Blog do Juca Kfouri

Histórias de Didi e Guiomar

Juca Kfouri

Por DAVID COIMBRA

Hoje dificilmente você encontrará uma Guiomar.

Se encontrar, será bem velhinha.

As mulheres não se chamam mais Guiomar, nem Dagmar, como a daquela música de João Bosco & Aldir Blanc, “O Rancho da Goiabada”, que diz que os boias frias, quando tomam uma birita, espantando a tristeza, sonham com bife a cavalo e batata frita.

A verdade é que a mulher do Didi chamava-se Guiomar, e era uma linda mulher – nos anos 50, mulheres lindas podiam se chamar Guiomar.

Essa em questão era uma cantora de certa fama.

Trabalhava vestida de odalisca num programa apresentado pelo Ary Barroso, que, naturalmente, tinha uma queda por ela.

Quando Didi casou-se com Guiomar, Ary compôs um samba, “Risque”, pedindo, despeitado, que ela riscasse o nome dele de seu caderninho de endereços.

O Didi a que me refiro é o jogador, não o amigo do Dedé.

Acontece que Didi já era casado e tinha filhos, quando enamorou-se de Guiomar. Deixou a primeira família, constituiu uma segunda e causou escândalo no país.

Mas ninguém o incomodou muito, porque ele era craque.

Meia-direita de passe perfeito e lançamentos de 50 metros, bicampeão do mundo em 58 e 62, estava um único nível abaixo dos imbatíveis Pelé e Garrincha.

Nelson Rodrigues chamava-o de “Príncipe Etíope”, tal a sua elegância. Neném Prancha disse sobre ele:

– Quem vê o Didi na rua, sem nem saber de quem se trata, logo pensa: “Aquele crioulo deve ser um troço na vida”.

Era.

Em 59, Didi foi contratado pelo Real Madri, que pretendia montar o melhor time de todos os tempos com ele mais o argentino Di Stéfano e o húngaro Puskas, que já estavam lá.

Mas Didi fracassou no Real e, um ano depois, já vestia de novo a camisa listrada do Botafogo.

Puskas disse que Didi não deu certo no Real por ter engordado com a boa comida europeia, mas, lá da Espanha, Guiomar escrevia para os jornais brasileiros acusando Di Stéfano de boicotar o seu marido, tudo por inveja.

Foi tão enfática, Guiomar, que vingou essa versão.

Di Stéfano tornou-se persona non grata para os brasileiros da época.

Muitos até o acusavam de ser um simpatizante do ditador Franco, o que, aliás, era verdade.

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Seja como for, o fato é que Guiomar sempre cuidou dos interesses de Didi.

Era ela quem negociava os seus contratos e fazia reivindicações aos dirigentes dos clubes em que o marido jogava.

Era atendida.

Na Copa de 1954, os jogadores ficaram confinados à concentração.

Não havia celular nem internet.

Didi queria ligar para Guiomar, os dirigentes da então CBD não deixavam.

Didi fez greve de fome.

Meio fajuta, é verdade, porque Nilton Santos levava-lhe comida escondido, mas fez.

Em 1958 a coisa foi mais grave.

A Seleção estava treinando no Maracanã, quando, de repente, Didi deu um grito de horror:

– Perdi minha aliança!

O treino parou. Ele caiu de quatro na grama:

– Ninguém se mexe! A Guiomar vai ficar uma fera!

Num instante, todos, Pelé, Garrincha, Nilton Santos, Zito, Belini, Zagallo, todos aqueles craques num instante puseram-se de gatinhas e passaram a vasculhar cada palmo do campo de cem metros de comprimento.

Não acharam.

À noite chegou e Didi pediu:

– Acendam os refletores!

E os refletores se acenderam para que ele seguisse na busca. Vã.

A aliança não foi encontrada.

Mas o desespero de Didi parou nas páginas dos jornais e, no dia seguinte, alguém foi avisá-lo:

– Dona Guiomar está lá fora, querendo falar com o senhor.

