Blog do Juca Kfouri

Ca(os)pital!
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Juca Kfouri

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POR VALDO CRUZ, na Folha de S.Paulo, de hoje

BRASÍLIA – A capital do país está um caos. O mato toma conta do centro da cidade, e o lixo se acumula em algumas ruas. Servidores em greve fecham avenidas e causam enormes engarrafamentos. Falta medicamento em hospitais, e alunos perdem aulas em dias de prova.

Tudo por causa de um final melancólico de administração do petista Agnelo Queiroz. Sem dinheiro em caixa, o governador atrasou salários, interrompeu serviços e deixou de pagar seus fornecedores.

É, de longe, uma das piores fases de Brasília. Ruas esburacadas, obras paradas, greve de ônibus tornando a vida de quem depende de transporte público um inferno.

O motivo do caos é básico. O petista gastou mais do que arrecada. Até outubro, o buraco era de R$ 3,2 bilhões. Ficou sem grana para pagar as contas, enquanto um lindo estádio decora o centro da cidade a um custo de R$ 1,8 bilhão.


Parreira passa do ponto
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Juca Kfouri

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Carlos Alberto Parreira disse ontem que em seis meses o Brasil esqueceu do 7 a 1.

Ele disse que achava que iria levar um ano, mas que bastaram seis vitórias da Seleção Brasileira em amistosos para a goleada alemã ser arquivada.

Aos 71 anos, vai ver é por isso, 7 e 1, Parreira só pode estar brincando com a cara da gente.

Em vez de uva, passa.

Como ninguém é de ferro, depois dessa, paro por aqui e volto em meados de janeiro.

Boas Festas!

Comentário para o Jornal da CBN desta segunda-feira, 15 de dezembro de 2014, que você ouve aqui.


Inveja, inveeeeja, ai que baita inveja!
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Juca Kfouri

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Este domingo à noite foi exemplar.

Passeando pela TV, vi que iria começar Corinthians x Bahia, pelo Campeonato Brasileiro sub-20.

Ao Corinthians bastaria um empate para seguir adiante. Se ganhasse por cinco gols, tomaria o primeiro lugar de seu grupo do Cruzeiro.

O Bahia precisaria ganhar.

Antes do jogo, a declaração do técnico corintiano soou como um vaticínio: “Confiamos na força de nossa defesa que nos trouxe até aqui”.

Mudei de canal e vi a decisão do Campeonato Argentino, com a vitória do lendário Racing que quase acabou no fim do século passado, ganhou seu último título em 2001 e tinha Diego Milito em campo.

Aos 35 anos, depois de virar mito na Inter de Milão e ganhar o título da UEFA, o atacante voltou para Avellaneda em junho último, para ajudar o time de seu coração a conquistar a taça nacional, 13 anos depois.

El Cilindro estava uma loucura.

O futebol argentino sempre tem histórias assim.

No River Plate, por exemplo, o técnico Marcelo Gallardo que, como jogador do time, levantara os dois últimos troféus pela equipe portenha, a Libertadores e a Supercopa Libertadores, em 1996 e 1997, comandou, aos 38 anos, a equipe na conquista da Copa Sul-Americana na quarta-feira passada, acabando com o jejum de 17 anos num Monumental de Nuñes comovido e comovente.

A mãe de Gallardo havia morrido dias antes e seu filho, que joga nas categorias de base do clube, foi um dos gandulas na noite histórica.

Gallardo campeão abraçou o menino no gramado e foi conceder sua entrevista .

Que acabou com ele em prantos, abraçado ao repórter, cabeça pousada no ombro do jornalista, depois que disse que dedicava o título à “vieja”.

Terminada a festa em Avellaneda vi o Repórter Sportv, com uma magnífica reportagem sobre a volta por cima do futebol alemão e seu investimento na base, feita pelo repórter Guido Nunes.

Milhares de centros de treinamento, garotada jogando com a bola no chão, o passe e o gol, táticas só mais tarde, aos 15, 16 anos, alegria, alegria.

Que inveja!

Entre uma coisa e outra, dei uma passadinha no fim do jogo entre Corinthians e Bahia.

Sabe qual foi o placar do jogo?

Sim, é claro, sem surpresa: 0 a 0.

Em quatro jogos, o Corinthians, classificado, ganhou um, empatou três e marcou dois gols.

Torci, no fim, por um gol baiano.

Para ver se os meninos alvinegros, caso sentissem o amargor da eliminação, aprenderiam a lição e, principalmente, se o técnico deles entenderia que, nesta fase, mais que títulos, o importante é o espírito do jogo, a busca de gols, a alegria de jogar.

Coisa que os alemães já entenderam e que se os argentinos, vice-campeões mundiais, campeões da Libertadores, com o San Lorenzo, e da Copa Sul-Americana em 2014, também esqueceram, ao menos seguem produzindo festas e dramas como ninguém.

