Blog do Juca Kfouri

Los animales vuelven a atacar
Comentários 98

Juca Kfouri

Ia começar o quarto tempo do “Superclássico”, entre Boca Juniors e River Plate, na Bombonera.

A exemplo dos 90 minutos iniciais no Monumental de Nuñes, quando o River vencera por 1 a 0, o jogo era mais violento que jogado.

Mas na volta para os 45 minutos finais, com 0 a 0 no placar, torcedores do Boca jogaram gás de pimenta no jogadores do River.

Verdadeiros animales.

Que, como sabemos, há por aqui como lá.

O episódio, jamais desvendado, do gás jogado no vestiário do São Paulo em jogo no Parque Antarctica, em 2008, se parece com o da Bombonera.

O pior é que pode virar moda porque maus exemplos frutificam, apodrecidos mas frutificam, como se sabe.

Difícil imaginar que o Boca Juniors, queridinho da Conmebol, se livre de grave punição mais uma vez.

Mas lembremos que outros animais, disse animais, não animales, em Oruro, até mataram um garoto de 14 anos com um sinalizador.

Esta é a Libertadores.

Feita à imagem e semelhança dos nossos cartolas, dos que falam português e espanhol na América do Sul.

A copa da impunidade.

Cartolas e vândalos impunes estão matando o futebol deste lado do mundo, enquanto na Europa só floresce.

O “Superclássico da Pimenta” entra para a história como tragédia.

O jogo, depois de mais de uma hora de hesitação das autoridades, preocupadas com a reação de 50 míl pessoas na Bombonera, entre elas sabe-se lá quantos animales, foi suspenso.

Não havia mesmo o que fazer.

O River deve ser o próximo adversário do Cruzeiro.

Comentário para o Jornal da CBN desta sexta-feira, 15 de maio de 2015, que você ouve aqui.


Quantos parlamentares a CBF contratará para barrar a MP do Futebol?
Comentários 16

Juca Kfouri

POR BOM SENSO FC
    

Marcelo Aro (PHS-MG), Vicente Cândido (PT-SP), qual será o próximo?


Semana passada, o Bom Senso F.C. procotolou pedido de afastamento do deputado federal Marcelo Aro (PHS-MG) da Comissão Mista da Medida Provisória 671, tendo em vista sua nomeação como diretor de Ética e Transparência da Confederação Brasileira de Futebol. 

Pelo mesmo motivo, o Bom Senso F.C. protocolou ontem (13/05) pedido de afastamento do deputado Vicente Cândido (PT-SP) da Comissão devido a sua nomeação como diretor de Assuntos Internacionais da CBF. 

O senador Petecão (PSD-AC), presidente da Comissão, também foi notificado oficialmente para que tome as providências necessárias diante da negativa dos requeridos de afastaram-se voluntariamente.

O Bom Senso F.C. compreende que há flagrante conflito de interesses e o gesto de nomeá-los diretores da entidade em meio à tramitação da MP do Futebol, em que a CBF faz sistemática e agressiva oposição, atenta contra parâmetros éticos elementares para a adequada apreciação da MP do Futebol.


Vasco segue na Caixa também
Comentários 16

Juca Kfouri

O que dirão os cruzmaltinos que fingiam não entender que a Caixa Econômica Federal, embora um banco público, precisa usar as mesmas ferramentas publicitárias dos bancos privados? 

Aqueles que criticavam o fato de a CEF patrocinar o Flamengo?

Pois eis que na semana que vem, além de renovar com o clube rubro-negro, e assinar com Figueirense e Chapecoense, a Caixa renovará também o contrato com o Vasco.

Todos os contratos vão até dezembro, com o Corinthians, já renovado, inclusive.

O que permite que os clubes se planejem e estabeleçam metas porque se ao cabo da temporada estiverem bem na fita para o ano seguinte, qualificados para torneios que dêem visibilidade, a renovação fica mais fácil.

Em tempo: é bonita a nova campanha da CEF com Jorge Ben Jor cantando a paz nos estádios.


