Blog do Juca Kfouri

Enfim, uma vitória brasileira no exterior

Juca Kfouri

O primeiro tempo em Assunção não foi propriamente um jogo de futebol.

Foi mais uma enganação.

Diante de um time tosco, o Cerro Porteño, o Palmeiras acomodou-se, feliz com o 0 a 0.

O nome do goleiro palmeirense eu sei, embora não tenha feito uma defesa sequer.

O do paraguaio não deu para saber durante os 45 minutos iniciais, porque a única defesa que fez foi tão fácil em chute de Dudu que o nome dele nem foi citado.

Definitivamente, não tínhamos um jogo de futebol.

Mas a busca de um ponto em terras estrangeiras.

O mais palpitante até então foi o gesto obsceno de Felipe Melo no aquecimento, típico de sua educação e modo de vida.

No segundo tempo, se o Palmeiras forçasse um pouco que fosse, faria ao menos um gol.

E não demorou dois minutos para que uma bola alçada da esquerda e desviada pela zaga paraguaia acabasse nos pés de Borja para fazer 1 a 0.

O colombiano marcava pela sétima vez em sete jogos nesta Libertadores.

Pobre Cerro Porteño. Teria de jogar futebol.

Provavelmente levaria mais.

Uma segura arbitragem argentina fazia ouvidos moucos às seguidas reclamações paraguaias, como em torno de uma bola que tocou no cotovelo de Mayke na área.

O Palmeiras passou a ter espaço para contra-atacar e não dava chance ao Cerro e seguia invicto na Libertadores já na metade do caminho.

Mas ao chegar ao 20° minuto o segundo tempo seguia tão modorrento como o primeiro.

Já no 25º, depois de Diego Barbosa quase marcar, Borja recebeu de Moisés e fez seu oitavo gol, o de 2 a 0 do Verdão.

O jogo estava no papo. Mais: a classificação para as quartas de final está no papo.

Resta saber se contra o Colo-Colo ou contra o Corinthians.

Adivinhe o que o palmeirense prefere.

Felipão tirou Hyoran, Borja e Moisés para que Jean, Deyverson e Thiago Santos jogassem.

Poupar é preciso porque tem Copa do Brasil e Brasileirão para jogar.

Em tempo: o blogueiro acertou na mosca, na ESPN, o resultado do jogo em Assunção.

Ufa!

Ah, o nome do goleiro paraguaio é Anthony Silva.

O que nem o Grêmio nem o Corinthians conseguiram, na Argentina e no Chile, o Palmeiras conseguiu no Paraguai.

Aleluia!