Blog do Juca Kfouri

Corinthians chega ao terceiro lugar, sabe Deus como, e Palmeiras empata com o Cruzeiro, nem Deus sabe como!
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Juca Kfouri

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Jadson deve ter batido o recorde de passes errados num só jogo, embora Petros tenha concorrido com ele.

Mesmo, assim, com gols de Fábio Santos, no primeiro tempo, e Luciano, para variar, no segundo, o Corinthians bateu o Vitória por 2 a 1, em Cuiabá (apenas 6.407 pagantes), porque Edno descontou batendo falta, para corintiano sofrer no fim do jogo.

Não, o Corinthians não jogou bem contra o fraco time baiano, mas, por incrível que pareça, chegou ao terceiro lugar.

Porque o Inter perdeu outra, agora para o Flamengo, por 2 a 0, gols de Gabriel, no Maracanã com 18.898 pagantes.

Verdade que o segundo gol corintiano foi uma pintura, com passe de calcanhar de Malcon entre as pernas de um rival, para Fábio Santos que deu para Renato Augusto que achou Luciano na marca de pênalti.

Luciano com um drible só livrou-se de dois adversários e fez o gol.

O Furacão, em Criciúma (7.841 pagantes), ganhou por 1 a 0, mais um gol de Cleo, e mandou o time da casa para segurar a lanterna.

Mas incrível mesmo foi o empate do Palmeiras, no Mineirão (26.944 pagantes), contra o líder Cruzeiro, que mandou no jogo, bola na trave, exigiu pelo menos três enormes defesas de Fernando Prass, mas tomou um gol de Mouche, aos 43, para só empatar nos acréscimos, com Dagoberto, pegando rebote de uma defesa de Prass.

O Palmeiras jogou por uma bola, como devia mesmo, humildemente. E quase deu 100% certo, até porque também mandou uma bola na trave mineira.

Mas o empate ficou de ótimo tamanho, embora com sabor amargo.

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Em Curitiba, diante de 8.016 torcedores, com gols de Joel e Alex, o Coritiba saiu da ZR ao vencer o Botafogo, em penúltimo lugar, por 2 a 0.

E, em Porto Alegre, com gol de Barcos, o Grêmio venceu o Figueirense por 1 a 0, diante de 18.815 torcedores.


O talento prevaleceu no festival latino em Liverpool
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Juca Kfouri

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Em Liverpool, berço do mais talentoso conjunto musical da história, o talento falou mais alto novamente.

Pena, para os nativos que lotaram o palco de Anfield, que a arte estava nos pés de três latinos que ainda com 40 minutos de audição fizeram Real Madrid 3, Liverpool 0.

Até o 23o. minuto do show, os ingleses impressionavam pela intensidade de sua apresentação, na tentativa de atemorizar o time espanhol.

Mas, aí, o colombiano James Rodriguez deu um passe com cavadinha para o português Cristiano Ronaldo fazer belíssimo gol, entre dois zagueiros.

Antes do 30o. minuto,, foi a vez do francês Benzema fazer 2 a 0 de cabeça, para fazer mais um aos 40: 3 a 0!

A torcida espanhola sufocava a cantante torcida britânica com um sonoro olé, na troca de passes que deixava os fãs dos Beatles literalmente na roda.

Num concerto impecável, com apenas sete faltas, quatro dos Reds, três dos Merengues, os anfitriões no Anfield ainda quase descontaram, com um tirambaço na trave de outro latino, o brasileiro Phillippe Coutinho.

A dúvida quando os artistas se recolheram aos camarins era só uma: haveria bis no segundo ato?

Como até nos melhores espetáculos há sempre o risco de uma desafinada, eis que o maestro Cristiano Ronaldo desafinou e perdeu o quarto tento cara a cara com o arco adversário.

Solidário, James Rodriguez também desperdiçou uma chance.

Como teremos Real Madrid x Barcelona no sábado, o português saiu para descansar e estudar a partitura do clássico pelo certame espanhol.

A noite já se fazia alta em Liverpool quando a orquestra madridista resolveu recolher os instrumentos, satisfeita com apresentação no primeiro ato.

Com o que até o coral de mais de 40 mil vozes parecia concordar, ao entoar em alto e bom som o sucesso que virou hino do Liverpool: “You’ll Never Walk Alone”, “Você nunca caminhará sozinho”.


STJD: a palhaçada continua
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Juca Kfouri

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O STJD, que puniu Petros com apenas três jogos depois que o corintiano deu um claro empurrão proposital num assoprador de apito, decidiu aplicar a mesma pena no também corintiano Guerrero em lance de óbvio encontrão não intencional em outro assoprador mal colocado em campo.


É hora de mostrar quem tem garrafas vazias para vender
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Juca Kfouri

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Bahia e Atlético Mineiro abriram a 30a. rodada do Brasileirão e ficaram num 1 a 1 que não foi bom para nenhum dos dois, diante de 5.667 pagantes.

