Como explicar?
Por GUSTAVO VILLANI, de Madrid
Outras tragédias como essa que matou o sevillista Puerta deverão acontecer no futebol, afinal, a vida muitas vezes é assim, sem explicações convincentes.
Todo esclarecimento médico ou religioso é respeitável, mas incompreensível aos que sentem a dor da perda.
Pior até do que o sentimento de pena é a impotência das pessoas mais próximas, ou mesmo de que nem veio ao mundo, como é o caso do filho do jogador.
A Espanha conhece o drama que já atingiu Brasil, Portugal, Camarões…
Uma semana antes da estréia do Sevilla todos os aparelhos necessários para emergências, inclusive desfibriladores, foram enviados pela Liga de Fútbol Profesional (LFP) ao estádio Sánchez Pizjuán – o mesmo que paradoxalmente recebeu os encantos da Seleção Brasileira de 1982.
Puerta deixou o campo caminhando, aos 29 minutos do primeiro tempo, apesar de ter desmaiado novamente no vestiário.
Era a primeira partida oficial, passados exames e treinos de pré-temporada, do jogador de 22 anos.
Falta de prudência? Falta de cuidados? O quê? Vai entender…
Talvez só mesmo Antonio Puerta tivesse a resposta, e talvez nem ele mesmo soubesse.
E talvez ninguém fique sabendo o porquê disso tudo.
Certamente nem tudo tem resposta, amigos e familiares que o digam.
Lamentável saber que não foi o primeiro, nem deve ser o último.
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