Blog do Juca Kfouri

Gol dos atletas do Brasil
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Juca Kfouri

O Ministério do Esporte publicou hoje no Diário Oficial, a Portaria 224 que estabelece como será fiscalizado o cumprimento do artigo 18-A da Lei Pelé, incluído no ano passado depois de uma mobilização dos atletas.

O artigo dispõe sobre regras para as entidades esportivas receberem recursos da administração pública federal, direta ou indireta, como limite de mandato, transparência de documento, contratos e contas, participação de atletas na eleição dos dirigentes, entre outras regras de gestão e transparência.

Os detalhes da portaria devem ser ainda analisados e detalhados, mas traz uma novidade.

Há agora um procedimento administrativo para fiscalização dos projetos que pleitearem transferência de recursos pela lei de incentivo do esporte ou receberem recursos do orçamento do Ministério do Esporte.

Ou seja, também as empresas privadas só poderão aplicar recursos via lei de incentivo em entidades que estiverem de acordo com o 18-A da Lei de Pelé, já que se trata de renúncia fiscal.

Lentamente, o mundo gira na direção certa.


Marin perde mais uma vez
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Juca Kfouri

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Em sentença do juiz JOSÉ ZOÉGA COELHO, cujas conclusões estão reproduzidas abaixo, este blogueiro foi inocentado pela Justiça por ter publicado a notícia sobre a conta de eletricidade do presidente da CBF paga por seu vizinho, o empresário Paulo Cunha.

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Mano Menezes, o editor enferrujado
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Juca Kfouri

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Mano Menezes, que não está conseguindo se fazer entender no Corinthians como aconteceu no Flamengo e na Seleção Brasileira, parece decidido a investir na carreira de crítico de imprensa ou, talvez, na de editor de jornalismo.

Depois de mais um fiasco na Arena Corinthians, onde o time tem perdido pontos quase exclusivamente para equipes nas imediações ou na ZR, eis que saiu-se com essa ontem, na sua desenxabida entrevista coletiva:

“Acho engraçado as coisas que circulam por aí. Nós vamos a Coritiba, empatamos (se refere ao 0 a 0 do primeiro turno), e ainda com um homem a menos (expulsão de Fagner), e no dia seguinte é tumulto. Outros vão lá e tomam de três e está tudo normal. Que avaliação é essa?”, indagou Mano.

“Uns são mais simpáticos, outros mais antipáticos. Uns são fontes de blogueiros e outros não, é isso? Para que tanta discrepâncias em avaliação de resultados? Isso eu não aceito”, complementou.

Mano sabe quem são as fontes dos blogueiros, veja só que sabidão.

No que diz respeito a este blogueiro, fica aqui uma notícia exclusiva para ele: deve fazer mais de ano que sequer converso com Muricy Ramalho, aparentemente o alvo de seu veneno.

Quanto ao jogador Ferrugem, o blogueiro dá a mão palmatória: entre ele e Fagner não há diferença significativa.

Nenhum dos dois dois pode jogar na lateral-direita do Corinthians.

A diferença está em que Fagner não dá certo desde que apareceu no clube e Ferrugem, por ser volante de origem, talvez ainda possa dar em sua real posição.


Aranha pára o Grêmio
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Juca Kfouri

O Grêmio poderia ter entrado no G4 na vaga do Corinthians.

Poderia.

Mas ficou no 0 a 0 com o Santos na sua arena e, nas chances que criou, parou nas mãos negras do vaiado Aranha.

Este mundo é mesmo estranho.

Vaia-se a vítima em vez dos bandidos.

Que Aranha siga tecendo sua digna teia.

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A 22a. rodada teve aumento do número de gols apesar de dois 0 a 0 e diminuição no comparecimento dos torcedores: foram 28 os gols, quase três por jogo, e apenas 15.500 a média de público.

Só uma catástrofe tira o título do Cruzeiro.

Seis times lutam por três vagas na Libertadores e oito brigam, neste momento, para fugir dos quatro que serão rebaixados.


Ai, Corinthians, que horror!
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Juca Kfouri

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Malcon, menino que veio da base corintiana, com nove minutos de jogo abriu o placar para o Corinthians contra a Chapecoense, em belo gol ao finalizar entre as pernas do zagueiro.

Parecia o fim da escassez de gols alvinegros, mas só Malcon e Guerrero buscavam mais.

Além disso, só aconteceu um pênalti claro não marcado pelo assoprador em Guerrero.

De resto, o primeiro tempo foi isso, o resto.

Para castigo de quem se recusa a, ao menos, tentar jogar bem, logo aos 4 minutos, Ferrugem fez um gol contra que beirou o ridículo.

Com mais posse de bola que o anfitrião Corinthians, a Chapecoense seguiu em busca da virada.

Luciano e Jadson, mais letárgicos que Lexotan, saíram para as entradas de Romero e Lodeiro.

