Empate horroroso em Itu
Itu é, como se sabe, a cidade dos exageros, onde tudo é grande.
Mas não é exagero algum dizer que Ituano, o atual campeão paulista, e Corinthians, o maior campeão estadual de São Paulo, fizeram um dos piores 45 minutos iniciais de todos os tempos.
Num gramado impecável, mas sob 31 graus na cidade, na verdade, não houve 45 minutos de futebol.
Nem 22 e meio.
Nem 20, mas apenas 16 de bola rolando.
E não se pode dizer que, nestes 16 minutos, houve futebol propriamente dito, porque, na verdade, houve apenas uma chance de gol, em bola roubada por Guerrero e desperdiçada por ele.
Para piorar, Danilo teve de entrar aos 12 minutos porque Bruno Henrique sofreu uma luxação no cotovelo e ficará 30 dias fora, fazendo companhia a Fábio Santos, que amanhã operará o joelho.
Na terra dos aumentativos, o Paulistinha foi mais Paulistinha do que nunca.
O segundo tempo começou dando a impressão de que seria ainda pior porque o Ituano fez três faltas nos primeiros 56 segundos.
Mas já sob sombra, as coisas melhoraram, mesmo porque, de fato, era impossível piorarem.
Então o Corinthians com seu time misto partiu para cima e, aos 15 minutos, Cristian abriu o placar, em pênalti cometido sobre Edílson..
O que obrigava, finalmente, o Ituano a ir para frente.
E o Ituano foi.
Aos 22 minutos, Petros foi desarmado com falta clara, o assoprador de apito , que marcava até espirro, deixou o lance seguir e, na sequência, os donos da casa empataram, com Jheimy, assim mesmo, um exagero dos pais dele.
Mal comparando, foi como o segundo gol corintiano contra o São Paulo na quarta-feira passada, pela Libertadores.
O jogo voltou a ficar truncado, chato, morrinha, irritante.
Tite não queria perder o 100% no quarto jogo de seu time no campeonato e trocou Malcon por Luciano e Guerrero por Vágner Love.
Mas foi o Ituano quem mais chances criou para fazer o segundo gol.
Só que ninguém merecia vencer mesmo e até o empate foi um prêmio para a ruindade vista em campo.
Derrotados foram o futebol e os que, como este blogueiro, se dedicaram a ver o jogo, se é que pode ser chamado de jogo.
E o assoprador de apito esteve à altura.
O Paulistinha merece.
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Colunas na Folha: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/jucakfouri/












