Inter sobe com força e Timão sobe com sorte
Raphael Klaus, o assoprador de apito do clássico mais antigo de São Paulo, levou um safanão pelas costas de Petros e como não viu que foi de propósito deixou o corintiano em campo.
Depois, no fim do primeiro tempo, não viu que Alison não atingiu Elias num contra-ataque, porque foi o pé do corintiano que pegou o joelho do rival, e o expulsou de campo com o segundo cartão amarelo.
Acredite você ou não, foi o que de melhor aconteceu na Vila Belmiro nos primeiros 45 minutos de jogo.
No Beira-Rio, no Gre-Nal, nem isso.
A ruindade foi igual ao clássico paulista e também igual nas discussões e troca de empurrões.
Gols, nem pensar.
Aliás, gol só na Arena da Baixada, onde, no fim, o Furacão abriu o placar contra o Botafogo, gol de Cleo.
Porque, no Maracanã, Flamengo e Sport davam outro show de horrores sem gols.
Com 11 contra 10, o Corinthians deveria voltar mais agressivo.
Mas o segundo tempo começou em câmara lenta, como o Santos queria.
Quem teve chance de gol, aos 7, foi o camisa 7 santista, o retornado Robinho, que jogava bem, aproveitando-se de mais uma bobeada de Guilherme Andrade.
Antes do décimo minuto, Ferrugem entrou no lugar de Guilherme Andrade e Alan Santos entrou no de Leandro Damião, para reforçar a defesa.
No sul, o Colorado saiu na frente, com o chileno Aranguiz.
Com o que o Inter assumia a vice-liderança do Brasileirão, a apenas dois pontos do prejudicado, pelas arbitragens, Cruzeiro.
E Petros deu lugar a Renato Augusto em Santos.
Nos contra-ataques o Santos era mais perigoso e se aproveitava dos inúmeros erros de passes do Corinthians, principalmente nos pés de Jadson.
Romarinho entrou e Jadson, enfim, saiu, assim como Rildo entrou e Thiago Ribeiro saiu.
Ferrugem fez linda jogada em cima de Alan Santos e deu para Elias fuzilar, obrigando Aranha a fazer sua primeira defesa difícil no jogo.
Por volta dos 33 minutos, o Corinthians começava a fazer valer a vantagem de um homem, mas era o Santos quem seguia mais insinuante e buscando a vitória, além de trocar Robinho, cansado, por Geovânio.
Enquanto isso, em Porto Alegre, o Inter ampliava e impunha a terceira derrota seguida a Felipão, 12 gols em três jogos, somados os 10 da Copa do Mundo, gol de Cláudio Winck.
O Flamengo com Eduardo da Silva abriu o placar no Rio e derrotou o Sport.
O Furacão, com Douglas, fez 2 a 0 e despachou o Botafogo.
Foi preciso que Robinho saísse de campo para o Corinthians fazer seu gol, com Gil, em cobrança de escanteio depois que Ferrugem exigiu outra boa defesa de Aranha.
Difícil entender Fagner e Guilherme Andrade em campo quando se tem Ferrugem no banco.
O Corinthians assumia o terceiro lugar, a três pontos do líder, graças à sorte da expulsão de Alison.
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