Abre os olhos, CBF
Quer dizer que o Brasil perdeu para a Gana, com apenas 10 jogadores durante todo o segundo tempo, por 1 a 0 e caiu fora do Mundial sub-17?
Nada grave, não fossem alguns detalhes.
O nada grave fica por conta de que mais importante do que vencer torneios nas categorias de base é o trabalho de formação com vistas ao futuro.
Além do mais, é já tradicional o sucesso dos times africanos em tais torneios, assim como nas Olimpíadas.
Aliás, parece que eles têm como especialidade ganhar do Brasil com jogadores a menos, basta lembrar o fiasco do time de Vanderlei Luxemburgo, contra Camarões, com nove jogadores, nos Jogos de Sydney, em 2000.
Dito isso, é verdade que a situação do futebol brasileiro começa a preocupar.
Não bastasse o baixo nível técnico do Brasileirão, também no sub-20 a seleção deu vexame no Mundial do Canadá, em julho.
Será uma seca ou só um período de estiagem?
Fato é que a CBF sempre se valeu do talento nato de nossos jogadores e nunca pôs gente séria, verdadeiramente competente e rodada, para cuidar da base, o que deveria ser uma política permanente, como se faz, por exemplo, no vôlei.
Ao contrário, as categorias de base na CBF invariavelmente ficam nas mãos de ilustres desconhecidos, para não falar dos empresários que gravitam em torno delas.
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Colunas na Folha: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/jucakfouri/











