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Blog do Juca Kfouri

Céu de Almirante!

Juca Kfouri

29/05/2011 20h25

O América jogou em São Januário (2.626 pagantes) como se estivesse em Minas.

Mandou no primeiro tempo contra os reservas do Vasco menos o goleiro Fernando Prass que trabalhou muito e muito bem.

Mas melhor que o goleiro foi a eficácia do Vasco que em dois ataques conseguiu um pênalti bem batido por Bernardo, aos 9, e mandou uma bola na trave, chutada por Jéferson, aos 39.

Prova de que a maré mudou para o Almirante: agora, quase tudo dá certo na hora em que é necessário.

Bernardo não voltou para o segundo tempo, também poupado para as finais da Copa do Brasil, trocado por Enrico.

Pois não é que no primeiro lance de Enrico, ao receber de Jéferson, o substituto fez 2 a 0, aos 2?

Enquanto os reservas do Santos ganharam apenas um ponto em dois jogos; os do Coritiba nenhum em um jogo, assim como os do Avaí e do Ceará, o Vasco ganhou seu sexto ponto em dois jogos, e é o líder do Brasileirão.

Mesmo perdendo, o time mineiro seguiu tomando a iniciativa do jogo, obrigando Fernando Prass a trabalhar, tendo gol anulado por impedimento que só o tira-teima para tirar a teima, nove escanteios conquistados em 70 minutos de jogo, contra nenhum do Vasco.

O tira-teima mostrou que não houve impedimento.

Mas o Vasco, com seus reservas sempre é bom lembrar,  seguia na frente.

Mais: aos 33, o América ficou com 10 e as coisas ficaram menos difíceis ainda.

E, então, o terceiro gol vascaíno ficou mais próximo que o primeiro americano, embora mesmo com um a menos os mineiros, aos 42, quase tenham marcado.

Só que, aos 46, Misael, que acabara de entrar no lugar de Jeférson, bateu cruzado para Élton fazer 3 a 0.

Se os vascaínos têm motivo de sobra para se orgulhar de seu time B, e esperar ainda mais do A, os americanos viram que o placar não espelhou o que foi o jogo.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

Sobre o Autor

Juca Kfouri é formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999 e foi colaborador da ESPN-Brasil entre 2005 e 2019. Colunista de futebol de “O Globo” entre 1989 e 1991 e apresentador, de 2000 até 2010, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha, onde permanece com sua coluna três vezes por semana. Apresenta, também, o programa Entre Vistas, na TVT, desde janeiro de 2018.

Colunas na Folha: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/jucakfouri/