Blog do Juca Kfouri

Inter mantém o Brasileirão vivo e Valdivia tortura o Palmeiras
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Juca Kfouri

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Ao vencer bem o Coritiba no Beira-Rio com gols de D’Alessandro, Alex e dois de Eduardo Sacha, por 4 a 2, 3 a 1 no primeiro tempo, o Colorado ficou a seis pontos do Cruzeiro e terá o país inteiro ao seu lado no sábado que vem, no Mineirão, quando terá a chance de diminuir a distância para apenas três pontos.

Comparadas as campanhas de um e outro, é improvável que aconteça, mas até os gremistas, embora não confessem, torcerão pelo Inter.

Em Porto Alegre o jogo esteve paralisado por falta de iluminação durante 16 minutos. Imagina se acontece na Copa…

Em Floripa, o Palmeiras, com gol de Cristaldo aos 34 minutos do primeiro tempo, ganhava do Figueirense, a quem dominava, e só não venceu porque Valdivia, para variar, preferiu fazer um brilhareco em vez de marcar o segundo gol no segundo tempo.

Daí, num gramado pesado por causa da chuva, uma saída horrorosa de bola de Deola permitiu o empate catarinense e a virada em seguida, em menos de dois minutos — Clayton fez os dois gols, aos 32 e 33 minutos.

No quarto minuto, aos 36, Marcão fez 3 a 1.

O Palmeiras tinha o jogo controlado e foi mais uma vez vítima da irresponsabilidade do chileno que insiste em escalar e pagar alto salário.

Seria o caso de dizer bem feito, não fosse o sofredor palmeirense que não merece vê-lo com a camisa verde no papel de quem tortura as melhores esperanças do torcedor.

Foi assim na irresponsável expulsão contra o Flamengo e foi assim hoje ao não fazer o gol da vitória.

Fatalmente ele pedirá desculpas e, pior, a dupla Brunobre aceitará.

No fim, Nathan foi expulso de campo por imitar Valdivia e pisar num adversário.

Aliás, a sorte do Palmeiras pode estar na suspensão que o chileno pegará amanhã no circo do STJD.

Outro time de camisa verde, o Goiás, também perdeu, para o Santos, por 2 a 0, gols de David Braz e Geuvânio, um em cada tempo.

Parece que o Goiás esgotou seu estoque de gols depois dos 6 a 0 sobre o Palmeiras, embora hoje, no Pacaembu, tenha feito um em que a bola entrou e o assoprador não viu.

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Mano desce, Felipão sobe, Tardelli salva e Mengo só com a mão
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Juca Kfouri

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O Corinthians fez um primeiro tempo inteiro na Arena da Baixada na base do chove mas não molha.

Teve a bola a maior parte do tempo, mas jamais a chutou ao gol.

O Furacão, ao contrário, se defendeu na perfeição e contra-atacou com perigo até, em pênalti cometido por um irreconhecível Elias, fazer um 1 a 0 no fim, aos 41, em cobrança de Cléo, que sofrera a falta.

O segundo tempo mostrou um Alvinegro tenso e um Atlético ainda mais fechado, apostando em pegar os paulistas desprevenidos para matar o jogo.

As faltas se sucediam no campo paranaense e o Corinthians não aproveitava uma bola parada sequer, além de errar passes em profusão.

Mano Menezes foi tentando ao tirar Petros e Renato Augusto para botar Romero e Danilo em busca de um objetividade para o tico-tico corintiano.

Também Jadson entrou no lugar de Bruno Henrique, em vão porque nada afetou o Furacão.

Enquanto o time de Mano sucumbia e caía para o sétimo lugar, o de Felipão, no Rio, subia, ao bater o Botafogo por 2 a 0, com mais dois gols de Barcos, em jogo que teve o Grêmio sempre mais perto da vitória.

Outro Atlético, o Mineiro, em casa, sofreu, mas bateu no Vitória por 2 a 0, gol salvador de Diego Tardelli no fim e, mais no fim ainda, de Guilherme.

