Blog do Juca Kfouri

Nem graça, nem sentido
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Juca Kfouri

   
Já estranhamos aqui a ausência do brasileiro Ari Graça, presidente da Confederação Internacional de Voleibol, na fase final da Liga Mundial de vôlei masculino na cidade do Rio de Janeiro, estado do Rio, no Brasil, na semana passada.

Pois mais estranho ainda ficou ao vê-lo ontem,  de gravata vermelha na foto, em Omaha, no Nebraska, Estados Unidos, na fase final do Grand Prix de vôlei feminino. 

Verdade que o FBI não está investigando nada em relação à FIVB e a PF e o MPF estão investigando tudo sobre a CBV, que Graça presidia. 

Faz sentido?

Tem graça?


Brasileirão volta ao normal
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Juca Kfouri

O Galo lidera sozinho porque merece e o Corinthians não lhe faz mais companhia porque não merece.

A diferença entre um e outro é gritante: o líder joga e deixa jogar, por isso marcou 29 gols e sofreu 13 em 15 jogos para chegar a 32 pontos.

Já o vice-líder não joga e não deixa jogar. Daí ter marcado apenas 17 gols e sofrido nove, o último, do Coritiba, nos acréscimos, para aprender a não se acovardar.

O Brasileirão voltou ao de sempre, a não ser pela atuação do Palmeiras, que estraçalhou o Vasco em São Januário num jogo de cinco gols, 4 a 1 para os alviverdes, com o que a 15ª rodada do campeonato que tinha apenas 15 gols chegou aos 20. É pouco, mas melhor que apenas 1 gol e meio por jogo.

Porque a média de público voltou ao de sempre: 15 mil torcedores por jogo depois que, na rodada passada, nos lambuzamos todos com 25 mil torcedores por partida.

O Santos saiu da zona do rebaixamento e Guerrero, se não fez gol, deu o passe para Marcelo Cirino decretar a vitória do Flamengo contra o Goiás, no Serra Dourada.

Comentário para o Jornal da CBN desta segunda-feira, 27 de julho de 2015, que você ouve aqui.


Palmeiras fez como se deve fazer
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Juca Kfouri

herrera-e-egidio-disputam-a-bola-em-lance-do-jogo-palmeiras-e-vasco-valido-pelo-brasileirao-1437951054732_850x567Está de parabéns o Palmeiras!

Fez aquilo que um time muito melhor que o adversário deve fazer sempre que o encontre, seja onde for, mesmo na casa do rival.

Com três minutos, já estava na frente, gol de Leandro Pereira, sempre ele, de fora da área não desperdiçou o primeiro ataque paulista.

Com a vantagem na casa alheia, nem por isso o Palmeiras se acomodou.

Seguiu em busca de mais, o que,  também de fora da área, Dudu conseguiu, aos 17.

Estava fácil, mas não era o bastante.

O Verdão seguiu em busca de mais um e daí viu a aguardada volta do goleiro uruguaio Martin Silva virar um fiasco: ele saiu mal numa bola cruzada da esquerda e, aos 34, Victor Ramos, fez 3 a 0, para carimbar a entrada no G4 e no terceiro lugar, desalojando os tricolores São Paulo e Grêmio.

Ainda no primeiro tempo, aos 40, o lance mais incrível em 15 rodadas de Brasileirão: Herrera recebeu livre na intermediária, entrou na área, livrou-se de Fernando Prass, teve calma para escolher onde chutar pois Jackson chegou para atrapalhar na linha fatal, e chutou forte, mas no travessão!

São Januário não acreditou.

O uruguaio falhou no terceiro gol e o argentino fracassou ao tentar diminuir a catástrofe.

O segundo tempo prometia uma goleada.

Celso Roth fez as três substituições a que tem direito no intervalo.

Entraram no gol o reserva Jordi, Serginho no lugar de Aislan e Riascos no de Dagoberto.

Em vão.

Incapaz de dar conta da movimentação do ataque verde, a defesa cruz-maltina viu Robinho por a bola na cabeça de Leandro Pereira, para fazer 4 a 0.

Sádico, Marcelo Oliveira queria mais e pôs Cristaldo e Barrios no jogo.

Mas quem fez foi Riascos, numa distraída de Egídio pelo lado lado direito: 4 a 1.

Só se ouvia a torcida palmeirense no campo vascaíno.

E se ouvirá muito mais daqui para frente se o Palmeiras mostrar o mesmo apetite nos próximos jogos, porque seu elenco, mesmo sem ser a sétima maravilha, é superior ao da imensa maioria de seus concorrentes.

O desrespeito voltou, mas não se preocupe o vascaíno: o ex-deputado garantiu que o Vasco não cairá.


Corinthians toma o castigo que mereceu
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Juca Kfouri

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A sorte do blogueiro é que Tite vê bem futebol e concorda com ele.