Didi foi, não sem algum temor a lhe amolecer as pernas. Encontrou a mulher sorridente e emocionada:

– Te vi de quatro no jornal, procurando pela nossa aliança. Achei lindo. Vamos comprar uma mais bonita ainda!

Mandava muito, a Guiomar.

¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨

Didi seguiu casado e feliz até o fim da vida.

Quando morreu, aos 72 anos de idade, Guiomar murchou de tristeza e morreu um mês e meio depois.

Belo exemplo de casal.

Embora haja quem diga que a história da aliança fosse um golpe do Didi.

Teria sido uma trama armada para justificar a perda da aliança em outras circunstâncias, menos explicáveis.

Se foi isso mesmo, não diminui o amor que ele tinha por Guiomar, mas aumenta sua capacidade criativa.

Didi era capaz de lances de gênio

  1. Claudiomiro

    01/03/2012 02:17:17

    Leia aqui:http://wp.clicrbs.com.br/davidcoimbra/2012/01/30/guiomar-nao-existe-mais/?topo=13,1,1,,10,13

  2. Roberto Caminha Filho

    28/02/2012 13:44:43

    Foi a música "Ocultei" que mostra o ódio do compositor pelo Craque da Copa de 1958.

  3. Chico Ferraz

    28/02/2012 13:36:50

    Se não me falha a memória, na biografia de Garrincha, de Rui Castro, tem uma outra história de Didi e Guiomar, que vai mais ou menos na mesma linha da "armação" da aliança perdida...Na copa de 1958, mesmo num lugar mais ou menos isolado como concentração, os jogadores da seleção, nas horas de folga, experimentavam a liberdade sexual sueca com as jovens locais, Um dos locais preferidos para as lides era um lago próximo. Era aproveitar o escuro da noite, colocar o bote na água e fazer ondinhas, muitas ondinhas... Lá, diz Castro, Garrincha desempenhou algumas de suas perfomances memoráveis fora de campo. E, como estamos falando de Didi, aconteceu de Didi querer fazer também umas ondinhas na água, só que deve ter se empolgado e caiu do bote. O problema era que ele não sabia nadar, e foi salvo por sua "parceira". Ah... se Guimar soubesse disso...ahahah

  4. ribeiro

    28/02/2012 13:11:37

    Um bom nome para pôr no estádio do engenhão: "Estádio Didi & Nilton Santos". Vc sabe o nome do estádio do engenhão? Eu me envergonho de escrever...

  5. Carlos Alberto Gomes de Araujo

    28/02/2012 11:18:12

    Bonito texto. Algumas questões me ocorrem. E os filhos dele, foram felizes? tiveram o pai presente, foram assistidos materialmente, tiveram o amor do pai como referência? Ou foram abandonados? Penso nesses aspectos menos importantes nesse contexto porque é o que mais vemos atualmente. Mulheres(homens também)sendo abandonadas com seus filhos, sem ajuda financeira. A criação dos filhos fica muito mais difícil.

  6. Lucas Camargo

    28/02/2012 11:08:28

    Vc sabe do que eu estou falando?

  7. Elizeu

    28/02/2012 11:04:36

    Muito linda. Me diga uma coisa: vc. sabe o paradeiro do filho dêle o Bibi que até chegou a jogar o Galo?

  8. Lucas Camargo

    28/02/2012 10:34:10

    BelattiniObrigado pela consideração.

  9. Renato

    28/02/2012 09:36:57

    Belíssimo texto.Parabéns ao autor.

