Timão vence. Palestras convencem
O Corinthians jogou de camisa nova e mostrou seu velho futebol.
Até pareceu que iria se impor com facilidade sobre os reservas do Coritiba no ótimo gramado da Fonte Luminosa (17.096 pagantes), em Araraquara.
Fez 1 a 0 rapidamente com Paulinho (usou o braço?) que mais tarde quase marcou mais um e ainda sofreu um pênalti não assinalado pela arbitragem.
Mas foi só.
Só não, porque os reservas coxas ainda deram um certo sufoco no final do primeiro tempo.
No segundo, no começo, o Corinthians perdeu Alessandro, substituído por Moradei.
Por opção técnica, Tite tirou também William e pôs Jorge Henrique.
O Corinthians seguia na frente, mas só, como o Botafogo diante do Santos, nada que desse esperança ao torcedor.
E Marcelo Oliveira, entre os 19 e os 23 minutos, trocou três vezes, reforçando o time com alguns titulares: entraram Willian Leandro, Andreson Aquino e Jonas, nos lugares de Éverton Costa, Éverton Ribeiro e Maranhão.
O resultado não tardou a aparecer e o Coritiba empatou aos 28, com Leonardo, ligeiramente impedido.
Morais saiu para entrar Edno, pois o empate era péssimo para os anfitriões.
Coisa que Jorge Henrique resolveu, ao dar passe perfeito para Danilo desempatar, aos 35, o que fazia justiça não exatamente ao futebol apresentado, mas em função do pênalti não marcado pela arbitragem e do gol de empate em impedimento: 2 a 1.
Anderson Aquino no finzinho, é verdade, soltou uma bomba na trave de Júlio César, que ainda teve de pegar o rebote.
Na Arena do Jacaré (9.080 pagantes), no clássico entre os Palestras, o de Minas foi melhor que o de São Paulo na primeira parte do jogo, ao mandar uma bola na trave de Marcos chutada por Wallyson e Gilberto obrigou o goleiro a fazer uma defesaça.
O Palmeiras mais especulava e se defendia do que ameaçava.
Mas para o segundo tempo Cuca tirou Brandão e estreou Anselmo Ramon.
Não deveria tê-lo feito.
Porque logo de cara o rapaz recebeu um gol feito de Wallyson e tratou de perdê-lo da maneira mais bizarra possível, de canela.
O Cruzeiro seguiu melhor, Marcos continuou a fazer boas defesas e, aí, o de sempre: Marcos Assunção armou o contra-ataque, deu na medida para Luan que pegou um tirambaço de esquerda, cruzado, de fora da área, indenfensável para Fábio: Palmeiras 1 a 0, aos 14.
E Cuca tirou Tiago Ribeiro e pôs Ortigoza que quase fez um golaço logo que entrou, de cobertura.
O Cruzeiro era mais um a cair na armadilha do Felipão, que resolveu tirar Tinga para, com Chico, trancar ainda mais.
Pois deu azar.
Porque Anselmo Ramon empatou, embaixo do travessão: 1 a 1.
E o Cruzeiro ficou muito perto de virar diversas vezes, com Gilberto na cara do gol, com bolas passando rente às traves, e com São Marcos em ação.
O Cruzeiro mereceu mais, mas o Palmeiras fez o papel dele num jogo que agradou pelo que os dois times mostraram.
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Colunas na Folha: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/jucakfouri/











