Blog do Juca Kfouri

Jogo em Itaquera não ata nem desata

Juca Kfouri

Quem esperava o Atlético Paranaense retrancado na Arena Corinthians se enganou redondamente.

O Furacão foi para cima do Corinthians a ponto de conseguir cinco escanteios nos 20 primeiros minutos.

Ao poupar Fagner, Danilo Avelar, Gabriel, o Corinthians pôs quatro pratas da casa em campo: o lateral-esquerdo Carlos Augusto, o zagueiro Pedro Henrique, o volante Léo Santos e o atacante Pedrinho, além de estrear, na lateral-direita, o volante Thiaguinho, que veio do Nacional da capital.

Sem entrosamento, os anfitriões permitiram aos visitantes os melhores momentos da primeira meia hora de jogo, com pelo menos uma defesa importante de Cássio.

Paulo André, bicampeão mundial pelo Timão em 2012, teve de deixar a zaga paranaense aos 28′, substituído por Wanderson.

O resumo do primeiro tempo é simples: jogo leal, de poucas faltas, um bom número de finalizações, mas poucas emoções, todas proporcionadas pelo Furacão, com ótima atuação de Marcelo Cirino, que parece ter nascido para jogar no rubro-negro curitibano.

O Corinthians veio bem mais senhor do jogo no segundo tempo quando o Atlético deu a sensação de estar feliz com um ponto, porque deixou a agressividade dos 45 minutos iniciais no vestiário.

Aos 9 minutos, de fora da área, Romero tentou surpreender o goleiro Santos, que fez boa defesa.

A resposta veio aos 12′, com um chute de Renan que Cássio mandou a escanteio.

Com o que o Furacão retomou a coragem inicial.

O jogo era absolutamente imprevisível, mas, de novo, com Cássio tendo que trabalhar muito mais que Santos.

Quase concomitantemente, Clayson saiu para Matheus Vital jogar e Nicão substituiu Marcinho, ali pelos 22 minutos, primeira troca alvinegra, segunda rubro-negra.

28.465 pagantes passavam frio em Itaquera e o jogo não esquentava.

Mas às vezes arrepiava os corações da Fiel, porque via Cássio segurar o 0 a 0, sempre precisar fazer milagres.

Aos 33′, o chileno Angelo Araos entrou no lugar do pálido Jadson.

Nessas alturas, se alguém merecia um gol era o time paranaense, que explorava bem o fato de Thiaguinho não ser lateral de ofício.

A preocupação com o jogo contra o Colo Colo, no Chile, pela Libertadores, tirava Romero de campo para Danilo jogar, aos 39′.

Como é frequente na vida alvinegra, o time perdia pontos para um adversário na zona da degola.

Raphael Veiga saiu, Bruno Nazário entrou no Furacão.

Mas o jogo não atou, nem desatou. E acabou como começou.