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Blog do Juca Kfouri

Inter sobe com força e Timão sobe com sorte

Juca Kfouri

10/08/2014 17h34

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Raphael Klaus, o assoprador de apito do clássico mais antigo de São Paulo, levou um safanão pelas costas de Petros e como não viu que foi de propósito deixou o corintiano em campo.

Depois, no fim do primeiro tempo, não viu que Alison não atingiu Elias num contra-ataque, porque foi o pé do corintiano que pegou o joelho do rival, e o expulsou de campo com o segundo cartão amarelo.

Acredite você ou não, foi o que de melhor aconteceu na Vila Belmiro nos primeiros 45 minutos de jogo.

No Beira-Rio, no Gre-Nal, nem isso.

A ruindade foi igual ao clássico paulista e também igual nas discussões e troca de empurrões.

Gols, nem pensar.

Aliás, gol só na Arena da Baixada, onde, no fim, o Furacão abriu o placar contra o Botafogo, gol de Cleo.

Porque, no Maracanã, Flamengo e Sport davam outro show de horrores sem gols.

Com 11 contra 10, o Corinthians deveria voltar mais agressivo.

Mas o segundo tempo começou em câmara lenta, como o Santos queria.

Quem teve chance de gol, aos 7, foi o camisa 7 santista, o retornado Robinho, que jogava bem, aproveitando-se de mais uma bobeada de Guilherme Andrade.

Antes do décimo minuto, Ferrugem entrou no lugar de Guilherme Andrade e Alan Santos entrou no de Leandro Damião, para reforçar a defesa.

No sul, o Colorado saiu na frente, com o chileno Aranguiz.

Com o que o Inter assumia a vice-liderança do Brasileirão, a apenas dois pontos do prejudicado, pelas arbitragens, Cruzeiro.

E Petros deu lugar a Renato Augusto em Santos.

Nos contra-ataques o Santos era mais perigoso e se aproveitava dos inúmeros erros de passes do Corinthians, principalmente nos pés de Jadson.

Romarinho entrou e Jadson, enfim, saiu, assim como Rildo entrou e Thiago Ribeiro saiu.

Ferrugem fez linda jogada em cima de Alan Santos e deu para Elias fuzilar, obrigando Aranha a fazer sua primeira defesa difícil no jogo.

Por volta dos 33 minutos, o Corinthians começava a fazer valer a vantagem de um homem, mas era o Santos quem seguia mais insinuante e buscando a vitória, além de trocar Robinho, cansado, por Geovânio.

Enquanto isso, em Porto Alegre, o Inter ampliava e impunha a terceira derrota seguida a Felipão, 12 gols em três jogos, somados os 10 da Copa do Mundo, gol de Cláudio Winck.

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O Flamengo com Eduardo da Silva abriu o placar no Rio e derrotou o Sport.

O Furacão, com Douglas, fez 2 a 0 e despachou o Botafogo.

Foi preciso que Robinho saísse de campo para o Corinthians fazer seu gol, com Gil, em cobrança de escanteio depois que Ferrugem exigiu outra boa defesa de Aranha.

Difícil entender Fagner e Guilherme Andrade em campo quando se tem Ferrugem no banco.

O Corinthians assumia o terceiro lugar, a três pontos do líder, graças à sorte da expulsão de Alison.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

Sobre o Autor

Juca Kfouri é formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999 e foi colaborador da ESPN-Brasil entre 2005 e 2019. Colunista de futebol de “O Globo” entre 1989 e 1991 e apresentador, de 2000 até 2010, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha, onde permanece com sua coluna três vezes por semana. Apresenta, também, o programa Entre Vistas, na TVT, desde janeiro de 2018.

Colunas na Folha: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/jucakfouri/