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São Paulo ganha a bendita eliminação

Juca Kfouri

16/08/2018 23h50

Consciente de sua inferioridade, o Colón recebeu o misto do São Paulo como o visitou: na defesa.

Livrou-se, graças ao travessão, de tomar 1 a 0 aos 20 minutos, em cobrança de falta por Nenê, um dos titulares que Diego Aguirre preferiu não poupar, apesar da idade, 37.

Titulares mesmo, além dele, só Anderson Martins, Reinaldo, Hudson e Rojas.

Estádio lotado por 31 mil torcedores em Santa Fé, na Argentina.

Jogo duro, no campo porque sem emoção e, na TV, de ver.

Mas não faltava guerra, nem garra, dos dois lados.

Só futebol, porque o Colón não agredia como talvez o Tricolor esperava dos anfitriões e o time brasileiro não tinha ninguém capaz de ir para o duelo pessoal, driblar, para romper a retranca.

A bola no travessão foi tudo que aconteceu no primeiro tempo.

Continuasse assim no segundo tempo e o São Paulo voltaria para casa com motivo para festejar a eliminação da Copa Sul-Americana, voltado apenas para o Brasileirão que lidera com mérito. E, ao menos, sem perder de novo para o inferior Colón.

Araruna e Lucas Fernandes saíram no intervalo para entrarem Bruno Peres e Éverton.

Já eram sete titulares em campo.

Acredite, os anfitriões eram cera pura no gramado de sua casa. Sem a menor cerimônia.

O que irritava e desconcentrava o Soberano, do que o Colón se aproveitava para, vez por outra, chegar perigosamente.

Nenê teve uma boa chance em passe de Éverton, mas a resposta foi tal que Jean salvou o gol argentino.

Carneiro saiu para Tréllez jogar aos 21'.

No minuto seguinte, a zaga salvou o gol de Éverton na linha fatal, depois que o são-paulino encobriu o goleiro.

Sim, o jogo ficou dramático, porque o São Paulo queria mesmo chegar às oitavas de final, se esforçava como podia para fazer seu gol e, é claro, discordava do blogueiro.

Foi assim que Liziero pegou, de fora da área, aos 26', o rebote da zaga em cobrança de escanteio e, de esquerda, mandou um balaço para abrir o placar. Golaço!

Os pênaltis estavam garantidos, mas o São Paulo crescia tanto que dava para aumentar e evitar o sofrimento.

O Colón passou a ter pressa. Bem feito!

Para azar, Liziero se machucou e o São Paulo ficou praticamente com dez, pois já tinha feito as três trocas.

Vieram os pênaltis.

O São Paulo devolvia o placar do Morumbi e mesmo que fosse eliminado voltaria bem para casa. Embora desgastado e tendo que enfrentar a Chapecoense no domingo que, é verdade, também jogou ontem.

O Colón saiu batendo e fez 1 a 0.

Nenê empatou.

O Colón fez 2 a 1.

Reinaldo empatou.

O Colón fez 3 a 2.

Hudson empatou.

O Colón fez 4 a 3.

Bruno Alves bateu e o goleiro defendeu com o pé no meio do gol.

O Colón se classificou ao fazer 5 a 3.

O São Paulo tem um Brasileirão para tentar ganhar pela sétima vez.

É o que vale!

Sobre o Autor

Juca Kfouri é formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999 e foi colaborador da ESPN-Brasil entre 2005 e 2019. Colunista de futebol de “O Globo” entre 1989 e 1991 e apresentador, de 2000 até 2010, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha, onde permanece com sua coluna três vezes por semana. Apresenta, também, o programa Entre Vistas, na TVT, desde janeiro de 2018.

Colunas na Folha: https://blogdojuca.uol.com.br/lista-colunas-na-folha/

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