  10. Rogério

    28/02/2012 09:31:35

    Bela história, a qual pode se vista/interpretada dessa maneira após décadas do ocorrido, senão, nos dias de hoje seria explorada sistematicamente pelos blogs, programas e sites de fofoca (o que não duvido de que na época tenha sido alvo). Penso que faltam mais matérias permitindo revelar, que apesar dos altos salários, os jogadores de futebol são seres humanos assim como os leitores desse blog, isto é, amam, sofrem, bebem, pulam a cerca e se entregam aos prazeres da vida. O atual patrulhamento moral que é feito em relação aos mesmos (talvez uma inveja inconsciente por eles representarem aquilo que a maioria não consegue ser) está tornando o início deste século XXI muito chato, correndo o risco de, daqui 60 anos, não termos histórias para contar, assim como essa que nos trouxe hoje.

  11. Léo

    28/02/2012 09:16:15

    Lindo, lindo, lindo!!!!!!Juca e David muito obrigado por tão belos momentos vividos na leitura desta crônica.Homens e reis trocariam vidas e reinos pela oportunidade de ter uma Guiomar em suas vidas!!!

  12. Gambazinho

    28/02/2012 09:06:09

    Leio e analiso esse monte de gente que comenta aqui e lamento por eles não terem vivido a década de 60 (que começou em 58 na Suécia e terminou em 1970, no México), a fase mais fantástica do futebol brasileiro com craques aos borbotões e todos jogando por aqui mesmo. Didi era um monstroi, não só pelo futebol que jogava mas também por sua inconteste liderança (ao lado de Zito) dentro de campo. É emblemática sua atitude no jogo final contra a Suécia quando o persistente sentimento de vira-lata voltou forte no início do jogo com o Brasil tomando um gol logo nos primeiros minutos. O time perplexo, aquela sensação de "já vi esse filme antes", ele foi lá, pegou a bola no fundo da rede, voltou com ela debaixo do braço calmamente ao meio-campo, colocou-a no círculo central, olhou para os companheiros e disse: "Vamos arrasar com esses gringos de merda". E o resto é história... de um fabuloso futebol; que quem viu, viu... quem não viu jamais terá idéia do que perdeu pois os filmes e video-tapes que restaram mostram lances e gols que dão uma idéia do que foi aquela era, mas não consegue passar a magia arrebatadora dos nossos Estádios.

  13. J. Andrade

    28/02/2012 06:01:02

    "...aquele crioulo deve ser um troço na vida." Impagável! Genial!. Texto maravilhoso. Hoje, só de chamar de "crioulo",já vem a turma dos politicamente corretos. Ah, naquele tempo podia-se chamar o jogador "bicha" de "viado" na quadra ou campo sem trazer essa turma dos "corretinhos" prá cima de todo mundo.

  14. TATUAPE

    28/02/2012 00:52:03

    .Na boa o David Coimbra é o autor do texto?.

  15. Marcos Bertoli

    27/02/2012 23:59:29

    Pois é Marcos, e tem gente que não quer reconhecer os títulos que esses caras conquistaram. O que seria do futebol brasileiro sem eles? Nada!!!

  16. Marcos Bertoli

    27/02/2012 23:52:44

    Juca, você devia ter continuado a música do João Bosco e Aldir Blanc até a sobremesa:"goiabada cascão"!

  17. Osório

    27/02/2012 23:10:35

    Esse David Coimbra é um craque. Se for o mesmo que escreve na Zero Hora, então é um gênio. Imperdível sua série "A História do Mundo", como imperdiveis são suas crônicas.

  18. Sergio

    27/02/2012 20:34:14

    Didi é meu conterrâneo, nascido em Campos dos Goytacazes, no norte do Estado do Rio. Também por lá deixou fama por sua elegância. Jogou no Goytacaz e no Rio Branco, que na época eram times importantes do antigo Estado do Rio de Janeiro, antes da fusão. Infelizmente, eu não o vi jogar, mas por onde passou, deixou saudades.Didi é, até hoje, um dos nomes que mais orgulham os campistas, mesmo os que, como eu, já moram no Rio há décadas. Fino, elegante, cerebral, o "folha-seca", o melhor jogador da Copa de 1958, enfim, um dos "homens de ouro" de nosso futebol. Merece muitas homenagens, pois foi um dos 3 mais importantes jogadores da era de ouro do futebol brasileiro.

