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Blog do Juca Kfouri

Só o Corinthians ganha

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Juca Kfouri

27/04/2014 17h55

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Na despedida simbólica do Pacaembu, o Corinthians começou o Clássico do Povo parecendo que iria jogar bem.

E logo aos 9 minutos conseguiu seu gol com Guilherme, mais por acaso do que fruto de uma jogada.

Daí por diante o jogo se limitou a um embate entre dois meios de campo marcadores e sem criatividade.

No fim do primeiro tempo o Flamengo perder Léo Moura, expulso com rigor por um carrinho irresponsável.

Por incrível que pareça, com 10, o Flamengo conseguiu ser melhor que o Corinthians no segundo tempo.

Mesmo com um a mais os paulistas não conseguiam se impor, sem jogada, sem paciência, sem nenhuma ideia, com erros seguidos de passes.

Basta dizer que Cássio teve de trabalhar muito mais que Felipe, num jogo abaixo da crítica que o velho Pacaembu não merecia numa tarde de tantos significados, diante de 36.412 pagantes e mais de 39 mil presentes.

Diga-se que Jaime de Almeida tem um material em mãos ainda pior do que tem Mano Menezes.

As únicas notas altas do Corinthians devem ser dadas ao seu goleiro, ao zagueiros Gil e Cléber, ao veterano Fábio Santos.

Foi do lateral, aliás, o passe para Gil fazer o segundo gol, aos 35 minutos.

Enquanto isso, em Uberlândia (17.530 pagantes) com gol de Julio Baptista, o Cruzeiro, mesmo mais preocupado com a Libertadores, não tinha maiores dificuldades para ganhar de um inofensivo São Paulo, por 1 a 0.

Mas, no último segundo, Antonio Carlos, de cabeça, aproveitando uma falta inexistente batida por Osvaldo, empatou, numa dessas coisas do futebol.

No Maracanã (7.954 pagantes / 9.995 presentes) o Inter fez 2 a 0 com Rafael Moura, aos 8 e 34 do primeiro tempo, mas cedeu o empate ao Botafogo, com gols de Emerson Sheik e de Zeballos, com passe do Sheik, aos 29 do segundo tempo.

O Inter parece não se emendar.

Também na Bahia, no Pituaçu (4.953 pagantes), o Vitória fez 2 a 0, mas cedeu o empate para o Furacão, gols de Dinei e José Welison, aos 10 e 37 do primeiro tempo, para Mosquito e Marcelo empatarem aos 33 e 36 do segundo.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

Sobre o Autor

Juca Kfouri é formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999 e foi colaborador da ESPN-Brasil entre 2005 e 2019. Colunista de futebol de “O Globo” entre 1989 e 1991 e apresentador, de 2000 até 2010, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha, onde permanece com sua coluna três vezes por semana. Apresenta, também, o programa Entre Vistas, na TVT, desde janeiro de 2018.

Colunas na Folha: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/jucakfouri/

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