Sobre MiltonNeves
Em novo surto por ter visto revelada mais uma ligação sua com quem faz negócios no futebol, e o paga como garoto-propaganda, MN, que começou sua carreira de "jornalista" cobrindo o Detran para uma emissora de rádio ao mesmo tempo em que era escrivão de polícia no próprio Detran, quer discutir sobre ética, tema com o qual não tem a menor intimidade.
Segue, abaixo, a resposta dada ao seu bestialógico à época em que ele o produziu:
Mitômano, Milton Neves produziu um bestialógico contra mim e tentou publicá-lo, em vão, em diversos veículos.
Frustrado, tratou de distribuí-lo pelo mundo afora. Seu "dossiê", produzido a oito mãos, estava entre as "provas" que Agnelo Queiroz apresentou à TV Record, em Brasília.
Mas, irritado com duas siglas que usei no "Lance!", MN (para designar os mentirosos natos) e GGP (gang dos garotos propaganda), e por me atribuir um título, depois mudado, que não fiz, no sítio "Consultor Jurídico" — "Do mesmo lado" — na matéria sobre o testemunho de Ricardo Teixeira a seu favor em processo que move contra Ricardo Teixeira, o descontrolado Neves deu um grave passo em falso: publicou no jornal "Agora" e em seu sítio boa parte de suas sandices
O abominável Neves quer convencer as pessoas de que recebi de Pelé para entrevistá-lo na revista "Playboy", em 1993.
Só isso!
Neves imagina que, um dia, Pelé pagou para ser entrevistado. Repita-se: ele não escreveu que Pelé recebeu para ser entrevistado, mas insinua que pagou! E pagou por uma entrevista que redundou no afastamento dele do sorteio da Copa de 1994, pois o então presidente da Fifa, João Havelange, solidário com o então genro, Ricardo Teixeira, resolveu considerá-lo pessoa não grata.
Hilariante, não fosse caso de internação.
Devaneia mais ainda o mascate Neves, que calou sobre a quebra da Únicor e sobre a prisão, por emissão de notas fiscais falsas, do dono da Lousano, duas de suas patrocinadoras: insinua que Pelé também pagou para que "Placar" publicasse um perfil de Ricardo Teixeira, ainda em 1993.
Perfil crítico, diga-se de passagem. Como se alguém precisasse pagar para que uma revista dirigida por mim criticasse Teixeira!
Em resumo: o comunicador Neves, que pôs no ar o suicídio de um soldado da PM e que confrontou a mãe de uma moça estuprada com a mulher do estuprador em seu edificante programa policial, usou notas fiscais de minha microempresa (que abri, ainda quando trabalhava na Abril, exatamente para fazer serviços para terceiros, como está entre seus objetivos) e por mim devidamente publicadas quando Eurico Miranda tentou inventar a mesma farsa ("Lance!" de 29/11/2000), para relacioná-las às reportagens das revistas que eu dirigia à mesma época.
E o investigador Neves diz, em seu "dossiê" que recebeu as notas "pelo correio", como se fossem desconhecidas…
Aliás, em seus devaneios, o tosco Neves supõe estar diante do primeiro caso da humanidade em que o corrupto passa recibo da corrupção. Investigar, de verdade, dá trabalho, não é como encher lingüiça num programa de rádio ou promover palhaçadas na TV. E ele acusa como ilegal um depósito em conta de pessoa física quando não há ilegalidade alguma, posto que feito em cheque, em moeda nacional , contra recibo e de microempresa de um dono só, com sua mulher, com quem é casado em comunhão de bens, ato perfeitamente legal segundo a legislação de então.
E mente deslavadamente ao dizer que a direção da Abril desconhecia o que eu fazia à época.
Apesar dos debates que organizei e apresentei para duas Feiras Internacionais de Esportes, por iniciativa da Lemos Brito e da Pelé Sports, terem o apoio, explícito, da "Placar", conforme, aliás, amplo material fotográfico comprova.
Pobre Neves! Mal sabe que quem me apresentou a Lemos Brito e pediu que o atendesse foi meu chefe, Thomaz Souto Corrêa, vice-presidente da Abril. E que foi, além do mais, por deliciosa coincidência, o próprio Thomaz quem sugeriu a entrevista de Pelé, algo que eu não poderia mesmo decidir sozinho, porque quebrava a política de "Playboy" de não entrevistar alguém que já tinha sido objeto de uma entrevista na revista.
Desconhece, ainda, que a publicação do "Placar Urgente" foi descontinuada exatamente pela crise que o encarte com o perfil de Teixeira provocou em sua primeira edição, uma decisão da direção da Abril, ossos do ofício editorial. E que foi retomada, no relançamento da revista.
Sobre o Autor
Colunas na Folha: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/jucakfouri/










