Blog do Juca Kfouri http://blogdojuca.uol.com.br Juca Kfouri é formado em Ciências Sociais pela USP. Desde 2005, é colunista da Folha de S.Paulo e do UOL. Wed, 10 Feb 2016 18:24:49 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=4.2.5 Futebol e mulheres http://blogdojuca.uol.com.br/2016/02/futebol-e-mulheres/ http://blogdojuca.uol.com.br/2016/02/futebol-e-mulheres/#comments Wed, 10 Feb 2016 18:15:47 +0000 https://blogdojuca.uol.com.br/?p=74337 POR AÍRTON DE FARIAS  

“O universo do futebol, desde sua origem, caracterizou-se por ser um espaço basicamente masculino. (…)

No Brasil, há controvérsias sobre quando teria acontecido a primeira partida entre mulheres. Há notícias de jogos no começo do século XX. (…)

 Tradicionalmente afirmava-se que, em 1913, teve-se no Velódromo Paulista uma partida de mulheres com caráter beneficente visando a construção de um hospital no bairro de Indianópolis para crianças pela Cruz Vermelha; segundo o pesquisador Eriberto Moura, a partida atraiu grande público e chegou a ser noticiada com destaque pelos jornais, afinal ‘as mulheres podiam até jogar futebol’.

Não obstante, ‘as jogadoras’ eram homens usando vestido, peruca e maquilagem.

 (…) No ano de 1921, acontecera um jogo entre senhoritas do Tremembé e da Cantareira, bairros da zona norte de São Paulo, tratado no jornal A Gazeta, como atração cômica da festividade de São João. Nos primórdios do futebol brasileiro, a presença das mulheres nos estádios consistia em torcer pelos sportsmen, entusiasmando-os com vivas e aplausos.

Em 1940, já na Era Vargas (1930-45), há informes de torneios de futebol feminino no Rio de Janeiro, envolvendo mulheres do subúrbio, que formaram times de nomes bem sugestivos, a exemplo de Cassino Realengo, Valqueire, Benfica, Brasileiro e Eva Esporte Clube.

Os torneios levavam bons públicos aos estádios. (…)

A difusão do jogo de futebol entre as mulheres (na verdade, o futebol se tornava cada vez mais popular entre os brasileiros, de modo geral), porém, não escapou ao pensamento médico -higienista do período. (…)

Jornais da época traziam várias matérias sobre o tema, onde médicos eram enfáticos em condenar a prática do futebol pelo ‘sexo frágil’ (havia restrições também quanto ao basquete) (MOURA, 2003).

Prevalecia fortemente um pensamento eugenista, da necessidade de ‘depuração da raça para o bem da Pátria’, merecendo, por isso, o corpo feminino uma atenção do Estado e outras instituições (Igreja, Exército, etc.).

Caberia às mulheres gerarem filhos saudáveis à nação e, para isso, elas deveriam preservar a própria saúde.

Havia também componentes morais: a mulher em campo estava sendo ‘desviada’ de seu ‘espaço natural’, o doméstico, comprometendo seu estereotipado papel de ‘boa mãe, esposa e filha’.

Em outras palavras, o futebol estava subvertendo a ordem do machismo brasileiro.

Em 1941, o governo Vargas, que tratava então de regulamentar os esportes no País, baixou, através do Ministério da Educação e Saúde, o Decreto-Lei 3.199, que dizia no artigo 54 ‘Às mulheres não se permitirão a prática de desportos incompatíveis com as condições de sua natureza’.

Era claro que o decreto se dirigia especificamente ao futebol feminino.

O preconceito de que o futebol masculinizava as mulheres duraria décadas. Mulheres que jogassem futebol seriam lésbicas (‘sapatões’).

 (…) Assim, durante décadas o futebol feminino no Brasil praticamente limitou-se a manifestações esparsas.

(…) Em 1965, um ano após a implantação da Ditadura Civil-Militar, o Conselho Nacional de Desportos, através da Deliberação nº 7/65 baixou instruções às entidades esportivas do País, proibindo a prática do futebol feminino. (…)

Apenas em 1979, no contexto da intensificação das lutas (das mulheres também) contra a Ditadura, a proibição legal do futebol feminino foi revogada.

Com isso, as mulheres voltaram aos gramados.

