Blog do Juca Kfouri

Pressão de Dilma sobe dois pontos
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Juca Kfouri

Do “THE piauí HERALD”

Pressão de Dilma sobe dois pontos e ultrapassa o PIB

CUBA – Recuperada da carência de pré-sal no sangue que derrubou sua pressão após o debate, Dilma Rousseff creditou sua melhora de saúde ao programa Mais Médicos. Já de pé, escorada por 14 doutoras cubanas, revelou o exato momento que provocou o piripaque: “A repórter do SBT estava com um perfume Jequiti nº 5 tão forte que perdi todos os sentidos”, justificou. Em seguida, deu ordens para que o BNDES invista R$ 30 bilhões no Boticário. “Será a Friboi das fragrâncias”, explicou.

Dilma chegou a pedir um copo d´água, mas houve por parte da plateia uma reação indignada: “Água!???”, supreendeu-se um marqueteiro tucano. “Aqui é champanhe, minha senhora. Água é coisa de gente leviana”, completou, após pausa reflexiva.

Segundo o Datafolha, a pressão de Dilma subiu dois pontos esta manhã e voltou ao patamar normal por volta de meio dia. “Trata-se de um crescimento mais parrudo que o do PIB no último trimestre”, ressaltou o diretor-geral, Mauro Paulino. “Mas este é apenas um retrato do momento presidencial”, ressalvou, repetindo que “a margem de erro é de meio ponto arterial para mais ou para menos”. Os mercados reagiram mal à retomada da pressão da presidenta. A bolsa despencou 33 pontos, com forte queda nas ações da Aspirina.

Animado com a audiência elevada do debate, Silvio Santos quer incorporar os presidenciáveis à grade da programação. “Primeiro, chamei Aécio e Dilma para debaterem no programa Casos de Família. E, depois das eleições, sugeri que os dois se reconciliem no Namoro na TV, ha-haê”, explicou o apresentador.


Aécio promete acabar com a água em todo Brasil
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Juca Kfouri

Do “The piauí Herald“:

Aécio promete acabar com a água em todo o Brasil

CANTAREIRA – Vestindo duas boias de braço do Mickey, o candidato Aécio Neves abraçou os afluentes José Serra e Geraldo Alckmin para desaguar novas promessas: “Alckmin foi reeleito em primeiro turno no maior colégio eleitoral do Brasil. Isso aponta os caminhos para captar as demandas submersas nos corações dos brasileiros”, discursou, com olhos marejados. Em seguida, saltou de bombinha no Tietê.

“Se eleito, prometo estender as conquistas de Alckmin para todo o país”, disse, enquanto pedia para a Policia baixar o cacete em um cardume de girinos que cruzou seu caminho. “No meu governo, todo brasileiro, independente de sua origem ou classe social, experimentará os benefícios da falta d’água”, concluiu.

Em seguida, Aécio deu um caldo em José Serra e afirmou: “Vamos afundar todas as Universidades nos moldes do que foi feito com a USP”.


Botafogo vive cenas de covardia explícita
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Juca Kfouri

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Os jogadores do Botafogo estão há meses padecendo com atrasos de salários e, mesmo assim, têm sido capazes de atuações heroicas, como as contra o Ceará e o Corinthians.

Contudo, a direção do clube deixa o Engenhão aberto para que um bando de trogloditas o invadam para pressioná-los.

Acreditará em coincidência, em acaso, em distração ou vacilo apenas quem acreditar em qualquer coisa.

Porque inacreditável é apenas a covardia do presidente do Glorioso.

Aliás, era.

Veja AQUI.


Galo empolga e sofre
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Juca Kfouri

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Hoje, neste momento, sábado, 18 de outubro de 2014, o Galo é o time que joga o futebol mais empolgante do Brasil.

Embora tenha vencido a Chapecoense apenas por 1 a 0 no primeiro tempo, no Independência, com 20.558 pagantes, o time montado por Levir Culpi deu um show de bola, com Guilherme outra vez jogando muito, com Diego Tardelli se movimentando com extrema inteligência e com um segundo gol, legal, de Carlos, mal anulado pelo levantador de bandeirinha.

Antes, Douglas Santos, completou uma triangulação entre Tardelli e Guilherme com perfeição, num chute cruzado pela esquerda para fazer 1 a 0.

Valente, a Chapecoense foi um coadjuvante respeitável, mas incapaz de evitar ser envolvido pelos dois lados do campo, como já acontecera com o Corinthians no meio da semana, embora o time catarinense tenha mostrado uma abnegação que o paulista não mostrou, exceção feita a Cássio e Guerrero.

