Blog do Juca Kfouri http://blogdojuca.uol.com.br Juca Kfouri é formado em Ciências Sociais pela USP. Desde 2005, é colunista da Folha de S.Paulo e do UOL. Sat, 03 Dec 2016 17:19:31 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=4.2.5 Na Arena Condá o mundo chorou a Chapecoense http://blogdojuca.uol.com.br/2016/12/na-arena-conda-o-mundo-chorou-a-chapecoense/ http://blogdojuca.uol.com.br/2016/12/na-arena-conda-o-mundo-chorou-a-chapecoense/#comments Sat, 03 Dec 2016 17:16:53 +0000 https://blogdojuca.uol.com.br/?p=84157 Acabou o velório da Chapecoense.

Sensível, tocante, pranto geral, até do céu.

Resta que o verde traga, de fato, a esperança de uma nova vida no futebol brasileiro e no Brasil.

Uma vida de paz entre os torcedores rivais, jamais inimigos.

Que a Chape sobreviva em todos nós.

Uma vida em que não se aceite mais a corrupção e o levar vantagem em tudo.


Que a criança que sofre hoje, amanhã possa viver num país muito melhor.

Utopia?

Pode ser, provavelmente é.

Mas o que será do mundo sem a utopia?

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Que país é este? http://blogdojuca.uol.com.br/2016/12/que-pais-e-este-2/ http://blogdojuca.uol.com.br/2016/12/que-pais-e-este-2/#comments Sat, 03 Dec 2016 02:30:06 +0000 https://blogdojuca.uol.com.br/?p=84149 O presidente da República não pode ir a um velório que comove o mundo por temer vaias.

O presidente da CBF não pode sair do Brasil por ter medo de ser preso.


Atualização às 11h: Ao perceber que os jornais de hoje denunciavam sua covardia, o presidente da República resolveu ir ao velório na Arena Condá.

Disse que não anunciou antes para não incomodar as pessoas presentes com medidas de segurança. Parece a direção do Inter querendo nos convencer que não quis virar a mesa.

Bem, agora só falta o presidente da CBF.

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Quem Alex pensa que engana? http://blogdojuca.uol.com.br/2016/12/quem-alex-pensa-que-engana/ http://blogdojuca.uol.com.br/2016/12/quem-alex-pensa-que-engana/#comments Fri, 02 Dec 2016 20:43:59 +0000 https://blogdojuca.uol.com.br/?p=84127 Antes do treino de hoje, Alex voltou a falar em nome dos jogadores do Inter.

Entre as frases que disse fica clara a dubiedade do seu raciocínio e o blog as ressalta em negrito:

“Nos reunimos e achamos necessário reiterar o que foi dito ontem. (…) Nosso desejo e de outros jogadores também, não é melar o campeonato. Mas sim, a não realização da última rodada, independentemente das regras, porque sabemos do campeonato horrível que fizemos.”

Como “independentemente das regras”? As regras têm de ser respeitadas e se o Inter não jogar, perderá por WO e cairá.

Não é mais simples dizer: “Não vamos e caímos. Ponto final.”

Alex disse mais:

“Vou repetir para que se compreenda totalmente. (…) Se for o caso, aceitamos a posição em que nos encontramos, reconhecendo o campeonato ruim que fizemos. Vamos acatar o que for definido, se tivermos que jogar, vamos jogar. Mas nosso sentimento é de não ter a última rodada, e sendo assim, podemos ser rebaixados”.

Como, “se for o caso”? É o caso!

E “podemos”, não, “SEREMOS”, deveria ter dito.

Além de passarem por pipoqueiros, os jogadores do Inter não deveriam aceitar o papel de marionetes do presidente pífio e sua turma.

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Marco Polo: o não-viajante oportunista http://blogdojuca.uol.com.br/2016/12/marco-polo-o-nao-viajante-oportunista/ http://blogdojuca.uol.com.br/2016/12/marco-polo-o-nao-viajante-oportunista/#comments Fri, 02 Dec 2016 18:15:30 +0000 https://blogdojuca.uol.com.br/?p=84123 O Marco Polo que não viaja deixou de ir a Medellín representar o futebol brasileiro nos trabalhos com a vítimas do avião da Chapecoense.

Agora diz que irá ao velório, para ficar ao lado do presidente da Fifa, Gianni Infantino que, aliás, recusou-se a almoçar com ele quando esteve, protocolarmente,  na CBF.

