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Blog do Juca Kfouri

Vasco e Inter, como estava escrito

Juca Kfouri

29/08/2013 23h45

Em São Januário, o Nacional de Manaus deu um susto no Vasco logo no começo do jogo ao fazer 1 a 0 no rebote da cobrança de pênalti, aos 6, com Danilo Rios.

Foi até bom, porque obrigou o Vasco a jogar e o Vasco jogou.

Saiu em busca do empate e Marlone, fazendo um partidaço, empatou aos 32, depois de o goleiro amazonense ter feito pelo menos duas defesas brilhantes e tomado uma bola no travessão, mandada por Marlone.

Antes ainda do empate, o Vasco teve um pênalti claro em Nei que o árbitro não marcou porque não quis.

Mesmo sem Juninho Pernambucano o Vasco mandava no jogo e até Cris, mais como atacante que como defensor, jogava bem.

Marlone, então, era um espetáculo à parte e Éder Luís começava a ser esquecido.

Garantido com 3 a 1 no placar agregado, restava saber se, no segundo tempo, o time carioca manteria a mesma atitude ou se guardaria para o fim de semana de Brasileirão, já que o Goiás, o adversário nas quartas de final é assunto só para outubro.

Mas o Vasco foi busca da vitória, embora, naturalmente, sem o mesmo ímpeto e mandou nova bola no travessão, desta vez com Nei em cobrança de falta.

O gol da vitória vascaína só saiu aos 43, com Dakson. Mas saiu.

Em Salgueiro, em Pernambuco, o Inter, poupando quase meio time, cumpria tabela contra o time local e logo aos 13 minutos de jogo, com Jorge Henrique, fez o 1 a 0 que punha o Colorado com a vantagem de 4 a 0 no placar agregado.

Duro mesmo era esperar o tempo passar para fazer a longa viagem de volta.

O Inter quase se limitava a tocar a bola para ver se o relógio andava mais rapidamente.

O Salgueiro, é claro, queria jogo, em busca de pelo menos um gol para contar mais tarde aos netos, mas, nas vezes em que teve a oportunidade, desperdiçou-a por absoluta falta de pontaria e tranquilidade.

O segundo tempo tinha tudo para dar sono e devido ao tardio horário do jogo até que não era má ideia.

De olho no rival em outubro, o Atlético Paranaense não tiraria conclusões valiosas na observação do comportamento gaúcho.

Aos 5 minutos o árbitro quis colaborar com a história do Salgueiro e inventou um pênalti que Elvis bateu muito mal e o goleiro Alisson defendeu muito bem.

Elvis não é um batedor de pênalti que se preze, mas, aos 12, bateu falta na cabeça de Raniery que empatou.

O Salgueiro saiu com tudo em busca da virada e perdeu o segundo gol à queima-roupa de Alisson.

Perdeu e tomou em seguida, de Alex, os 16.

Quem mandou cutucar o leão com vara curta?

Daí, para o Salgueiro se despedir dignamente, no finzinho, sem dar tempo de o leão voltar a reagir,
com Daniel, que empatou.

E assim terminou a fase de oitavas de final da Copa do Brasil.

O futebol carioca terá três representantes entre os oito classificados para as quartas de final da Copa do Brasil, o gaúcho seus dois grandes, e São Paulo, Paraná e Goiás um cada, com Minas de fora.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

Sobre o Autor

Juca Kfouri é formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999 e foi colaborador da ESPN-Brasil entre 2005 e 2019. Colunista de futebol de “O Globo” entre 1989 e 1991 e apresentador, de 2000 até 2010, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha, onde permanece com sua coluna três vezes por semana. Apresenta, também, o programa Entre Vistas, na TVT, desde janeiro de 2018.

Colunas na Folha: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/jucakfouri/