No segundo tempo a história foi um pouco diferente porque a Chapecoense foi para o tudo ou nada e conseguiu pressionar o Galo nos primeiros 10 minutos, obrigando os anfitriões a não bobear.

Jorginho queria o empate e jogava a todo risco, fustigado por contra-ataques sempre muito perigosos, pena que boa parte deles interrompidos por atleticanos em impedimento.

Quem dedicava o sábado à noite ao jogo não arrependia.

Aos 20, Maicosuel e Pierre entraram nos lugares de Luan e Tardelli logo depois que Camilo perdeu o gol de empate de maneira incrível, quase na pequena área.

Aos 26, Victor fez milagre para evitar o empate e, aos 27, Camilo perdeu o gol mais feito do jogo que ficou complicadíssimo para o Galo e sensacional para quem via.

Para fechar, Cesinha substituiu Carlos, aos 29, e o jogo ficou num bate e rebate sem parar.

Aos 42 foi a vez de Danilo fazer milagre e evitar o gol de Dátolo, outro que está jogando muito.

Como o Galo teve um gol mal anulado, o placar foi justo.

Mas que a Chapecoense fez por merecer um gol, lá isso fez.

Grande jogo!


Ceni magistral em noite quase só tricolor
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Juca Kfouri

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Os tricolores paulistas e baianos disputaram um primeiro tempo estranho, porque aberto, com o São Paulo buscando envolver o adversário e com o Bahia tentando ameaçá-lo em contra-ataques.

Mas nem Ceni nem Lomba tinham trabalho.

Até que, já no fim, Rogério Ceni teve.

O de bater uma falta daquelas que antes era bola na mão e mais recentemente virou mão na bola.

E o goleiro foi magistral, para fazer 1 a 0 para o São Paulo e ser festejado com fervor por seus companheiros.

Perdido por um, perdido por 10, o Bahia começou o segundo tempo mais atrevido, e, assim, com maior risco de sofrer novo gol.

Aos 18 minutos Luís Fabiano entrou no lugar de Alan Kardec e, no minuto seguinte, sofreu pênalti não assinalado pelo assoprador.

Em seguida, Ceni fez ótima defesa em chute de fora da área.

O jogo seguiu bom de ver e mais emocionante que no primeiro tempo.

Não demorou muito e Álvaro Pereira fez uma jogadaça para chegar à linha de fundo com direito a drible da vaca e um passe perfeito para Luís Fabiano, que desperdiçou.

O Bahia não demorou a responder, em bola que raspou a trave são-paulina, um susto para 22.055 torcedores no Morumbi.

Até que, num contra-ataque, Ganso resolveu o jogo em bola colocada como se como um taco de bilhar para fazer 2 a 0.

No fim, Fahel descontou de cabeça, mas era tarde.

O São Paulo volta ao segundo lugar e torce contra o Inter amanhã, mas torcerá mesmo é pelo Vitória que receberá o Cruzeiro e, se vencê-lo, deixará a diferença para o líder de apenas três pontos.

Torce contra, embora sem torcer a favor do Corinthians, porque um empate basta.

Também no Maracanã, com 11.241 pagantes, os tricolores cariocas tomaram sustos, mas venceram o Criciúma, que saiu na frente no primeiro tempo, sofreu o empate ainda nos 45 minutos iniciais, e a virada para 3 a 1 no finais, quando descontou para 3 a 2 e tomou o 4 a 2, de pênalti, batido por Fred.

Wagner, duas vezes, e Conca fizeram os outros gols do Fluminense.

Já o tricolor gaúcho não passou do 0 a 0 contra o Goiás, no Serra Dourada, com apenas 3.044 pagantes, seguiu fora do G4 e ainda terá de torcer para o Inter ao menos empatar com o Corinthians para não ser ultrapassado.

A mesma torcida dos tricolores paulistas…


As primeiras frituras na CBF
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Juca Kfouri

Dois dos integrantes da comissão técnica da Seleção Brasileira não contam com a boa vontade de Gilmar Rinaldi e Dunga: o administrador Guilherme Ribeiro e o chefe da segurança, Moacyr Alcoforado.

Exatamente dois dos que não foram escolhidos pela dupla Gilmar/Dunga.

Há um terceiro, o médico Rodrigo Lasmar, mas este, mantido do time de Felipão, tem padrinhos fortes: Alexandre Kalil, presidente do Galo, e Aécio Neves.

Como assistente de José Luiz Runco, Lasmar trabalhou nas Copas do Mundo de 2002, 2006 e 2014, mas não esteve em 2010, na África do Sul, com Dunga, e é filho de Naylor Lasmar, médico da Seleção, com Telê Santana, nas Copas de 1982 e 1986.