O nome disso é um só, para ser gentil: oportunismo deslavado.

Não bastasse a falsidade com que lamentou a morte do vice-presidente da entidade, Delfim Peixoto, que também não o tolerava e único a se opor à sua gestão.

Menor impossível.

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o Inter mais vermelho do que nunca: de vergonha! (Atualizado) http://blogdojuca.uol.com.br/2016/12/inter-mais-vermelho-do-que-nunca-de-vergonha/ http://blogdojuca.uol.com.br/2016/12/inter-mais-vermelho-do-que-nunca-de-vergonha/#comments Thu, 01 Dec 2016 23:08:57 +0000 https://blogdojuca.uol.com.br/?p=84107 Dos 13 clubes mais populares do Brasil, oito já caíram para a segunda divisão: Atlético Mineiro, Corinthians e Fluminense (que é um caso à parte) uma vez cada; Botafogo, Grêmio e Palmeiras, duas;  Vasco e Bahia, três vezes.

O Fluminense e o Bahia caíram até para a terceira divisão.

Palmeiras, Corinthians, Vasco e Atlético Mineiro voltaram pelas próprias pernas, sem mudanças de regulamento ou viradas de mesa ou tapetões imorais.

O Inter corre agora sério risco de cair pela primeira vez e as manobras que está fazendo para evitar a queda deixam ainda mais vermelha a torcida colorada. De vergonha.

Melhor a Segundona que a falta de dignidade

O presidente do clube cujo nome é uma piada pronta porque se chama Vitório Piffero, sugere não terminar o Brasileirão, por falta de clima,  apesar de ter concordado que o time sub-19 decidisse o campeonato estadual anteontem, em plena comoção mundial. O Inter foi campeão e comemorou.

Se não bastasse, Piffero insiste em ir ao tapetão por uma questão que a CBF já informou não existir: situação irregular de um jogador do Vitória.

Vitório quer derrotar o Vitória fora do campo porque perdeu duas vezes dele neste ano, no Beira-Rio e no Barradão, sempre por 1 a 0.

Quando você pensa que já viu tudo na vida percebe que não há limites mesmo para a insânia, para a cara de pau, para a desfaçatez.

Vamos passar o sábado e o domingo sem futebol.

Na quarta-feira acontecerá a decisão da Copa do Brasil entre Grêmio e Galo e no domingo seguinte a última rodada do Brasileirão.

Qualquer coisa fora disso é golpe baixo, pífio, de fazer sentir vergonha alheia.

O Inter merece postura mais digna.

ATUALIZAÇÃO ÀS 15h da sexta-feira: O Inter soltou uma nota oficial. Confira:

Os atletas profissionais do Sport Club Internacional manifestaram publicamente seu profundo sentimento de dor e solidariedade diante da fatalidade que atingiu a Chapecoense, o futebol brasileiro e toda a comunidade esportiva no mundo inteiro, e o fizeram em seu próprio nome, com o protagonismo que suas relações profissionais asseguram, num Clube que historicamente os respeita como os principais agentes do futebol, juntamente com o torcedor, sem discriminação de qualquer espécie.

 A direção do Internacional compreendeu e respeitou a manifestação de seus profissionais, e o fez pela palavra de seu Presidente, mas em nenhum momento expressou qualquer proposta que afetasse a competição.

 O Internacional reafirma seu compromisso com a legalidade e os fundamentos morais de toda competição, o que faz com o mesmo respeito que merecem os resultados de campo, sejam os desfavoráveis , como os mais recentes, sejam as imensas conquistas da sua história. Qualquer que seja o caminho a que nos destinem os próximos resultados, o Internacional o percorrerá com a sua invariável dignidade.

NOTA DO BLOG: Pior a emenda que o soneto. Demagogia pura ao perceber que a torcida colorada reagiu muito mal ao que a direção do clube quis fazer.

A inércia dos jogadores brasileiros é suficientemente conhecida para que ninguém acredite que, espontaneamente, foram eles a tomar a iniciativa vexaminosa.

