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O Parque do Sabiá e o Olímpico tremeram

Juca Kfouri

24/10/2010 20h25

Nenhum torcedor do Galo, por mais fanático que seja, dirá que seu time é melhor que o do Cruzeiro.

Mas hoje foi.

E foi porque o Cruzeiro, muito confiante em sua superioridade e com 100% do Parque do Sabiá (18.132 pagantes) a favor, partiu para cima do Galo como se fosse goleá-lo.

Sim, é verdade que criou muito mais que o Galo e que Renan Ribeiro só não foi o nome do jogo porque o nome do jogo foi Obina, autor de três gols e impedido equivocadamente de marcar o quarto, quando o Galo já vencia por 3 a 1 e o Cruzeiro tinha perdido um pênalti inexistente cobrado com cavadinha por Montillo.

O gol cruzeirense foi de Gilberto, em seu primeiro toque na bola ao entrar em campo, ainda aos 35, no lugar de Diego Renan.

Sim, o jogo foi espetacular, dos mais espetaculares da temporada.

Obina marcou aos 6, 23 e 30, em jogadas que exploraram a fragilidade pelas alas cruzeirenses.

Para o segundo tempo, Cuca tirou Jonathan e pôs Pablo, e, aos 10, Dorival Jr. pôs Alê no lugar de Renan Oliveira.

(Sim, Cruzeiro e Galo fazem o jogo com maior concentração de Renans da história do ludopédio).

O que o Cruzeiro criou de possibilidades no segundo tempo foi brincadeira.

E é por isso que se pode dizer, por contraditório que pareça, que o Galo jogou melhor.

Porque o Galo teve, no máximo, seis chances de gol. E aproveitou quatro!

O Cruzeiro teve, no mínimo, oito, e…

Como quatro?

Mas não estava 3 a 1.

Sim, estava até que, aos 21, em cobrança de escanteio, Rever subiu mais e cabeceou para fazer 4 a 1.

Que jogo, que jogo, que jogo!

Não, não pense que é exagero e nem que acabou.

Por que Roger entrou no lugar de Marquinhos Paraná, aos 29, e Thiago Ribeiro, aos 31, se aproveitando do rebote de mais uma defesaça de Renan, diminuiu: 4 a 2.

E ele de novo, chutando cruzado, diminuiu ainda mais: 4 a 3, dois minutos depois.

O Galo tirou Tardelli para entrar Daniel Carvalho e Diego Souza para Joedson.

O 4 a 4 era iminente e seria justo.

O Galo recuara demais, talvez porque fosse mesmo impossível, com um time inferior, resistir à blitz cruzeirense.

Era se defender e rezar.

Rezar para São Renan.

Deu certo e o Galo caiu fora da ZR, que não é mesmo lugar para ele.

Perto do que acontecia em Uberlândia, o primeiro tempo em Porto Alegre, no Olímpico (45.234 pagantes), era amistoso, apesar de ser um Gre-Nal, que viu o Grêmio sair na frente com André Lima, aos 36, e muito pegado.

Grêmio que teve diversas chances de ampliar no começo do segundo tempo, uma vez com Douglas, outra com Jonas.

Até que, aos 18, Fábio Rochemback salvou com a mão na linha fatal o empate colorado, o pênalti foi  marcado, ele foi expulso e Alecsandro empatou: 1 a 1.

Certos de que virariam, os colorados foram para o abafa e nem bem iniciaram a pressão com um jogador a mais e eis que Fábio Santos marcou um golaço, de bico, pela esquerda, em contra-ataque fulminante.

Quer saber?

Era justo.

E o jogo já não tinha mais nada de amistoso.

Enquanto Renato Gaúcho tirava Jonas para botar Diego (lembremos que o Grêmio tinha um a menos), Celso Roth tirava Giuliano para por Andrezinho.

E tomando conta do campo gremista, o Inter empatou com belo chute de D'Alessandro, de fora da área, aos 38: 2 a 2.

Douglas saiu, Gilson entrou e  Wilson Mathias saiu para entrar Leandro Damião.

Sim, sem dúvida, que jogo, que jogo!

Enfim, que domingo.

O torcedor agradece.

O do Fluminense, principalmente, outra vez na liderança.

Sobre o Autor

Juca Kfouri é formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999 e foi colaborador da ESPN-Brasil entre 2005 e 2019. Colunista de futebol de “O Globo” entre 1989 e 1991 e apresentador, de 2000 até 2010, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha, onde permanece com sua coluna três vezes por semana. Apresenta, também, o programa Entre Vistas, na TVT, desde janeiro de 2018.

Colunas na Folha: https://blogdojuca.uol.com.br/lista-colunas-na-folha/

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