O Galo subiu para o terceiro lugar, mas pode terminar a rodada fora do G4, desde que o Inter ao menos empate hoje com o Flamengo, no Maracanã, e o Corinthians vença o Vitória, em Cuiabá.

Já o Bahia permaneceu na ZR, como primeiro dos últimos, mas pode acabar a rodada em penúltimo lugar se o Coritiba vencer o Botafogo, em Curitiba, e o Criciúma vencer o Atlético Paranaense, em Criciúma, também hoje à noite.

Noite que reserva ainda Cruzeiro x Palmeiras, no Mineirão e Santos x Fluminense, além de Chapecoense x São Paulo, Grêmio x Figueirense e Sport x Goiás.

É o Brasileirão na reta final, a que distingue os homens dos meninos.

Comentário para os Jornal da CBN desta quarta-feira, 22 de outubro de 2014, que você ouve aqui.


Alemães fazem outro 7 a 1 nos anfitriões
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Juca Kfouri

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Agora foi em Roma, no estádio Olímpico, contra a Roma.

O Bayern enfiou 7 a 1 pela Liga dos Campeões da Europa.

No primeiro tempo, 5 a 0.

Lembrou de alguma coisa?

Veja a marcha dos gols, no primeiro tempo:

Thomas Muller1º T – 35min
Robben1º T – 30min
Lewandowski1º T – 25min
Gotze1º T – 23min

Robben1º T – 9min

Lembrou?

Apagão na Cidade Eterna!

No segundo tempo foi assim:

Gervinho2º T – 20min
Shaqiri2º T – 35min
Ribery2º T – 32min

Que coisa, hein?

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Esporte na infância: antes de tudo um enorme prazer
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Juca Kfouri

POR SÓSTENES BRASILEIRO DE OLIVEIRA

 Diretor geral da Fundação Gol de Letra

Praticar esporte e brincar! Para uma criança não existe diferença, não existe o limite de onde começa um e termina o outro. Alguns esportes que hoje movimentam bilhões de reais e monopolizam o planeta tiveram sua origem em simples brincadeiras, passatempo, diversão.

Seja ele qual for, o esporte é um fenômeno que diverte e dá prazer, mental e físico. É lazer, entretenimento e também um espetáculo a ser apreciado. A criança que aprecia o esporte de competição – incluindo aquela que existe em cada um de nós adultos – também aprende com seus ídolos.

Garantir o acesso ao esporte na infância e juventude é garantir o prazer de brincar. E o que é melhor: propicia uma interação social divertida com outras crianças, ocupando espaços, fazendo amizades, descobrindo semelhanças e diferenças e socializando por meio de brincadeiras.

É sabido que crianças praticantes de atividades físicas se tornam adultos mais ativos e saudáveis e que manter esse hábito é um importante fator de prevenção de futuras doenças, incluindo a questão da obesidade, já considerada um problema de saúde pública. Os números do IBGE apontam que uma em cada três crianças estão acima do peso e para a Organização Mundial da Saúde (OMS), a obesidade infantil é um dos maiores problemas de saúde da atualidade e para o futuro.

Além disso, o esporte é comprovadamente um elemento essencial para o desenvolvimento e aperfeiçoamento de competências e habilidades indispensáveis ao desenvolvimento integral do indivíduo. Os resultados são nítidos, entre eles um ganho significativo de autoconfiança e a ampliação da capacidade de se comunicar ou de tomar decisões.

É importante ressaltar que quando se quer garantir direitos em relação ao amplo acesso de crianças, adolescentes e jovens ao esporte e ao lazer, estamos falando de um direito básico, sustentado pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) que, em seu artigo 4º, diz: “É dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do poder público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária.”

A Fundação Gol de Letra vê além dessa fronteira, pois enxerga o esporte como elemento de mobilização social e também como ferramenta adequada para a promoção de uma cultura de paz e incentivo à convivência democrática, estimulando o trabalho colaborativo e o respeito à diversidade. Os benefícios, portanto, abrangem não apenas a esfera individual, mas também a coletiva.

É por essa razão que o esporte precisa ser tratado como um recurso insubstituível para o processo educativo, que completa e acrescenta na formação do ser humano saudável, desde a infância até a idade adulta.

Este período eleitoral é mais que apropriado para indagarmos sobre o direcionamento que os candidatos têm dado à questão do esporte em suas propostas para a infância e juventude e, porque não, trazer para o centro do debate as potencialidades do esporte, em seu mais amplo sentido, como um instrumento de transformação social.


Carta aberta aos candidatos à presidência da República
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Juca Kfouri

Exma. Sra. Dilma Rousseff e Exmo. Sr. Aécio Neves,

No ano em que o país recebeu a 20ª Copa do Mundo do Futebol, os 7 gols da Alemanha pintaram o retrato das décadas de autoengano que vive o nosso futebol. Na nossa própria casa, o visitante veio nos escancarar a enorme fragilidade daquele que, apesar de tudo, ainda é um dos nossos maiores patrimônios culturais.

