Goleada Colorada e vitória do Vasco
Por RAFAEL BELATTINI
Atrás da primeira vitória dentro do Beira Rio (10.455 pagantes), o irregular Internacional recebeu o surpreendente Figueirense, dono de uma campanha de certo ponto inesperada.
E o time de Falcão conseguiu acabar com a desconfiança do torcedor fazendo um bom primeiro tempo.
Buscando mais o ataque, o Colorado venceu a marcação rival e abriu 2 a 0 em três minutos.
Aos 17, D'Alessandro cobrou escanteio e Bolivar subiu livre para abrir o placar de cabeça.
Depois, aos 20, D'Alessandro apareceu mais uma vez, agora com um belíssimo passe de cobertura para Oscar dominar e virar com estilo para ampliar.
O Figueirense voltou com uma formação mais ofensiva, no entanto era o Inter quem seguia com o domínio da partida e o goleiro Muriel não era ameaçado.
Então Zé Roberto achou Leandro Damião dentro da área e aos 13 minutos o atacante teve tranquilidade para dominar, proteger a bola e marcar 3 a 0 para o Colorado.
O Figueirense não ameaçou mais e o Internacional passou a administrar a boa vantagem e deixar o tempo passar para comemorar a primeira vitória como mandante.
Ainda deu tempo de marcar mais um, com Ricardo Goulart aos 35, e o Figueirense diminuir com Wellington Nem, aos 43, sem causar grandes problemas.
Goleada gaúcha. 4 a 1.
Com os três pontos, a equipe gaúcha subiu para a 9ª posição, com nove pontos. Já o Figueirense caiu da quarta colocação que ocupava no começo da rodada para o 6º lugar.
No Serra Dourada (11.959 pagantes) o Atlético Goianiense viu o Vasco ser um visitante indigesto.
Nem bem a partida tinha começado e o time cruzmaltino fez 1 a 0 com Felipe batendo colocado no canto direito do goleiro depois de cruzamento de Anderson Martins que a defesa cortou mal.
O time de PC Gusmão, ex-Vasco, sentiu o golpe, mas foi equilibrando a partida aos poucos e até poderia ter saído da primeira etapa com o empate.
Aos 17 minutos, Bida cobrou escanteio e Gilson cabeceou para uma bela defesa de Fernando Prass.
Outra chance do Dragão aconteceu aos 40. Adriano cruzou, a zaga vascaína falhou e Anselmo tinha tudo para marcar, só que se atrapalhou com a bola e Fernando Prass ficou com ela.
Antes do apito final Diego Souza ainda partiu em velocidade depois de lançamento de Felipe, tirou o goleiro, conseguiu impedir que a bola saísse pela linha de fundo e cruzou, mas Alecsandro errou o chute.
Na volta para o segundo tempo a única dúvida era se o árbitro Antônio Hora Filho teria condições de seguir na partida.
Com dores no calcanhar, ele recebeu atendimento médico no vestiário e retornou ao gramado usando tênis e ainda mancando um pouco.
No jogo, que recomeçou em ritmo lento, Fernando Prass mostrava que estava inspirado e seria difícil para o Dragão empatar.
Bida pegou a bola na meia direita e acertou um chute com muita força. Prass pulou e fez mais uma bela defesa no jogo.
E quando não teve Prass, teve a trave.
Aos 26 Agenor subiu mais que todo mundo e, de cabeça, acertou o travessão. Dessa vez, o goleiro vascaíno só pôde olhar, torcer e agradecer.
Sete minutos depois, Prass voltou a trabalhar. Élvis tocou para Anselmo girar sobre a marcação e virar batendo. Só que, definitivamente, era a noite do goleiro.
O Atlético tentou uma pressão final, os cariocas esperavam os contra-ataques, mas ninguém mexeu no marcador.
O Vasco pula para a quinta colocação e completa o final de semana perfeito do futebol carioca, que venceu os quatro jogos da sexta rodada.
Já o Atlético perdeu o terceiro jogo no Brasileiro, o segundo em casa e ambos para times cariocas: Fluminense e Vasco.
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