Céu de Almirante!
O América jogou em São Januário (2.626 pagantes) como se estivesse em Minas.
Mandou no primeiro tempo contra os reservas do Vasco menos o goleiro Fernando Prass que trabalhou muito e muito bem.
Mas melhor que o goleiro foi a eficácia do Vasco que em dois ataques conseguiu um pênalti bem batido por Bernardo, aos 9, e mandou uma bola na trave, chutada por Jéferson, aos 39.
Prova de que a maré mudou para o Almirante: agora, quase tudo dá certo na hora em que é necessário.
Bernardo não voltou para o segundo tempo, também poupado para as finais da Copa do Brasil, trocado por Enrico.
Pois não é que no primeiro lance de Enrico, ao receber de Jéferson, o substituto fez 2 a 0, aos 2?
Enquanto os reservas do Santos ganharam apenas um ponto em dois jogos; os do Coritiba nenhum em um jogo, assim como os do Avaí e do Ceará, o Vasco ganhou seu sexto ponto em dois jogos, e é o líder do Brasileirão.
Mesmo perdendo, o time mineiro seguiu tomando a iniciativa do jogo, obrigando Fernando Prass a trabalhar, tendo gol anulado por impedimento que só o tira-teima para tirar a teima, nove escanteios conquistados em 70 minutos de jogo, contra nenhum do Vasco.
O tira-teima mostrou que não houve impedimento.
Mas o Vasco, com seus reservas sempre é bom lembrar, seguia na frente.
Mais: aos 33, o América ficou com 10 e as coisas ficaram menos difíceis ainda.
E, então, o terceiro gol vascaíno ficou mais próximo que o primeiro americano, embora mesmo com um a menos os mineiros, aos 42, quase tenham marcado.
Só que, aos 46, Misael, que acabara de entrar no lugar de Jeférson, bateu cruzado para Élton fazer 3 a 0.
Se os vascaínos têm motivo de sobra para se orgulhar de seu time B, e esperar ainda mais do A, os americanos viram que o placar não espelhou o que foi o jogo.
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