A morte no Parapan
Por ROBERTO VIEIRA
A trágica morte do atleta Carlos Maslup no Parapan nos faz refletir:
O atleta argentino Carlos Maslup perdeu sua última partida.
Mas era uma partida que não poderia vencer.
Nenhum argentino poderia vencer o Brasil nesta partida.
Porque a maior parte dos brasileiros também é derrotada nesta batalha todos os dias.
Carlos perdeu esta partida para uma realidade onde quem vive sob as benesses do poder usufrui de planos de saúde privada.
Os demais sofrem na rede pública a qual nossos dirigentes afirmam ser de primeiro mundo, mas que não utilizam nem quando têm uma simples dor de cabeça.
Carlos perdeu esta partida para um Brasil que discrimina seus cidadãos enquanto mostra uma imagem na televisão de igualdade e respeito.
Carlos perdeu esta batalha lutando heroicamente durante 10 horas pelas ruas do Rio de Janeiro dentro de uma viatura do corpo de bombeiros à procura de uma vaga nos hospitais após um acidente vascular cerebral.
Carlos Maslup é um herói.
Um herói como tantos brasileiros que lutam a vida inteira.
Heróis sem medalha.
Como os 300 de Esparta.
Nos Portões de Fogo da realidade brasileira.
Sobre o Autor
Colunas na Folha: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/jucakfouri/