  19. Lucas Camargo

    27/02/2012 18:59:13

    "Risque" é de 1952 e o Didi casou com a Guiomar em 1953.....

  20. Gabriel Didier

    27/02/2012 18:58:28

    Juca, como vai? Lendo esta bela crônica tive uma ideia para o meu TCC que se aproxima. Falar sobre os "romances" entre jogadores de futebol e mulheres "celebridades", como o caso de Didi e Guiomar, Garrincha e Elza. Você me faria o imenso favor de citar outros romances que renderiam uma boa história? Obrigado.Att, Gabriel

  21. Paulo Andrade

    27/02/2012 18:38:19

    Vai, anda logo vai pra casa menina. Se não eu conto, menina, pra Guiomar Vai, é melhor deixar de moda, menina. Você é muito menina pra namorar. Lembrei dessa música de Jovelina Pérola Negra, Como seria bom se os Adrianos, Carlos Alberto, Kleber e outros da vida tivessem uma Guiomar para ajudar a conduzir a carreira. Abraços

  22. Marcos Chrystian

    27/02/2012 18:38:12

    Nossa que "inveja" desse tempo, Pelé, Garrincha, Nilton Santos ... o futebol deve com certeza estar bem representado no céu!!!3333333333333333333

  23. Paulo Andrade

    27/02/2012 18:33:26

    Flavio, nessa terei que advogar para o Juca sem cobrar honorários, porque ele sempre afirmou que espera a queda do RT tomando chá... de cadeira, esperando sentado porque de pé cansa rsrsrs. Abraços

  24. Genesio

    27/02/2012 18:27:13

    Benê Duarte,apareça mais vezes,amigão... apareça mais vezes !!!

  25. TATUAPE

    27/02/2012 18:22:26

    .Os suíços emitiram uma opinião sobre o Mano Menezes à frente da seleção..Certos ou não, acho que eles deveriam cuidar melhor da única coisa relevante que tem lá no que se refere ao futebol que é a fifa..Se currículo e fama de uma técnico ganhasse alguma coisa, a Argentina na última copa teria sido campeã com os pés nas costas..

  26. Matheus Naves

    27/02/2012 18:15:50

    Não tenho o hábito de postar, mas leio o blog religiosamente todos os dias. O texto é espetacular! Me fez rir muito e ainda me deu uma certa nostalgia dos tempos que o batalhão de politicamente corretos ainda não nos impedia de escrever, de maneira totalmente inocente, que "o crioulo deve ser um troço na vida".Grato Juca por compartilhar. Parabéns Benê pelo texto!

  27. Antonio Carlos Díaz

    27/02/2012 17:57:14

    ia postar algo similar: a crônica é tão gostosa, que é daquelas que você lê bem devagar torcendo para que demore para acabar.... ahhahahah... belíssimo texto de Benê Duarte!

  28. Oseias fernandes barbosa

    27/02/2012 17:36:06

    Jamais imaginaria que a musica Risque do Ari foi composta por causa do Romance da Guiomar com o Didi. E por isso que o inicio e o fim dela e belissimo. O folha seca seca tinha porque provocar esta composiçao.

  29. Fabio SP - Santástico

    27/02/2012 17:28:43

    Quer dizer então que o Didi foi para o Real Madrid e voltou no ano seguinte? Precursor do Robinho?

