Blog do Juca Kfouri http://blogdojuca.uol.com.br Juca Kfouri é formado em Ciências Sociais pela USP. Desde 2005, é colunista da Folha de S.Paulo e do UOL. Sun, 20 Apr 2014 11:10:39 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=3.6.1 Piva lança seu livro http://blogdojuca.uol.com.br/2014/04/piva-lanca-seu-livro/ http://blogdojuca.uol.com.br/2014/04/piva-lanca-seu-livro/#comments Sun, 20 Apr 2014 04:21:00 +0000 Juca Kfouri https://blogdojuca.uol.com.br/?p=58864 20140420-011700.jpg

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Você que curte os textos dele, a maioria publicadas neste blog, agora poderá tê-los reunido num volume só, no livro que será lançado no sábado que vem, com direito a autógrafo e dedicatória do autor.

Eu, se fosse você, punha na agenda desde já.

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Flu fácil, Inter nem tanto http://blogdojuca.uol.com.br/2014/04/flu-facil-inter-nem-tanto/ http://blogdojuca.uol.com.br/2014/04/flu-facil-inter-nem-tanto/#comments Sat, 19 Apr 2014 21:51:44 +0000 Juca Kfouri https://blogdojuca.uol.com.br/?p=58850 20140419-211811.jpg

A bola correu primeiro no tapete do Maracanã no Brasileirão-2014, para Fluminense x Figueirense.

Resta saber como acabará, diante da insegurança jurídica que o contamina já na primeira rodada.

Três minutos depois, com atraso, começou no gramado do Beira-Rio, Inter x Vitória.

Tinha mais gente no Rio, 31.173mil pagantes, mais de 35 mil pagantes, do que em Porto Alegre, 24.692 presentes, 21.983 pagantes.

Mas o primeiro gol, logo aos 5 minutos de jogo, aconteceu em plagas gaúchas, gol chileno, do volante Charles Aránguiz, para os colorados.

D’Alessandro enfiou uma bola preciosa para o andino marcar por cima do goleiro baiano, em belo gol.

O segundo, de Rafael Sóbis, aos 31, no entanto, foi mais que isso, foi um golaço, fruto de um passe de Conca para Fred dar de peito e Sóbis, de fora da área, enfiar um tirambaço indefensável.

Os corintianos que queriam Sóbis chuparam o dedo invejosos.

Um minuto antes de acabar o primeiro tempo, de pênalti sobre Vagner cobrado por Fred, o Flu, que nem jogava tão bem, fez 2 a 0 sobre o campeão catarinense que jogava mal.

No sul, o Inter não enfrentava o menor problema para manter sua vantagem.

O Flu começou o segundo disposto a liquidar o jogo e não demorou a alcançar o que pretendia, numa jogada de Sóbis na linha de fundo que resultou em gol contra do dominado time de Floripa.

Em compensação, o Inter começou a dar sopa para o azar e permitia ao Vitória ameaçá-lo em contra-ataques que não cabia permitir.

O Flu ganhou fácil, 3 a 0, como candidato.

O Inter nem tanto, 1 a 0, para quem promete o sonhado tetra.

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Uma lágrima para Luciano do Valle (1947-2014) http://blogdojuca.uol.com.br/2014/04/uma-lagrima-para-luciano-do-valle-1947-2014/ http://blogdojuca.uol.com.br/2014/04/uma-lagrima-para-luciano-do-valle-1947-2014/#comments Sat, 19 Apr 2014 20:06:02 +0000 Juca Kfouri https://blogdojuca.uol.com.br/?p=58846 20140419-170500.jpg

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O melhor jogador do mundo é mesmo o melhor jogador do mundo? http://blogdojuca.uol.com.br/2014/04/o-melhor-jogador-do-mundo-e-mesmo-o-melhor-jogador-do-mundo/ http://blogdojuca.uol.com.br/2014/04/o-melhor-jogador-do-mundo-e-mesmo-o-melhor-jogador-do-mundo/#comments Sat, 19 Apr 2014 18:50:24 +0000 Juca Kfouri https://blogdojuca.uol.com.br/?p=58831 POR CLAUDIO WEBER ABRAMO*

1. Entre 1991 e 2013, a distribuição dos “melhores jogadores do mundo” por clubes foi a seguinte (desconsidero situações em que o sujeito jogou por dois diferentes clubes no mesmo ano — coisa que acontece porque o “melhor do mundo” é anual, mas os campeonatos europeus viram o ano):

Barcelona – 10 vezes
Real Madrid – 5 vezes

Seguem-se os italianos Milan, Juve e Internazionale, todos com três, a última vez em 2007 (Kaká)

Há, portanto, uma forte concentração nos dois principais clubes espanhóis.

