Grêmio matou a pau
Já passava de meia hora de jogo quando Ávalos fez sua primeira bobagem. Ao ser seguro por Diego Souza na altura da cintura, pelo lado esquerdo, ele derrubou Diego Silva que tentava girar em cima dele. E derrubou puxando-o pelo ombro direito, de frente para o árbitro, que não poderia mesmo ter visto o puxão na cintura. Resultado: pênalti. Resultado: 1 a 0, na bela cobrança de Tcheco, aos 34. Até ali, Saja tinha feito uma grande defesa em chute cruzado de Marcos Aurélio, Tuta quase tinha feito um golaço e Fábio Costa havia defendido um chute à queima-roupa de Diego Souza, na pequena área. O Grêmio marcava sob pressão e o Santos prevalecia no toque de bola. Mas depois do 1 a 0, veio o 2 a 0, dois minutos depois. Ávalos fez sua segunda bobagem. Jogou de bandido para Adaílton que teve a bola roubada por Carlos Eduardo para ampliar. O Santos se desarrumou completamente. E se não fosse por Fábio Costa teria levado o terceiro, outra vez com Tcheco, aos 38. O fim do primeiro tempo soou como um alívio para os paulistas. Que voltaram no segundo com Rodrigo Tabata no lugar de Alessandro e com Pedrinho no lugar de Jonas. Tudo por um gol, um gol que fosse. Já os gaúchos voltaram sem Tcheco, com Rámon em seu lugar, por razões físicas. O passe santista não saía e o Grêmio transpirava superioridade. O Grêmio criava chnaces em cima de chances e o Santos só via. Aos 19, Moraes entrou no lugar de Cléber Santana. O Grêmio tomava as bolas do Santos como se toma doce de criança. Estava feliz com o 2 a 0 e Saja se aquecia na noite fria no Olímpico, porque a bola não chegava ao seu gol. Gol invicto na Libertadores em sua casa. O Santos que agradeça aos céus por ter perdido só de dois, até porque Rodrigo Souto fez pênalti em Sandro Goiano, não marcado pelo árbitro argentino. Mas terá de suar sangue na Vila Belmiro. E mostrar um coração que não apareceu em Porto Alegre. Porque o coração no Rio Grande foi só o tricolor.
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