São Paulo vence com sufoco. Palmeiras também comemora
Por RAFAEL BELATTINI
O Coritiba começou abafando o time do São Paulo e conseguiu acertar a trave com Rafinha ainda no primeiro minuto de jogo.
Mas a história no Couto Pereira (23.825 pagantes) seria muito mais complexa.
Porque o São Paulo foi de uma precisão incrível e, em quatro finalizações que teve na primeira etapa, marcou três golaços em 13 minutos.
O primeiro, aos 17, foi de Carlinhos Paraíba, que acertou um belo chute de fora da área, no ângulo e sem chances.
Seis minutos depois, Rhodolfo lançou do campo de defesa, a bola quicou e Juan tocou por cobertura.
Aos 30 uma triangulação de tirar o fôlego que começou com Rivaldo, foi para Lucas e Wellington serviu Dagoberto para chutar na saída de Édson Bastos e fazer 3 a 0.
E o Coritiba ficou com um a menos porque Davi fez falta em Juan, recebeu o cartão amarelo, jogou a bola no chão reclamando e acabou levando o vermelho de graça.
Na volta do intervalo Adilson tirou Juan, amarelado, para colocar Cícero, enquanto o Coritiba voltou com Maranhão e Anderson Aquino nos lugares de Gil e Marco Aurélio.
Os donos da casa tentavam voltar para o jogo, mas, aos 9 minutos, Eltinho saiu errado e deu a bola nos pés de Lucas que olhou a posição de Édson Bastos e fez mais um belo gol por cobertura.
Nem bem o segundo tempo tinha começado e a fatura já estava liquidada. A torcida tricolor cantava mais alto que a alviverde e o São Paulo já pensava em gastar o tempo e curtir a goleada.
Talvez cedo demais.
Rafinha, aos 22, diminuiu para o Coxa que se irritava cada vez que o time paulista, já apresentando diversas falhas, tentava segurar a bola.
Então, aos 29, Bill fez o segundo dos donos da casa.
A história da Vila Belmiro, acompanhada por Juca Kfouri, se repetiria no Couto Pereira?
Bom, Bill fez a parte dele e tacou gasolina na fogueira com mais um gol, aos 42 minutos. Um 4 a 3 inacreditável.
Rafinha foi pra cima de Denilson que fez falta, recebeu amarelo, reclamou e foi expulso. Que jogo. Que noite.
Jogo aberto, chance do Coritiba, resposta do São Paulo, nova chance alviverde até que, para a alegria dos paulistas, o final feliz foi tricolor.
Por mais que eu diga que no jogo entre Figueirense e Palmeiras teve oportunidades para ambos os lados, a partida do Orlando Scarpelli (13.283 pagantes) dificilmente ganhará atenção na briga com a concorrência do horário.
Kléber até tentou chamar a atenção quando quase abriu o placar no início do jogo ao aproveitar a bobeada da defesa e tocar na saída de Wilson, que conseguiu desviar o suficiente para a bola tirar tinta da trave.
Mais tarde Thiago Heleno acertou a trave e o Figueirense respondeu com Aloísio dando trabalho para o goleiro Deola, substituto do poupado Marcos.
A partir daí, quando os outros placares da noite já estavam cheios de números, o primeiro tempo ficou mais travado no meio de campo e perdeu ritmo.
E as redes, que não paravam de balançar em Santos e Curitiba, seguiam estáticas em Florianópolis.
Ela pode até ter sentido o vento da cobrança de falta de Elias, que passou perto, ou ter tremido junto com a trave que parou o forte chute de Maikon Leite.
O 0 a 0 parecia inevitável quando, aos 38, Marcos Assunção cobrou falta, Wilson espalmou e acertou Mauricio Ramos que nem teve trabalho para fazer 1 a 0 Palmeiras. Placar final.
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