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Blog do Juca Kfouri

Costa Rica parou no Krul

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Juca Kfouri

05/07/2014 19h47

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Caíam lagartixas do teto da Fonte Nova durante a pelada entre Costa Rica e Holanda quando, aos 60 minutos de jogo, Campbell, dentro da área laranja, tomou uma ombrada de Indi em suas ricas costas que o apitador viu e preferiu fazer de conta de que não foi nada.

Até ali, a Holanda tinha a bola o tempo quase todo, mas não sabia como fazer para romper o dique costa-riquenho.

O time centro-americano lembrava o colombiano Once Caldas, campeão da Libertadores de 2004 depois de superar o Santos, o São Paulo e o Boca Juniors.

O melhor ataque da Copa parava na melhor defesa.

Depois de receber grandes jogos, Salvador era castigada com um joguinho.

Aos 37 do segundo tempo, a primeira real sensação de gol, em cobrança de falta por Sneijder que explodiu na trave direita do goleiro Navas que, verdade seja dita, já havia feito boas defesas e fez mais duas em seguida.

A Holanda tentava evitar sua primeira prorrogação e Robben aparecia em todos os lugares do campo, já à noite, sob 24 graus, quando, aos 43, Van Persie furou um passe precioso de Sneijder na cara do gol.

Aos 47 aconteceu o impossível: em bola cruzada da esquerda, Kuyt furou,na cara do gol, ela sobrou para Van Persie que fuzilou da pequena área e, embaixo do travessão, o zagueiro salvou com o pé mandando o balão no dito cujo travessão.

Expressionante!

A prorrogação tornou-se inevitável.

A Costa Rica fazia história e iria tentar levar o jogo para ser decidido na marca do pênalti.

Ao menos, emoções não faltariam, como tem sido a marca registrada desta Copa do Mundo.

Nos primeiros três minutos a Holanda criou duas chances de gol.

O árbitro do Uzbequistão parecia querer a vitória holandesa porque, depois de fazer vistas grossas em novo pênalti para a Costa Rica, inventou uma falta perto da área da Costa Rica em bola que bateu no ombro do defensor e ele considerou como braço. Um traste!

Faltavam ainda 15 minutos para o drama dos pênaltis.

O atacante Huntelaar entrou no lugar do zagueiro Indi no time de Van Gaal.

E logo tomou um cartão amarelo porque deixou a mão no rosto de Navas em disputa de bola desnecessária.

Aos 11, por pouco, não saiu o gol…costa-riquenho!

Cillessen evitou nos pés de Ureña.

Aos 13, em compensação, outra vez o travessão salvou a Costa Rica.

A Holanda, pilhada em impedimento cerca de 20 vezes, trocou de goleiros, para pegar pênaltis. Entrou o "especialista" Krul no lugar de Cillessen.

E vieram os pênaltis.

Costa Rica 1, Holanda 0. Krul provocou antes e não pegou depois.

Van Persie empatou.

Krul provocou e pegou.

Robben fez 2 a 1.

Krul voltou a provocar e tomou: 2 a 2.

Sneijder fez 3 a 2.

Krul, o pirulão provocador tomou o 3 a 3.

A Holanda fez 4 a 3.

E Krul pegou a classificação para enfrentar a Argentina.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

Sobre o Autor

Juca Kfouri é formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999 e foi colaborador da ESPN-Brasil entre 2005 e 2019. Colunista de futebol de “O Globo” entre 1989 e 1991 e apresentador, de 2000 até 2010, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha, onde permanece com sua coluna três vezes por semana. Apresenta, também, o programa Entre Vistas, na TVT, desde janeiro de 2018.

Colunas na Folha: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/jucakfouri/

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