Essa concentração se repete tanto nos segundos lugares quanto nos terceiros lugares entre os “melhores”:

Segundo lugar:

Barcelona – 8 vezes
Real Madrid – 6 vezes

Terceiro lugar:

Barcelona – 7 vezes
Real Madrid – 3 vezes

2. Ora, o campeonato espanhol é caracterizado pela imensa desigualdade financeira entre os clubes: Real Madrid e Barcelona ficam com a parte do leão da arrecadação de direitos de imagem e de patrocínios. Trata-se (fora acidentes de percurso, como na presente temporada) de um campeonato de dois clubes.

3. A Série A italiana, cujos principais clubes aparecem abaixo de Barça e Madrid na distribuição dos “melhores”, também é concentrada financeiramente — embora nos últimos anos todos tenham basicamente passado pela bancarrota, com exceção da Juve.

4. É interessante observar que clubes das ligas europeias menos desiguais (a inglesa e a alemã) aparecem uma única vez na lista de “melhores”, com o Manchester United em 2008 (C. Ronaldo). O United teve três vezes o segundo colocado e uma vez o terceiro; o Bayern teve um segundo e dois terceiros.

5. Isso significa que, em quase toda a temporada, Barça e Real Madrid jogam contra adversários de baixa qualidade comparativa. Deve ser relativamente fácil a Cristiano Ronaldo, Messi, Ronaldinho Gaúcho, Figo, Ronaldo, Rivaldo etc. fazerem gols e jogadas espetaculares ao jogarem contra times que são, basicamente, timecos.

6. Em contraste, um sujeito que jogue no campeonato inglês não terá nem de longe a mesma facilidade. Wayne Rooney, Luis Suarez, Yayá Touré etc. têm de gramar toda semana. Mesmo no campeonato alemão, mais concentrado em termos de resultados, a vida de Robben (por exemplo) deve ser muito mais dura.

A liga dos campeões é um torneio em duas fases (a de grupos inclui muitos times medíocres) e não um campeonato, o que reduz o papel da consistência dos times (e portanto dos carinhas).

Enfim, não estou dizendo que os vencedores sejam pernas-de-pau, mas que a desigualdade de condições em que se dá a maior parte da atividade dos jogadores (os campeonatos nacionais) pode ser determinante.

Moral da história: esse negócio de “melhor jogador do mundo” não guarda relação objetiva com as dificuldades relativas dos campeonatos nacionais.

Cheira a macete publicitário, como tudo nesse futebol de cuecas.

*Claudio Weber Abramo é Diretor executivo da Transparência Brasil.

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Filhos da Pista http://blogdojuca.uol.com.br/2014/04/filhos-da-pista/ http://blogdojuca.uol.com.br/2014/04/filhos-da-pista/#comments Sat, 19 Apr 2014 16:31:31 +0000 Juca Kfouri https://blogdojuca.uol.com.br/?p=58827 20140419-141210.jpg

Dois amigos, desses unha e carne, resolveram, em 1970, pegar o Fusquinha 1962 de um deles e ir ver o Brasil jogar na Copa do México, em Guadalajara, uma viagem de 15 mil quilômetros, por 21 dias.

Resolveram e foram.

E se deram muito bem, tratados como heróis ao chegarem em território azteca, a ponto de nem precisar botar a mão no bolso tamanha a hospitalidade que encontraram.

De quebra, ficaram amigos dos jogadores brasileiros que ganharam o tricampeonato.

Pois eis que a história de Ivan Charoux e Fael Sawaya será contada e recontada agora num documentário coproduzido por mexicanos e por brasileiros que começou a ser filmado em São Paulo com o depoimento de Roberto Rivellino.

Mais: Ivan e Fael, que continuam inseparáveis, refarão a aventura num Fusca 1968, agora acompanhados por uma equipe de filmagem, com o que o material filmado 44 anos atrás, devidamente recuperado e digitalizado, ganhará novas imagens.