Ribeiro e Alcoforado já têm sentido o cheiro da fritura, embora postos na geladeira.


(Re)Movendo o iceberg
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Juca Kfouri

POR HUMBERTO MIRANDA*

O técnico Mano Menezes vem dando motivos de sobra para finalmente entendermos o seu real tamanho.

Mano aprendeu a lidar com a imprensa, especialmente ao manter um tom de voz seguro e demonstrar certa sinceridade, mas sempre me pareceu da boca para fora.

E sabemos como tem candidato a qualquer posto nesse país cujo discurso não condiz com gestos e atitudes.

O que Mano faz em seus times sou incompetente para avaliar, mas suas atitudes à beira do gramado são de pura soberba.

O profexô Luxa, apesar das cretinices, é mais autêntico à beira do campo do que ele.

Mano tem um comportamento manipulador. E é dele isso. Acha que se dará bem assim. Mano administra o empreendimento Mano e não um time. Olha de cima pra baixo pro jogador.

Ao contrário de Mano, Dunga se aproxima ao máximo do grupo e cria um laço forte com os jogadores da seleção brasileira. O problema é que Dunga depois “fecha o grupo”, seja por insegurança ou para conservar valores muito arraigados dos quais não abre mão. Os dois buscam o controle do grupo por caminhos opostos.

Os jogadores, por sua vez, aprendem com o chefe as armas da manipulação e usam na relação com ele e os companheiros. Quando os resultados não aparecem, o treinador é quem pagará por isso enquanto que os jogadores ficarão na deles, acomodados à figura iluminada do “professor”.

A grande virtude de Tite, ao contrário dos três citados, é de não separar a relação externa da interna no clube, é sincero e justo com os jogadores. Na beirada do campo, corrige. Corrige tanto que chega a encher o saco. Mas ele corrige até acertar. O jogador na maior parte do tempo o obedeceu, mas isso se aplica melhor ao sistema defensivo. No ataque, os jogadores precisam sentir mais liberdade e não apenas a voz de comando do chefe. E o ponto forte de Tite se transforma em ponto fraco.

Tite precisa dar um passo a mais e saber lidar com a liberdade, a criatividade e superar o excesso de controle. Aliás, Muricy vem dando esse passo, com altos e baixos, mas vem. Pena que sua saúde o impedirá de ter a longevidade de um Alex Ferguson. Muricy é o nosso treinador mais pragmático e isso o atrapalha a enxergar mais além.

Tite não deveria ter saído do Corinthians. Hoje, a identidade entre treinador e clube é vital. E não existiu nos últimos 30 anos de futebol brasileiro, depois de Telê, uma simbiose tão clara entre treinador e clube como a de Tite com o Corinthians. Os clubes não dão a mínima para isso e quando o fazem é por resultados, para superar uma incômoda posição na tabela. Só. Ao dispensar Tite, o clube se satisfez com a mediocridade da vida dos negócios e achou um treinador à altura. Deu no que está dando.

Os dirigentes quase sempre terão de refazer o ambiente de desconfiança que técnicos como Luxa e Mano criam nos clubes por ande passam. Num momento de transição política é mais difícil e conturbado. A desconfiança e insatisfação do grupo aumentam. Por isso, a volta de Tite pode agravar o problema. Hoje, o Corinthians é o Tolima de si mesmo.

Mano não tem o tamanho que acha que tem porque nunca o obteve. É incrível como a Seleção Brasileira fez mais mal a Luxa e a ele que a Dunga. Não é à toa que vivemos uma dupla crise: técnica e estrutural. Acho que nunca vivemos as duas de uma vez só. O Bom Senso FC já detectou a ponta do iceberg. O problema é (re)movê-lo.

Humberto Miranda é professor de Economia na UNICAMP.


O fracasso subiu à cabeça de Mano Menezes
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Juca Kfouri

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Mano Menezes corre o risco, ou deveria correr se o futebol brasileiro não fosse tão mal administrado como é, a voltar a ser um técnico menor.

Porque ninguém pode fracassar sucessivamente na Seleção Brasileira, no Flamengo e no Corinthians, os três times, digamos assim, de maior torcida no Brasil.

Recordemos, rapidamente, a carreira de Mano depois que ele deixou pequenos clubes do interior gaúcho para dirigir o grande Grêmio com a missão, fácil pela diferença de investimento, de tirá-lo da segunda divisão, o que só conseguiu graças aos absurdos acontecidos na famosa “Batalha dos Aflitos”, quando até o presidente tricolor invadiu o gramado.

