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Blog do Juca Kfouri

A façanha do Palmeiras

Juca Kfouri

24/09/2006 18h01

Em Presidente Prudente, um jogo ruim, um empate justo em 1 a 1 e um gol feito perdido por Leandro, que tinha dado o primeiro para Souza, no fim do primeiro tempo.


O Palmeiras empatou com Nen, de cabeça, e com a defesa do São Paulo vendo a banda passar.


Na Vila Belmiro, digno de nota, apenas, uma cabeçada na trave do Flamengo mandada por Wellington Paulista.


E, no Beira-Rio, em 10 minutos, 10 faltas.


E cartões amarelos em profusão, meia-dúzia, só no primeiro tempo.


Futebol mesmo, pouco. 


Mas, mais do Corinthians, que abriu o placar com Carlos Alberto e acertou duas vezes o travessão de Clemer, com Magrão e Roger.


Fernandão empatou o jogo em seguida ao gol corintiano, quando Wellington Monteiro chutou cruzado, Marcelo fez boa defesa e, estranhamente, soltou a bola já dominada para o Inter empatar.


No intervalo dos jogos das 16 horas, só o Paraná Clube vencia.


E em Florianópolis, 1 a 0 no Figueira.


Por enquanto, quatro jogos e pouco futebol.


O São Paulo voltou melhor no segundo tempo e antes dos 15 minutos criou duas chances de gol, além de trocar Richarlyson, Lenílson e Leandro por Ilsinho, Danilo e Alex Dias.


E perdeu Alex Silva, expulso.


No Beira-Rio, o Inter foi quem voltou melhor.


Adiantou a marcação e se aproveitou da troca feita por Leão, que tirou Roger e pôs Carlão no intervalo.


O segundo gol colorado rondava a área corintiana e Marcelo salvou tento certo de Fernandão.


Já na Vila, em bela jogada de calcanhar, de Jonas, Wellington botava o Santos na frente do Flamengo: 1 a 0.


Mesmo com 10, o São Paulo era mais perigoso em Presidente Prudente.


E o Inter, em Porto Alegre, mandava na partida.


O Corinthians tentava, sem sucesso, esfriar o jogo e Iarley, por egoísmo, não passou para Caio virar o placar.


A pressão era tanta que Leão tirou Carlos Alberto e botou o zagueiro Marcus Vinicius.


O Santos cozinhava o Flamengo no alçapão da Vila.


E Zé Roberto fazia seu primeiro gol com a camisa 10 santista, com a categoria que Deus lhe deu.


No Recife, o Santa Cruz abria o marcador diante do Juventude: 1 a 0.


Aos 36, susto no Beira-Rio: Amoroso deixou Gustavo Nery na cara de Clemer que não deixou que o lateral marcasse o gol corintiano.


E, aos 38, em Presidente Prudente, depois de não dar um pênalti para o São Paulo e dois para o Palmeiras, o árbitro resolveu marcar um que não houve, em Marcinho.


E Paulo Baier pôs o Palmeiras na frente: 2 a 1.


No finzinho, Roger lançou Marcinho e o Palmeiras fez 3 a 1.


Em ritmo de festa, Tabata, também no fim, ampliou para o Santos: 3 a 0.


Tanto em Presidente Prudente quanto em Porto Alegre quanto em Santos, os segundos tempos justificaram, ao menos, o preço dos ingressos.


O Palmeiras conseguiu a façanha que ninguém imaginava; Inter e Corinthians não têm por que comemorar e o Santos tem, até porque o Paraná Clube também venceu.


E o Santa, bem, o Santa também comemora, mas continua condenado.



 

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

Sobre o Autor

Juca Kfouri é formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999 e foi colaborador da ESPN-Brasil entre 2005 e 2019. Colunista de futebol de “O Globo” entre 1989 e 1991 e apresentador, de 2000 até 2010, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha, onde permanece com sua coluna três vezes por semana. Apresenta, também, o programa Entre Vistas, na TVT, desde janeiro de 2018.

Colunas na Folha: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/jucakfouri/