O documentário — Filhos da Pista ((Hijos de la Ruta) — é dirigido por León Serment, um dos mais respeitados documentaristas mexicanos e deverá estar pronto ainda em 2014.

Mais detalhes AQUI.

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O Fusquinha da primeira viagem.

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O da nova aventura

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O Brasileirão sob insegurança jurídica http://blogdojuca.uol.com.br/2014/04/o-brasileirao-sob-inseguranca-juridica/ http://blogdojuca.uol.com.br/2014/04/o-brasileirao-sob-inseguranca-juridica/#comments Sat, 19 Apr 2014 02:11:48 +0000 Juca Kfouri https://blogdojuca.uol.com.br/?p=58816 20140418-232410.jpg

A menos que a CBF consiga cassar a liminar que tirou a Portuguesa de campo em Joinville, o Brasileirão de 2014 corre o sério risco de, a qualquer hora, ser posto sob insegurança jurídica por quem queira acionar o Estatuto do Torcedor que, em seu artigo 10, parágrafo quarto, é claro:

Art. 10. É direito do torcedor que a participação das entidades de prática desportiva em competições organizadas pelas entidades de que trata o art. 5o seja exclusivamente em virtude de critério técnico previamente definido. (…)

§ 4o Serão desconsideradas as partidas disputadas pela entidade de prática desportiva que não tenham atendido ao critério técnico previamente definido, inclusive para efeito de pontuação na competição.

Ora, por enquanto, liminar em vigor, a Portuguesa tem o direito de estar na Série A e o Flamengo, que joga em Brasília, no domingo, contra o Goiás, não.

Imagine que o Flamengo venha a ganhar a questão que levou à Corte Internacional do Esporte (CAS).

O Fluminense, então, que joga neste sábado contra o Figueirense, é que não deveria estar na Série A.

Motivos mais que suficientes, tanto um quanto outro e ambos, para o Estatuto do Torcedor ser acionado e melar o Brasileirão-2014.

Quem passou desde dezembro desfazendo os efeitos que a Justiça comum poderia causar no destino do campeonato deve botar as barbas de molho.

Veja bem: por causa da liminar que o Icasa tinha, o Figueirense deixou de votar na eleição da CBF, exatamente para não haver risco de colocá-la sub judice.

Pelo mesmo motivo, já que a Lusa tinha uma liminar que a mantinha na Série A, e que tanto era de conhecimento da CBF que a entidade pediu reconsideração por parte da juíza, que a negou, o Flamengo também não deveria ter votado. Mas votou.

Isto é, também a eleição de Marco Polo Del Nero corre risco.

Por mais que agora, depois de ver negado seu pedido de reconsideração, desqualifique a juíza como ilegítima para decidir como decidiu.

Tudo isso graças à leviandade da CBF e do STJD que não acreditam que o país tenha leis.

Mas, mal ou bem, o Brasil as tem.

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Parabéns, CBF! Parabéns, STJD! http://blogdojuca.uol.com.br/2014/04/parabens-cbf-parabens-stjd/ http://blogdojuca.uol.com.br/2014/04/parabens-cbf-parabens-stjd/#comments Fri, 18 Apr 2014 23:24:07 +0000 Juca Kfouri https://blogdojuca.uol.com.br/?p=58814 Vocês conseguiram!

A Justiça tirou a Portuguesa de campo em Joinville.

A menos de dois meses da Copa do Mundo!

Somos ou não o país do futebol?

Enquanto isso, na Coreia do Sul…

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Dramático, mas exemplar http://blogdojuca.uol.com.br/2014/04/triste-mas-exemplar/ http://blogdojuca.uol.com.br/2014/04/triste-mas-exemplar/#comments Fri, 18 Apr 2014 22:06:03 +0000 Juca Kfouri https://blogdojuca.uol.com.br/?p=58810 20140418-190819.jpg

PELA REUTERS

MOKPO/JINDO, Coreia do Sul:

O vice-diretor da escola de segundo grau sul-coreana que acompanhou centenas de alunos no que se tornou uma viagem de balsa desastrosa cometeu suicídio, disse a polícia nesta sexta-feira, quando diminuíram as esperanças de encontrar com vida qualquer um dos 268 passageiros desaparecidos.

