Timão leva o turno com "Luciano Ronaldo"
O corintiano olhava para o relógio, impaciente, contando os minutos que faltavam para acabar o primeiro tempo em Floripa, onde o Alvinegro perdia por 1 a 0, gol de André Lima, aos 14, de cabeça, arrematando um chamado escanteio de mangas curtas, fruto de uma mão na bola daquelas modernas de Fagner.
Em seguida, o autor do gol se machucou e foi trocado por Hugo.
Acostumado a jogar com 10 quando Vagner Love era titular, o torcedor do líder do Brasileirão via em Rodriguinho uma nova nulidade, bem ele que jogava no lugar de Renato Augusto, o cara que no meio de campo do Corinthians faz Jadson render e Elias jogar.
Aí, depois de 48 minutos absolutamente inúteis dos visitantes, o zagueiro Jéci afastou mal uma bola cruzada na área para Luciano livre, leve e solto.
Com uma estrela muito maior que seu futebol, Luciano empatou bonito ao bater na bola com perfeição.
O dado curioso é que na hora do gol um gaiato da torcida havia jogado outra bola dentro do gramado, certamente algo armado pela CBF para beneficiar o Corinthians.
Só que os times voltaram iguais, ou seja, Rodriguinho não foi sacado como o corintiano que olhava impaciente para o relógio.
Logo no primeiro minuto Luciano "salvou" o gol da virada corintiana, ao levar um tirambaço de Malcon, à queima-roupa.
Lá e cá, os primeiros sete minutos do segundo tempo foram muito melhores que os 48 do primeiro.
Talvez o solão das 4 horas da tarde tenha influenciado no péssimo começo de jogo corintiano ou, então. a bronca de Tite foi homérica.
Aos 14, finalmente, o inútil Rodriguinho deu lugar a Danilo que, em seus sete primeiros minutos, participou mais e muito melhor que o substituído em 62.
Aos 28, Jéci, outra vez, o capitão catarinense, foi protagonista de um lance decisivo, ao perder, em baixo do travessão, o segundo gol do time anfitrião. Não era dia dele.
Tite trocou Malcon por Rildo.
Aos 32, de fora da área, Tinga acertou a trave de Cássio. O Avaí voltava a dar as cartas.
Sem sol, tinha futebol.
Jéci desempatou, aos 37.
Milimetricamente impedido segundo a transmissão da Globo, mas na mesmíssima linha nos "tira-teimas" dos diversos programas esportivos pela noite afora.
Não era mesmo dia de Jéci.
Ao Corinthians, que passaria a depender de o Galo não vencer a Chapecoense para ser campeão turno, o empate já estava de bom tamanho.
Mas, aos 42, como se fosse um Cristiano Ronaldo, da meia lua, de pé esquerdo, Luciano pôs a bola no ângulo e marcou seu quinto gol em três jogos, garantindo ao Corinthians o Troféu Osmar Santos, oferecido pelo diário "Lance!" ao campeão do primeiro turno.
Será que o Corinthians permitirá mesmo que ele vá jogar amistosos pela seleção olímpica?
Aos 47, Jéci também meteu no ângulo de Cássio e o goleiro fez milagre, para depois defender duas vezes em seguida o empate catarinense.
Não era dia de Jéci.
Era dia de "Luciano Ronaldo"!
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