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Seleção empata na bacia das almas

Juca Kfouri

29/03/2016 23h40

O primeiro tempo terminou 1 a 0 para o Paraguai graças a Alísson, que fez duas defesaças.

Gil fora de forma, Filipe Luís aquela água, Fernandinho uma catástrofe e Renato Augusto desaparecido.

  
Ricardo Oliveira deu um tirambaço no travessão e foi tudo que o Brasil fez.

Um a zero era pouco.

Para o segundo tempo, Dunga, genial, tirou Fernandinho e nem assim pôs Lucas Lima, mas Hulk.

Claro, fazer a bola chegar no ataque era uma impossibilidade em si mesma.

Dai, logo no começo do segundo tempo, Roque Santa Cruz se livrou simplesmente de três brasileiros e o Paraguai ampliou com Benitez.

  
Ah, sim, Lescano havia feito o primeiro gol no fim da etapa inicial.

Desenhava-se uma goleada no Defensores del Chaco, de ótimo gramado e seguro, como não era antigamente.

O time brasileiro não era um time, era um bando.

Aos 16, Hulk salvou um gol jogando como zagueiro na área paraguaia.

Só aos 23 o brilhante Dunga botou Lucas Lima e tirou Luiz Gustavo.

O cara dos dois brucutus, agora não tinha nenhum volante.

A chamada tática do bumba meu boi.

Só que, estranhamente, o Paraguai, com o jogo nos pés, recuou e deu espaço para o time brasileiro jogar.

Então, aos 33, deu certo, com um chutão de Hulk que o goleiro soltou e Ricardo Oliveira aproveitou para diminuir: 2 a 1.

Aí, Jonas entrou no lugar dele.

O Paraguai sentiu e o Brasil cresceu.

  
Cresceu a ponto de empatar com Daniel Alves, nos acréscimos.

E quase ainda fez o terceiro gol.

Ufa! Deus voltou a ser brasileiro.

A Seleção Brasileira passará cinco meses em sexto lugar entre 10 times, fora até da repescagem, transcorrido 1/3 das eliminatórias.

Com Dunga?

Pergunte ao coronel Nunes, embora o técnico seja responsabilidade de Marco Polo Del Nero, que nem a Assunção pode ir.

NOTAS:

Alísson salvou dois gols e sofreu dois em que nada podia fazer: 7

Daniel Alves tirou o corpo em vez de ir na bola no segundo gol, mas fez o de empate: 5,5

Miranda não atravessa um bom momento: 4

Gil não ganhou uma importante pelo alto, fora de forma: 4,5

Filipe Luís marcou a bola no primeiro gol e é muito inferior a Marcelo: 3

Luiz Gustavo foi o brucutu de sempre: 4

Fernandinho é um horror: 2

Renato Augusto pareceu estar na China: 4

Willian perdeu-se na mediocridade geral: 4

Ricardo Oliveira quase não viu a bola que não chegava, mas deixou seu gol antes de sair: 5,5

Douglas Costa, como Willian: 4

Hulk entrou, fez um monte de bobagens e permitiu o gol brasileiro: 4,5

Lucas Lima, coitado, talvez devesse ter dito a Dunga: "Entra você, tô fora", mas melhorou o desempenho nacional: 6,5

Jonas sem tempo, sem nota.

Dunga é tão insignificante como treinador que até esqueci de dar o 3 que ele mereceu…

Sobre o Autor

Juca Kfouri é formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999 e foi colaborador da ESPN-Brasil entre 2005 e 2019. Colunista de futebol de “O Globo” entre 1989 e 1991 e apresentador, de 2000 até 2010, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha, onde permanece com sua coluna três vezes por semana. Apresenta, também, o programa Entre Vistas, na TVT, desde janeiro de 2018.

Colunas na Folha: https://blogdojuca.uol.com.br/lista-colunas-na-folha/

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