Kang Min-gyu, de 52 anos, não era visto desde quinta-feira. Ele parece ter se enforcado com seu cinto em uma árvore do lado de fora de um ginásio na cidade portuária de Jindo, onde parentes dos desaparecidos, a maioria alunos da escola, se reúnem.

A polícia informou que Kang não deixou um bilhete de suicida e que começou a procurá-lo depois que um colega professor avisou sobre seu sumiço. Ele foi resgatado da balsa depois que esta afundou na quarta-feira.

Dos 475 passageiros e tripulantes a bordo, 28 foram declarados oficialmente mortos antes do suicídio de Kang, e 179 foram resgatados. A grande maioria dos estudantes era da escola de segundo grau Danwon, nos arredores da capital Seul, e fazia um passeio a uma ilha vizinha.

Os mergulhadores lutam com marés fortes e águas turvas para chegar à embarcação afundada, mas a probabilidade de encontrar alguém vivo é pequena.

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O clássico do absurdo http://blogdojuca.uol.com.br/2014/04/o-classico-do-absurdo/ http://blogdojuca.uol.com.br/2014/04/o-classico-do-absurdo/#comments Fri, 18 Apr 2014 17:30:15 +0000 Juca Kfouri https://blogdojuca.uol.com.br/?p=58804 20140418-112906.jpg

POR RENATO MAURÍCIO PRADO, em “O Globo”

Ironia do destino, a tabela do Brasileiro acabou promovendo, amanhã, logo na primeira rodada do campeonato, o chamado “Clássico do STJD”, ou o “Jogo do Tapetão”, ou ainda o “Confronto dos dois pesos para uma medida”: Fluminense x Figueirense — que jamais poderiam se enfrentar este ano, se houvesse um mínimo de coerência ou senso de justiça na CBF e nos tribunais esportivos.

Como já é público e notório, o Flu escapou de mais uma degola graças à escalação de um jogador da Portuguesa, considerado pelo STJD em condição irregular. Curiosamente, na Série B, o mesmo aconteceu com um atleta do Figueirense que, entretanto, nada sofreu, pois os doutos juízes do mesmíssimo tribunal resolveram ignorar a questão. Coincidência ou não, no caso da Lusinha do Canindé, o beneficiado foi o poderoso Tricolor das Laranjeiras. Já na questão do Figueira, bem aí o beneficiado seria o modesto Icasa. E ainda insistem em dizer que a Justiça é cega… Só rindo!

Se houvesse nexo nas decisões, ou o Flu deveria encarar o Icasa neste primeiro jogo, ou o Figueirense enfrentar a Portuguesa. Aí, pelo menos, poderia se dizer que não houve um descarado jogo de interesses políticos para favorecer os mais fortes.

Em tempo: alegar que os casos da Portuguesa e do Figueirense são diferentes é usar de sofisma. À fria luz da lei (que foi o que norteou a condenação da Lusa), eles são idênticos, pois ambos escalaram jogadores irregulares.

E, pior, o resultado do jogo em que o Figueirense usou o jogador sem condições foi fundamental para a sua ascensão. O que não aconteceu com a Portuguesa, só rebaixada pela pena de três pontos perdidos, além do que conquistara no campo.

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A revolução de Cristóvão no Flu http://blogdojuca.uol.com.br/2014/04/a-revolucao-de-cristovao-no-flu/ http://blogdojuca.uol.com.br/2014/04/a-revolucao-de-cristovao-no-flu/#comments Fri, 18 Apr 2014 14:14:11 +0000 Juca Kfouri https://blogdojuca.uol.com.br/?p=58800 20140418-111655.jpg

Aleluia! Cristóvão Borges parece disposto a arejar o futebol brasileiro. Leia:

POR GIAN AMATO, “O Globo”

O baiano Cristóvão Borges é um homem mudado.

Entre o desafio do Brasileiro que começa sábado para o Fluminense, e a hora apropriada para um maior reconhecimento na carreira aos 54 anos, ele vê a necessidade urgente de pôr em prática ideias inovadoras, como o fim da concentração do jogadores, a profissionalização dos árbitros, o resgaste da escola ofensiva brasileira e a recuperação da posição de protagonista do futebol do mundial, perdida para os europeus.

