Enfim, Timão! Peixe engole o apático São Paulo e Mengo chamusca o Coxa
O Corinthians entrou em campo em Mogi Mirim, com 10 mil torcedores, com a faca entre os dentes, como se disputasse uma decisão.
E era mesmo.
E o Bahia gostou do clima e respondeu na mesma moeda.
A Fiel cantou o nome de Tite, sinal de justa gratidão, e os jogadores jogavam por ele.
Até que, aos 20 minutos, depois de diversas investidas perigosas, Emerson bateu escanteio da direita, Guilherme desviou e Guerrero mergulhou de cabeça para fazer 1 a 0 e quebrar um dramático jejum corintiano.
Nem por isso o jogo diminuiu o ritmo frenético que o caracterizava.
A dupla de zagueiros reserva paulista, com o estreante Cléber e o menino Felipe, dava conta do recado e até Pato marcava a saída de bola baiana.
A opção de Tite por Emerson em vez de Douglas se refletia em nenhum cadenciamento, em ligações diretas, mas em muito mais velocidade.
Como suportá-la no segundo tempo?
Eis uma questão que deveria ser respondida no segundo tempo, porque o primeiro poderia dar a solução.
E, aos 40, vinte minutos depois do primeiro gol, novamente Emerson bateu escanteio pela direita e Cléber cabeceou para o fundo da rede: 2 a 0!
Melhor resposta impossível.
Compreensivelmente, o Corinthians voltou mais cauteloso e buscando esfriar o clima do jogo.
Só mesmo Tite manteve a pilha e falava muuuuuito, o que, também, era perfeitamente explicável.
A melhor qualidade alvinegra na noite era uma só: vergonha na cara.
Romarinho entrou no lugar de Emerson, aplaudido, aos 24.
Dez minutos depois, entrou Maldonado e saiu Guilherme, que voltou bem de cirurgia.
Alessandro, que também voltou, na lateral-esquerda e como capitão, Danilo e Ralf, mostraram, como Emerson, ser verdadeiros soldados de Tite, que ainda pôs Jocinei no lugar de Guerrero, também muito aplaudido, aos 40.
O Corinthians juntava seus cacos e voltava a ficar mais perto do G4, a sete complicados pontos, do que da ZR, a folgados nove pontos.
Primeira vitória corintiana e primeira derrota do Bahia no segundo turno.
Quer saber do Pato? Marreco teria feito 3 a 0…
Na Vila Belmiro (7.788 pagantes), o Santos terminou o primeiro tempo na frente do São Paulo, gol de Edu Dracena, aos 22, ao completar de cabeça o terceiro escanteio seguido, num jogo em que o tricolor dominou, mas no qual só criou uma grande chance de gol, quando Douglas, pegou um rebote na linha da pequena área, mandou o empate por cima, já aproveitando a expulsão, minutos antes, do santista Alison, exatamente por uma falta sem propósito em Douglas.
O Santos resistiria com 10?
Não só resistiria, como para vexame são-paulino, com Thiago Ribeiro, aos 14, ampliava, diante de um tricolor apático, incapaz de pressionar o rival com um a menos e ainda capaz de levar o terceiro gol, de Léo, aos 45: 3 a 0!!!
O São Paulo segue flertando perigosamente com o rebaixamento.
Quer saber do Ganso? Cisne faria melhor.
E o Flamengo de Jaime de Almeida, quem diria, derrubava o Coritiba, em Curitiba (12.287 pagantes) onde costuma se dar mal, e por 2 a 0, um gol em cada tempo, de André Santos e outro de Wallace.
Mais chamuscado que o Coxa, impossível, a apenas seis pontos da ZR e em queda livre.
Sobre o Autor
Colunas na Folha: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/jucakfouri/