Santos vence a preguiça
O Santos começou tão mal e desinteressado o jogo contra o Atlético Paranaense que levou um justo castigo, aos 11, quando o zagueiro Antonio Carlos, de cabeça, abriu o placar para o Furacão. Aí, então, o Peixe teve de se coçar. E jogar. Como jogar é como coçar, basta começar, logo aos 29, Kléber, para variar, pôs a bola na cabeça do zagueiro Domingos que empatou. Mesmo sem brilhar, o Santos terminou o primeiro tempo com volume suficiente para estar na frente. Coisa que só veio a acontecer aos 8 minutos do segundo tempo, quando Pedrinho, sozinho na área, matou no peito e estufou a rede paranaense: 2 a 1. Mas o Santos insiste no vício da soberba e ao imaginar que o jogo estivesse liquidado, acabou por dar chances de empate ao Atlético e Fábio Costa teve de se virar. Menos mal que, aos 30, Alan Baia fez um pênalti infantil em Marcos Aurélio e Kléber Pereira bateu para marcar 3 a 1. O Santos, aliás, só não goleava porque não estava a fim, provavelmente por causa do ridículo comportamento de sua torcida, com apenas 2.784 pessoas na Vila.
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