Só falta prenderem o Ganso
Paulo Henrique Ganso, inconformado após a derrota do São Paulo para o Corinthians, disse que o árbitro mais que errou, disse que roubou e que deveria sair do estádio de camburão.
Ganso estava de cabeça quente, havia jogado mal e visto o segundo gol irregular do rival.
Um julgamento exemplar, anos atrás, decidiu que chamar o juiz de futebol de ladrão não era crime.
Deveria ter virado jurisprudência, mas não virou.
Tanto que o assoprador de apito do jogo pela Libertadores diz que consultou seu advogado para processar Ganso, direito dele, mas um exagero.
Árbitros de futebol sabem que despertam iras momentâneas de quem perde e sabem que têm duas mães, a que deixam em casa e a que levam para os estádios, para ser serem vilipendiadas em coros pornográficos.
Não interessa o nome do apitador em questão, que errou e errou feio, mas nem é ladrão nem filho de uma prostituta.
Levar a questão à Justiça será um erro equivalente ao de Ganso se não se desculpar.
É assim que o caso deve terminar.
Ganso, que é bom de bico, pede desculpas e a vida segue, até o próximo ladrão que não é ladrão, no mau sentido da palavra, nem filho de rameira, ao contrário, são todos honestos e filhos de umas santas.
Até prova em contrário.
Comentário para o Jornal da CBN desta sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015, que você ouve aqui.
Sobre o Autor
Colunas na Folha: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/jucakfouri/