Galo e Grêmio, em quarto e quinto lugares, já têm o mesmo número de pontos do São Paulo, em terceiro: 43.

Mas foi também uma tarde feliz para o futebol baiano porque, na Fonte Nova, o Bahia fez 2 a 1 no Flamengo, com dois gols de Emanuel Biancucchi e um de Eduardo Silva quando já estava 2 a 0 para o tricolor.

Se pela manhã a nação rubro-negra festejou a grande conquista da Taça Intercontinental de basquete, ao vencer, por 90 a 77, o Macabi de Israel, à tarde lamentou mais um tropeço.

Tudo bem. Com o pé não, mas com a mão o Flamengo é campeão.


Taças, suor e lágrimas
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Juca Kfouri

No sábado que vem, dia 4 de outubro, das 10 às 18h, no Memorial da Resistência, Largo General Osório, 66, na Luz, em São Paulo, durante a Terceira Feira de Livros da Resistência, entre outros, será lançado o livro “Com a Taça nas Mãos, pelas Lamparina Editora e FAPERJ, de Lívia Gonçalves Magalhães.

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No ano da realização da Copa do Mundo no Brasil e do aniversário de 50 anos do golpe civil-militar brasileiro, as discussões em torno das históricas relações entre futebol e política parecem ter ganhado maior retumbância.

Foi assim também nas Copas de 1970, no México, vencida pela seleção brasileira, e de 1978, na Argentina, conquistada pela seleção da casa, quando os governos dos países das duas equipes campeãs foram acusados de usarem os Mundiais para fins políticos, em vista dos regimes civil-militares pelos quais passavam à época.

Afinal, em meio às euforias dos campeonatos, partidas e conquistas dentro de campo, havia uma série de repressões, denúncias e torturas acontecendo no Brasil e na Argentina.

Mas, ao mesmo tempo, as Copas do Mundo foram também um espaço de distintas manifestações sociais, que vão além da dicotomia apoio × resistência.

Seria certo, então, afirmar que as Copas foram “ferramentas” utilizadas pelos governos das ditaduras brasileira e argentina?

A historiadora Lívia Gonçalves Magalhães faz uma ampla pesquisa e analisa as relações que podem ser apontadas entre os Mundiais de 1970 e de 1978 e as ditaduras no Brasil e na Argentina, assim como o papel da sociedade nesses processos.

A autora tenta driblar os anacronismos, na difícil tarefa de captar os processos históricos tais como aconteceram, traçando comparações, semelhanças e diferenças, e buscando explicações e interpretações.

A proposta do livro, 176 páginas, R$ 35, é fazer uma cuidadosa investigação sobre o assunto, tentando desmitificá-lo e fugir de conclusões simplistas.

Lívia Gonçalves Magalhães é Mestre em Estudios Latinoamericanos pelo Centro de Estudios Latinoamericanos da Universidad Nacional de San Martín (2008) e doutora em História Social pela Universidade Federal Fluminense (2013).

É também autora do livro Histórias do futebol (APESP, 2010), além de escrever nos blogs Hispanic American Historial Review (da Universidade de Duke) e Clube da Bolinha, por Luluzinhas.


Lições em Brasília e Minas
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Juca Kfouri

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Se há uma coisa que está clara no Distrito Federal é que o eleitorado no quer reeleger governador o ex-ministro do Esporte, péssimo, por sinal, Agnelo Queiroz.

Ele perdia nas pesquisas eleitorais para o ex-presidiário José Roberto Arruda por 37% a 19% até que Justiça eleitoral proibiu sua candidatura.

Tanto bastou para que Rodrigo Rollemberg, então com 18%, saltasse para 35%, deixando Queiroz na poeira, com 22%, todos os dados da penúltima e da última pesquisa do Datafolha.

Humilhação semelhante só mesmo a que Aécio Neves vem sofrendo em Minas Gerais, em segundo na corrida presidencial no estado em que amordaçou a imprensa, e reinou graças à herança do avô, incapaz também de eleger seu candidato a governador.