O tango sobrevive enquanto andam matando o samba por aqui.


300 milhões de visitas!
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Juca Kfouri

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Este blog comemorará 10 anos de vida em setembro de 2015, mas antes da virada do ano atingirá, hoje!, 300 milhões de visitas.

O marcador de visitas, transparentemente, está aí, do lado direito, último dado da coluna.

Para tanto você é o principal responsável, além, é claro, da força do UOL.

Só resta repetir o agradecimento que se repete há quase uma década até mesmo aos que aqui comparecem apenas para revelar o que têm de pior, tão primários que não percebem nem sequer o quanto colaboram para o sucesso do blog.

Agradeço, também, a Rafael Belattini, cujo fígado sobrevive à filtragem que faz como moderador dos comentários, num esforço em defesa da qualidade da esmagadora maioria dos que aqui comparecem.

Divido o sucesso, ainda, com todos os que têm contribuído com suas colaborações para manter alto o nível do que aqui é publicado, além dos que têm seus textos ou ilustrações compartilhados neste espaço.

Há quem viva da audiência a qualquer custo e há quem prefira o prestígio de um público qualificado.

Para sorte do blogueiro, este blog tem mostrado ser perfeitamente possível conciliar ambas as coisas, audiência e qualificação.

Reitero que não tenho nem Twitter nem Facebook pessoais, apenas os do próprio blog, alimentado pelo UOL.

E informo que a partir desta terça-feira, 16 de dezembro, o blog entrará em férias por 30 dias, ou melhor, não exatamente em férias, porque o blogueiro não aguenta, mas, digamos, em recesso, reaparecendo uma hora ou outra com seus pitacos.

Desde já, o blog deseja ótimos Natal e 2015.

Muito obrigado!

Atualização às 20h45: Como o que não falta é gente fina por aí, eis que Guilherme Ribeiro, amigo do blog, mandou a imagem acima e a seguinte mensagem;

Boa noite, Juca.

Segue o momento em que o contador do blog atingiu o número de 300 milhões.

Fui o sortudo da vez e acabei por registrar o momento!

Aproveite as férias!

Guilherme Ribeiro


A imagem do ano do esporte nacional
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Juca Kfouri

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Se no ano passado foram os jogadores de futebol que deram o exemplo nas manifestações do Bom Senso FC, agora são os do vôlei.

Tudo indica que há um novo Brasil em processo.

Um país que se rebela contra a corrupção, as arbitrariedades, a impunidade.

Vai doer, vai sangrar, mas, se continuar, vai depurar, vai melhorar.

Junho de 2013 está longe de terminar.

Basta!


Doe sangue tipo C
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Juca Kfouri

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Um novo tipo sanguíneo, o C, que já nasce com 30 milhões de doadores fieis e carrega garra, raça e paixão.

Um sangue que não é vermelho; é preto e branco.

É esse o mote da nova campanha da ONG Sangue Corinthiano, que promove a doação de sangue entre torcedores do time espalhados pelo mundo.

“Queremos bater o nosso recorde de doações. O Sangue Tipo C, C de Corinthians, ajudará muito os bancos de sangue pelo país neste período de fim de ano”, comenta Milton Oliveira, idealizador da Sangue Corinthiano, que pela 14ª vez usa a força e a união da Fiel para conscientizar a população do País sobre a importância do tema.

Neste ano, a iniciativa será realizada entre 15 e 19 de dezembro na Fundação Pró-Sangue, e com uma coleta na Arena Corinthians, no dia 20 de dezembro, das 9h às 16h.

Os torcedores que quiserem se cadastrar para participar do mutirão devem acessar o site www.sanguecorinthiano.com.br.

A campanha do Tipo C conta com anúncios de mídia impressa, incluindo um manifesto, webfilm (veiculado também em estádios), spot, ativação de redes sociais e hino de torcida.

O time do Corinthians inteiro também aderiu à ação utilizando o logo e a #SANGUETIPOC em sua camisa.

Os anúncios trazem os jogadores com veias em preto e branco e o símbolo do Corinthians no lugar do coração.

Já os títulos dizem: “Meu time já tem Libertadores, Mundial e estádio. Só faltava o próprio sangue”; “Todo sangue tem leucócitos, glóbulos e plaquetas. Mas só o nosso tem raça, garra e loucura”; “Louco, viciado e maníaco pode doar sangue? Se for pelo timão, sim”; “Meu sangue não é universal mas tem dois Mundiais”; e “`Aqui é Corinthians’. Disse uma hemácia para outra”.

A assinatura é: “Se o seu sangue é tipo C de Corinthians, é hora de doar. Doe sangue, doe Corinthians”.