  30. zaul peixoo

    27/02/2012 17:27:29

    caro Juca li com muit a satisfação esta crônica sobre o Didi um dos maiores jogadores de futebol que tive privilégio de ve-lo jogando ao vivo num Botafogo e Portuguesa de desportos num sabado á tarde num Pacaembu ás moscas já que o fogão nunca teve torcida grande em São Paulo e a lusa como sempre seus torcedores quase não aparecia principalmente naquele memoráveis anos 60 e não que o sr, Valdir Pereira com tda a categoria que possuia marcou o gol de empate para a Portuguesa contr as sua proprias rede alvinegras deixando o grande goleiro Manga enfurecido, ele foi lá tirou a bola de dentro do gol e conduziu o time para o meio do campo com toda calma e elegancia que foi marcante em toda a sua carreira, assim como houvera feito na Suécia qdo os donos da casa abriram o score na final com o Brasil...Assim era Didi imortal camosa 8 do Botafogo,Real de Madrid e São Paulo F.C em final de carreira..E nao posso deixar de lembrar a sua maior criação: a folha seca...que até hoje o goleiro francês não entende como aquela bola entrou..ia fora e fez a curva...grande abraço Juca e obrigado pea reportagem e parabéns,,abços

  31. ZÊ MANÉ

    27/02/2012 17:17:57

    Boa tarde!Juca, parabéns pela publicação desta reportagem, eu não sou tão velho, mas e meu saudoso Pai, dizia destas Feras, (Rei Pelé, Garricha,Didi, Zito, Nilton Santos, Pepe e outros Gênios do nosso Futebol, pra nós Brasileiros sempre lembrar que Argentinos nunca gostou de nós Brasileiros, sempre foram e será inferiores a nós Brasileiros, nequele tempo a música, sim tinha sentido, poesia e romantismo efin tocam até hoje, Aquele tempo tinha Amor, Respeito e Tolerância e menos Corrupção!Juca uma duvida esta Guiomar por uma acaso não era a grande pianista Guiomar Novaes?

  32. fabricio

    27/02/2012 17:09:05

    É sempre bom ter quem relembre fatos passados que explicam melhor os gênios, os artistas, os bons valores desta nação. Penso que a imprensa devesse ter essa tendência, não a que hodiernamente se vê, de privilegiar a mediocridade.Gostei demais de saber a origem do samba Risque, do Ary Barroso.Quando ouvi-lo novamente será sempre imaginando este contexto descrito e tudo o que possivelmente envolveu a sua composição. A letra é demais, não é? Inicia com: Risque meu nome do seu caderno/ Que eu não suporto o inferno do nosso amor fracassado. E termina com: Creia/ Toda quimera se esfuma/Como a beleza da espuma/Que se desmancha na areia. Esse último verso vale muito mais que toda a produção atual, ou não?Ary Barroso é uma espécie de Didi na música popular brasileira.

  33. Peixoto-P.Prudente/sp

    27/02/2012 17:04:24

    Já tinha ouvido falar da bonita história de amor entre Didi e D. Guiomar.......Acabei me lembrando o que me disse um amigo, dias atrás. Ele estava perguntando se eu conhecia alguma história de algum jogador negro que, depois de ficar rico e famoso, tenha largado a primeira mulher, tambem negra, para ficar com outra branca/loira, eu disse conheço vários casos.. e ele me perguntou: e o contrário, o cara largar de sua mulher branca/loira e casar com uma NEGRA você já viu ou ouviu falar???? eu disse nunca......Por isso que admiro o Deivid e outros, que estão até hoje com sua primeira mulher, desde os tempos das vacas magras.......

  34. Honório

    27/02/2012 17:03:27

    Juca, fizeste me lembar de um jogo no Pacaembu entre Santos e Corinthians, se não me engano 7X4 para o Santos e batiam tanto no Pelé que arrancaram-lhe o cordão com a medalhinha de Nossa Senhora Aparecida.Eu ouvia o radinho de pilha, enquanto via um jogo da várzea. Dizia o narrador que o juiz parou o jogo para procurar o cordão.Sabes de alguma coisa a respeito? Eu não me lembro o ano, mas sei que uns quinze dias antes numa quarta-feira à noite tinha visto um jogo das duas equipes cujo placar foi 4X4, Corinthians 4 e Pelé 4.

  35. aparecido

    27/02/2012 17:03:25

    Gostei muito Juca!!! mande mais.....

