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Blog do Juca Kfouri

Frio e Furacão assolam o Morumbi

Juca Kfouri

11/06/2016 22h55

O frio de 7 graus incomodou muito mais que o Furacão durante o primeiro tempo no Morumbi.

O São Paulo mandou no jogo como quis, mandou bola na trave em cobrança de Maicon e abriu o placar com gol de cabeça dele aos 40.


Calleri foi desfalque de última hora, viajou às pressas e muito chocado com a morte de seu melhor amigo em acidente de moto na Argentina.

Maicon jogou também por ele e se o Porto quer 8 milhões de euros e o São Paulo oferece 5, dá pena pensar que  possa não ficar, embora a diferença seja grande e as finanças do São Paulo não permitam.

Mas o zagueiro está o fino a tal ponto que até chapéu andou distribuindo pelos atacantes do Atlético Paranaense.

O Furacão voltou ao segundo tempo com Nikão no lugar de Ewandro, tentativa de Paulo Autuori para ver se dava algum calor ao Tricolor, nestas alturas com o termômetro marcando apenas 5º Celsius.

Em seguida pôs Walter em campo e do pé dele surgiu a primeira chance de gol paranaense, meio sem ângulo.

Antes, Ytalo acertou um chute impressionante de fora da área que bateu nos pés das duas traves.

No rebote,  gol escancarado, Alan Kardec escorregou bizarramente e perdeu o gol do 2 a 0. Deu pena.

Em seguida, aos 20, deu raiva no são-paulino, porque Otávio empatou, no contra-ataque de um lance em que Kelvin ia fazendo um golaço e atingiu também trave.

Jogada de linha do fundo, bola na área, corta-luz e Otávio fulminou, livre, da marca de pênalti.

Seja como for, embora o placar não espelhasse a superioridade paulista, a postura mais agressiva do rubro-negro dava resultado.

O jogo que já estava franco, ficou ainda mais aberto.

Edgardo Bauza, surpreendentemente,  tirou Ytalo e botou Lucas Fernandes, aos 26.

Luis Araújo substituiu Kelvin, porque Bauza queria vencer.

André Lima também saiu e entrou Ernani, porque Autuori também queria.

E não é que deu certo?

Para Autuori, bem entendido.

Diante de 12.389 torcedores que começaram a noite incomodados apenas com o frio, Ernani, ele mesmo, aos 42, enfiou a cabeça na bola de um escanteio batido por Nikão, virou o jogo para 2 a 1 e fez presente o inesperado Furacão.

Ah, o futebol!

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

Sobre o Autor

Juca Kfouri é formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999 e foi colaborador da ESPN-Brasil entre 2005 e 2019. Colunista de futebol de “O Globo” entre 1989 e 1991 e apresentador, de 2000 até 2010, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha, onde permanece com sua coluna três vezes por semana. Apresenta, também, o programa Entre Vistas, na TVT, desde janeiro de 2018.

Colunas na Folha: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/jucakfouri/