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Palestras na semifinal da Copa do Brasil!

Juca Kfouri

2016-08-20T18:21:12

16/08/2018 21h12

Fazia 15º no Pacaembu quando Palmeiras e Bahia começaram a jogar sob chuva pelas quartas de final da Copa do Brasil.

Frio para baiano algum botar defeito.

Que não intimidou o Tricolor, ao contrário, porque o time foi à frente e criou as duas primeiras, e ótimas, oportunidades de gol, com uma bola na trave e com as costas de Edigar Junio, que havia chutado, evitando o gol de Gilberto no rebote.

O Palmeiras não se apresentava bem e parecia surpreso com a postura do adversário, mas acabou por criar quatro boas chances, três evitadas pelo goleiro Anderson ao sair nos pés de William e de Moisés, outra que foi à trave em arremate de Borja, e mais outra que passou na cara do gol baiano.

Todas fruto de bolas longas, ao estilo Felipão de ser.

Zé Rafael, objeto de desejo do Palmeiras, talvez inibido exatamente por isso, não estava bem e Felipe Melo levou mais um cartão amarelo que o suspende do primeiro jogo das semifinais caso o Alviverde chegue lá.

O primeiro tempo terminou como os dois anteriores disputados na Fonte Nova: sem gols.

Só que o jogo não tinha cara de 0 a 0.

Tanto que logo aos 18 segundos, em outra ligação direta, a bola sobrou para Borja encobrir o goleiro e ver o zagueiro salvar o 1 a 0.

O Palmeiras voltou com mais autoridade, disposto a fazer o gol que o colocaria na semifinal contra o outro Palestra, o mineiro, o Cruzeiro, para seguir em busca de seu tetra e do pentacampeonato de Felipão na Copa do Brasil.

"Vamo ganhá Porcô, vamo ganhá Porcô", cantava a massa palestrina para incentivar o time no gramado e esquentar o clima nas arquibancadas.

Tecnicamente o jogo era sofrível, mas muito guerreado e rápido.

O Palmeiras estava mais presente no campo de ataque, mas quando o Bahia descia, ameaçava, ao chegar na metade da etapa final.

O Verdão completava seu sexto jogo sem sofrer gol, mas não estava, como não poderia mesmo estar, satisfeito.

Já o Bahia completava seu nono jogo invicto e o quinto empate.

Mas, aos 28 minutos, Moisés e Mayke tabelaram pela direita, o lateral cruzou e Dudu, de peixinho, enfiou a cabeça na bola para fazer 1 a 0.

Lucas Lima que entraria voltou ao banco e Regis entrou no lugar de Edigar Júnio em busca do empate, aos 30'.

Pintava outra semifinal sensacional.

Felipão não brincou e trancou tudo: saiu Borja, entrou Thiago Santos, diante de mais de 29 mil torcedores.

Enderson Moreira respondeu com Élber no lugar de Vinicius, um atacante no lugar do meio campista.

Hyoran entrou no lugar de William.

O Bahia tentou pressionar no fim, mas não incomodou o goleiro Weverton.

É improvável, mas o Dérbi paulistano, que decidiu o Paulistinha neste ano, pode se repetir nas quartas de final da Libertadores e nas finais da Copa do Brasil.

Já pensou?

Sobre o Autor

Juca Kfouri é formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999. Atualmente está também na ESPN-Brasil. Colunista de futebol de “O Globo” entre 1989 e 1991 e apresentador, de 2000 até 2010, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha.

Colunas na Folha: https://blogdojuca.uol.com.br/lista-colunas-na-folha/

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