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Barbárie ofusca rodada final

Juca Kfouri

08/12/2013 19h07

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Sentei diante da TV para ver tudo, significa dizer, para olhar tudo e ver quase nada.

Porque sintonizei no "Mosaico Multijogos" para acompanhar quatro jogos ao mesmo tempo, som no jogo que definiria uma vaga na Libertadores e um rebaixado, entre Atlético Paranaense e Vasco.

Mas, aos 17 minutos, instalou-se a barbárie, com cenas que lembraram as de 1995, no Pacaembu, na final da Taça São Paulo de juniores, entre Palmeiras e São Paulo.

Tudo o mais ficou irrelevante, no jogo em que o Furacão vencia com mais um gol de falta cobrada por Paulo Baier.

E o que se notava eram times honrando suas camisas.

O Coritiba suava sangue e jogava melhor que o São Paulo em Itu (9.220 pagantes), vencendo por 1 a 0, gol de Luccas Claro no primeiro tempo, e livrando-se da queda, com Alex ainda carimbando o travessão no segundo tempo, assim como Ganso havia feito no primeiro.

O Botafogo, com Lodeiro, Elias e Seedorf, garantia seu lugar no G4 no Maracanã, contra o Criciúma, e se preparou, com o 3 a 0, para torcer contra a Ponte Preta na final da Copa Sul-Americana.

Seedorf, chorando, foi saudado como merece pelo Maraca com 28.340 pagantes e quase 35 mil presentes.

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Em Salvador, 40.249 pagantes com rídiculos quase 10 minutos de atraso, o Fluminense, como o Vasco, era rebaixado, porque ficava no 1 a 1 com o Bahia, gols de Barbio e Wagner, um em cada tempo, o castigo para quem acreditou em quem não devia.

No fim, o Flu ainda fez 2 a 1, com Samuel, mas de nada adiantou.

Em Goiânia (25.238 torcedores), o Santos em brilhante fim de campeonato, enfiou 3 a 0 no Goiás, com gol de Cícero e dois de Montillo.

Lusa e Grêmio (no Canindé com 4.539 pagantes) e Inter e Ponte (em Caxias do Sul com 12.244 pagantes)ficaram no 0 a 0 e entre mortos e feridos salvaram-se todos, menos a Ponte.

E o Galo, despedindo-se antes de ir em busca do Mundial, em BH (22.315 pagantes), saiu perdendo do Vitória por 2 a 0 (Marquinhos e Max Biancucchi) mas com gols de falta e de pênalti cobrados por Ronaldinho Gaúcho empatou no fim.

Quer melhor notícia para o atleticano?

Ronaldinho Galucho voltou.

Ainda faltava o segundo tempo em Joinville.

O Vasco empatou com Edmilson e tomou o segundo gol de Éderson, ao fim do primeiro tempo, depois de mais de uma hora de interrupção.

Se virasse, derrubaria o Criciúma.

O Furacão precisava ao menos empatar para se garantir na Libertadores.

Se permitisse a virada, perderia o terceiro lugar para o Botafogo.

Mas, Marcelo, a revelação do Brasileirão, aos 18, fez 3 a 1, em contra-ataque armado por Paulo Baier.

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No fim, impiedoso, Éderson, o artilheiro do campeonato,fez mais dois para fechar o caixão carioca com um sonoro 5 a 1, diante de 8.998 pagantes.

Paradoxalmente, os cariocas podem ter dois times na Libertadores para contrapor aos dois que caíram.

cristo redentor chorando

Sobre o Autor

Juca Kfouri é formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999 e foi colaborador da ESPN-Brasil entre 2005 e 2019. Colunista de futebol de “O Globo” entre 1989 e 1991 e apresentador, de 2000 até 2010, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha, onde permanece com sua coluna três vezes por semana. Apresenta, também, o programa Entre Vistas, na TVT, desde janeiro de 2018.

Colunas na Folha: https://blogdojuca.uol.com.br/lista-colunas-na-folha/

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