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Blog do Juca Kfouri

Promessas de 2013

Juca Kfouri

31/12/2012 07h52

Publicado hoje na Folha:
Mais que compromissos irrealizáveis, o ano que vem promete é muita graça no futebol

ANO DIVERTIDO esse que começa amanhã.

Até o Paulistinha terá uma graça especial, porque o do possível, e provável, inédito, no profissionalismo, tetra do Santos.

Se o Paulistano de Friedenreich, em 1916/17/18/19, conseguiu o que o Santos de Pelé bateu na trave duas vezes nos anos 60, caberá a Neymar comandar a façanha, facilitada por encontrar o Trio de Ferro na Libertadores.

Libertadores que deverá ser a graça maior do ano paulista e brasileiro.

Não bastasse a possibilidade de termos Corinthians, Palmeiras e São Paulo outra vez na disputa do torneio continental como em 2006, ainda a esses gigantes poderão se somar outros três: o campeão nacional Fluminense, o redivivo e vice-campeão Galo, além do Grêmio.

Com um pouco de sorte teremos embates para torcedor algum botar defeito, lembrando que, entre os rivais de fora, estará o Boca Juniors.

Sem nenhum ufanismo é possível imaginar mais um campeão continental brasileiro e a final entre dois times daqui, tal a disparidade de investimentos que hoje se dá entre nossos clubes e os da América do Sul -os três mexicanos que participarão, no papel ridículo de café com leite, não fazem parte do pelotão mais rico do país norte-americano.

Em bom português, é enorme a chance de termos um time do patropi no Marrocos em busca de um título ainda inédito para Flu, Galo e Palmeiras e conhecido de Corinthians, São Paulo e Grêmio, embora os gaúchos não o tenham sob organização da Fifa.

Que organizará, também em 2013, a Copa das Confederações, no Brasil.

Já sabemos que teremos estádios aptos e boa parte dos legados esquecidos. (Vamos sabendo, oficialmente, a cada dia, embora soubéssemos desde sempre, porque não precisava ser gênio para sabê-lo.)

Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Recife, Rio e Salvador serão as sedes por onde desfilarão os campeões mundiais e europeus espanhóis; os vice-campeões europeus italianos; os mexicanos campeões da América do Norte, Central e do Caribe; os uruguaios, campeões da América do Sul; os folclóricos taitianos, campeões da Oceania; os japoneses, campeões asiáticos, e um time africano que será conhecido no começo de fevereiro. Além, é claro, da seleção brasileira anfitriã.

Sem esquecer que a Copa do Brasil terá todos os grandes; que o Brasileirão cada vez mais terá de fazer parte do sonho de quem realmente quer ser poderoso; que a Sul-Americana é um caminho interessante; e que até a Recopa Sul-Americana será atraente, simplesmente por reunir os dois times de maior rivalidade em São Paulo hoje, os campeoníssimos Corinthians e São Paulo.

Ah, sim, e quem disse que a Série B é secundária?

Finalmente, como prova dos melhores votos para o seu 2013, esta coluna pára um mês.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

Sobre o Autor

Juca Kfouri é formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999 e foi colaborador da ESPN-Brasil entre 2005 e 2019. Colunista de futebol de “O Globo” entre 1989 e 1991 e apresentador, de 2000 até 2010, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha, onde permanece com sua coluna três vezes por semana. Apresenta, também, o programa Entre Vistas, na TVT, desde janeiro de 2018.

Colunas na Folha: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/jucakfouri/