Assim, talvez esfrie as críticas dos corintianos ao blog.

O Corinthians saiu na frente do Coritiba, em Curitiba, com um gol de Felipe de cabeça em cobrança de escanteio por Jadson, da direita, no fim do primeiro tempo.

Até então o jogo era muito ruim, Vagner Love havia cabeceado para fora uma bola com o goleiro coxa vencido e Cássio fizera uma grande defesa. Só.

Na volta do intervalo, o treinador alvinegro disse que se o time quisesse vencer teria que jogar bem melhor no segundo tempo.

Pois eis que aos 8 e aos 9 minutos o Corinthians perdeu duas ótimas chances de ampliar, com Edu Dracena, que cabeceou em cima do goleiro Wilson e, em seguida, ele mesmo desviou a cobrança de escanteio e Loge chegou meio segundo atrasado.

Na base do tudo ou nada o Coxa, aos 13 minutos, já jogava com quatro atacantes e deixava muito espaço para os contra-ataques.

Aos 15, Nei Franco quis fazer mais uma substituição, esquecido de que havia feito as três, a primeira ainda no primeiro tempo, por contusão. Francamente!

Como bem observado por Cléber Machado e Casagrande, os três meio campistas criativos do Alvinegro não estavam ofensivamente em tarde feliz.

O torcedor corintiano só não sofria porque o Coritiba não ameaçava, além de ficar seguidamente em impedimento.

Restava saber se o tico-tico coxa acabaria em teco no gol do Cássio.

Aos 30, Malcon saiu e entrou Rildo, para ver se o time paulista aproveitava um contra-ataque.

Mais uma vez, um joguinho para irritar os torcedores dos dois times.

Aos 35, o Coritiba era pilhado em seu 10º impedimento.

Mesmo com 10, porque Vagner Love e nada é a mesma coisa, o Corinthians voltava a ter o mesmo número de pontos do Galo.

Love saiu para entrada de Danilo e Ralf substituiu Renato Augusto aos 42, porque já que Tite não viu o time dele melhorar, tratou de fechá-lo ainda mais.

Mas, aos 47, o castigo veio em passe de Negueba para Evandro empatar.

O Galo não tem mais ninguém ao seu lado e o gol que fez por merecer e não fez contra o Corinthians, o Coritiba, mesmo sem criar, conseguiu pela insistência.

Até aonde pode chegar um time sem ataque é a pergunta que o Corinthians terá de responder até o fim do Brasileirão.

Não há de ser muito longe.


Flu tem razão mesmo sem razão
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Juca Kfouri

  
O Fluminense chora a derrota para a Chapecoense por 2 a 1, em Chapecó.

Reclama de uma arbitragem confusa, suspeita até de auxílio externo.

Não dá para saber se houve tal auxílio, mas que a arbitragem foi confusa não resta dúvida.

Só que o gol que seria o da virada, de 2 a 1, ainda no primeiro tempo, de fato, foi irregular. 

Se a bola não bate na mão de Marco Júnior provavelmente iria para fora.

E o pênalti no fim do jogo, que deu a vitória ao time da casa, de Antônio Carlos, foi mesmo pênalti.

O Flu saiu do G4, o Grêmio entrou, mas pode sair se o Palmeiras vencer o Vasco e ocupar o terceiro lugar, do Sport, que cairia para quarto e desalojaria o time gaúcho.

Se o assoprador de apito e seu atrapalhado auxiliar levantador de bandeirinha não tivessem anulado o gol tricolor e não tivessem marcado o pênalti, o time catarinense é que teria razão em reclamar.

E, aí, com dupla razão. 

Pela arbitragem confusa e pelos erros.


Bergman e o Galo
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Juca Kfouri

POR LUIZ GUILHERME PIVA

Um mesmo cinema de Belo Horizonte está exibindo, em uma das salas, “O Dia do Galo” e, em outra, “O Sétimo Selo”, de Ingmar Bergman.

Difícil imaginar coisas à primeira vista mais diferentes uma da outra.

O primeiro filme acompanha torcedores atleticanos no dia 24 de julho de 2013, data em que o Galo conquistou o título de campeão da Libertadores. O segundo filosofa sobre a vida e a morte, Deus e o diabo, o bem e o mal, o sentido ou não da existência.

Até os espectadores de um filme e de outro são física e psicologicamente – ao menos naquele momento – seres de espécies longínquas entre si.

Sem falar no comportamento dentro das salas: em um, o transe de uma torcida, incluindo xingamentos e comemorações; no outro, o ritual de uma meditação, cortado somente por suspiros de angústia.

Mas, na verdade, há muitas semelhanças entre o que se passa nos dois filmes.

Na história de Bergman, um homem, com a fé abalada, põe sua vida em jogo numa partida de xadrez contra a morte. A cada lance tudo pode acabar.