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Fluminense sobra e ganha bem a batalha tricolor
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Juca Kfouri

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Um jogo morno no primeiro tempo entre os tricolores, com apenas um chute perigoso de Conca, de longe, no começo, e duas boas chances desperdiçadas por Pato, no fim, virou uma partida eletrizante no segundo.

Com quatro gols!

Fred abriu o placar aparecendo livre na cara de Rogério para fazer o gol de primeira e Pato empatou em seguida, quase do mesmo jeito.

Foi Conca quem serviu Fred e foi Kardec, em impedimento, quem passou para Pato.

Ninguém estava feliz com o empate e os dois precisavam vencer no Morumbi, com apenas 16.131 torcedores.

E, aos 27, Fred achou Wagner pela esquerda para ver o companheiro livrar-se do zagueiro e finalizar com perfeição.

Luís Fabiano entrou no lugar de Kardec aos 31, para tentar evitar o quarto mau resultado seguido do São Paulo, como se os deuses dos estádios estivessem castigando seu presidente pela lambança feita exatamente no melhor momento do time no Brasileirão.

O quarteto tricolor, que junto chegara a vencer os 21 pontos que disputara, ficou no empate contra o Flamengo e perdeu sua invencibilidade diante do Fluminense.

O jogo era pegado, viril, com divididas imprudentes dos dois lados.

Experiente, o Flu passou a cozinhar o nervoso rival para fazer o tempo passar.

Até que Conca, batendo falta como se fosse com a mão, aos 43, fez o gol do 3 a 1 e matou o jogo, numa grande vitória.

Já o São Paulo, que ainda teve, aos 42, a chance de empatar com Osvaldo, o que Cavalieri impediu, vê sua vida complicada e se despede do título.

Não é só Muricy Ramalho que está doente.

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Pela quarta vez, Cruzeiro passa em branco
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Juca Kfouri

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O líder Cruzeiro, melhor ataque do Brasileirão com 49 gols em 25 jogos, acaba de empatar sem gols pela segunda vez no campeonato.

Também fora de casa, como na primeira vez em Criciúma, agora no Recife, contra o Sport.

Este foi o quarto jogo no torneio sem gols cruzeirenses, somando-se aos dois jogos em que foi derrotado pelo Corinthians e pelo São Paulo.

Nada que aflija a estupenda campanha mineira que, na pior das hipóteses, fechará a rodada seis pontos adiante do vice-líder.

Mesmo sem repetir suas melhores atuações, o Cruzeiro foi superior ao Sport na Arena Pernambuco (23.236 torcedores) tanto que o goleiro Magrão foi o melhor jogador do time pernambucano.


Coincidência infeliz
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Juca Kfouri

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São Paulo e Fluminense fazem o clássico tricolor nesta noite de sábado no Morumbi.

Ambos precisam vencer, mais o tricolor carioca que o paulista.

O Flu porque corre o risco de se afastar cada vez mais do G4.

O São Paulo porque depois de uma empolgante sucessão de vitórias está há três jogos sem vencer.

Ganhou apenas um ponto dos nove que disputou, além de ter perdido para o Coritiba, na ZR, e para seu maior rival.

É claro que se trata apenas de uma coincidência infeliz, mas o fato é que desde da demissão de Juvenal Juvêncio do clube por Carlos Miguel Aidar o São Paulo passou a jejuar.

Aqui foi dito, quando houve a traição, que Muricy Ramalho pagaria a conta.


Chapa Vladimir Herzog vence a eleição na ABI
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Juca Kfouri

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A chapa Vladimir Herzog ganhou a eleição realizada ontem na Associação Brasileira de Imprensa (ABI) ao derrotar sua concorrente chapa Prudente de Moraes e obter 59,7% dos votos.

Pela primeira vez na história de 106 da ABI a votação não se limitou ao Rio de Janeiro, onde fica a sede da entidade.

As representações de Alagoas, Distrito Federal, Maranhão, Minas Gerais, Pernambuco e São Paulo também receberam os votos de seus jornalistas filiados à ABI.