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A glória, a tragédia e o velho Chapecó http://blogdojuca.uol.com.br/2016/12/a-gloria-a-tragedia-e-o-velho-chapeco/ http://blogdojuca.uol.com.br/2016/12/a-gloria-a-tragedia-e-o-velho-chapeco/#comments Thu, 01 Dec 2016 17:00:26 +0000 http://blogdojuca.uol.com.br/?p=84101 POR BRUNO AMABILE BRACCO*

Jogo mais importante da história do clube. Último minuto da semifinal do torneio continental. É um clube modesto, que heroicamente sobe, em seis anos, da quarta para a primeira divisão nacional. De repente, tem à frente um gigante argentino, recentemente campeão da América, time do Papa. Mas o clube modesto tem seu dia heroico. Bravamente, segura o empate que garante a passagem à inédita e grandiosa final do torneio continental. Bravamente, segura o empate até o último minuto.

Último minuto. O gigante argentino cruza a bola na área. A bola é rebatida. Sobra, limpa, para um jogador argentino, frente à frente com o goleiro. Todo o estádio se cala. No último minuto do jogo mais importante da história do clube, aquele segundo parece eterno. O jogador argentino arma o chute fatal. Talvez dois ou três metros entre a bola e o gigantesco gol à frente: gol de mais de sete metros de largura e quase dois e meio de altura. O chute vem. É o golpe fatal de Golias contra Davi.

Mas não. Não neste dia sublime. Num movimento magistral, o goleiro do modesto clube sacramenta em glórias aquele dia destinado a ser heroico. Uma perna esticada. A bola, que parecia certeira em direção ao gol imenso, explode na perna direita esticada do goleiro-herói. É o dia de maior alegria nos 43 anos de vida daquele modesto clube – que jamais havia sido tão gigante.

Há uma lenda antiquíssima que tenta retratar o profundo mistério da vida.

Conta-se que havia um povoado em que muito do trabalho necessário era realizado por cavalos. Um já idoso senhor possuía o mais belo e forte cavalo do povoado. O cavalo, entretanto, certo dia fugiu.

Todos ficaram perplexos e, repletos de piedade, dirigiam-se ao velho com palavras de pesar, ao que o senhor respondia: “Por que falam assim? O cavalo se foi, mas como podemos dizer se isso é bom ou ruim? Deixemos que o tempo nos traga suas respostas”.

No dia seguinte, o cavalo retornou trazendo consigo sete outros cavalos. O povoado encheu-se de alegria e resolveu celebrar. “O velho estava certo”, diziam. “A fuga do cavalo era o melhor que poderia ter acontecido!” Mas o ancião era o único que se mantinha sereno. “Chegaram aqui sete novos cavalos. Mas como poderemos afirmar se isso é motivo para comemorações? Deixemos que o tempo nos traga suas respostas”.

Mais um dia se passou e, numa cavalgada, um dos novos cavalos derrubou o filho do velho, quebrando sua perna. “Velho sábio”, todos pensaram. “Ele sabia que esses novos cavalos não trariam coisa boa ao povoado, e eis o resultado”. Mas o velho se mantinha tranquilo. A perna quebrada de seu filho seria de fato motivo de lamentação? Somente o tempo traria suas respostas.

No dia seguinte, chefes do exército vieram ao povoado recrutar soldados. Como o filho do sábio ancião estava com a perna quebrada, foi poupado da guerra. O povo surpreendeu-se novamente. Mas o velho mantinha sua postura. O velho sempre mantinha sua postura. A história, do velho e de cada um de nós, prossegue indefinidamente. A sabedoria de vida suprema do ancião estava em saber que nada poderia saber sobre a vida. A sabedoria suprema do ancião estava em saber que a sabedoria está apenas no tempo – e o tempo sempre seguirá seu curso, contará suas histórias e trará suas respostas.

A heroica perna esticada no último minuto do jogo histórico. O juiz apita o fim da partida. O modesto clube tem a maior glória de seus 43 anos de vida. Está na final do torneio continental.

O tempo traz, contudo, suas respostas. O tempo traz suas respostas mesmo quando nós não sabemos qual era a pergunta. Cai na Colômbia o avião que transportava os jogadores e a comissão técnica para a tão esperada final do torneio continental, contra aquele que é, hoje, o melhor time das Américas. Não entendemos as tramas misteriosas da vida. Nunca conseguimos de fato entender, por mais que tanto queiramos. Nos desesperamos a cada dia em que percebemos que não estamos no controle da nossa própria história. Nos desesperamos a cada dia em que a vida escancara diante da nossa cara atônita que não temos a menor ideia, de fato, sobre o que é bom e o que é mau.

