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Grêmio na Libertadores, Flamengo na Sul-Americana. O Goiás mereceu mais

Juca Kfouri

09/12/2010 00h58

O primeiro baque veio quando o Independiente entrou no gramado de Avallenada.

Certos de que veriam o adversário de vermelho, como o rival Vila Nova, os esmeraldinos encontraram o time de azul.

E amarelaram diante de um estádio repleto.

Tomaram o 1 a 0 logo aos 19 minutos e ainda tiveram a fortuna do empate dois minutos depois, em cruzamento de Saci e cabeçada de Rafael Moura, para variar.

Mas entraram em pane ao tomar dois gols de Parra, um  sem querer, aos 26, e outro pra lá de bizarro, aos 34, com o autor no chão.

No segundo tempo, ao menos, o Goiás voltou menos tímido e tratou de assustar os argentinos.

Rafael Moura, por exemplo, não fez o que seria um golaço, ao driblar dois gringos dentro da área.

Pena que chutou em cima do goleiro.

O Goiás esteve muito mais perto do gol que lhe daria o título do que o Independiente numa noite em que, acredite, Wellington Saci jogou uma barbaridade.

Aos 44, na cara do gol, o He-Man não foi feliz.

E veio, com o placar agregado de 3 a 3, a prorrogação.

Tudo porque, na decisão, diferentemente de todo o resto do torneio, o gol fora não é qualificado.

Com Avellaneda em estranhíssimo silêncio, porque o Goiás era melhor, começou a prorrogação.

Verdade que, nos últimos cinco minutos do primeiro tempo, o Independiente conseguiu equilibrar as coisas.

E veio o segundo tempo.

Logo no primeiro minuto Rafael Moura fez fabulosa jogada pela direita, cruzou e Rafael Tolói, com pouco ângulo, cabeceou na trave portenha.

O time brasileiro mandava em Avellaneda, como Arthur Neto queria e graças, também, ao preparo físico.

Aos 4, gol goiano, anulado pelo bandeirinha.

Já fazia tempo que o Goiás merecia seu gol, seu título, sua taça, porque fazia mais de uma hora que jogava melhor, apagando a má imagem do primeiro tempo de jogo.

Mas vieram os tiros da marca do pênalti.

Em regra, a pressão é maior para o time da casa.

Que saiu na frente: 1 a 0.

Tolói empatou. Friamente.

Parra fez 2 a 1.

Everton empatou. Friamente.

Eles fizeram 3 a 2.

Felipe bateu na trave.

Eles fizeram 4 a 2.

O Goiás não merecia perder.

Rafael Moura diminuiu.

Mas o Independiente matou o jogo: 5 a 3.

O Grêmio está na pré-Libertadores, desde já com ares de candidatíssimo ao título, justo prêmio ao trabalho de Renato Gaúcho.

E o Flamengo está na Copa Sul-Americana.

E, aí, há que se fazer justiça ao profexô.

Afinal, ele garantiu que o Galo não cairia e o Galo não caiu.

E disse que seu pojeto, no Flamengo, era a Sul-Americana.

Quem poderá dizer que não acertou?

Só quem gosta de perxeguição…


Sobre o Autor

Juca Kfouri é formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999. Atualmente está também na ESPN-Brasil. Colunista de futebol de “O Globo” entre 1989 e 1991 e apresentador, de 2000 até 2010, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha.

Colunas na Folha: https://blogdojuca.uol.com.br/lista-colunas-na-folha/

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