Noite de empates
Wellington Paulista havia perdido um gol feito nem bem o jogo começava no Mineirão.
Mas o Cruzeiro ficou com 10 logo aos 17, graças a expulsão de Leonardo Silva, autor de um carrinho, melhor dizendo, de um caminhão criminoso.
Sete minutos depois Pará abriu o placar para o líder Avaí, em belo corte na defesa mineira.
Por pouco, aos 39, Patric não fez 2 a 0, coisa que ficou a cargo de Roberto, aos 45, com um toque de classe sobre o goleiro Rafael.
Registre-se que o Cruzeiro estava com o que tem de melhor e Fábio, por exemplo, só não jogou por estar machucado.
O Cruzeiro voltou com Thiago Heleno no lugar de Diego Renan.
E logo aos 7 minutos do segundo tempo, um cruzamento precioso de Thiago Ribeiro encontrou a cabeça de Wellington Paulista, que diminuiu, também porque o goleiro Zé Carlos não conseguiu cortar a bola alçada na segunda trave.
Aos 12, Thiago Ribeiro desperdiçou o gol de empate de maneira incrível.
Mas o Cruzeiro encurralava o time catarinense, mesmo com um a menos.
Até que, aos 14, o goleiro Zé Carlos fez pênalti em Gilberto e foi expulso.
Wellington Paulista cobrou e empatou: 2 a 2.
Aos 23, o Cruzeiro virou com Henrique, mas o bandeirinha inventou um impedimento. Crime!
Aos 28, na trave, com Wellignton Paulista.
Aos 32, travessão!
Guérron já estava no lugar de Elicarlos quando Thiago Heleno acertou o travessão.
Só que, em seguida, Roberto, do Avaí, respondeu cabeceando na trave mineira.
Lá e cá, mais lá do que cá.
Enquanto isso, em São Januário (8.775 pagantes), um drama.
Um 0 a 0 de doer.
Quando aqui se disse que Vasco e Palmeiras juntos não formam um time, houve quem protestasse.
Pois o Vasco mandou no primeiro tempo, chegou a finalizar 10 vezes contra nenhuma finalização do Palmeiras, mas revelou uma tremenda dificuldade para fazer um golzinho sequer.
E o time paulista chutou sua primeira bola ao gol, em cobrança de falta e por cima, bem por cima do travessão, só aos 45 minutos.
Horror maior só a cara de perplexidade do "técnico" Antônio Carlos.
Nada mudou no segundo tempo, com o Vasco martelando, embora, aos 14, enfim, o Palmeiras tenha criado uma chance de gol, com Robert, logo depois de Souza ter perdido mais um gol para o time cruzmaltino.
Souza que acabou sendo trocado por Rafael Carioca.
Aos 20 foi a vez de Cleiton Xavier perder boa chance para o Palmeiras.
O Vasco caía de produção e sua torcida cantava que o time é uma "vergonha" e que cairá para a Série B.
Torcedor de costa para o campo, torcedor pedindo Eurico Miranda, só isso dá a medida do desespero vascaíno.
A sorte do Vasco é que o Palmeiras…, bem, deixa pra lá.
Robert, da meia lua, quase marcou para o alviverde que via seu gol amadurecer, mas acabou não vendo, como se tivesse apodrecido.
Dodô seguia no banco e o Vasco fazia entrar Rafael Coelho, artilheiro do Figueirense na Série B do ano passado, no lugar de Caíque.
O Palmeiras trocou Ewerton por Bruno Paulo, Robert por Marquinhos, e nada!
E, na Arena da Baixada, o Guarani fazia 1 a 0 no Furacão, com Roger, aos 34, mas os donos da casa empataram em cobrança de falta de Netinho, aos 44.
No segundo tempo, mais gols.
Logo aos 6, Roger, outra vez, botou o Bugre na frente.
Mas Alex Mineiro, aos 9, tratou de empatar de novo: 2 a 2.
O time da casa saiu vaiado por sua gente.
A noite de empates fechou um domingo sem nenhuma vitória dos anfitriões.
E, ainda na segunda rodada do Brasileirão, só o Corinthians é 100%.
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Colunas na Folha: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/jucakfouri/










