Empate eletrizante na Bahia e vitória gremista
Por RAFAEL BELATTINI
Depois de oito anos sem ver o Bahia em um jogo de primeira divisão do Brasileiro, a torcida lotou Pituaçu (32.157 pagantes) para matar a saudade.
O "convidado" era nada menos que o Flamengo de Ronaldinho Gaúcho.
O time carioca começou ocupando mais seu campo de ataque, mas quem abriu o marcador foi o Bahia.
Aos 16, Souza dominou de costas para o gol e fez a parede para Lulinha chegar batendo.
A tabelinha, que está se tornando comum no time baiano, só não foi mais estranha para um corinthiano que tenha visto porque Felipe ficou parado no gol do Flamengo.
O Bahia ainda reclamava um pênalti claro de Galhardo, que puxou a camisa de um rival, quando o jogador rubro-negro cruzou rasteiro e Ronaldinho desviou para empatar a partida.
Mas a igualdade durou apenas sete minutos. Lulinha cruzou, Ávine furou e Jóbson apareceu livre na esquerda para encher o pé e fazer 2 a 1 para os baianos.
Fim de uma primeira etapa em que o Flamengo teve mais posse de bola, mas o Bahia foi eficiente.
Mas, aos 9 do segundo tempo, em um lance bem semelhante o segundo gol baiano, o Flamengo empatou.
Ronaldinho Gaúcho tocou para Wanderley. O atacante furou e a bola sobrou livre para Bottinelli, pela esquerda, chutar tirando do goleiro fazer 2 a 2.
O Bahia recuou e, apático, aceitava o domínio do Flamengo.
Wanderley saiu para a entrada de Diego Maurício, uma alteração bastante comum no não convincente ataque rubro negro.
E o revezamento costuma dar resultados. Desta vez resultou no vira-vira do Flamengo.
Diego Maurício fez boa jogada pela esquerda e rolou para trás para Egídio colocar o rubro negro na frente no marcador pela primeira vez. 3 a 2 Flamengo.
Pouco depois o Bahia ainda ficou com um a menos. Helder cometeu falta comum em Bottinelli. Cléber Abade entendeu que merecia o cartão amarelo e, como o jogador tricolor já estava amarelado, acabou mostrando o vermelho.
Parecia que não ia dar para os da casa, que não tinham fôlego para reagir, assim como já havia acontecido na primeira rodada do Brasileiro, na derrota de virada para o América.
Então, nos minutos finais, Jóbson tratou de empatar a partida, aproveitando a acomodação do time flamenguista. 3 a 3.
Primeiro ponto do Bahia em seu retorno à elite.
O Fla comemora o ponto fora de casa, mas lamenta os dois pontos perdidos no fim do jogo em que não teve o mesmo brilho demonstrado na estreia com goleada contra o Avaí.
Na Arena da Baixada, os 17.031 pagantes não fizeram tanta festa para o time do Atlético Paranaense.
O time da casa, depois de perder para o Galo na estreia, recebeu o Grêmio e fez um primeiro tempo apático.
Os gaúchos criaram as melhores chances, mas o 1 a 0 saiu mesmo numa falha do zagueiro Rafael Santos que, ao tentar cortar o lançamento de Lúcio, mandou contra a própria meta.
Depois de uma primeira etapa com muitas vaias para todo o time do Furacão e, em especial, ao zagueiro, o Atlético quis responder na volta dos vestiários.
Nos primeiros minutos Rafael Santos quase se redimiu do gol contra, mas seu cabeceio passou rente à trave e saiu pela linha de fundo.
Então foi a vez de Victor trabalhar e a torcida paranaense lamentar cada chance perdida.
Primeiro o goleiro gremista impediu o empate no cabeceio de Nieto e, em seguida, espalmou o cruzamento venenoso de Paulo Baier.
Depois defendeu um chute de Branquinho e mais um cabeceio de Nieto.
O Grêmio se segurou como deu e o Atlético reclamou de um pênalti que não existiu, algo cada dia mais comum no futebol brasileiro.
O Atlético Paranaense, que acertou o travessão nos acréscimos, perde sua segunda partida no Brasileirão e o Grêmio, superando alguns deslfalques, comemora sua primeira vitória.
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