Blog do Juca Kfouri

Sem olhos em Gaza
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Juca Kfouri

Em “O Globo” de hoje

POR DORRIT HARAZIN*

Guerra entre a liderança palestina e o governo de Israel se trava pelo controle da narrativa do horror

Foi em 1936 que Aldous Huxley, autor do clássico “Admirável mundo novo”, espécie de antiutopia sobre a desumanizada sociedade do futuro, publicou o aclamado “Sem olhos em Gaza”. Retrato sem contemplações da espécie humana, o romance tem por título um verso de John Milton (1608-1674) sobre a cegueira do personagem bíblico Sansão na Gaza dos filisteus. No livro, Huxley ambienta na alta sociedade britânica no início do século XX a cegueira inerente ao homem.

O mundo melhorou pouco de lá para cá. Hoje continua-se a tatear em Gaza, sempre às cegas. Dentro do enclave de 40 quilômetros de extensão e menos de dez quilômetros de largura vivem perto de dois milhões de palestinos ali confinados. Há três semanas eles não conseguem escapar da ratoeira transformada em campo de morte em pleno Ramadã.

Fora do enclave, a guerra entre a liderança palestina e o governo de Israel se trava pelo controle da narrativa do horror. São mútuas as acusações de responsabilidade do outro pelos mais de 800 mortos e 160 mil deslocados que vagam por Gaza desde o início da operação militar lançada por Israel. O ponto de não retorno parece ter sido atingido na quinta-feira, quando uma escola empilhada de famílias e transformada em abrigo de emergência pela ONU foi alvejada pela artilharia das Forças Armadas invasoras.

A escola era uma das 80 mantidas pela agência das Nações Unidas para refugiados palestinos e abrigava moradores de Gaza em fuga dos bombardeios. Com cada sala de aula transformada em dormitório para 80 adultos e crianças já suficientemente castigados e desprovidos, o ataque matou o que lhes restava de esperança. “Hoje é como em 1948”, disse ao jornal “Libération” um ancião que sobreviveu a muito. Ele se referia à chamada nakba (“a catástrofe”), o êxodo das populações palestinas após a criação do Estado de Israel. “Não tenho mais para onde ir.”

Para o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, seguidor da cartilha dos partidos da extrema-direita israelense, a diferença entre Israel e a organização terrorista Hamas, que comanda a vida dos palestinos em Gaza, é elementar: “Nós usamos mísseis para proteger nossos civis, eles usam os civis para proteger os seus mísseis.” Como frase de efeito ela pode ter servido a seu propósito. Mas não traduz a realidade da intrincada história de dois povos condenados a viver lado a lado.

“Um país que exige perfeição moral em sua política externa”, sustentava Henry Kissinger durante seus anos de poder em Washington, “não vai conseguir perfeição nem segurança.” E Stalin dizia que uma morte é uma tragédia enquanto um milhão de mortos vira estatística.

Para a aflita intelectualidade judaica da diáspora mundial, contudo, essas receitas de Realpolitik não têm serventia. A inquietude com os desdobramentos do conflito em curso já fez emergir as primeiras vozes dissonantes e reflexivas. Muitas outras virão.

A largada foi dada em Paris esta semana pelo filósofo francês Daniel Schiffer, com sua “Carta aberta de um intelectual judeu a seus pares Alain Finkielkraut, André Glucksmann, Bernard-Henri Lévy”. Nela, o autor de “Critique de la déraison pure”, defensor do direito de defesa do Estado de Israel e órfão de pais mortos em campo de concentração, cobra dos ilustres colegas uma postura coerente com as respectivas biografias.