O zagueiro Felipe se machucou, Bruno Henrique entrou no meio de campo e Ralf foi para a zaga.

A coisa estava feia e o Corinthians, diante de mais de 25 mil torcedores, jogava fora o terceiro lugar, com uma apresentação, mais uma vez, abaixo da crítica.

A verdade é que o Corinthians tem hoje apenas quatro jogadores à altura de sua tradição: Cássio, Gil, Elias (que não está nada bem) e Guerrero.

Porque até Renato Augusto é pisca-pisca.

Aos 35, o veterano Fábio Santos salvou o segundo gol catarinense, com auxílio de Cássio. Um horror.

Mano Menezes gesticulava mandando o time para frente, mas parecia inútil, porque o Corinthians não tem uma jogada, nem na bola parada acontece alguma coisa de útil.

Guerrero teve uma chance, neutralizada pelo goleiro Danilo e Lodeiro, um blefe uruguaio, errava um passe atrás do outro.

Jorginho, técnico da Chapecoense, punha seu time em busca da vitória e conseguia sufocar os desesperados donos da casa.

A Arena Corinthians vaiou ao fim do jogo. Com toda razão.

Ai, Corinthians! Dez empates em 22 jogos…

Sim, novamente o assoprador prejudicou o Corinthians, mas, francamente, com o que o clube gasta em seu elenco não dá para aceitar essa desculpa.

Deste jeito, no domingo, no Majestoso, leva um sacode.

Já tem corintiano querendo a volta para o Pacaembu…

E se o Grêmio ganhar do Santos, tira o alvinegro do G4.


Projeto protege jogadores de futebol em formação
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Juca Kfouri

Um projeto de lei apresentado pelo líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), pretende alterar a legislação geral sobre desporto com o objetivo de dar mais segurança aos atletas de futebol em início de carreira, regulamentar a realização das chamadas peneiras e aumentar o controle e a transparência da atividade desempenhada pelos olheiros.

O projeto será analisado pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado, onde está aberto o prazo de recebimento de emendas.

Pelo texto, os únicos representantes legais dos atletas em formação menores de 18 anos serão os pais dos jovens, admitindo-se outro representante legal apenas no caso do atleta ter capacidade de praticar todos os atos da vida civil.

Os olheiros não terão mais direito contratual preferencial sobre o jogador e todos os vínculos contratuais estabelecidos entre eles e o menor de idade serão considerados nulos.

“A proposição tem o intuito de dar maior transparência a uma atividade profissional de prática corrente no Brasil, mas que, por não ter regras definidas, é alvo de pessoas desonestas, os chamados olheiros ou recrutadores, cujo nome oficial é observador de atletas em formação”, avalia Humberto.

O senador chama a atenção para um estudo divulgado pelo Unicef em abril deste ano, que mostra que os ambientes destinados à prática esportiva nem sempre se constituem em espaços seguros, onde os direitos da infância e da adolescência são respeitados.

Segundo a pesquisa, realizada na Bahia, meninos e meninas que frequentam centros de formação de atletas para o futebol, como clubes e escolinhas privadas de futebol, são expostos a riscos como profissionalização precoce, exploração e abuso sexual e afastamento do ensino regular. A pesquisa classificou a situação no país como preocupante e cobrou melhorias na legislação brasileira.

Para dar mais garantias aos atletas em formação, o projeto assegura que as peneiras, atividades-teste de recrutamento, sejam feitas de forma regrada e por pessoas devidamente cadastradas.

Além disso, exige a presença do representante legal do atleta e de pelo menos um médico no local do teste e que o responsável pelo evento forneça água e comida para as jovens em caso de duração de quatro horas ou mais.

O projeto estabelece ainda que a atividade de observador será exclusiva de pessoa física cadastrada na entidade nacional de administração do desporto, no caso a CBF.

De acordo com o texto, o olheiro terá que auxiliar entidades de prática desportiva profissional ou formadora de atleta a recrutar atletas em formação com idade a partir de 14 anos e promover, por recursos próprios ou das instituições, as atividades-teste de recrutamento. As peneiras terão de ser comunicadas no prazo mínimo de 30 dias de antecedência à entidade regional esportiva.

Os olheiros ainda serão obrigados a assegurar que a inscrição do atleta menor de 18 anos seja autorizada por meio de documento escrito, assinado e com firma reconhecida dos representantes legais definidos, e a exigir a apresentação de atestado médico de capacidade física do atleta inscrito na peneira.

Os profissionais não poderão cobrar taxas ou outros pagamentos, a qualquer título, de atletas em formação ou de seus representantes legais.

Quem descumprir as normas estará sujeito às penalidades previstas na Lei que institui normais gerais sobre desporto.

Entre as sanções, estão advertência, multa, suspensão e até desfiliação ou desvinculação.

As entidades nacionais e regionais de administração de desporto e de prática desportiva terão 180 dias, a partir da entrada em vigor da lei, para se adequar às determinações.