PUBLICIDADE
Topo

Blog do Juca Kfouri

Vitória que alerta em Cardiff

só para assinantes

Juca Kfouri

26/07/2012 17h35

Com dois minutos Neto teve de se virar para evitar o gol egípcio.

Com nove Neymar perdeu gol que Hulk lhe deu, quando os africanos jogavam melhor.

Aos 12, Neto quase entregou o ouro ao tentar sair jogando com os pés.

Aos 16, o talento apareceu.

Oscar enfiou a bola, Rafael fez o corta-luz, mas ficou com ela a bateu seco para fazer 1 a 0.

Não era justo, mas era bom.

Para alegria dos torcedores do Chelsea, aos 26, Oscar acreditou numa bola aparentemente perdida que veio da zaga brasileira e o goleiro egípcio negligenciou, para chegar mais rápido e dar para trás onde estava o ex-companheiro colorado Damiâo para ampliar.

Ficou fácil, como teria de ser.

Em seguida e enfim, Neymar acertou uma jogada, abriu para Hulk na esquerda e recebeu de volta na cabeça para fazer 3 a 0.

Os egípcios podiam dar as mãos para as camaronesas e sair por aí, porque mesmo num gramado que não ajudava (parece mentira!), levavam um baile.

Em vez disso, cheios de brio, voltaram no segundo tempo dispostos a diminuir a pancada e logo conseguiram com Aboutrika, e, lance que a bola antes foi à trave brasileira.

E, de novo, os egípcios jogavam melhor, ameaçando o arco brasileiro muito mais que os brasileiros ameaçavam o deles.

Marcelo, por exemplo, deu de cabeça em bola mal recuada, e tirou de peito na undécima hora, o segundo gol africano.

Damião ficou devendo o futebol que joga no Inter e Neymar o que jogou no ano passado.

Faltando 19 minutos, Mano tirou Hulk, talvez o mais esforçado jogador do time, e pôs Ganso, a troca da força pelo jeito e a experiência que o técnico queria fazer nos amistosos e nâo pôde porque santista foi operado.

Brinca daqui, brinca dali, Juan falha aos 30 e Salah diminuiu, enlouquecendo as vuvuzelas egípcias, a terrível moda que os africanos do sul exportaram e, felizmente, os brasileiros não compraram.

Depois de Ganso, entrou Pato, no lugar de Damião. E Sandro deu lugar a Danilo.

O que era doce acabou-se e virou drama.

E diante da derrota espanhola para os japoneses, o empate mexicano com os coreanos do sul e a suada virada uruguaia sobre os Emirados Árabes, até  que o resultado serve para alertar, embora, convenhamos de inexperiente este time nacional não tenha mais nada.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

Sobre o Autor

Juca Kfouri é formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999 e foi colaborador da ESPN-Brasil entre 2005 e 2019. Colunista de futebol de “O Globo” entre 1989 e 1991 e apresentador, de 2000 até 2010, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha, onde permanece com sua coluna três vezes por semana. Apresenta, também, o programa Entre Vistas, na TVT, desde janeiro de 2018.

Colunas na Folha: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/jucakfouri/

Blog do Juca Kfouri