“O silêncio de vocês nestas tristes circunstâncias é tão ensurdecedor quanto o dos muçulmanos que se recusam a condenar abertamente os crimes cometidos pelos extremistas jihadistas. Um humanista tem por imperativo categórico denunciar o crime de onde ele venha… O sofrimento humano não tem nacionalidade, cultura ou religião: é universal… Deem logo uma prova de honestidade intelectual, de coragem moral e de nobreza d’alma… Israel, esta nação que outrora inventou o conceito de ‘lei’, estaria agora, por algum privilégio absurdo e injusto, acima do direito internacional?”

Por uma irônica coincidência, um dos destinatários do manifesto de Schiffer, o filósofo-celebridade Bernard-Henri Lévy (ou simplesmente, BHL), havia publicado no mesmo dia, nas páginas de Opinião do “New York Times”, um artigo intitulado “O crime de Putin, a covardia da Europa”, no qual chama a Comunidade Europeia de pusilânime por não se manifestar frontalmente contra a atuação da Rússia na Ucrânia do Leste. No artigo Lévy fala em “obrigação moral”.

Engana-se, porém, quem atribui essa primeira diatribe entre intelectuais judeus a um típico cacoete de filósofos da França. A reflexão não é nova. É profunda e honra a História de Israel. Vale, por isso, relembrar uma outra carta aberta escrita um quarto de século atrás por Arthur Hertzberg, um rabino conservador que perdera 37 membros da família nos campos nazistas. Autor de uma obra considerada magistral (“The french enlightment and the jews: the origins of modern semitism”), Hertzberg publicou na “New York review of books” de agosto de 1988 um texto endereçado a Elie Wiesel. Era a época da primeira intifada palestina contra a ocupação de Israel.

No longo artigo, Herztberg cobra do sobrevivente do holocausto, Prêmio Nobel da Paz e autor do seminal “Noite”, uma maior liberdade de crítica à política da força assumida por Israel. “Como sabemos”, escreveu o rabino, “o silêncio é uma forma de atuação.”

Como apoio a seu arrazoado, Herztberg transcreveu trecho de um discurso feito em Jerusalém pelo veterano político israelense Abba Eban (ex-chanceler, ex-ministro da Educação, ex-vice-primeiro-ministro, ex-embaixador na ONU, entre outros).

O trecho soa mais atual do que nunca:

“Alcançamos um patamar que nos permite dizer que Israel nunca foi tão forte em poder e recursos. Jamais Israel teve sua existência menos ameaçada. Nunca Israel esteve mais segura contra um ataque externo e mais vulnerável à insanidade doméstica. Os maiores perigos que ora enfrentamos vêm de nós mesmos. Eles emergem da insana loucura de tentar implantar uma jurisdição permanente de Israel sobre um milhão e meio de árabes da Cisjordânia e Gaza.”

*Dorrit Harazin é jornalista.


Para pensar antes de dormir
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Juca Kfouri

O escritor francês Phillipe Sollers escreveu o que segue e faz pensar, à esquerda, sobre o momento político brasileiro:

“Dois mais dois são seis, disse o tirano.

Dois mais dois são cinco, disse o tirano moderado.

Ao cidadão corajoso que recorda, mesmo correndo riscos e perigos, que dois mais dois são quatro, os policiais lhe dizem:

‘você não há de querer voltar aos tempos em que dois mais dois eram seis’”.


Cruzeiro implacável
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Juca Kfouri

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Um, dois, três, quatro, cinco.

Alemanha?

Não, Cruzeiro, o único time brasileiro que está dando gosto ver jogar.

Mesmo sob chuva pesada e gramado encharcado no Mineirão.

E o Figueirense?

Brasil?

Não, nada disso.

Apenas conseguiu resistir quase o primeiro tempo todo, mas, no fim, tomou o 1 a 0, de pênalti.

Porteira aberta, levou mais quatro no segundo, um deles de Ricardo Goulart, cada vez mais artilheiro do Brasileirão.

Mas não tomou de sete…

A pergunta que percorre o país é uma só: alguém fará frente ao campeão brasileiro?

Bi?

Tri?!

Já sei.

Os cruzeirenses responderão TETRA!