(FARIAS, Aírton de. Uma História das Copas do Mundo. Fortaleza: Armazém da Cultura, 2014, p. 254

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Universidade do Futebol: você precisa conhecer http://blogdojuca.uol.com.br/2016/02/universidade-do-futebol-voce-precisa-conhecer/ http://blogdojuca.uol.com.br/2016/02/universidade-do-futebol-voce-precisa-conhecer/#comments Wed, 10 Feb 2016 12:28:43 +0000 http://blogdojuca.uol.com.br/?p=74329 Uma ilha de conhecimento, que estabelece conexões decisivas para o bem do nosso futebol.

Esta é a Universidade do Futebol.

  
Uma instituição fundada por um profissional com larga experiência na modalidade e que de tanto sonhar mexeu na realidade.

João Paulo Medina não é desses que a gente vê por aí com um discurso bonito e prática feia.

É um dos poucos que não precisam assinar para cumprir a palavra.

Criou uma instituição que rema contra a maré das facilidades, comodidades e mesmices, e faz da UdoF um quartel general para quem quiser se juntar a ele na batalha.

Além de admiradores como eu, ele conta com a ajuda de Eduardo Tega, CEO da instituição, e de uma equipe competente que cuida desde o atendimento até a criação de cursos.

A Universidade do Futebol foi fundada em 2003 e tem pesquisado e estudado o futebol brasileiro em todos os setores, buscando soluções para os seus inúmeros e mais variados problemas.

A pesquisa virou rotina,, mas é a prática que assume cada vez mais o protagonismo na instituição. O lema é: transformação pelo conhecimento.

A UdoF acredita que pode mudar o futebol através da educação.

Pretende mudar o futebol ao formar não só excelentes profissionais, mas cidadãos.

A proposta não se limita somente à excelência do conhecimento técnico e busca fazer do futebol um agente transformador da sociedade.

Dê um pulo em www.universidadedofutebol.com.br.

Quer desenvolver uma pesquisa? Precisa de consultoria ou aconselhamento profissional? Pretende trabalhar com futebol? Já trabalha com futebol e quer se aprimorar?

A UdoF é o seu lugar.
Onde a Universidade do Futebol quer chegar?

Em ser referência mundial no ensino, pesquisas e práticas de qualificação profissional no futebol.

Procure conhecê-la.

A maneira como você enxerga o futebol nunca mais será a mesma.

E se você estranhou o tom laudatório do texto, quase uma propaganda, estranhou certo, porque é isso mesmo, além de inédito aqui.

Mas é que a Universidade do Futebol e seus integrantes valem a pena.

  
Medina, Guardiola e Tega

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São Paulo dá o segundo passo para o tetra na Libertadores http://blogdojuca.uol.com.br/2016/02/sao-paulo-da-o-segundo-passo-para-o-tetra-na-libertadores/ http://blogdojuca.uol.com.br/2016/02/sao-paulo-da-o-segundo-passo-para-o-tetra-na-libertadores/#comments Wed, 10 Feb 2016 08:45:50 +0000 https://blogdojuca.uol.com.br/?p=74311 O São Paulo joga hoje no Pacaembu contra os peruanos do César Vallejo para se garantir na fase de grupos da Libertadores.

Um empate sem gols será o suficiente para a classificação, porque o Tricolor empatou 1 a 1 no jogo de ida, mas a expectativa, com estádio cheio, é de vitória folgada.

Os são-paulinos não tiveram Carnaval pois o técnico argentino Edgardo Bauza não brinca em serviço e botou todo mundo para treinar.


O centroavante Calleri, que já ganhou a torcida, não começará como titular e por dois motivos: Bauza escalará Alan Kardec para que ninguém no elenco ache que ele protege o compatriota e porque o jogo se afigura como tranquilo.

Se complicar, não tenha dúvida: o artilheiro, com três gols em dois jogos, imediatamente irá para o jogo, o que, de resto, deve acontecer no segundo tempo mesmo que esteja fácil.

Lucão entra na zaga no lugar de Breno, machucado.

Maior campeão brasileiro da Libertadores ao lado do Santos, o São Paulo só pensa no tetracampeonato para voltar a dar as cartas no continente.

Comentário para o Jornal da CBN desta quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016, que você ouve aqui.

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O vírus do Estado Novo http://blogdojuca.uol.com.br/2016/02/o-virus-do-estado-novo/ http://blogdojuca.uol.com.br/2016/02/o-virus-do-estado-novo/#comments Wed, 10 Feb 2016 02:13:57 +0000 https://blogdojuca.uol.com.br/?p=74320 Por ROBERTO VIEIRA
A atual epidemia de dengue, zica e chikungunya é terrível.