Depois, justiça se faça, conduziu o time gaúcho a um honroso vice na Libertadores, embora, no Brasil o segundo lugar seja pouco valorizado.

Então, ele pegou o Corinthians com a mesma fácil missão de devolvê-lo à primeira divisão, o que conseguiu sem dramas, mas ficando novamente com um vice na Copa do Brasil, derrotado pelo Sport…

No ano seguinte, então, as conquistas do Paulistinha e da Copa do Brasil, contra o Inter, sob as luzes ainda de Ronaldo Fenômeno, acabaram por levá-lo à Seleção, onde o máximo que conseguiu foi a prata olímpica, em Londres, derrotado pelos mexicanos…

Demitido covardemente da CBF, o Flamengo apostou nele, mas, segundo suas próprias palavras, a Gávea não o entendeu e ele se demitiu.

Acertara com o Corinthians ainda sob a gestão de Tite do mesmo modo que Felipão fizera com a CBF sob a sua administração, embora não perdoe o colega gaúcho por igual traição feita por ele com o outro conterrâneo.

Até chegar ao Flamengo, Mano se caracterizou por dar entrevistas melhores que os desempenhos dos times que dirigia.

Da Seleção para cá, nem isso.

Adotou uma posição arrogante, quis pautar jornalistas, perdeu-se e até dançar dançou — literalmente, nos dois sentidos.

Caso típico que acontece com aqueles que deixam o fracasso subir à cabeça.


Vamos reviver os anos 60 e 80 nesta Copa do Brasil
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Juca Kfouri

Atético Mineiro x Flamengo e Cruzeiro x Santos vão fazer as semifinais da Copa do Brasil.

Dos quatro, só o Galo ainda não a conquistou.

Ontem o Santos passou facilmente pelo Botafogo e se classificou como era esperado, goleando por 5 a 0.

Galo e Flamengo decidiram o Campeonato Brasileiro de 1980 e vaga para as finais da Libertadores de 1981, e o rubro-negro de Zico e cia se saiu melhor nas duas decisões contra o Galo de Reinaldo e cia, mas até hoje os atleticanos reclamam, não sem boa dose de razão, das arbitragens de ambas.

Já Cruzeiro e Santos decidiram a Taça Brasil de 1966, Pelé de um lado, Tostão do outro.

Neste embate, os mineiros se deram melhor e nasceram para o futebol mundial, goleando no recém inaugurado Mineirão e virando um jogo que perdiam por 2 a 0 no Pacaembu.

Tudo pode acontecer, mas, se prevalecer a lógica, a Copa do Brasil de 2014 será decidida entre Cruzeiro e Galo e serão necessários dois Mineirões para abrigar os dois jogos.

O sorteio dos mandos de jogos semifinais será feito hoje às 14 horas.

Comentário para o Jornal da CBN desta sexta-feira, 17 de outubro de 2014, que você ouve aqui.


Santos baila e lembra os velhos tempos
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Juca Kfouri

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Antigamente, e bote antigamente nisso, Santos e Botafogo tinham os melhores times do Brasil, dois dos melhores times do mundo.

Ali pelos fins dos anos 50 e começo dos 60.

O lendário Santos de Pelé, de Gylmar, Zito, Coutinho e Pepe quase sempre levava vantagem sobre o Botafogo de Mané Garrincha, Nilton Santos, Didi e Zagallo.

Assim o Santos ganhou cinco Taças do Brasil entre 1961 e 1965 e mais quatro Torneios Rio-São Paulo entre 1959 e 1966.

Ontem, até deu para lembrar dos velhos tempos, sem comparar talentos em campo.

No primeiro tempo o Santos, que vencera no Maracanã por 3 a 2, já vencia por 3 a 0, com gols de Gabriel, David Braz, em menos de 10 minutos, e Lucas Lima.

No segundo tempo o massacre continuou com milagres do goleiro Andrey, duas bolas na trave mandadas pelo ataque santista e mais dois gols, para fechar a goleada por 5 a 0, mais um gol de David Braz e outro de Geuvânio.

Um baile com direito a olé no Pacaembu com quase 15 mil torcedores.

E não me venha o cartola canista Maurício Assumpção querer virar a torcida do Botafogo contra o goleiro Jefferson que não se sentiu em condições de jogar.

Diego Tardelli não serve como exemplo por dois motivos:

em primeiro lugar, porque é melhor chegar e jogar como aconteceu com o atleticano. Pior é passar uma noite brigando com o fuso horário.

Em segundo lugar, o nível de atenção exigido do goleiro é muito maior.

Para não falar que quem não paga em dia não pode exigir nada de ninguém.