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Blog do Juca Kfouri

Empate eletrizante na Bahia e vitória gremista

Juca Kfouri

29/05/2011 17h55

Por RAFAEL BELATTINI

Depois de oito anos sem ver o Bahia em um jogo de primeira divisão do Brasileiro, a torcida lotou Pituaçu (32.157 pagantes) para matar a saudade.

O "convidado" era nada menos que o Flamengo de Ronaldinho Gaúcho.

O time carioca começou ocupando mais seu campo de ataque, mas quem abriu o marcador foi o Bahia.

Aos 16, Souza dominou de costas para o gol e fez a parede para Lulinha chegar batendo.

A tabelinha, que está se tornando comum no time baiano, só não foi mais estranha para um corinthiano que tenha visto porque Felipe ficou parado no gol do Flamengo.

O Bahia ainda reclamava um  pênalti claro de Galhardo, que puxou a camisa de um rival,  quando o jogador rubro-negro cruzou rasteiro e Ronaldinho desviou para empatar a partida.

Mas a igualdade durou apenas sete minutos. Lulinha cruzou, Ávine furou e Jóbson apareceu livre na esquerda para encher o pé e fazer 2 a 1 para os baianos.

Fim de uma primeira etapa em que o Flamengo teve mais posse de bola, mas o Bahia foi eficiente.

Mas, aos 9 do segundo tempo, em um lance bem semelhante o segundo gol baiano, o Flamengo empatou.

Ronaldinho Gaúcho tocou para Wanderley. O atacante furou e a bola sobrou livre para Bottinelli, pela esquerda, chutar tirando do goleiro fazer 2 a 2.

O Bahia recuou e, apático, aceitava o domínio do Flamengo.

Wanderley saiu para a entrada de Diego Maurício, uma alteração bastante comum no não convincente ataque rubro negro.

E o revezamento costuma dar resultados. Desta vez resultou no vira-vira do Flamengo.

Diego Maurício fez boa jogada pela esquerda e rolou para trás para Egídio colocar o rubro negro na frente no marcador pela primeira vez. 3 a 2 Flamengo.

Pouco depois o Bahia ainda ficou com um a menos. Helder cometeu falta comum em Bottinelli. Cléber Abade entendeu que merecia o cartão amarelo e, como o jogador tricolor já estava amarelado, acabou mostrando o vermelho.

Parecia que não ia dar para os da casa, que não tinham fôlego para reagir, assim como já havia acontecido na primeira rodada do Brasileiro, na derrota de virada para o América.

Então, nos minutos finais, Jóbson tratou de empatar a partida, aproveitando a acomodação do time flamenguista. 3 a 3.

Primeiro ponto do Bahia em seu retorno à elite.

O Fla comemora o ponto fora de casa, mas lamenta os dois pontos perdidos no fim do jogo em que não teve o mesmo brilho demonstrado na estreia com goleada contra o Avaí.

Na Arena da Baixada, os 17.031 pagantes não fizeram tanta festa para o time do Atlético Paranaense.

O time da casa, depois de perder para o Galo na estreia, recebeu o Grêmio e fez um primeiro tempo apático.

Os gaúchos criaram as melhores chances, mas o 1 a 0 saiu mesmo numa falha do zagueiro Rafael Santos que, ao tentar cortar o lançamento de Lúcio, mandou contra a própria meta.

Depois de uma primeira etapa com muitas vaias para todo o time do Furacão e, em especial, ao zagueiro, o Atlético quis responder na volta dos vestiários.

Nos primeiros minutos Rafael Santos quase se redimiu do gol contra, mas seu cabeceio passou rente à trave e saiu pela linha de fundo.

Então foi a vez de Victor trabalhar e a torcida paranaense lamentar cada chance perdida.

Primeiro o goleiro gremista impediu o empate no cabeceio de Nieto e, em seguida, espalmou o cruzamento venenoso de Paulo Baier.

Depois defendeu um chute de Branquinho e mais um cabeceio de Nieto.

O Grêmio se segurou como deu e o Atlético reclamou de um pênalti que não existiu, algo cada dia mais comum no futebol brasileiro.

O Atlético Paranaense, que acertou o travessão nos acréscimos, perde sua segunda partida no Brasileirão e o Grêmio, superando alguns deslfalques, comemora sua primeira vitória.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

Sobre o Autor

Juca Kfouri é formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999 e foi colaborador da ESPN-Brasil entre 2005 e 2019. Colunista de futebol de “O Globo” entre 1989 e 1991 e apresentador, de 2000 até 2010, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha, onde permanece com sua coluna três vezes por semana. Apresenta, também, o programa Entre Vistas, na TVT, desde janeiro de 2018.

Colunas na Folha: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/jucakfouri/