A saúde pública brasileira é um desastre.

Atletas olímpicos pensam duas vezes para vir nas Olimpíadas.

O mundo observa a miséria ganhando de goleada em nosso país.

Tudo certo, tudo correto.

Mesmo assim, ainda estamos melhor que nas ditaduras.

Oitenta anos atrás, em 1937, Castro Simões era delegado de saúde em Santos-SP.

Deu-se uma epidemia de poliomielite.

A mesma poliomielite que abatera Franklin Roosevelt nos EUA.

Getúlio Vargas no Poder.

Véspera do Estado Novo.

Prisões superlotadas.

Castro Simões foi aos jornais dizer que estava tudo bem.

Ordens do caudilho.

Em 1939, nova epidemia, desta vez no Distrito Federal.

Pânico no Rio de Janeiro.

Silêncio criminoso de Getúlio.

O médico Figueiredo Rodrigues foi enfático:

‘O amor materno exaltado de nossa raça gerou o pânico!’

Muita gente foi na conversa do tal governo.

(Como na epidemia de meningite nos anos 70)

A censura calava os jornais.

Silenciava as rádios.

Mandava que se curtisse o futebol.

Futebol que tinha em Getúlio Vargas Filho, um apaixonado.

Getulinho eleito presidente da Federação Paulista de Futebol em janeiro de 1943.

Getulinho que tinha apenas 24 anos de idade.

Pois bem.

Quinze dias após a eleição por unanimidade.

Getulinho adoece e vem a falecer.

Poliomielite.

A doença que era negada pelo Estado Novo.

Getúlio Vargas se desespera.

A morte do filho fica gravada em sua biografia.

Morte que pode ser lida na extraordinária biografia do ditador.

Escrita pelo cearense Lira Neto.

Episódio triste e emblemático, resta um detalhe.

Um detalhe solto na história.

Getúlio Vargas se suicida no dia 24 de agosto de 1954.

Curiosamente ou não.

O dia em que Getulinho completaria 36 anos…


  
  

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A zika e a Rio-16 http://blogdojuca.uol.com.br/2016/02/a-zika-e-a-rio-16/ http://blogdojuca.uol.com.br/2016/02/a-zika-e-a-rio-16/#comments Tue, 09 Feb 2016 08:55:41 +0000 https://blogdojuca.uol.com.br/?p=74293 A agência Reuters informou que o comitê olímpico dos Estados Unidos liberou os atletas que não quiserem vir ao Rio disputar a Olimpíada por causa do mosquito que nos inferniza.

 Medalhas olímpicadas

O porta-voz do comitê negou e garantiu que estão sendo tomadas as providências para que os atletas, e principalmente as atletas, venham em segurança ao Brasil.

Já o comitê organizador dos Jogos diz não temer a pretensa ameaça, lembra que em agosto, o período da Olimpíada no inverno carioca, a presença do mosquito é insignificante, além de garantir a segurança dos esportistas.

A história das Olimpíadas já registrou boicote dos países comunistas aos Jogos de Los Angeles, em 1984, como represália ao boicote dos Estados Unidos e aliados aos Jogos de Moscou, em 1980.

Boicote por temor de doenças seria coisa inédita.

Tomara que quando agosto vier, de fato, a ameaça não se concretize e tenhamos a Olimpíada sem problemas.

Mas uma pergunta cabe: pode o país que perde para um mosquito ganhar o direito de organizar os Jogos Olímpicos?

A resposta é óbvia e a responsabilidade não é apenas deste governo.

É de todos os governos em 516 anos de história do Brasil.

Comentário para o Jornal da CBN desta terça-feira, 9 de fevereiro de 2016, que você ouve aqui.

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O futebol brasileiro precisa olhar para a mulher http://blogdojuca.uol.com.br/2016/02/o-futebol-brasileiro-precisa-olhar-para-a-mulher/ http://blogdojuca.uol.com.br/2016/02/o-futebol-brasileiro-precisa-olhar-para-a-mulher/#comments Mon, 08 Feb 2016 20:37:26 +0000 http://blogdojuca.uol.com.br/?p=74282 POR AMIR SOMOGGI, no “Lance!” de hoje

A sociedade brasileira mudou muito nas últimas décadas e nada foi mais representativo que a importância da mulher em termos sociais e econômicos. Segundo o IBGE as mulheres representam 51% dos mais de 200 milhões de brasileiros. Segundo estudos do próprio instituto em 10 anos dobrou o número de famílias chefiadas por mulheres.

