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Blog do Juca Kfouri

Só o Paraná Clube é líder, só o ele é 100%

Juca Kfouri

27/05/2007 20h06

Como tem sido praxe neste ano, Flamengo e Botafogo fizeram um jogo bom de se ver.


Pena que para apenas 12 mil torcedores no Maracanã.


Para quem pegou um gripe brava e por razões profissionais teve de ver com atenção o jogo entre São Paulo e Palmeiras, o jogo do Maracanã reconciliou o febril blogueiro com o futebol.


Deu a impressão até de que o Botafogo venceria com facilidade, tamanha a sua superioridade inicial e até que, aos 17 minutos, em cobrança de falta ensaiada, Lúcio Flávio fez 1 a 0, como se tivesse posto a bola no gol de Bruno com a mão, bem no ângulo.


O Flamengo, no entanto, acordou.


E foi à luta, até conseguir o empate com Leonardo, aos 40, numa bola que deu toda a pinta de ter entrado mesmo, mas que não dá para jurar.


Em tempo: quem validou o gol foi um bandeirinha, não uma, para alívio do troglodita Montenegro.


Mas o Botafogo era melhor no jogo e logo tratou de desempatar, com Dodô, aos 44, para descer aos vestiários com a vantagem justa.


Curioso, Botafogo.


O Flamengo é o campeão estadual, o Fluminense pode ser o campeão da Copa do Brasil, o Vasco fez a festa de Romário.


Mas é o Glorioso que joga o futebol mais envolvente e convincente.


Quem sabe o time precise mesmo de uma competição em pontos corridos para atingir a maturidade também perseguida por Cuca, sem as armadilhas do sistema de mata-mata.


Porque no segundo tempo, mesmo diante de um rubro-negro que não se entregou, o Botafogo seguiu melhor.


Apenas aos 23 minutos, tomou um susto, quando o menino Paulo Sérgio teve uma chance de ouro para empatar, atrapalhado pela oportuna saída de gol do goleiro Júlio César, outro menino.


Nove minutos depois, no entanto, Paulo Sérgio empatou, em lance todo do zagueiro Ronaldo Angelim, pela esquerda.


Enquanto isso, no Mineirão, contra 10 do Paraná Clube em quase todo o segundo tempo, o Cruzeiro, que saíra na frente com Guilherme, tomou a virada e virou, com Rômulo, sobre o time paranista, com Araújo e Guilherme mostrando que, entre tantos problemas na Toca da Raposa, sua dupla de atacantes é muito mais uma solução.


Mas a defesa…


Lauro tomou um primeiro gol por estar muito adiantado em cobrança de Joélson.


E o Cruzeiro achou de tomar mais três, dois do artilheiro Josiel aos 14 e 36, e outro de Everton, um minuto depois.


Com 10, repita-se, o Paraná Clube venceu por 4 a 3, sem contestação, embora o Cruzeiro tenha tido diversas oportunidades de marcar mais gols.


Com o que é o único líder do Brasileirão, com nove pontos em três jogos.


No Serra Dourada, entre verdes desesperados, o Goiás passou pelo Juventude: 3 a 1.


Não vi.


Se visse, certamente pioraria de gripe…

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

Sobre o Autor

Juca Kfouri é formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999 e foi colaborador da ESPN-Brasil entre 2005 e 2019. Colunista de futebol de “O Globo” entre 1989 e 1991 e apresentador, de 2000 até 2010, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha, onde permanece com sua coluna três vezes por semana. Apresenta, também, o programa Entre Vistas, na TVT, desde janeiro de 2018.

Colunas na Folha: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/jucakfouri/