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Blog do Juca Kfouri

Noite de empates

juca kfouri

16/05/2010 20h25

Wellington Paulista havia perdido um gol feito nem bem o jogo começava no Mineirão.

Mas o Cruzeiro ficou com 10  logo aos 17, graças a expulsão de Leonardo Silva, autor de um carrinho, melhor dizendo, de um caminhão criminoso.

Sete minutos depois Pará abriu o placar para o líder Avaí, em belo corte na defesa mineira.

Por pouco, aos 39, Patric não fez 2 a 0, coisa que ficou a cargo de Roberto, aos 45, com um toque de classe sobre o goleiro Rafael.

Registre-se que o Cruzeiro estava com o que tem de melhor e Fábio, por exemplo, só não jogou por estar machucado.

O Cruzeiro voltou com Thiago Heleno no lugar de Diego Renan.

E logo aos 7 minutos do segundo tempo,  um cruzamento precioso de Thiago Ribeiro encontrou a cabeça de Wellington Paulista, que diminuiu, também porque o goleiro Zé Carlos não conseguiu cortar a bola alçada na segunda trave.

Aos 12, Thiago Ribeiro desperdiçou o gol de empate de maneira incrível.

Mas o Cruzeiro encurralava o time catarinense, mesmo com um a menos.

Até que, aos 14, o goleiro Zé Carlos fez pênalti em Gilberto e foi expulso.

Wellington Paulista cobrou e empatou: 2 a 2.

Aos 23, o Cruzeiro virou com Henrique, mas o bandeirinha inventou um impedimento. Crime!

Aos 28, na trave, com Wellignton Paulista.

Aos 32, travessão!

Guérron já estava no lugar de Elicarlos quando Thiago Heleno acertou o travessão.

Só que, em seguida, Roberto, do Avaí, respondeu cabeceando na trave mineira.

Lá e cá, mais lá do que cá.

Enquanto isso, em São Januário (8.775 pagantes), um drama.

Um 0 a 0 de doer.

Quando aqui se disse que Vasco e Palmeiras juntos não formam um time, houve quem protestasse.

Pois o Vasco mandou no primeiro tempo, chegou a finalizar 10 vezes contra nenhuma finalização do Palmeiras, mas revelou uma tremenda dificuldade para fazer um golzinho sequer.

E o time paulista chutou sua primeira bola ao gol, em cobrança de falta e por cima, bem por cima do travessão, só aos 45 minutos.

Horror maior só a cara de perplexidade do "técnico" Antônio Carlos.

Nada mudou no segundo tempo, com o Vasco martelando, embora, aos 14, enfim, o Palmeiras tenha criado uma chance de gol, com Robert, logo depois de Souza ter perdido mais um gol para o time cruzmaltino.

Souza que acabou sendo trocado por Rafael Carioca.

Aos 20 foi a vez de Cleiton Xavier perder boa chance para o Palmeiras.

O Vasco caía de produção e sua torcida cantava que o time é uma "vergonha" e que cairá para a Série B.

Torcedor de costa para o campo, torcedor pedindo Eurico Miranda, só isso dá a medida do desespero vascaíno.

A sorte do Vasco é que o Palmeiras…, bem, deixa pra lá.

Robert, da meia lua, quase marcou para o alviverde que via seu gol amadurecer, mas acabou não vendo, como se tivesse apodrecido.

Dodô seguia no banco e o Vasco fazia entrar Rafael Coelho, artilheiro do Figueirense na Série B do ano passado,  no lugar de Caíque.

O Palmeiras trocou Ewerton por Bruno Paulo,  Robert por Marquinhos, e nada!

E, na Arena da Baixada, o Guarani fazia 1 a 0 no Furacão, com Roger, aos 34, mas os donos da casa empataram em cobrança de falta de Netinho, aos 44.

No segundo tempo, mais gols.

Logo aos 6, Roger, outra vez, botou o Bugre na frente.

Mas Alex Mineiro, aos 9, tratou de empatar de novo: 2 a 2.

O time da casa saiu vaiado por sua gente.

A noite de empates fechou um domingo sem nenhuma vitória dos anfitriões.

E, ainda na segunda rodada do Brasileirão, só o Corinthians é 100%.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

Sobre o Autor

Juca Kfouri é formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999 e foi colaborador da ESPN-Brasil entre 2005 e 2019. Colunista de futebol de “O Globo” entre 1989 e 1991 e apresentador, de 2000 até 2010, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha, onde permanece com sua coluna três vezes por semana. Apresenta, também, o programa Entre Vistas, na TVT, desde janeiro de 2018.

Colunas na Folha: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/jucakfouri/