Em 2000 cerca de 9 milhões de mulheres chefiavam as famílias brasileiras. Em 2010 já eram quase 19 milhões, contra 30 milhões dos homens. Segundo o IBGE temos cerca de 49 milhões de chefes de família no Brasil.

Esses dados apenas demonstram que há muito tempo a mulher é fundamental para o país, não apenas como consumidora, mas principalmente como componente importante do mercado de trabalho e dentro de casa, como influenciadora de decisões familiares.

Por isso o tema desse artigo, afinal o futebol brasileiro é uma das atividades mais machistas que já existiu. Se um dia o negro sofreu para se inserir no futebol, a mulher até hoje sofre.

As mulheres são excluídas de toda a engrenagem do futebol. Muito além da falta de competições de futebol feminino. A ausência disso é reflexo de talvez um século de preconceito. E tudo começa em casa. Quando nasce um menino o pai compra camisa, presenteia com bola, vai jogar no fim de semana com ele, matricula na escolinha, leva no estádio. Já as meninas, em sua grande maioria ganham bonecas, fantasias e maquiagem e quem sabe uma bicicleta.

Obviamente que isso está mudando, pais conscientes e apaixonados por futebol já ensinam para suas filhas que elas podem amar futebol, jogar, e quem sabe até trabalhar se quiserem no futuro.

Isso embora pareça um estereótipo, é nossa realidade. As meninas não são criadas para amar futebol, como os meninos. Esse é um fato e reflete preconceito, em seu mais alto grau.

Se hoje o público feminino apresenta menores índices de audiência e prática esportiva, em relação aos homens e são uma parcela ínfima dos profissionais da Indústria Esporte, especialmente nos cargos de direção, isso é culpa de um século de exclusão.

Pesquisa do Diário Lance! de 2010 mostrou que os homens praticam mais esporte que as mulheres. Segundo a pesquisa 43% dos homens acima de 16 anos praticam esporte, já entre as mulheres o percentual das que praticam esporte é de aproximadamente 16%.

Pesquisa recente do Ministério do Esporte mostrou resultado semelhame, já que 67% dos homens praticam futebol contra 19% das mulheres. O voleibol é o primeiro esporte entre as mulheres, mas com apenas 20% de prática das brasileiras. A modalidade representa 5% do interesse de prática dos homens, o mesmo índice do running.

Esportes mais praticados por homens e a média nacional


Esportes mais praticados por mulheres e a média nacional

Fonte: Pesquisa Ministério do Esporte- 2013

Portanto podemos concluir que a ausência da mulher no futebol em todas as suas dimensões precisa ser corrigida. É uma distorção da nossa sociedade atual, colocando a questão de gênero como algo fundamental a ser debatido no futebol do Brasil.

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Andrés Sanchez impediu a demissão de Luís Cláudio Lula da Silva no Corinthians http://blogdojuca.uol.com.br/2016/02/andres-sanchez-impediu-a-demissao-do-filho-de-lula-no-corinthians/ http://blogdojuca.uol.com.br/2016/02/andres-sanchez-impediu-a-demissao-do-filho-de-lula-no-corinthians/#comments Mon, 08 Feb 2016 08:55:00 +0000 https://blogdojuca.uol.com.br/?p=74246 Não é de hoje que se comenta no Corinthians  que quando, em 2012, Mário Gobbi assumiu a presidência do clube, sucedendo a Andrés Sanchez, era certo que Luís Cláudio Lula da Silva, filho de Lula,  seria demitido da área de marketing do clube.

Dizia-se que ele pouco fazia.

Andrés Sanchez, à época no comando da operação Arena Corinthians, impediu a demissão ao alegar que se tratava de uma “indicação política”.


Luís Cláudio já havia trabalhado, como auxiliar de preparação física no São Paulo presidido por Juvenal Juvêncio, admirador e eleitor de Lula, e no Palmeiras e no Santos, levado pelo petista Vanderlei Luxemburgo, além de no próprio Corinthians, de Andrés Sanches, do baixo clero do PT.

É óbvio que se não fosse filho de quem é Luís Cláudio não teria nenhuma dessas portas abertas tão facilmente.

Mas é a tal história, ser filho de presidente da República não deve ser fácil: ou tem emprego e dizem que é por causa do parentesco ou não trabalha e é tratado como parasita.

