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Blog do Juca Kfouri

Enfim, Timão! Peixe engole o apático São Paulo e Mengo chamusca o Coxa

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Juca Kfouri

02/10/2013 23h30

O Corinthians entrou em campo em Mogi Mirim, com 10 mil torcedores, com a faca entre os dentes, como se disputasse uma decisão.

E era mesmo.

E o Bahia gostou do clima e respondeu na mesma moeda.

A Fiel cantou o nome de Tite, sinal de justa gratidão, e os jogadores jogavam por ele.

Até que, aos 20 minutos, depois de diversas investidas perigosas, Emerson bateu escanteio da direita, Guilherme desviou e Guerrero mergulhou de cabeça para fazer 1 a 0 e quebrar um dramático jejum corintiano.

Nem por isso o jogo diminuiu o ritmo frenético que o caracterizava.

A dupla de zagueiros reserva paulista, com o estreante Cléber e o menino Felipe, dava conta do recado e até Pato marcava a saída de bola baiana.

A opção de Tite por Emerson em vez de Douglas se refletia em nenhum cadenciamento, em ligações diretas, mas em muito mais velocidade.

Como suportá-la no segundo tempo?

Eis uma questão que deveria ser respondida no segundo tempo, porque o primeiro poderia dar a solução.

E, aos 40, vinte minutos depois do primeiro gol, novamente Emerson bateu escanteio pela direita e Cléber cabeceou para o fundo da rede: 2 a 0!

Melhor resposta impossível.

Compreensivelmente, o Corinthians voltou mais cauteloso e buscando esfriar o clima do jogo.

Só mesmo Tite manteve a pilha e falava muuuuuito, o que, também, era perfeitamente explicável.

A melhor qualidade alvinegra na noite era uma só: vergonha na cara.

Romarinho entrou no lugar de Emerson, aplaudido, aos 24.

Dez minutos depois, entrou Maldonado e saiu Guilherme, que voltou bem de cirurgia.

Alessandro, que também voltou, na lateral-esquerda e como capitão, Danilo e Ralf, mostraram, como Emerson, ser verdadeiros soldados de Tite, que ainda pôs Jocinei no lugar de Guerrero, também muito aplaudido, aos 40.

O Corinthians juntava seus cacos e voltava a ficar mais perto do G4, a sete complicados pontos, do que da ZR, a folgados nove pontos.

Primeira vitória corintiana e primeira derrota do Bahia no segundo turno.

Quer saber do Pato? Marreco teria feito 3 a 0…

Na Vila Belmiro (7.788 pagantes), o Santos terminou o primeiro tempo na frente do São Paulo, gol de Edu Dracena, aos 22, ao completar de cabeça o terceiro escanteio seguido, num jogo em que o tricolor dominou, mas no qual só criou uma grande chance de gol, quando Douglas, pegou um rebote na linha da pequena área, mandou o empate por cima, já aproveitando a expulsão, minutos antes, do santista Alison, exatamente por uma falta sem propósito em Douglas.

O Santos resistiria com 10?

Não só resistiria, como para vexame são-paulino, com Thiago Ribeiro, aos 14, ampliava, diante de um tricolor apático, incapaz de pressionar o rival com um a menos e ainda capaz de levar o terceiro gol, de Léo, aos 45: 3 a 0!!!

O São Paulo segue flertando perigosamente com o rebaixamento.

Quer saber do Ganso? Cisne faria melhor.

E o Flamengo de Jaime de Almeida, quem diria, derrubava o Coritiba, em Curitiba (12.287 pagantes) onde costuma se dar mal, e por 2 a 0, um gol em cada tempo, de André Santos e outro de Wallace.

Mais chamuscado que o Coxa, impossível, a apenas seis pontos da ZR e em queda livre.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

Sobre o Autor

Juca Kfouri é formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999 e foi colaborador da ESPN-Brasil entre 2005 e 2019. Colunista de futebol de “O Globo” entre 1989 e 1991 e apresentador, de 2000 até 2010, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha, onde permanece com sua coluna três vezes por semana. Apresenta, também, o programa Entre Vistas, na TVT, desde janeiro de 2018.

Colunas na Folha: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/jucakfouri/

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