  36. Lucão

    27/02/2012 17:02:14

    Bacana,lembrei da minha tia,que se chamava Yone, que também sumiu.

  37. Paulo Roberto

    27/02/2012 17:01:43

    Juca... Essa história me lembrou os "causos" que o Sandro Moreira, botafoguense doente, contava. Valeu! Abs.

  38. Marcio Pragana

    27/02/2012 16:48:35

    Excelente materia, linda, não há como não deixar de ler até o final, torcendo para não acabar.

  39. TATUAPE

    27/02/2012 16:48:12

    .BENÊ DUARTE.Muito boas essas histórias do casal..

  40. Jair F. Silva

    27/02/2012 16:45:38

    Ótima história Juca! Estejam aonde estiverem, eles devem estar sorrindo e te agradecendo por contar um pouco de sua passagem aqui na terra. Parabéns!

  41. TATUAPE

    27/02/2012 16:44:58

    .Benê Duarte, muito legal essas histórias do casal..

  42. eliezer

    27/02/2012 16:44:45

    eu ri ...muito loko esse cara.

  43. Flávio Diniz Santos

    27/02/2012 16:43:42

    É meu ídolo ,nessa do RT vc ficou a ver navios...

  44. RODNEY PAIVA

    27/02/2012 16:40:21

    Genial, com a maioria de suas cronicas.As que falam do BOTAFOGO e seus craques são minhas preferidas.ë sempre um prazer compartilhar esse breve momento com você, obrigado.

  45. André

    27/02/2012 16:34:52

    Espetacular!!!Parabéns ao Benê Duarte.

  46. Juca Kfouri

    27/02/2012 16:31:07

    Você me manda os documentos?E os publicarei imediatamente.

  47. antonio carlos

    27/02/2012 16:30:38

    que historia sem pé nem cabeça tinha nada melhor pra escrever fica quieto escreve hoje to sem criatividade fica melhor....

  48. mario olimpio medeiros

    27/02/2012 16:27:43

    Juca: Voce se esqueceu de falas sobre a "folha seca", uma das especialidades do saudoso Didi.

  49. JoFlavio

    27/02/2012 16:26:53

    Juca. Quando garoto eu morava na Rua Cupertino Durão, Leblon. Na minha rua havia uma tal de Dona "Babei", quase uma protetora dos jogadores do Fluminense. Maria Lenke também morava por ali. Acabei vendo de perto alguns jogadores famosos do Flu, como Pinheiro, Altair e etc. Eu e minha familia inteira, botafoguenses. Gostava de soltar pipa. Geralmente à tardezinha, quando havia mais vento. Numa dessas tardes, com uma pipa a tiracolo, deparei-me com um casal passeando na praia, de mãos dadas. O que chamou a atenção era que a mulher era muito bonita e ele um negão alinhado, que aliás me parecia familiar. Um amigo veio correndo para contar. Era o Didi e a tal da Guiomar. Essa imagem está gravada comigo até hoje. E olha que faz tempo. Lindo o seu texto, meu caro.PS. E também não me esqueço da final de 58 quando tomamos o primeiro gol, uma bola defensável que Gilmar deixou passar. Didi foi decidido até o fundo da rede, pegou a bola e foi com ela até colocá-la no centro de campo. Como se estivesse prevendo que aquele gol nada representaria naquele jogo. Como de fato. Ganhamos depois com facilidade.

  50. Marcelo Bucciarelli

    27/02/2012 16:23:06

    Sabe Juca, vi sua reportagem sobre um suposto caso envolvendo o Palmeiras em 1968. Era um timinho aquele, com Ademir da Guia, Dudu & Companhia e se não fosse a ajuda extra campo, tinha caído né ? Mas eu nunca vi reportagem sua sobre o título de 1977 em que o seu time 'contratou' o Rui Rei. Também nunca vi nada sobre a marmelada de 79, feita pelo Vicente Mateus. E que tal o título tirado do Inter em 2005 ? Você poderia pesquisar ?

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