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Blog do Juca Kfouri

Empate horroroso em Itu

Juca Kfouri

22/02/2015 17h55

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Itu é, como se sabe, a cidade dos exageros, onde tudo é grande.

Mas não é exagero algum dizer que Ituano, o atual campeão paulista, e Corinthians, o maior campeão estadual de São Paulo, fizeram um dos piores 45 minutos iniciais de todos os tempos.

Num gramado impecável, mas sob 31 graus na cidade, na verdade, não houve 45 minutos de futebol.

Nem 22 e meio.

Nem 20, mas apenas 16 de bola rolando.

E não se pode dizer que, nestes 16 minutos, houve futebol propriamente dito, porque, na verdade, houve apenas uma chance de gol, em bola roubada por Guerrero e desperdiçada por ele.

Para piorar, Danilo teve de entrar aos 12 minutos porque Bruno Henrique sofreu uma luxação no cotovelo e ficará 30 dias fora, fazendo companhia a Fábio Santos, que amanhã operará o joelho.

Na terra dos aumentativos, o Paulistinha foi mais Paulistinha do que nunca.

O segundo tempo começou dando a impressão de que seria ainda pior porque o Ituano fez três faltas nos primeiros 56 segundos.

Mas já sob sombra, as coisas melhoraram, mesmo porque, de fato, era impossível piorarem.

Então o Corinthians com seu time misto partiu para cima e, aos 15 minutos, Cristian abriu o placar, em pênalti cometido sobre Edílson..

O que obrigava, finalmente, o Ituano a ir para frente.

E o Ituano foi.

Aos 22 minutos, Petros foi desarmado com falta clara, o assoprador de apito , que marcava até espirro, deixou o lance seguir e, na sequência, os donos da casa empataram, com Jheimy, assim mesmo, um exagero dos pais dele.

Mal comparando, foi como o segundo gol corintiano contra o São Paulo na quarta-feira passada, pela Libertadores.

O jogo voltou a ficar truncado, chato, morrinha, irritante.

Tite não queria perder o 100% no quarto jogo de seu time no campeonato e trocou Malcon por Luciano e Guerrero por Vágner Love.

Mas foi o Ituano quem mais chances criou para fazer o segundo gol.

Só que ninguém merecia vencer mesmo e até o empate foi um prêmio para a ruindade vista em campo.

Derrotados foram o futebol e os que, como este blogueiro, se dedicaram a ver o jogo, se é que pode ser chamado de jogo.

E o assoprador de apito esteve à altura.

O Paulistinha merece.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

Sobre o Autor

Juca Kfouri é formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999 e foi colaborador da ESPN-Brasil entre 2005 e 2019. Colunista de futebol de “O Globo” entre 1989 e 1991 e apresentador, de 2000 até 2010, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha, onde permanece com sua coluna três vezes por semana. Apresenta, também, o programa Entre Vistas, na TVT, desde janeiro de 2018.

Colunas na Folha: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/jucakfouri/