A Secretaria do Estado da Saúde (SES) é uma das instituições que apoiam a campanha que, além da Fundação Pró-Sangue, conta ainda com a parceria da Santa Casa de São Paulo, Colsan (Associação Beneficente de Coleta de Sangue) e do Banco de Sangue do Sírio-Libanês.

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Esquadrão de Aço
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Juca Kfouri

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POR GUILHERME LUIZ DE OLIVEIRA*

Neste ano em que o futebol de Minas Gerais dominou completamente o futebol nacional, faz sentido relembrar um passado nem tão longínquo que consagrou um esquadrão hoje perdido em meio à história.

Há 50 anos, o Siderúrgica, da cidade de Sabará, conquistava seu segundo título mineiro (o primeiro foi em 1937).

Ganhou do América na final por 3 a 1, na casa do rival, no estádio da Alameda, em Belo Horizonte.

Título que o classificou para a Taça Brasil de 1965, primeiro clube
mineiro a disputar uma competição nacional, no recém inaugurado Mineirão.

Chegou até a decisão da Chave Centro Sul, com o Grêmio.

Era o Esquadrão de Aço que recebia o patrocínio da Companhia Siderúrgica Belgo-Mineira.

Com o fim desse apoio o clube entrou em profundo declínio.

Desde então luta bravamente para reocupar seu lugar.

Compatível com sua tradição no futebol mineiro.

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*Guilherme Luiz de Oliveira é neto do presidente campeão mineiro de 1964 –Manoel Édson de Oliveira.


De Nuzman a Graça, seis por meia dúzia
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Juca Kfouri

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A frase de Márcio Braga, então presidente do Flamengo e, então, do lado certo na queda de braço do futebol, ficou famosa:

“João Havelange casou a filha com o presidente errado”.

Braga se referia ao casamento da filha única de Havelange, Lúcia, com Ricardo Teixeira, presidente da CBF, e apontava para o quem seria o cartola mais adequado, Carlos Nuzman, então presidente da CBV.

Todos se encantavam com o que Nuzman fazia com o vôlei, que saíra quase do nada para virar uma força mundial.

Aos poucos, porém, foi ficando claro que Nuzman também vivia do esporte, ao contrário do que dizia e era apenas mais competente, ou menos sedento, que Teixeira.

Teixeira e Nuzman, aliás, disputavam a preferência de Havelange e como ciúme de homem é ainda pior que o de mulher, um dizia, sempre em off, barbaridades do outro.

Até que Nuzman partiu para sonhos mais altos, no COB, onde permanece vivendo do esporte e revelou-se incompetente.

Substituído por Ary Graça, a CBV seguiu obtendo excelentes resultados e fazendo a felicidade de mais um cartola.

Graça, vaidoso, jamais se conformou em não ser paparicado como Nuzman fôra, porque, àquela altura, já se sabia que a CBV também era uma caixa preta.

Então, chegou a abordar, ironicamente, um jornalista, se apresentando:”Eu sou o Ary Graça, do vôlei”, como se deixasse implícito, (“e nunca fui entrevistado por você”).

De fato, bastava o engodo Nuzman.

Eis que o repórter Lúcio de Castro abriu a caixa preta da CBV na ESPN Brasil e a Controladoria Geral da União a destampou de vez, para levar o Banco do Brasil a suspender um patrocínio de mais de duas décadas.

A grande diferença entre o a CBF e a CBV está na corajosa reação de algumas das estrelas do vôlei, gente como seus dois extraordinários treinadores, Bernardinho e José Roberto Guimarães, além de craques como Murilo ou ex-atletas como Ana Moser.

Zagallo, Parreira, Felipão, Ronaldos, Dunga, Neymar, passam ao largo, até elogiam.

Que o vôlei brasileiro siga vencedor nas quadras, mas passe a ser decente nos gabinetes.

Esperança ainda distante no futebol.

E o ex-Márcio Braga estava enganado.

Não nasceu ainda um presidente de confederação de esporte no Brasil para casar a filha, pelo menos a sua, a minha, a nossa.

Já a de Havelange…

…eles são brancos, se entendem.


Alguma coisa acontece pelo fim da impunidade no Brasil
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Juca Kfouri

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O que têm em comum a Confederação Brasileira de Vôlei, a Fifa, o Fluminense e uma porção de clubes patrocinados pela Caixa Econômica Federal?

Todos estão perdendo, ou correndo o risco de perder, seus patrocinadores.

E, por quê?

A CBV, que viu o Banco do Brasil suspender o patrocínio por irregularidades constatadas pela Controladoria Geral da União a partir de denúncias feitas pelo repórter Lúcio de Castro, da ESPN Brasil, está em situação semelhante à da Fifa, que viu a Emirates e a Sony se afastarem por não quererem ter sua marcas ligadas a escândalos de corrupção.