Sobre a APO e o legado social e esportivo
Comentários 14

Juca Kfouri


  

POR ANA MOSER

Há algumas semanas fui convidada pelo governo, através do Ministro da SECOM, para assumir a direção da APO com o foco no desenvolvimento de uma proposta de Legado Social e Esportivo para a Olimpíada. Num primeiro momento o convite mobilizou atletas e outrasinstituições que atuam com esporte em torno da possibilidade de concretizar os diferentes movimentos de governos e sociedade em curso atualmente, usar efetivamente a oportunidade da Olimpíada para construir o que ficará para depois dos Jogos. Ter a prioridade desta plataforma num dos órgãos centrais do momento político/esportivo. 

 

Por outro lado gerou uma polêmica em torno de um e-mail que enviei em 2009 para, supostamente, os delegados do COI que votariam na próxima sede olímpica, pedindo para que não votassem no Rio e que me colocou como uma “inimiga do movimento olímpico”. Escrevi o e-mail como simples cidadã, para expressar minha visãoacreditava que era preciso primeiro construir uma nação esportiva para depois receber o maior evento esportivo do mundo. Entendia queao assumir a responsabilidade de organizar uma Olimpíada sem que tivéssemos uma ampla base de praticantes, o esporte para as pessoas comuns seria colocado num segundo plano e que a concentração de recursos e poder em torno do esporte de elite seria muito maior. 

 

Esta polêmica criou um clima político adverso que fez com que o meu convite inicial para a APO não se concretizasse. 

 

Com a eleição do Rio o meu lado continuou o mesmo de sempre: o esporte e o Brasil. O que mantenho até hoje, especialmente à frente do Instituto Esporte & Educação e junto com os Atletas pelo Brasil e parceiros. 

 

Somos propositivos, elaboramos e aplicamos propostas conceituais e metodológicas envolvendo entes públicos e privados, apresentamos metas, sensibilizamos e mobilizamos muitos no debate do esporte e seu desenvolvimento. E sempre reivindicamos responsabilidade dos governantes e participação da sociedade. Qual LEGADO social e esportivo que este período de grande investimento no esporte espetáculo deixará para os brasileiros

 

Muito aconteceu desde 2009que em parte confirma o que pensava, mas por outro lado abriu oportunidades de interação entre os mais diferentes setores econômicos, sociais e políticos em torno do esporte. Este movimento maciço tem provocado urgências nas demandas por infraestrutura e maior debate na sociedade que gera leis, programas, canaliza recursos e traz qualificação. Avanços que talvez não fossem tão amplos na sua mobilização sem os Grandes Eventos.

 

Apesar destes avanços, na prática os impactos são notórios mais nas arenas esportivas, na preparação das equipes olímpicas e da competição em si, do que na ampliação do número de praticantes, na garantia do direito de todos, na estruturação prioritária de políticas que tenham escala por todo o Brasil. Acredito que a Olimpíada será um grande evento. Porém, a pouco mais de um ano para fechar este ciclo esportivo, não temos os planos estratégicos para efetivar este legado. Há muito ainda para se fazer nesta área.

 

Desejo um bom trabalho para todos os envolvidos, agradeço a confiança daqueles que me apoiaram e continuo com o trabalho que faço há 15 anos, e que está à disposição para juntar forças com todos os movimentos pelo esporte. 

 


Mineiros e gaúchos seguem na Libertadores. Paulistas fora!
Comentários 63

Juca Kfouri

O bicampeão brasileiro, e duas vezes campeão da Libertadores, Cruzeiro, segue na Libertadores por Minas Gerais.

O pentacampeão gaúcho, e também duas vezes campeão da Libertadores, segue na Libertadores pelo Rio Grande do Sul.

Os cariocas já estavam fora, desde o começo.

Os paulistas caíram fora ontem, com as eliminações de São Paulo e Corinthians.

O Tricolor, com a agonia dos pênaltis, depois de perder do Cruzeiro, que lhe foi superior no Mineirão, por 1 a 0 no tempo normal.

O Alvinegro, com vexame, derrotado mais uma vez pelo modesto Guaraní do Paraguai.

Eliminado também foi o Galo, num outro jogaço com o Inter, que venceu por 3 a 1 porque foi mais eficaz, mas o placar não espelha o jogo, equilibradíssimo.