Pela primeira vez também, um repórter, Domingos Meirelles, assumirá a presidência da ABI e com a enorme responsabilidade de revitalizá-la, devolver a entidade a importância que já desfrutou no Brasil como trincheira da liberdade de Imprensa.

Abaixo os nomes que compõem as duas chapas que disputaram o pleito.

CHAPA VLADIMIR HERZOG

Diretor Presidente
Domingos Meirelles

Diretor Vice Presidente
Paulo Jerônimo de Sousa

Diretor Administrativo
Orpheu Santos Salles

Diretor Econômico-Financeiro
Ana Maria Costábille

Diretor de Cultura e Lazer
Jesus Chediak

Diretor de Assistência Social
Arcírio Gouvêa

Diretor de Jornalismo
Eduardo Cesário Ribeiro

CONSELHO CONSULTIVO
Alberto Dines, Audálio Dantas, Ferreira Gullar, Juca kfouri, Cícero Sandroni, Hélio Fernandes, Ziraldo

CONSELHO FISCAL
Arnaldo César Jacob, Jorge Ribeiro, Lindolfo Machado, Luiz Carlos Chesther de Oliveira, Geraldo Pereira dos Santos, Rosângela Amorim, Paulo Roberto Gravina

CONSELHO DELIBERATIVO (Efetivos) 2013/2016
Aziz Ahmed, Flávio Tavares, Jesus Antunes, Lima de Amorim, Bernardo Cabral, Jorge de Miranda Jordão, Sérgio Gomes (Serjão), Andrei Bastos, Paulo Gomes Neto, Austrégesilo de Athayde Filho, Ralph Lichote, Silvestre Gorgulho, Elio Maccaferri, Antônio José Ferreira Carvalho e Udson da Silva de Oliveira

CONSELHO DELIBERATIVO (Efetivos)) 2014-2017
Ricardo Kotscho, Milton Coelho da Graça, Anna Lee, Joseti Marques, Moura Reis, Tarcísio Baltar, Nivaldo Pereira, Carlos Chaparro, Luthero Maynard, Daniel Mazola, Amiccucci Gallo, Oswaldo Augusto Leitão, Siro Darlan, Jeronimo do Espírito Santo e Fábio Costa Pinto

CONSELHEIROS SUPLENTES 2013/2016
Adalberto Diniz, Adilson Ribeiro, Carlos Alberto da Rocha Carvalho, Carlos Di Paola, Terezinha Santos, João Luiz Dória, Maurício Max, JL Costa Pereira, Luarlindo Ernesto, Marcia Guimarães, Carlos Newton, Moysés Chernichiarro Corrêa, Raul Silvestre, Reinaldo Leal, Wilson Alves Cordeiro

CONSELHEIROS SUPLENTES 2014-2017
Lourival Marques Bogea, Petrônio Souza Gonçalves, Elisabete Burlamarqui, Ilma Martins da Silva, Vilson Romero, Bonifácio Rodrigues de Mattos (Ikenga), Claudinéia Lage, JB Serra e Gurgel, José Carlos Machado, Jayme Gama, Érika Branco, Luiz Wanderley da Silva, Roberto Martins, Tiago Santos Salles, Wilson Carvalho

Chapa Prudente de Moraes, neto

Diretoria: presidente Fichel Davit, vice Carlos Marchi, diretor administrativo Irene Cristina, Financeiro Sérgio Caldieri, Cultural Jorge Martins, de Assistência Social Sônia Góes, de Jornalismo Altenir Rodrigues.

Conselho Consultivo: Teixeira Heizer, Continentino Porto, Francisco Paula Freitas, Carlos Alberto Caó, Hildeberto Aleluia, Ponce de Léon, Gilson Monteiro. Para o Conselho Fiscal: Loris Baena, Manoel Epelbaum, Jarbas Domingues Vaz, Antônio Nery, Jorge Saldanha, Randolpho de Souza, Luiz Paulo Machado, Flávio Tristão.