Hora de virar o jogo
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Juca Kfouri

Vilson de Andrade é o presidente do Coritiba e andou representando os clubes em conversas com o Bom Senso FC.

Um brincalhão como outro cartola qualquer, ele diz que a proposta dos clubes para punir quem não honrar seus compromissos é mais severa que as dos jogadores.

Brincadeira sem graça dele, que conta com mais uma esperteza para enganar o governo desde que, é claro, o governo queira ser enganado.

Governo que tem como Secretário de Futebol o jornalista Toninho Nascimento, ex-editor de Esporte de “O Globo” e que conhece muito bem as artimanhas da cartolas, o suficiente para não se deixar enganar e virar cúmplice de mais um assalto.

Dois lados se enfrentam e o governo até hoje ficou com os clubes, cedendo às chantagens.

Está na hora de virar o jogo.

Sem pressa, sem medidas provisórias, discutindo com a sociedade e dando vez e voz a quem faz o espetáculo, o jogadores, em benefício de quem paga por ele, os torcedores.

Fora disso, será mera empulhação.

Basta dizer que ao mesmo tempo em que os cartolas se reuniam ontem com Dilma Rousseff, o mais endividado dos clubes, o Flamengo, negociava repatriar o ex-Jogador em atividade Robinho por nada menos que 900 mil reais mensais.


O desafio do novo roupeiro da CBF
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Juca Kfouri

O novo roupeiro da Seleção Brasileira, de apelido Ratinho e funcionário do São Paulo, muito provavelmente não sabe da ratoeira que terá de desmontar, ou não, na Granja Comary.

Um fato que chama atenção em Teresópolis é a quantidade de gente com agasalhos e camisas da CBF que, supõe-se, foram compradas em lojas de material esportivo.

Só que a suposição é errada.

Em rápida pesquisa é possível saber que a maior parte das roupas, segundo os passantes uniformizados, foram adquiridos de “gente de dentro da CBF”, num comércio paralelo que há anos faz a alegria da arraia miúda da entidade e deve intrigar a Nike.

Desmontar tal esquema pode custar caro a Ratinho.

Mantê-lo pode enriquecê-lo.


Um desastre chamado Maurício Assumpção
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Juca Kfouri

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O presidente do Botafogo fez tudo errado desde o começo.

Vendeu-se por um empréstimo da CBF e traiu o Clube dos 13 logo que assumiu.

Fez contratações irresponsáveis, parou de pagar as dívidas do clube, que estavam consolidadas, e apostou que seria salvo por mais uma medida de anistia do governo.

Vendeu a camisa alvinegra para a Telexfree por mais que soubesse que não se tratava de empresa idônea.

Engoliu a interdição do Engenhão sem tugir nem mugir, afinal feita por gente de seu PMDB.

Agora chantageia a ameaça abandonar o Brasileirão porque está, como era de se esperar, com as receitas bloqueadas, tamanha sua indigência como gestor, mesmo depois de ter abandonado a vida de dentista para cuidar dos dentes dos cavalos dados que galopam no mundo do futebol.

Além do mais cercou-se de economistas que já contribuíram para desgraçar o Brasil e, agora, acrescentam o Botafogo em seu currículo, simuladores de eficiência com discurso “moderno” e prática predadora.

Que o governo brasileiro não se curve e pague para ver se Assumpção cumpre a ameaça.

Depois, ele que se explique com a torcida do Glorioso, que não merece tamanho desastre.


Dunga nega o inegável
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Juca Kfouri

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Dunga sempre negou participação em negociação de jogadores, prática, diga-se, legal.

Surge agora, em reportagem de Lúcio de Castro, na ESPN Brasil, documentos que provam sua intermediação na venda de Éderson ao futebol europeu, em 2004, antes, portanto, de ele ter assumido a Seleção Brasileira pela primeira vez, em 2006.