Ao entrar nas Laranjeiras há duas semanas, Cristóvão lembrou do amigo Ricardo Gomes. Foi ele quem abriu as portas do clube, em sua primeira passagem como auxiliar, em 2004, e da carreira, em 2011, ao antecedê-lo no Vasco. Pouca coisa mudou, a não ser pelo fato de que, naquele ano, o Brasil ainda era o detentor do título mundial, conquistado dois anos antes.

Daquele dia em diante, ele passou a estudar mais o futebol e concluiu que o país só vai avançar se mudar totalmente os rumos dos times dentro e fora dos campos.

— Estamos atrasados em relação à Europa. Não disse estagnado, porque acho um exagero. Mas eles ultrapassaram a gente, porque sempre tiveram disciplina tática e desenvolveram a qualidade técnica e o improviso, que sempre foram as nossas peculiaridades. Precisamos nos organizar para avançar — disse Cristóvão.

Seguir os passos da Europa para voltar a ser brasileiro não seria o caminho, segundo Cristóvão. Apesar de achar que imitá-los não tornará os times do Brasil autênticos, o treinador pretende importar uma ideia original dos europeus: o fim da concentração.

— Mas isto não pode acontecer como compensação, só quando o clube passa por dificuldades e os jogadores pressionam. Tem que ser cultural. Penso em reduzir o período de concentração em alguns jogos, não todos, porque penso que isso passa por uma amadurecimento do grupo. E os jogadores do Fluminense têm nível intelectual para isto — declarou o treinador.

Para lidar com jogadores considerados por ele inteligentes, Cristóvão tenta ampliar o debate além das peculiaridades do cotidiano do futebol. Apesar da afeição ao bate-papo e estar sempre receptivo às ideias, o treinador estabelece um convívio democrático sem perder o comando.

— Não pense que sou calmo o tempo todo. Eu grito, brigo, porque é para o bem do time. Fico nervoso quando eles não fazem alguma situação em campo que foi discutida à exaustão — explicou Cristóvão.

Para que o time não se deixe afetar pela pressão de ter que ir além de suas forças para provar o merecimento pela permanência na Série A, Cristóvão irá conversar com o jogadores antes do jogo de sábado, com o Figueirense, no Maracanã.

— Ninguém quer viver pressionado o tempo inteiro. Eles estavam balançados e insatisfeitos, e isso é positivo para a reação. Todos ficarão do nosso lado quando o Fluminense jogar da maneira que queremos — disse o treinador.

A maneira que Cristóvão pretende ver o time jogar é levemente inspirada nos grandes da Europa:

— Só podemos reproduzir as centelhas dos times com o Bayern de Munique e Barcelona, porque temos nossa própria escola. O que podemos fazer é trabalhar para o Fluminense jogar bonito e alcançar os resultados.
Pobreza de espetáculo

Sobre a escassez de público nos estádios, Cristóvão acredita que haverá um retorno se os times jogarem bem, encantarem seus torcedores.

— O calendário brasileiro torna o espetáculo pobre, e ninguém quer pagar para ver um espetáculo pobre. Tem que melhorar este calendário, dar um tempo de trinta dias para a pré-temporada. Só assim competiremos em alto nível — afirmou.

Metódico sem ser repetitivo em sua filosofia de trabalho, o treinador procura dar uma cara ofensiva para o Fluminense, algo que seja o mais próximo possível da vocação que ele percebeu nos times do passado.

Em um campeonato no qual todos se enfrentam, fica impossível criar um esquema surpreendente. A não ser que haja privacidade para treinar:

— Existem jogos em que precisamos fazer algo diferente e a chance de surpreender o adversário é mínima. Então, vamos tirar alguns treinos das Laranjeiras para termos privacidade. Se houver necessidade de fazer um treino fechado, eu farei.

Diante dos últimos erros de arbitragem e da falha na escalação da Portuguesa na escalação de Héverton, que beneficiou o Fluminense em 2013, Cristóvão pede a profissionalização em todos os sentidos.

— Não se poder ter em todo jogo um erro de arbitragem e o profissionalismo é o caminho. Montar uma equipe de ponta custa caro e isso não pode ir pelo ralo no apito do juiz — declarou.

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