Dias de grandes tragédias escancaram nossa pequenez. Contentamo-nos com nossas pequenas vitórias sem termos a menor ideia se são, de fato, gloriosas. Desesperamo-nos com nossas pequenas derrotas sem saber as bênçãos que a vida pode esconder no aparentemente trágico. Seguimos como os habitantes comuns do antigo povoado: rindo e chorando diante de cada acontecimento em nossas vidas, como se soubéssemos que são motivos para choro ou para riso. Mas não sabemos. Nunca soubemos.

Mas talvez viva, em Medellin ou em Chapecó, um sábio ancião. Um ancião que sabe que nada pode saber. Um velho que sabe que uma perna quebrada não necessariamente é trágica e que uma heroica perna esticada não necessariamente é gloriosa. E que talvez, com seus olhos sábios, consiga ver ainda além.

Gosto de imaginar o velho se levantando nas primeiras horas da manhã e preparando, em silêncio, seu café. Um vizinho vem, com os olhos fundos de tristeza, e lhe conta a notícia da madrugada. O velho se entristece também. Mas, em seu coração, mantém a serenidade. Porque sabe que pernas esticadas não necessariamente são gloriosas e pernas quebradas não necessariamente são tristes. Porque sabe: só o tempo pode dar a verdadeira dimensão das nossas vitórias e das nossas derrotas. E, acima de tudo, sabe: mesmo a mais aparentemente insuportável dor das grandes perdas e das grandes tragédias talvez seja apenas um pequeno momento na infindável trama da existência. Apenas um pequenino momento que nossos pequeninos olhos podem ver. Nas imensas profundezas do seu coração, o velho sabe: a história continua. Sempre continuará. E o tempo continuará nos trazendo suas respostas.

Talvez viva, em Medellin ou em Chapecó, um velho.

*Bruno Amabile Bracco é Defensor público, mestre e doutor em Criminologia pela USP e autor dos livros “Carl Jung e o Direito Penal” e “A Gnose de Sofia”.

Publicado originalmente no sítio Justificando.

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Palavras ao vento, “tragédia” e “festa” http://blogdojuca.uol.com.br/2016/12/palavras-ao-vento-tragedia-e-festa/ http://blogdojuca.uol.com.br/2016/12/palavras-ao-vento-tragedia-e-festa/#comments Thu, 01 Dec 2016 14:10:29 +0000 https://blogdojuca.uol.com.br/?p=84096 Em momentos de comoção, palavras impensadas causam indignação.

É claro que Fernando Carvalho não quis comparar situações ao falar da “tragédia” particular do Inter.

Ele é um péssimo cartola, mas não chegaria a tal ponto.

Também parece injustiça atribuir ao Marco Polo que não viaja a intenção de fazer “festa” em Chapecó na última rodada.

Ao contrário de Carvalho, o que quer ir ao tapetão sem botar no DVD, ninguém ouviu o não viajante dizer isso.

Foi o presidente interino da Chapecoense quem falou em “festa” ao transmitir a conversa com o cartola da CBF e atribuir a ele a palavra.

Tudo está muito sensível para que seja agravado por injustiças.

Basta saber do tamanho do crime a que se expôs quem viajou pela LaMia.

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Escalação gigante http://blogdojuca.uol.com.br/2016/12/escalacao-gigante/ http://blogdojuca.uol.com.br/2016/12/escalacao-gigante/#comments Thu, 01 Dec 2016 12:45:58 +0000 http://blogdojuca.uol.com.br/?p=84085 POR FELIPE DOS SANTOS SOUZA*

Nacional campeão da Libertadores-1989: Higuita; Gildardo Gómez, Perea, Escobar e Villa; Pérez, Leonel Alvarez, Fajardo e Alexis García; Usuriaga e Arango.


Nacional campeão da Libertadores-2016: Armani; Bocanegra, Sánchez, Henriquez e Díaz; Arias e Perez; Berrio, Torres e Moreno; Borja.


Só não dá para citar a escalação do time que conseguiu uma vitória inesquecível ontem à noite, no Atanasio Girardot, porque é impossível escalar mais de 40 mil pessoas.

*Felipe dos Santos Souza é historiador e trabalha na ESPN.