Mas ele segue negando, mesmo diante da evidência dos documentos publicados na página da ESPN Brasil, que tenha feito o que fez.

Aí é chato. Muito chato. E bote chato nisso.

Cheguei a escrever que Dunga não precisava do aval moral de José Maria Marin para reassumir o posto.

Teria sido melhor não ter dito.

Comentário para o Jornal da CBN desta sexta-feira, 25 de julho de 2014.


Luciana Genro topa a luta
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Juca Kfouri

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Almoçamos hoje, em São Paulo, a candidata à presidência da República pelo PSOL, Luciana Genro e dois de seus assessores diretos, o jornalista Rodolfo Mohr e o geógrafo Maurício Costa.

Se já tinha boa impressão dela ao acompanhar sua coerente e corajosa trajetória política, ao fim de nossa conversa a avaliação foi ainda melhor.

A começar pelo fato de que nem bem nos apresentamos e ela adiantou que convidará Paulo André, do Bom Senso FC, para ser seu ministro do Esporte — como sugeri em minha coluna de hoje na “Folha de S.Paulo” caso fosse eu o candidato, risco que o país não corre.

Luciana Genro queria ouvir e ouviu o que idealizo como uma verdadeira Política Esportiva para o Brasil, coisa que não temos há mais de 500 anos.

E se disse disposta a aplicar o que um grupo de esportistas sugeriu a Lula, antes de sua posse em 2002, e que seus ministros do PCdoB desconheceram solenemente.

Uma política, em resumo, que vê o papel do Estado como responsável pela democratização do acesso à prática esportiva, fator de saúde pública e não voltada aos esportes de rendimento, tarefa da iniciativa privada.

Luciana Genro reaqueceu minha permanente chama de esperança.

Porque, como compôs Vitor Martins, em música de Ivan Lins, “Desesperar, Jamais!”.

Aliás, estranhamente sem divulgação na imprensa, intelectuais e dirigentes ligados ao PSOL, como Vladimir Safatle, Ricardo Antunes, Márcia Tiburi, Mathias Seibel e Maurício Costa tomaram a iniciativa de fazer um abaixo-assinado em apoio à candidatura de Luciana Genro presidenta. Importantes adesões de intelectuais e professores universitários já começaram a chegar.

A primeira, destacada com orgulho, é a de Plínio de Arruda Sampaio, que ainda em vida, mesmo hospitalizado, foi consultado por seu filho Plínio de Arruda Sampaio Júnior, e aderiu com entusiasmo, junto com Plininho. Além dele, Leandro Konder também  honra a candidatura com sua assinatura.

Outros nomes que não têm vinculação com o PSOL  enviaram seu apoio como o jurista Fábio Konder Comparato, o filósofo Roberto Romano, o sociólogo Lúcio Flávio Pinto e os juristas Alysson Mascaro e Salo de Carvalho. Apoios de intelectuais de fora do Brasil também já começaram a chegar como de Michel Lowÿ, Gilbert Achcar, Eric Toussaint, Robert Brenner e Susan Weissman.

Leia mais AQUI.

DO APAGÃO DO FUTEBOL AO APAGÃO DA POLÍTICA: O SISTEMA É O MESMO

POR LUCIANA GENRO

O desastre da Seleção Brasileira na Copa do Mundo pode servir a uma causa nobre: é a hora de democratizar a CBF e dar adeus a Marin e seus amigos. Agora todos vão debater sobre o que, afinal, aconteceu. Foi um apagão? Um momento excepcional ou uma expressão de problemas estruturais? Resposta do jogador Paulo André, líder do Bom Senso FC: “O buraco é mais embaixo”.

A direção da CBF é uma máfia composta por homens que pensam no futebol apenas como negócio e promovem tenebrosas transações. São protegidos pelo Ministério dos Esportes que não faz nada pelo Esporte e cujas ações irregulares já foram denunciadas inúmeras vezes. A corrupção corre solta, vai desde a venda dos jogadores, dos ingressos, passa pelos programas do Ministério dos Esportes, até o superfaturamento das obras nos estádios. Estádios que custaram bilhões e, segundo Dilma, só abrigam a “elite branca” do país.

