, vencia o 22º.

A possibilidade de virar dois e acabar quatro, ou mais, era grande.

Tite queria ganhar de mais e observar de menos, porque voltou com o mesmo time para o segundo tempo.

Logo de cara Douglas Costa fez outra grande jogada e deu para Neymar ampliar, mas ele chutou fraco, o goleiro desviou e o zagueiro tirou em cima da linha

Aos 15, Arthur estreou no lugar de Fred e Willian entrou no lugar de Douglas Costa, o melhor, disparado, em campo.

Aos 25, estreou Lucas Paquetá, no lugar de Coutinho, sem brilho.

Vez por outras os americanos conseguiam um ataque mais perigoso, mas Alisson não permitia maiores comemorações.

Aos 30, Richarlison no lugar de Firmino, outra estréia.

O jogo ficou chato, com trocas de passes infrutíferas e tentativas de jogadas individuais.

Dedé e Éverton substituíram Thiago Silva e Neymar, aos 35′.

Só para quebrar o gelo de Éverton e justificar a ausência no Gre-Nal.

Só para devolver a Dedé o gostinho de jogar pela Seleção depois de tanto tempo fora.