O Cruzeiro espera o clássico argentino de hoje, na Bombonera, entre Boca Juniors e River Plate, para saber a dureza que enfrentará.

Já o Inter terá pela frente o Independiente Santa Fé da Colômbia.

Só um ídolo dos cinco times brasileiros que jogaram ontem fracassou: o peruano Guerrero, do Corinthians.

Porque os goleiros brasileiros de Cruzeiro e São Paulo, Fábio e Rogério Ceni, brilharam, e os argentinos de Inter e    Galo, D’Alessandro e Pratto também.

Galo, São Paulo e Corinthians que se divirtam com a Copa do Brasil e com o Brasileirão.

Porque o Inter e o Cruzeiro têm ainda mais o que fazer.


Comentário para o Jornal da CBN desta quinta-feira, 14 de maio de 2015, que você ouve aqui.


Bom dia, palestrinos!
Comentários 31

Juca Kfouri

  
Onde estão mais felizes os torcedores dos Palestras?

Em Minas ou em São Paulo?

Os de Minas com a classificação do Cruzeiro e com a eliminação do Galo ou os de São Paulo, com as quedas de São Paulo e Corinthians?

Você poderá dizer que são os mineiros, porque estão na Libertadores, e os palestrinos paulistas não.

Mas poderá falar, também, que os palestrinos mineiros comemoram a eliminação de apenas um rival, enquanto os paulistas festejam as eliminações de dois.

  
 


Inter cumpre! Corinthians fracassa e Galo cai em pé
Comentários 135

Juca Kfouri

  
O futebol é um jogo apaixonante, como sabemos.

É repleto de paradoxos.

Na Arena Corinthians, o Alvinegro amassou o Guaraní durante 45 minutos e, no desespero, não fez os gols de que precisava. Nenhum.

Jadson teve chance, Elias se atrasou meio segundo, Guerrero chutou forte, mas em cima do goleiro.

Já no Beira-Rio, num primeiro tempo equilibrado, com o Galo partindo para cima do Inter, o Colorado fez 2 a 0 que nem precisava.

Com dois golaços!

Um no meio da etapa inicial, com o endiabrado  Valdívia, o verdadeiro, por cobertura, estancando São Victor no chão.

Outro de D’Alessandro, do bico direito da área, no ângulo esquerdo do goleiro, indefensável.

Tanto o Corinthians como o Galo precisavam de dois gols para levar aos pênaltis nos segundos tempos.

O Timão voltou com Danilo e Mendoza nos lugares de Felipe e Malcon, experiência para controlar os nervos.

Ralf foi para a quarta zaga.

Mas você se lembra do grande zagueiro paraguaio Gamarra?

Pois é. O Guaraní parecia ter 10 Gamarras e um goleiro.

E, aos 7, minutos, com o jogo parado, Fábio Santos fez mais uma bobagem indesculpável e foi expulso de campo. 

Fim de feira.

O time entrou em parafuso.

Sabe como é?

O gol não saía, o salário também não, não há quem aguente.

Mesmo com um a mais os paraguaios não se aventuravam porque estava mais que bom, estava ótimo.

Os corintianos mais reclamavam que jogavam.

Jadson deixou o pé num adversário e também foi expulso. 

O Corinthians estava frito, enfarinhado é eliminado da Libertadores.

Um vexame, convenhamos, agravado, no fim, pelo gol paraguaio, para a perplexidade de 40 mil torcedores.

No sul, o Galo voltou com Giovanni Augusto e Maicossuel nos lugares de Thiago Ribeiro e Leandro Donizete.

O Inter já tinha trocado Sasha, machucado, por Jorge Henriique.

Corajoso, aos 15, o Galo se mandou e Maicossuel achou Pratto na área e o gringo diminuiu.

O Inter que controlava o jogo, começou a ser pressionado.

Tanto que, aos 17, Luan chutou o empate na trave. Impressionante!

Nico Freitas entrou no lugar de Jorge Henrique, que saiu de campo chutando o balde.

Jô substituiu Douglas Santos aos 26.

Até os gandulas jogavam no Beira-Rio, o que ainda acontece no Brasil.