A campanha do Galo, a partir das quartas de final, com a defesa de Victor aos 47 do segundo tempo, e as duas recuperações de placar, com vitórias nos pênaltis, na semifinal e na final, ficou muito próxima disso.

O próprio documentário, aliás, avisa no subtítulo que se trata de “um filme sobre paixão, fé e futebol”, tal a carga de elementos dramáticos e mesmo religiosos (“eu acredito!”) que envolveram a conquista do Atlético.

Relido dessa forma, o parágrafo acima, sobre o comportamento dos espectadores nas salas, pode até ficar ambíguo.

Talvez a diferença fundamental mesmo seja a seguinte: na partida de xadrez do filme de Bergman – ou depois dela, qualquer que seja o seu resultado – a vencedora é sempre a morte, mesmo que ela comece em desvantagem, jogando com as pretas.

Já no caso da Libertadores, o vencedor foi o Galo, que superou a morte três vezes, na última de forma definitiva.

Claro que o fez pela competência do time.

Mas também porque, ao contrário do protagonista do outro filme, fé é o que não faltou aos seus torcedores.

Além do mais, o time jogou sempre com as pretas e as brancas ao mesmo tempo.

Desse jeito, a morte não era mesmo páreo pro Galo.
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Luiz Guilherme Piva publicou “Eram todos camisa dez” (Editora Iluminuras)


Galo segue líder e bom de ser visto
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Juca Kfouri

  
Para o Galo deixar de ser o líder do Brasileirão nesta 15a. rodada só se o Corinthians golear o Coritiba, amanhã, em Curitiba, por nove gols de diferença, coisa mais que improvável.

O Galo acaba de vencer o valente Figueirense por 1 a 0, no Independência, com mais de 16 mil pagantes, gol de Lucas Pratto, aproveitando-se de um pênalti infantil cometido na metade do segundo tempo. 

Pratto mandou ainda duas bolas nas traves catarinenses.

Até fazer seu gol, o Atlético criou um sem número de chances de gol, mas também viu o Figueira ameaçar nos contra-ataques e pelo menos um milagre de São Victor no fim do primeiro tempo.

É o preço que paga o time de Levir Culpi por jogar para frente e deixar jogar.

Mais uma vez o Galo protagonizou um jogo muito bom de se ver e disputado em altíssima velocidade.

Mas precisa ser mais eficaz.


Sport arranca empate incrível em Porto Alegre
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Juca Kfouri

Mais de 33 mil gremistas saíram decepcionados com o empate de seu time contra o Sport, 1 a 1, mas não tiveram motivo para se decepcionar com o time tricolor.

O Grêmio pressionou o Sport o jogo inteiro e a diferença que fez o empate estava no gol.

No gol e, é claro, nos gols.

Mas enquanto Danilo Fernandes, além de não errar, fez um milagre no fim do jogo em cabeçada à queima-roupa de Brian Rodriguez, o goleiro  gremista Tiago falhou no gol de Sport, de Diago Souza, aos 19 minutos do segundo tempo.

Pedro Rocha, depois de várias chances, abrira o placar no fim do primeiro tempo de um jogo que, se vencido pelos donos da casa, valeria a entrada do Grêmio no G4.

O Sport segue sem vencer fora de casa, com seis empates em sete jogos, mas segue no G4, embora possa ser superado, amanhã, pelo Fluminense e pelo Palmeiras.

Uma campanha de tirar o chapéu de um time que, além de competente, tem contado com a fortuna de que precisam os grandes campeões.


O Marco Polo que não viaja
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Juca Kfouri

  
Para minha inveja, daquelas sadias, a frase do título desta nota não é minha.

É de André Kfouri em sua coluna de hoje, no diário “Lance!”.

De fato, trata-se de incrível ironia.

Temos na CBF um Marco Polo que não viaja.

Imagine os pais dele, se vivos fossem, como estariam arrependidos de ter dado ao filho o nome do viajante veneziano que acumulou fortuna em suas andanças pelo mundo que o levaram até  a China.

Marco Polo ficou rico ao viajar.

Del Nero por ter ficado não viaja.

  
 


A CBF muda
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Juca Kfouri

Não, ela não muda, permanece a mesma de sempre, apenas agora está muda.

Lembra o ministro da “Justiça” dos tempos da ditadura, Armando Falcão, que ficou famoso pela frase “nada a declarar”.

A CBF, acossada pelo repórter Jamil Chade, que agora revela que até no amistoso entre Brasil x Bolívia para a família do torcedor morto em Oruro por um corintiano houve desvio de dinheiro, a CBF se limita a dizer que não se pronunciará sobre o assunto.

Tem sido assim sobre tudo que é espinhoso e como quase tudo na CBF é espinhoso…

A diretoria de comunicação da entidade, esta sim, deve mudar. De nome.

Para diretoria de não comunicação.