Como homem de marketing Luís Cláudio trabalhou por dois anos no Corinthians com salário de 20 mil reais por mês.

As mesmas fontes que garantem que Sanchez impediu a demissão dele atestam que Luís Cláudio organizou o jogo de futebol americano entre Corinthians e Vasco em dezembro de 2011, no Parque São Jorge.

Fato é que Lula nunca foi de formalidades e da informalidade para a promiscuidade às vezes basta um passo.

Luís Cláudio parece que puxou ao pai.

Comentário para o Jornal da CBN desta segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016, que você ouve aqui.

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Graças a dois erros, Grêmio bate Coritiba http://blogdojuca.uol.com.br/2016/02/gracas-a-dois-erros-gremio-bate-coritiba/ http://blogdojuca.uol.com.br/2016/02/gracas-a-dois-erros-gremio-bate-coritiba/#comments Mon, 08 Feb 2016 00:02:08 +0000 https://blogdojuca.uol.com.br/?p=74267 Se o Galo perdeu para o Figueira graças a um erro de arbitragem e outro de seu zagueiro, o Grêmio ganhou do Coritiba graças a um erro de zagueiro coxa e outro de arbitragem.

  
Na metade do primeiro tempo, na Arena Grêmio, Amaral atrasou uma bola para o goleiro Wilson e a deu para Douglas fazer 1 a 0, numa jogada infantil.

No fim do segundo tempo, o time paranaense empatou com Leandro e o bandeirinha anulou ao ver impedimento inexistente.

Pena a pouca torcida, apenas 10.026 pagantes.

O torcedor não entendeu ainda que o caso é de respaldo político, também porque os clubes não fazem nenhum trabalho neste sentido para fortalecer a ideia da Primeira Liga.

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Graças a dois erros, Figueira bate Galo http://blogdojuca.uol.com.br/2016/02/figueira-complica-o-galo/ http://blogdojuca.uol.com.br/2016/02/figueira-complica-o-galo/#comments Sun, 07 Feb 2016 21:07:13 +0000 https://blogdojuca.uol.com.br/?p=74261 Com duas falhas graves, uma da arbitragem e outra de Edcarlos, o misto do Figueirense, em casa, se aproveitou e derrotou o misto do Galo por 2 a 1, praticamente eliminando o time mineiro da Copa da Primeira Liga.  

Uma evidente bola no braço de Edcarlos, braço colado ao corpo, corpo de lado, redundou no 1 a 0 para o time anfitrião, aos 13 minutos de jogo.

O Galo, com uma porção de experiências para Diego Aguirre ver, tomou conta e chegou ao empate ainda no primeiro tempo, mas, no segundo, uma falha infantil do mesmo experiente Edcarlos proporcionou a vitória catarinense.

Aguirre deve estar bravo com a nova derrota, mas satisfeito com o que viu mostrado pelas novidades que lançou.

Apenas 3.062 torcedores pagaram para trocar o Carnaval de Floripa pelo jogo dos dois alvinegros.

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A importância relativa das seleções nacionais http://blogdojuca.uol.com.br/2016/02/a-importancia-relativa-das-selecoes-nacionais/ http://blogdojuca.uol.com.br/2016/02/a-importancia-relativa-das-selecoes-nacionais/#comments Sun, 07 Feb 2016 17:52:47 +0000 https://blogdojuca.uol.com.br/?p=74254 Acaba mais um clássico da Premier League,  ótimo empate entre Chelsea e Manchester United, 1 a 1, no Stamford Bridge lotado, para variar, com 41.434 pagantes num estádio com capacidade para 41.798 torcedores.

  
Não há campeonato mais interessante no mundo do futebol e, apesar disso, a seleção inglesa não passa de mera coadjuvante no panorama internacional.

Os inventores do futebol moderno têm apenas uma Copa do Mundo, em 1966, na Inglaterra e com resultados contestados até hoje.

O que não interfere no interesse pelo campeonato nacional, assim como a ausência de títulos do futebol espanhol em Copas do Mundo até 2010 não diminuía o apelo do campeonato local.

O que apenas comprova o sabido: o torcedor gosta mais do seu clube do que de sua seleção. 

No Brasil não é diferente, mas como aqui os clubes ainda deixam o Campeonato Brasileiro a cargo da desmoralizada CBF, o torneio não é organizado como deveria.

Se fosse, também nossos estádios viveriam lotados.

Ou você prefere o hexacampeonato da Seleção a um título mundial do seu clube de coração?

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