Mas aos 35, quando até pênalti não marcado sobre Jô havia acontecido, Dátolo atrasou uma bola para Lisandro Lopez fazer 3 a 1 e liquidar a fatura.

Com 43 mil torcedores, ao fim do clássico, apagaram-se as luzes do estádio e o Beira-Rio viveu uma linda festa.

Inter e Guaraní seguem na taça.

Que dois brasileiros cairiam já se sabia.

Mas três?!

Ai, Corinthians…

  

 


Cruzeiro!!!!! Na agonia!!!!!
Comentários 54

Juca Kfouri

  
Curioso o primeiro tempo sem gols entre Cruzeiro e São Paulo, mais nervoso e corrido que bem jogado, porque ao time mineiro faltam Evérton Ribeiro e Ricardo Goulart e o paulista queria mais fazer o tempo passar.

Foi uma primeira metade de muitos “quases” e alguns” por um triz”, mas sem nenhuma defesa importante nem de Rogério Ceni, que trabalhou mais, nem de Fábio, que quase não trabalhou.

A pontaria mineira resolveu faltar ao Mineirão. 

O time chutava, mas raramente dentro do gol e quando acertava era com chutes tão fracos que Ceni acenava agradecido.

Sobrou tensão, faltou futebol, o chamado jogo de Libertadores, sob uma arbitragem uruguaia que não teve peito para dar um segundo cartão amarelo para o lateral tricolor Reinaldo.

O segundo tempo prometia descambar.

Não descambou.

E seguiu no mesmo ritmo.

Só o Cruzeiro buscava o jogo e só Michel Bastos honrava a camisa são-paulina, além de Rogério.

Aí, aos 9, o inevitável aconteceu: depois de errar muito, Willian deu um passe precioso para Mayke, o lateral foi ao fundo e cruzou para Leandro Damião, quase passando da bola, cutucar para o gol: 1 a 0!

Era justo e, talvez, acordasse Ganso, Pato e cia.

Mas, aos 15, Ceni precisou fazer defesa difícil, em chute de Marquinhos.

Aos 20, Luís Fabiano entrou no lugar de Alexandre Pato. 

Sangue era preciso e, embora descabeçado, sangue o Fabuloso tem.

Centurión também foi para o lugar de Wesley, aos 26, porque Fábio apenas via o jogo, sem ser incomodado.

Então Bruno fez uma jogadaça e por pouco o Fabuloso não empatou. Enfim!

O jogo pegou no breu e ficou frenético.

Michel Bastos saiu e Hudson entrou. 

Willian deu lugar para Gabriel Xavier.

Mayke não suportou e Willian Farias entrou.

Aos 40, em contra-ataque, De Arrascaeta começou e terminou a pontada, mas perdeu o gol.

A decisão na marca do pênalti era iminente, embora houvesse três minutos de acréscimos.

Duas vezes, contra o Danubio e contra o próprio Cruzeiro, o Tricolor marcara no fim.

Seria um castigo para o Cruzeiro, que merecia liquidar a decisão no tempo normal.

Um gol, para qualquer lado, definiria o embate.

O gol não saiu e a agonia dos tiros da marca da cal começou.

Tudo bem pesado, considerados os 180 minutos dos dois jogos, estava certo.

Os paulistas haviam sido tão superiores nos primeiros 90 como foram inferiores no segundo.

Imagine o drama de Rogério Ceni: era pegar, como tantas vezes,  ou largar, para sempre.

Ele bateu o primeiro e fez. Seria uma maldade imperdoável se fosse diferente.

Leandro Damião bateu, Ceni desviou e a bola foi à trave.

Ganso fez 2 a 0.

Marquinhos diminuiu: 1 a 2.

Souza mandou em Betim, nas imediaçoes de Belo Horizonte.

De Arrascaeta empatou!

Luís Fabiano bateu mal e Fábio defendeu bem.

Henrique fez 3 a 2 para o Cruzeiro.

Centurión empatou!

Manoel teve a decisão nos pés e desperdiçou. Rogério pegou!

Lucão bateu no meio de gol e Fábio fez sua segunda defesa.

Gabriel Xavier pôs o Cruzeiro nas quartas de final!

Quase 38 mil torcedores festejaram no Mineirão.