O Fluminense, assim como um montão de clubes patrocinados pela Caixa estão arriscados, viu a Unimed dizer adeus porque o futebol brasileiro ficou menos atraente depois dos 7 a 1 e porque, também, é cada vez mais insuportável ver marcas associadas à violência de torcidas.

No caso do Banco do Brasil/CBV há sinais que dão esperanças neste país em que comandantes do partido do governo estão cumprindo pena por causa do mensalão, executivos de empreiteiras, enfim, estão presos e indiciados por causa do escândalo na Petrobras e 377 nomes foram denunciados pela Comissão Nacional da Verdade como responsáveis por torturas, desaparecimentos e mortes durante a ditadura: esperança de que a impunidade acabe e de que não se aceite mais o “rouba mas faz”.

Porque, lembremos, o vôlei é o esporte mais vitorioso do Brasil.

Ou seja: fazer, fez, mas se roubou, era uma vez.

E, por favor, não confunda moralidade com moralismo.

Comentário para o Jornal da CBN desta sexta-feira, 12 de dezembro de 2014, que você ouve aqui.


A escolha certa
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Juca Kfouri

POR MIRIAN LEITÃO, em “O Globo” de hoje

A Comissão Nacional da Verdade (CNV) escolheu o caminho mais difícil, mas mais verdadeiro. A lista dos “autores de graves violações dos direitos humanos” começa por Humberto de Alencar Castello Branco, inclui ex-presidentes, oficiais generais e atravessa toda a cadeia de comando. Escolheu também a tese do crime contra a humanidade, uma rejeição implícita à Lei de Anistia.

A alternativa seria fingir que, no governo militar, os presidentes, os comandantes, os chefes nada sabiam. Que apenas os “bolsões radicais” prenderam ilegalmente, torturaram, mataram e ocultaram cadáveres. E que em instituições regidas pela hierarquia, como são as Forças Armadas, pudessem alguns sádicos fazer o que fizeram dentro de instalações públicas, sem que os superiores disso tomassem conhecimento.

Era mais cômodo fazer uma lista só de “ulstras” e “malhães”, mas essa escória não agiu sem o poder a ela delegado. Em um país acostumado a contornar conflitos, a CNV preferiu enfrentar a verdade como ela é. Este era o seu papel institucional, fazer um relato para a História, principalmente para os 80 milhões de brasileiros que nasceram após o fim da ditadura. O que o país fará com o relatório já é outra etapa desta tarefa inacabada de reencontrar o passado. Mas escamotear a verdade e se curvar à versão dos militares não era uma opção.

Atravessar as mil páginas do relatório não é agradável. É importante. Há relatos terríveis, descrições de torturas e testemunhos que levantam pistas sobre mortos e desaparecidos. Há o silêncio eloquente de pessoas como o hoje coronel Wilson Machado. Ele era capitão quando tentou explodir estudantes no Riocentro, em 1981. Fracassou, felizmente. Mas ele foi perdoado com base na Lei da Anistia de 1979. Está aí a maior aberração: nenhuma anistia pode alcançar um crime futuro. O Superior Tribunal Militar encerrou o caso, decretando que deveria recair sobre o crime “o manto do perpétuo silêncio”. Machado foi condecorado em 2001 pelo Exército, o que prova que os comandantes ainda concordavam com ele ao fim do governo Fernando Henrique.

A Lei da Anistia é controversa. Alguns a defendem, outros dizem que ela foi a opção possível, em pleno ditadura. A CNV, com um único voto contrário, considerou que a violência e o terrorismo de Estado de 1964 a 1985 foram “crimes contra a humanidade”. Desta forma, ela se alinhou ao entendimento de organismos internacionais de direitos humanos, que cobram do Brasil esclarecimentos e punições.

A presidente Dilma Rousseff falou em respeito aos “pactos” num apoio implícito à manutenção da Lei da Anistia, mas quem decidirá isso não será o Executivo. A Justiça até agora manteve a vigência da Lei. A CNV foi pelo caminho mais atualizado, o da justiça de transição, que considera esses crimes imprescritíveis, e não reconhece anistias autoconcedidas por poderes autoritários.

O relatório diz que as violações aos direitos humanos foram “determinadas, permitidas e controladas” pelas cadeias de comando e que os crimes se deram de forma sistemática. O coordenador da Comissão Pedro Dallari me disse que se sente pessoalmente frustrado por ter apenas três corpos e uma pista a entregar às famílias dos mortos e desaparecidos. Uma das razões foi a falta de cooperação de quem tem as informações.

A primeira recomendação da comissão é que haja o “reconhecimento pelas Forças Armadas de sua responsabilidade pela ocorrência de graves violações de direitos humanos”. Passaram-se 30 anos desde o fim do regime. Ainda que tarde, é o que deveria acontecer.