Vasco confortável na Sul-Americana
Digamos que, de certa forma, o Palmeiras achava que tinha o jogo sob contrôle em São Januário, no jogo de ida pela Copa Sul-Americana.
Por mais que o Vasco tivesse obrigado Marcos a fazer pelo menos três defesas difíceis, o Palmeiras tinha respondido com duas bolas perigosas para Fernando Prass defender no primeiro tempo.
E, de resto, o jogo ficava entre as intermediárias.
Mas, aí, no fim dos primeiros 45 minutos, o acaso deu o ar de sua graça.
Em cobrança de escanteio, a bola bateu em Diego Souza — bem nele!, não é, palmeirense? — e morreu na rede alviverde.
No segundo tempo os paulistas teriam de mudar de atitude, mas quem voltou pondo fogo no jogo logo nos primeiros minutos foram os cariocas.
Que logo trocaram Jumar por Felipe, aos 14, e Bernardo por Leandro, aos 19.
O Palmeiras respondeu com Dinei no lugar de Maikon Leite e no primeiro lance dele quase o consegue o empate, salvo com defesa com os pés de Fernando Prass.
O Palmeiras buscava com mais vontade o gol de empate que, além do mais, lhe daria a vantagem do gol qualificado para o jogo de volta.
E Dinei empatou aos 24, mas foi marcado um impedimento que se não fosse marcado passaria numa boa.
O Palmeiras trocou Henrique por Maurício Ramos e o Vasco Diego Souza por Victor Ramos, aos 28 e aos 30.
E, aos 34, quando o Vasco parecia só interessado em manter a vantagem mínima, eis que Leandro acreditou numa bola que saía pela linha de fundo e cruzou na cabeça de Élton para fazer 2 a 0.
O iminente 1 a 1 se transformou num confortável 2 a 0 para o Vasco de Ricardo Gomes.
E Felipão pôs Vinicius no lugar do ineficaz Patrik.
Um gol ainda seria a salvação da lavoura verde.
Mas Fernando Prass fazia o papel de praga, enquanto Marcos evitava o terceiro gol, que seria catastrófico para seu time.
E assim foi que o Vasco, com Juninho Pernambucano jogando muito bem durante os 90 minutos, se redimiu da goleada sofrida contra o Botafogo.
Repita-se: é muito bom ver o Vasco grande novamente.
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