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Blog do Juca Kfouri

São Paulo vence com sufoco. Palmeiras também comemora

Juca Kfouri

27/07/2011 23h44

Por RAFAEL BELATTINI

O Coritiba começou abafando o time do São Paulo e conseguiu acertar a trave com Rafinha ainda no primeiro minuto de jogo.

Mas a história no Couto Pereira (23.825 pagantes) seria muito mais complexa.

Porque o São Paulo foi de uma precisão incrível e, em quatro finalizações que teve na primeira etapa, marcou três golaços em 13 minutos.

O primeiro, aos 17, foi de Carlinhos Paraíba, que acertou um belo chute de fora da área, no ângulo e sem chances.

Seis minutos depois, Rhodolfo lançou do campo de defesa, a bola quicou e Juan tocou por cobertura.

Aos 30 uma triangulação de tirar o fôlego que começou com Rivaldo, foi para Lucas e Wellington serviu Dagoberto para chutar na saída de Édson Bastos e fazer 3 a 0.

E o Coritiba ficou com um a menos porque Davi fez falta em Juan, recebeu o cartão amarelo, jogou a bola no chão reclamando e acabou levando o vermelho de graça.

Na volta do intervalo Adilson tirou Juan, amarelado, para colocar Cícero, enquanto o Coritiba voltou com Maranhão e Anderson Aquino nos lugares de Gil e Marco Aurélio.

Os donos da casa tentavam voltar para o jogo, mas, aos 9 minutos, Eltinho saiu errado e deu a bola nos pés de Lucas que olhou a posição de Édson Bastos e fez mais um belo gol por cobertura.

Nem bem o segundo tempo tinha começado e a fatura já estava liquidada. A torcida tricolor cantava mais alto que a alviverde e o São Paulo já pensava em gastar o tempo e curtir a goleada.

Talvez cedo demais.

Rafinha, aos 22, diminuiu para o Coxa que se irritava cada vez que o time paulista, já apresentando diversas falhas, tentava segurar a bola.

Então, aos 29, Bill fez o segundo dos donos da casa.

A história da Vila Belmiro, acompanhada por Juca Kfouri, se repetiria no Couto Pereira?

Bom, Bill fez a parte dele e tacou gasolina na fogueira com mais um gol, aos 42 minutos. Um 4 a 3 inacreditável.

Rafinha foi pra cima de Denilson que fez falta, recebeu amarelo, reclamou e foi expulso. Que jogo. Que noite.

Jogo aberto, chance do Coritiba, resposta do São Paulo, nova chance alviverde até que, para a alegria dos paulistas, o final feliz foi tricolor.

Por mais que eu diga que no jogo entre Figueirense e Palmeiras teve oportunidades para ambos os lados, a partida do Orlando Scarpelli (13.283 pagantes) dificilmente ganhará atenção na briga com a concorrência do horário.

Kléber até tentou chamar a atenção quando quase abriu o placar no início do jogo ao aproveitar a bobeada da defesa e tocar na saída de Wilson, que conseguiu desviar o suficiente para a bola tirar tinta da trave.

Mais tarde Thiago Heleno acertou a trave e o Figueirense respondeu com Aloísio dando trabalho para o goleiro Deola, substituto do poupado Marcos.

A partir daí, quando os outros placares da noite já estavam cheios de números, o primeiro tempo ficou mais travado no meio de campo e perdeu ritmo.

E as redes, que não paravam de balançar em Santos e Curitiba, seguiam estáticas em Florianópolis.

Ela pode até ter sentido o vento da cobrança de falta de Elias, que passou perto, ou ter tremido junto com a trave que parou o forte chute de Maikon Leite.

O 0 a 0 parecia inevitável quando, aos 38, Marcos Assunção cobrou falta, Wilson espalmou e acertou Mauricio Ramos que nem teve trabalho para fazer 1 a 0 Palmeiras. Placar final.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

Sobre o Autor

Juca Kfouri é formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999 e foi colaborador da ESPN-Brasil entre 2005 e 2019. Colunista de futebol de “O Globo” entre 1989 e 1991 e apresentador, de 2000 até 2010, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha, onde permanece com sua coluna três vezes por semana. Apresenta, também, o programa Entre Vistas, na TVT, desde janeiro de 2018.

Colunas na Folha: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/jucakfouri/