2012: o ano que não deveria terminar
2012 vai acabando e deixando um tal gosto de quero mais que, na verdade, não deveria acabar, como 1968, por outros motivos, imortalizados no belo livro do jornalista Zuenir Ventura, "1968: O Ano que Não Terminou".
Porque 2012 é o ano que marca o fim formal de Ricardo Teixeira à frente da CBF depois de 23 anos de desmandos e falta de transparência, além de sua saída também da presidência do Comitê Organizador da Copa do Mundo no Brasil, para alívio do governo Dilma Rousseff e, até, da não menos complicada FIFA.
Só que a fuga dele para a Flórida não representou novos ares nem na CBF nem no COL, substituído que foi pela triste figura de José Maria Marin, filhote e dedo-duro da ditadura que atrasou o Brasil entre 1964 e 1989.
2012 só deveria terminar quando Marin, e seu mentor Marco Polo Del Nero, também saíssem da cena.
De preferência para dar lugar a gente realmente nova e com métodos que não se confundam, por exemplo, com personagens como o que lhes promete, agora, fazer oposição, como o ex-presidente do Corinthians Andrés Sanchez.
Comentário para o Jornal da CBN desta seta-feira, 28 de dezembro de 2012.
Sobre o Autor
Colunas na Folha: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/jucakfouri/