Conselho Deliberativo até 2016: Milton Temer, Ilimar Franco, Luiz Carlos Azêdo, Dácio Malta, Pinheiro Júnior, Dulce Tupy, Carlos Alberto Rodrigues, Argemiro Ferreira, Alcyr Cavalcanti, Jorge (Arapiraca) Oliveira, Sérgio Cabral, Germando Gonçalves, Benício Medeiros, Raul Quadros e Pery Cotta. Suplentes: Erika Franziska, Bruno Paraíso, Leda Acquarone, José Antônio Gerheim, Paulo Gomes, Manoel Pacheco, Laerte Gomes, Itamar Guerreiro, Rubem Mauro, Vera Perfeito, Mirson Murad, Edimilson Gomes, Glauco de Oliveira, Zilmar Basílio, José Pereira da Silva.

Conselho Deliberativo até 2017: Glória Alvarez, Fátima Lacerda, Fernando Paulino, Antero Luiz, Osvaldo Maneschy, Sílvio Tendler, Jorge Antônio Barros, Mário Augusto Jakobskind, João Máximo, Moacyr Andrade, Andréa Gouvêa Vieira, Arthur Poerner, Octávio Costa, Cid Benjamin, Fernando Foch. Suplentes: Tadeu Aguiar, Salete Lisboa, Cleyber Fintelman, André Lacé, Ignez Duque Estrada, Zilda Ferreira, Modesto da Silveira, Luiza Busse, Nilo Braga, Marcelo Tognozzi, Cláudia Santiago, Victor Cavagnari, José Rezende, Beatriz Santacruz, Ernesto Vianna.


Ruim com ele, pior sem ele
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Juca Kfouri

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Torcedor não aprende mesmo.

De que adianta demitir Mano Menezes agora, com o Corinthians nas quartas de final da Copa do Brasil e perto da reta final do Brasileirão?

Que grande diferença poderá fazer qualquer um que entre com o navio em alto mar?

Enderson Moreira, por exemplo, melhorou o Santos?


Mânches ou Báia?
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Juca Kfouri

POR LUIZ GUILHERME PIVA

(No pebolim)

– Eu vou jogar no Mânches Unái.
– Que Mânches o quê! O Báia é muito mais time! Eu vou jogar lá.
– Que Báia?
– O Báia. Como que Báia?
– Tem dois Báia.
– É?
– Vai ser burro! Claro.
– Burro é sua vó! O Mânches também tem dois.
– Tá zoando.
– Claro que tem. Tem o Unái e o Cid.
– Sério?
– Tô falando.
– É? Então me diz qual Báia cê vai jogar?
– Qual que existe?
– Dois, já falei.
– Tá. Mas como que chamam?
– Hããã. Tem o de Munix e tem o, é, como chama mesmo?
– Ah. Tá inventando!
– Mané inventando! O, não, é um nome difícil, assim, tipo legume, vagalume, cuspe, não lembro.
– Tá vendo? É só um. Esse aí, de Munix. É lá que vou jogar.
– Vai se dar mal. O outro é que é bom. O de Munix é uma draga.
– É?
– Claro. Não sabia?
– Não sei.
– Não sabe o quê?
– Se sabia.
– Ah, sei.
– O quê?
– Que você não sabia.
– Te catá!
– Há!
– Mas se ferrou também.
– Por quê?
– O Mânches bom não é o Unái.
– Não?
– Claro que não. O bom é o Cid. Lembra daquele jogo?
– Hein?
– O da goleada.
– É…
– Não lembra, né?
– Mais ou menos.
– Então responde: o Rúni joga em qual, no Unái ou no Cid?
– Não.
– Não? Não o quê? Perguntei se ele joga no Unái ou no Cid!
– Hein? Hã. Nenhum.
– Quê?
– Resolvi. Vou jogar no Barça.
– Tá bom. Então eu vou pro Real.
– Tá bom. Agora chuta logo.
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Luiz Guilherme Piva publicou “Eram todos camisa dez” (Editora Iluminuras)