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Seleção passa bem pela Venezuela

Juca Kfouri

13/10/2015 23h53

Fazer um gol com 36 segundos de jogo é tudo que um time pode querer e a Seleção Brasileira fez depois que Luiz Gustavo desarmou um venezuelano distraído e deu para Willian fazer 1 a 0.

Ficou tranquilo.

  
Os venezuelanos fizeram uma graça aqui e ali, mas Alísson, estranhamente no lugar de Jefferson, não teve trabalho.

Filipe Luís deu o segundo gol para Ricardo Oliveira, corretamente no lugar de Hulk, mas o santista desperdiçou.

Os dois volantes brasileiros apoiavam, apareciam na frente, nada que lembrasse Santiago do Chile.

Para completar, no fim do primeiro tempo, aos 42, Filipe Luís desceu outra vez, cruzou rasteiro, Oscar abriu as pernas no corta-luz e Willian fez belo gol: 2 a 0.

A torcida aplaudiu no intervalo e esperou um show no segundo tempo.

Logo aos 7 minutos, Douglas Costa cruzou da esquerda no travessão.

O ataque brasileiro tramava bem, apesar de Oscar, incompreensivelmente em vez de Lucas Lima, mas a defesa vacilou duas vezes ao permitir cabeçadas que, por sorte, foram no meio do gol.

Como aconteceu com Hulk contra o Chile, porém, a bola não chegava em Ricardo Oliveira.

E, aos 19, em cobrança de escanteio, novamente a defesa vacilou e a Venezuela diminuiu: 2 a 1.

Oscar saiu e Lucas Lima entrou, apesar de a torcida, ignorantemente, pedir por Kaká.

Aparentemente, o time de Dunga, vaiado antes do começo do jogo, complicava o que estava simples.

O time brasileiro, ao menos, não recuou no Castelão com bastante gente, mas não lotado, com 39 mil torcedores, onde cabem 64 mil.

Com Lucas Lima, rapidamente, ficou claro que a Seleção era bem mais rápida.

E foi com a movimentação dele que surgiu o terceiro gol, em cruzamento de Douglas Costa para Ricardo Oliveira fazer 3 a 1, aos 28.

Era justo.

Sete minutos depois, o artilheiro santista saiu e Hulk entrou.

Aos 29, demagogicamente, Dunga pôs Kaká no lugar de Douglas Costa.

Espera-se que contra a Argentina o time jogue com a mesma atitude, sem se acovardar por estar fora de casa, como no segundo tempo em Santiago.

NOTAS:

Alísson, sem culpa no gol, uma saída em falso e pouco trabalho: 6;

Daniel Alves, sem brilho, mas correto: 6;

Miranda e Marquinhos, deficientes nas bolas altas: 5;

Filipe Luís, muito bem no apoio: 7,5;

Luiz Gustavo fez ótima partida ao não se limitar a marcar: 7,5;

Elias melhorou muito, mas ainda não foi o do Corinthians: 6,5;

Oscar não foi tão mal como contra o Chile, mas ainda assim foi mal: 4;

Douglas Costa, longe do jogador do Bayern, cruzou muito bem no terceiro gol: 6;

Willian, disparado o melhor em campo: 8,5;

Ricardo Oliveira teve duas chances de gol e aproveitou uma: 7;

Lucas Lima entrou e mostrou porque tem de ser titular: 8;

Hulk e Kaká pouco tempo, sem nota.

Dunga, acertou em sair jogando com Filipe Luís e Ricardo Oliveira e errou ao barrar Jefferson e insistir com Oscar: 5,5.

Sobre o Autor

Juca Kfouri é formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999 e foi colaborador da ESPN-Brasil entre 2005 e 2019. Colunista de futebol de “O Globo” entre 1989 e 1991 e apresentador, de 2000 até 2010, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha, onde permanece com sua coluna três vezes por semana. Apresenta, também, o programa Entre Vistas, na TVT, desde janeiro de 2018.

Colunas na Folha: https://blogdojuca.uol.com.br/lista-colunas-na-folha/

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