 

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Chape para sempre http://blogdojuca.uol.com.br/2016/12/chape-para-sempre/ http://blogdojuca.uol.com.br/2016/12/chape-para-sempre/#comments Thu, 01 Dec 2016 02:05:15 +0000 http://blogdojuca.uol.com.br/?p=84072 POR EDUARDO DE MACEDO ALVES*

Conheci o Sr. Alvadir, fundador da Chapecoense, durante o período em que participei da administração do Figueirense. Ele, membros da diretoria e o diretor de futebol estiveram no Orlando Scarpelli em um jogo contra o Figueira pelo Campeonato Catarinense.


Durante o jogo, um legítimo banho de bola que terminou 3 x 0 para eles, conversei com o Sr. Alvadir e com a delegação da Chape sobre o projeto que eles tinham para o clube: uma administração enxuta, sem aventuras, com os pés no chão e foco na formação de uma equipe competitiva e comprometida.

Já naquele tempo, mesmo com a Chape ainda na série B do Campeonato Brasileiro (seria promovida à série A no final daquele ano), já se podia ver o resultado do trabalho. O time não tinha nenhuma estrela e nenhum estrelismo, mas tinha padrão tático, entrosamento, e não foi por acaso que venceu com relativa tranquilidade nossa equipe de série A e orçamento quase três vezes superior.

Durante todo o jogo, a diretoria da Chape mostrou sua educação diferenciada – apesar do placar avantajado e domínio completo de um jogo importante, não comemorou os gols ou vangloriou-se do resultado.

O Sr. Alvadir não estava no fatídico avião que caiu ontem. Recupera-se de um AVC e não acompanhava a equipe. Mas o presidente e a maior parte da diretoria que aprendi a admirar lá estava, assim como praticamente todos os jogadores, comissão técnica e profissionais da imprensa.

Pelo pouco que conheci das pessoas que fundaram o clube, a ascensão da Chape não me surpreendeu. Fiquei muito feliz pela conquista de uma final de Sul-Americana, e torcia por um título inédito não só para a Chape, mas para o futebol catarinense.

Também pelo que conheci deste clube, tenho a certeza de que se recuperará. A ferida será profunda, mas o trabalho sério e o tempo a superarão.

Como cidadãos, podemos ajudar – entendo que a melhor forma seja tornarmo-nos sócios do clube e demonstrarmos nossa solidariedade às propostas que os clubes brasileiros já anunciaram para colaborar: o empréstimo gratuito de jogadores e a estabilidade do clube na série A por algumas temporadas.

De resto, só posso dizer que ontem meu coração corintiano pela primeira vez amanheceu verde, e assim ficará, ao menos um pedacinho, até o fim.

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*Eduardo de Macedo Alves é empresário e corintiano (agora um pouco alviverde).

NOTA DO BLOG: Para se associar, clique AQUI.

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O futebol não é uma questão de vida ou de morte… http://blogdojuca.uol.com.br/2016/11/o-futebol-nao-e-uma-questao-de-vida-ou-de-morte/ http://blogdojuca.uol.com.br/2016/11/o-futebol-nao-e-uma-questao-de-vida-ou-de-morte/#comments Wed, 30 Nov 2016 19:20:13 +0000 https://blogdojuca.uol.com.br/?p=84064 é muito mais que isso.

A frase é do escocês, saudoso treinador do Liverpool quando o clube inglês dominou o futebol europeu, Bill Shankly.


E faz todo sentido nos terríveis dias que correm.

Diante da tragédia da Chapecoense, o futebol, aparentemente, fica menor, questão secundária.

Mas não.

Ao contrário.

Toda a comoção vivida se dá exatamente por causa dele.

Óbvio que qualquer acidente com tantas vítimas comove o país atingido.


Quando é com uma delegação inteira de jogadores de futebol, porém,  comove muito mais, porque alcança o mundo todo, como estamos vendo.

Consequência direta da paixão que o esporte mais popular do planeta desperta.

Daí não ser menor pensar nas soluções esportivas que o drama impõe.

Porque, queiramos ou não, a vida continua e, com ela, o futebol.

Tudo pára na hora da dor.


Só o seguir em frente consegue amenizá-la.

Mais ainda se não esquecermos de suas principais vítimas: os que ficaram.

EM TEMPO: Se você quiser se associar à Chapecoense, clique AQUI.

Comentário para o Jornal da CBN desta quinta-feira, 01 de dezembro de 2016, que você ouve aqui.

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