Os clubes, quase falidos, pedem perdão das dívidas tributárias e o governo acena com um sim, numa verdadeira irresponsabilidade fiscal. Ao mesmo tempo, muitos dos dirigentes dos clubes endividados estão milionários. Uma verdadeira casta que enriquece com o futebol. E ela não faz parte da torcida, faz apenas grandes negócios, sonega impostos, não paga dívidas trabalhistas e lava dinheiro com a compra e venda de atletas.

Alguns poucos jogadores ganham milhões, mas a grande maioria ganha uma miséria e, às vezes, nem recebe o salário. Não há incentivo para o futebol de base e nem para os craques ficarem no Brasil. O Bom Senso FC, a verdadeira Seleção Brasileira, tem denunciado e apresentado propostas que têm sido ignoradas pelos dirigentes e pelo governo.
A situação do nosso futebol ilustra alguns dos problemas estruturais do sistema político brasileiro. Vivemos o apagão da política? Ou, ainda mais do que isso, é o Sistema que está todo errado?

Continua AQUI.

 


Mauro Silva explica sua participação na Seleção
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Juca Kfouri

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Indicado pela nova Comissão Técnica da Seleção Brasileira, o campeão mundial de 1994, Mauro Silva, distribuiu nota oficial sobre sua participação:

Como amplamente noticiado, aceitei o convite para contribuir com o início do trabalho da nova Comissão Técnica da Seleção Brasileira. O fiz como forma de retribuição pessoal à Seleção, pela qual atuei como jogador por mais de dez anos.

Esclareço que minha contribuição, além de pontual, terá caráter não remunerado.

Como cidadão brasileiro e ex-atleta, tenho certeza que poderei colaborar com o Gilmar e o Dunga neste momento tão delicado de reconstrução. Tenho auto critica e se não tivesse condições de ajudar a seleção neste momento, não assumiria este compromisso.

Espero que outros ex-atletas também possam dar suas contribuições à Seleção, na medida de suas possibilidades.

Minhas atribuições serão exclusivamente técnicas e restritas as duas partidas amistosas a serem disputadas nos Estados Unidos no próximo mês de setembro: com a experiência adquirida ao longo de treze anos no futebol europeu e mais de dez anos na Seleção, espero auxiliar a nova Comissão e os atletas que serão convocados com observações táticas, técnicas e comportamentais.

Penso que contribuir com a Seleção de forma técnica, pontual e não remunerada em nada reduz a legitimidade das opiniões que tenho emitido sobre a necessidade de melhorias estruturais no futebol brasileiro.

Abraços a todos e obrigado mais uma vez pelo carinho.


Dunga na Seleção e Luxemburgo no Mengão
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Juca Kfouri

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O pensador inglês Samuel Johnson um dia disse que o segundo casamento é o triunfo da esperança sobre a experiência.

Foi exatamente o que fez a CBF ao reconduzir Dunga ao comando da Seleção Brasileira, talvez também porque o técnico tenha o apelido de um dos sete anões e a CBF seja chegada ao número 7 como homenagem aos alemães, campeões mundiais no Brasil.

Mas o Flamengo foi além: contratou Vanderlei Luxemburgo não apenas pela segunda vez, nem mesmo pela terceira, mas pela quarta vez, tirando-o do desemprego que vinha desde novembro do ano passado, quando foi demitido do Fluminense.

Em vez de contratar o advogado do Flu que tirou o tricolor da segunda divisão, o Flamengo contratou o treinador que o deixou rebaixado.

E você que saber por quê?

Pois eu não sei.

Comentário para o Jornal da CBN desta quinta-feira, 24 de julho de 2014, que você ouve aqui.