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Timão no apito, Verdão no coração

juca kfouri

29/08/2010 17h56

O Vitória tem do que reclamar no primeiro tempo que fez contra o Corinthians, no Pacaembu (32.819 pagantes)  em clima de festa do centenário, na última partida do alvinegro com 99 anos de vida.

Porque o rubro-negro baiano teve a primeira grande chance de gol, oportunidade que Henrique perdeu logo no começo do jogo.

E também o viu  mandar uma bola no travessão, quando ainda estava 1 a 0 para o alvinegro,  no fim dos primeiros 45 minutos.

Se não bastasse,  teve um pênalti de Paulo André em Júnior, aos 30, não assinalado pela arbitragem.

Já o Corinthians, que teve do que reclamar contra o Flamengo, Avaí e Cruzeiro, hoje só teve a agradecer.

Porque Roberto Carlos acertou um lançamento de 50 metros na cabeça de Iarley, que enfim jogou bem, no primeiro gol corintiano, aos 10, e Paulinho ganhou de presente o segundo gol, aos 47, do zagueiro Gabriel: 2 a 0.

Ronaldo Fenômeno entrou em campo, mas não se pode dizer que tenha jogado no primeiro tempo.

Mas no segundo, aos 10, duas vezes, em lances consecutivos, deu com açúcar primeiro para Bruno César e, depois, para Elias marcar, coisa que o goleiro Viáfara impediu com brilho.

Aos 17, o camisa 9 pediu para sair. E, é claro, saiu. Sob aplausos.

William Morais o substituiu.

Chicão também saiu,  mas machucado, para a entrada do estreante Thiago Heleno.

O Corinthians tinha o jogo sob completo domínio e mostrava até um preciosismo exagerado, razão pela qual não fazia mais gols.

Daí, aos 37, foi castigado, com Kléber Pereira diminuindo de cabeça, ele que entrara, 10 minutos antes, no lugar de Vanderson: 2 a 1.

Aos 40, o Vitória empatou, mas o bandeira viu um impedimento que só ele viu.

E o Vitória passava a ter do que reclamar também no segundo tempo, porque vítima de um resultado injusto.

Injusto também porque levou um tremendo sufoco à dupla de área Paulo André e Thiago Heleno, que mal se conhece.

Em Ipatinga, com ingressos a R$ 5, a torcida do Galo comprou todos os ingressos (11.120 pagantes).

E viu seu time acertar o travessão de Marcos logo aos 4, com Neto Berola.

Mas não viu muito mais, ao contrário, porque as outras chances mais agudas foram do Palmeiras, com Kléber, em lançamento de Valdivia que mais caiu do que jogou, e com Fabrício, no último minuto do primeiro tempo.

Foi Réver quem salvou a pátria atleticana em cima da linha no lance de Kléber.

Aos 7 do segundo tempo, Serginho desceu pela direita e deu na medida para Neto Berola fazer o gol mineiro na saída de Marcos: 1 a 0.

O Galo saía da ZR, enfim, e passava a ficar mais perto do segundo gol que o Palmeiras do empate.

Só que foi Marcos Assunção quem empatou, exatamente depois que o Galo teve duas chances ótimas de gol, com Serginho, desarmado por Danilo, e Neto Berola.

O palmeirense aproveitou-se de mais uma batida de roupa do goleiro Fábio Costa, em chute de Luan, depois de jogada guerreira de Kléber pela esquerda, em roubada de bola.

O Palmeiras voltou a jogar melhor.

Aos 27, no entanto, o arqueiro se recuperou, ao salvar a virada com o pé, em chute cruzado de Kléber.

Mas, aos 31, não deu.

Kléber fez 2 a 1 entre as pernas de Fábio Costa, depois de grande trama entre ele e Marcos Assunção.

O Palmeiras virava na bola e na garra.

E Felipão, mais uma vez, ganhava de Luxemburgo.

Em 19 confrontos, são 9 vitórias e 6 empates, contra apenas 4 derrotas.

Ah, sim, é claro, ao perder pela 11a. vez, o Galo segue na ZR.

Sobre o Autor

Juca Kfouri é formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999 e foi colaborador da ESPN-Brasil entre 2005 e 2019. Colunista de futebol de “O Globo” entre 1989 e 1991 e apresentador, de 2000 até 2010, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha, onde permanece com sua coluna três vezes por semana. Apresenta, também, o programa Entre Vistas, na TVT, desde janeiro de 2018.

Colunas na Folha: https://blogdojuca.uol.com.br/lista-colunas-na-folha/

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