Temos um ativo econômico, esportivo e cultural que, mesmo mal aproveitado, é altamente consumido. Aquilo que é sonho para tantas modalidades esportivas, é realidade para o futebol: temos tempo de exposição na TV e no rádio, patrocinadores nacionais e estrangeiros e, sobretudo, milhões de apaixonados que consomem diariamente esse produto. No entanto, paradoxalmente, essa alta demanda não resulta em desenvolvimento para as várias dimensões do futebol brasileiro.

Sabe-se que há muito tempo o futebol virou negócio, mas, no Brasil, um negócio bastante peculiar e cheio de contradições mal resolvidas. Vivemos aqui o amadorismo de carteira assinada. Embora o negócio movimente cerca de R$ 11 bilhões por ano, não se sabe para onde vai boa parte dos recursos. O que se sabe é que a gestão amadora não tem sido capaz de financiar o desenvolvimento desse esporte no país.

As contradições não param por aí. Mesmo em um cenário de aumento significativo de receitas, os principais clubes brasileiros foram capazes de aumentar em quase 100% suas dívidas nos últimos 5 anos, sendo que, apenas ao governo, eles devem cerca de R$ 4 bilhões.

Outro sinal desta situação esdrúxula e inaceitável — mas nem sempre evidente — é o futebol ter se tornado um problema social no país. Isso mesmo!

Em nenhuma outra categoria profissional, aproximadamente 80% de sua força de trabalho fica desempregada ou subempregada sistematicamente por 6 ou 7 meses ao longo do ano, sem que nenhuma atitude das autoridades públicas seja tomada. É inadmissível que isso ocorra em um país que se orgulha de ser a 7ª economia do mundo.

O que se observa hoje é consequência do acúmulo de descasos. Não podemos investir mais de R$ 50 bilhões do dinheiro público em Copa do Mundo e Olimpíadas para, em seguida, não nos comprometermos com um plano de política pública para o esporte. Ativa ou passivamente, o desenvolvimento do futebol passa pelas mãos do Poder Público. E a legislação esportiva tem grande influência sobre o atual estágio desse esporte.

A autonomia conferida às entidades que administram o esporte tem se mostrado contraproducente, criando um panorama engessado, dentro do qual a mera suspeita de renovação soa como desvario. Hoje, o futebol brasileiro é refém de um conjunto de estruturas arcaicas sem qualquer comprometimento com transparência, eficiência e participação democrática. São entidades que trabalham exclusivamente em favor da manutenção de seu poder. Não podemos aceitar estruturas fechadas, autoritárias e sem nenhuma legitimidade à frente do Esporte Brasileiro no século XXI.

A despeito da estranha tranquilidade dos responsáveis, a vergonhosa derrota da seleção brasileira na Copa do Mundo é sim o resultado de anos de negligência com esse esporte. Deixando aqui registrado que, apesar do grande alvoroço diante da derrota histórica, até o presente momento nenhum responsável se incomodou ao ponto de apresentar uma solução, considerando o episódio uma mera fatalidade.

É preciso que o Estado assuma o seu papel no desenvolvimento do esporte.

Por isso que nós do Bom Senso Futebol Clube, movimento que reúne mais de mil atletas profissionais em luta por um futebol melhor e que já conta com o apoio de inúmeros setores da sociedade, pedimos, através desta carta aberta, o compromisso explícito dos senhores, atuais candidatos à Presidência da República, com as bandeiras de reforma e democratização das entidades que administram o futebol brasileiro.

Ficamos no aguardo de vossos posicionamentos, na convicção de que este apoio ao futebol e ao esporte brasileiro significa também a esperança para a democracia em toda a nossa sociedade.

Bom Senso Futebol Clube

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Por que o silêncio sobre mais uma morte de torcedor
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Juca Kfouri

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Compreensivelmente, sou cobrado por não ter me manifestado sobre a morte do palmeirense Leonardo da Mata Santos, enterrado hoje.

Ele, segundo a polícia, foi atropelado pelo santista André Maceno Apocalipse.

Na via Anchieta, não no Pacaembu!

Sim, meu silêncio tem a ver com o cansaço, com o dar murro em ponta de faca, sobre uma questão que vem dos anos 80 e tornou-se dramática, no Brasil, nos anos 90, no tristemente célebre episódio que cercou a decisão da Supercopa São Paulo de futebol júnior, este sim, no Pacaembu.

De lá para cá, sucederam-se casos que envolveram torcedores uniformizados de quase todas, se não de todas, torcidas do país, de norte a sul, de leste a oeste.

Sem que nada de prático, de eficaz, fosse feito no Brasil.

O trágico desfecho do último domingo é apenas mais um, com a simbólica diferença dos nomes do torcedor morto e do suspeito pela morte.

Um se chama Mata Santos, o outro Apocalipse.