Garra, equilíbrio e justiça
Inegável que Corinthians e Galo mostraram aquilo que suas torcidas mais apreciam: dedicação. Dois times sem maior brilho técnico, mas capazes de ralar. E de jogar em velocidade. Numa partida equilibrada no Morumbi, com quase 22 mil torcedores, o Galo até foi mais perigoso no primeiro tempo, ao criar três boas chances de gol. No Corinthians, só William ameaçava. Algo me diz que o Corinthians jogará melhor fora de casa do que dentro, porque em casa sempre tem a obrigação de agredir. Mas, no segundo tempo, tomou mais as rédeas do jogo. Só que gol que é bom, não saía. Pedro Silva, que era só Pedro quando Vanderlei Luxemburgo quis que ele mudasse de empresário, estreou na lateral-direita corintiana, no segundo tempo. E foi até bem, embora alguém precise dizer a ele que Silva ou não, ele não é nem Santos, de Djalma, nem Torres, de Carlos Alberto. Menos, Pedro, menos. O 0 a 0 acabou justo, o segundo empate do Brasileirão, primeiro sem gols. Pior que, aos 48, a arbitragem inventou uma falta para o Corinthians e, na cobrança, Diego teve que fazer milagre.
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