Blog do Juca Kfouri http://blogdojuca.uol.com.br Juca Kfouri é formado em Ciências Sociais pela USP. Desde 2005, é colunista da Folha de S.Paulo e do UOL. Fri, 28 Nov 2014 16:38:04 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=3.9.2 Cumé?! http://blogdojuca.uol.com.br/2014/11/cume-2/ http://blogdojuca.uol.com.br/2014/11/cume-2/#comments Fri, 28 Nov 2014 16:38:04 +0000 https://blogdojuca.uol.com.br/?p=64648 IMG_3297.JPG

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Grandes momentos do futebol http://blogdojuca.uol.com.br/2014/11/64639/ http://blogdojuca.uol.com.br/2014/11/64639/#comments Fri, 28 Nov 2014 14:25:08 +0000 https://blogdojuca.uol.com.br/?p=64639 Osvaldo Oz Casanova é um artista italiano que fez, no ano passado, uma série de telas com cenas por ele escolhidas como as de Grandes Momentos do Futebol.

Eis algumas:

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A “mão de Deus” de Maradona na Copa de 1986

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A cabeçada de Zidane em Materazzi na Copa de 2006

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Beckenbauer de braço na tipóia na Copa de 1970

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O “escorpião” de René Higuita, Colômbia x Inglaterra, em 1995

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A dança de Roger Milla na Copa de 1990

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Casagrande e Sócrates, Democracia Corinthiana em 1982

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Fim de semana dramático para palmeirenses e vitorianos http://blogdojuca.uol.com.br/2014/11/fim-de-semana-dramatico-para-palmeirenses-e-vitorianos/ http://blogdojuca.uol.com.br/2014/11/fim-de-semana-dramatico-para-palmeirenses-e-vitorianos/#comments Fri, 28 Nov 2014 08:55:12 +0000 https://blogdojuca.uol.com.br/?p=64623 IMG_2732.JPG

Se você é palmeirense ou torcedor do Vitória, prepare seu coração.

A penúltima rodada do Brasileirão reserva fortes emoções para vocês e, um pouco menos, para outras três torcidas , os colorados, os corintianos e os coxas.

A começar por amanhã, no Beira-Rio, às 19h30, quando o Inter em busca da vaga na Libertadores recebe o desesperado Palmeiras, na luta para não cair.

Qualquer resultado que não seja a vitória gaúcha será enorme zebra, mas até mesmo um empate tira o Fluminense da Libertadores, enquanto a vitória colorada tira o Grêmio.

Ainda no sábado, mas às 21h, a torcida do Vitória, que vive o mesmo desespero dos palmeirenses, estará em busca de um triunfo mais possível, porque contra o desmotivado Flamengo e na Arena Amazônia, em Manaus.

No domingo, às 17h, no Maracanã, o Fluminense joga contra o Corinthians, para quem basta um ponto para se garantir no torneio continental.

Finalmente, às 19h30, o Galo, provavelmente de ressaca, recebe o Coritiba em busca de pelo menos um empate, que já estará de ótimo tamanho.

Comentário para o Jornal da CBN desta sexta-feira, 28 de novembro de 2014, que você ouve aqui.

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Carta aberta ao prefeito Fernando Haddad http://blogdojuca.uol.com.br/2014/11/carta-aberta-ao-prefeito-fernando-haddad/ http://blogdojuca.uol.com.br/2014/11/carta-aberta-ao-prefeito-fernando-haddad/#comments Fri, 28 Nov 2014 02:00:34 +0000 https://blogdojuca.uol.com.br/?p=64613 IMG_3281.JPG
POR ASUNCIÓN BLANCO*

Apesar dos tempos de Dona Lúcia e o retorno de nomes que participaram da história recente do nosso futebol pré 7 a 1, me entusiasma ver novas discussões sobre os rumos da bola.

Mas, além da CBF ou das possíveis alternativas para quebrar o monopólio dessa empresa, temos que voltar o nosso olhar para o Ministério e Secretarias Estaduais e Municipais de Esporte que não fazem nada quanto à preparação de atletas.

Se receber os eventos Copa e Olimpíadas é uma forma de propagandear a nação, enviar grandes e fortes delegações para outros países é, além de propaganda, uma das melhores maneiras de estimular um povo a valorizar seus atletas e tomar gosto pela pratica esportiva.

Por isso, embora não seja entendida no tema, meu bom senso me faz resgatar uma discussão antiga que me é muito cara.

Não são poucos os que, em diversas oportunidades, apoiaram a ideia da privatização do Estádio do Pacaembu, complexo esportivo municipal que, assim como o futebol, tem sua administração sempre visando lucro sem qualquer visão de cidade, função social para o qual foi criado.

Enquanto um clube tinha interesse em tomá-lo, os rumos desse patrimônio tinha espaço nos grandes veículos de comunicação, ainda que geralmente só se levantassem previsões catastróficas.

Não nego que é de se preocupar que o “próprio da municipalidade” vire um elefante branco a ilustrar postais, mas acreditar que a única forma de se fazer um bom uso desse aparelho é utilizá-lo para jogos dos clubes de massa é ter visão muito curta.

Ou alguém ainda acredita que Corinthians, Palmeiras, São Paulo e Santos são exemplos de administração e incentivo ao esporte?

Em lugar de Proforte, que se recolha o que devem esses clubes, hoje em dia empresas e marcas mais do que associações esportivas, destinando essa verba para Pacaembus, Marias Lenks e outros complexos pelo país.

Um bem municipal, mantido por seus habitantes, não tem a função de dar lucro, mas dar o retorno de cumprir a proposta para o qual foi criado.​Talvez porque o tobogã encobriu tudo o que ficava no entorno da bela concha acústica original, muitos se esquecem que este lugar central na cidade, com piscina, quadras de tênis e poliesportiva, deveria ser explorado em toda a sua capacidade e fazer parte do processo de formação de novos talentos.

Os textos que lhe apresento abaixo foram retirados de um livro de Mário de Andrade que um dia foi o secretario de Cultura Educação e Recreio. São da década de 30, mas muito atuais.

“… junto algumas folhas anotadas nas quais zelosos funcionários esclareciam a esperteza daquela companhia imobiliária querendo valorizar uns buracos que possuía às custas dos cofres públicos: havia cálculos sobre quanto a companhia iria ganhar e patati patatá. SÒ NÃO HAVIA NENHUMA REFERENCIA AO QUE A CIDADE IRIA LUCRAR.

“……diretor de Estádio função que só poderia ser desempenhada por especialista culto e capaz, foi nomeado um burocrata sem uma só qualidade exigida para o cargo.

“….. assim malogrou integralmente a segunda seção das duas que possuía a divisão de Educação e Recreio, o Estádio quase inteiramente desvirtuado dos seus fins, já por falta de capacidade de administração, já pelo abandono de suas atividades realmente culturais”.

Presentes em um livro chamado O LINDO SONHO E A DOLOROSA REALIDADE, esses textos se referem ao Estádio do PAcaembu “que que muita gente pensa que foi construído para ser o Estádio da cidade, mas é um engano, fazia parte do programa de educação social de menores paulistas, aqueles que não podiam frequentar clubes a pagamento, aqueles para os quais a administração pública só os olhava quando os colocava na cadeia, a pretextos de crimes e contravenções, cuja maior responsabilidade recai justamente sobre o meio social que os deixa ao abandono.”

Não tenho duvidas de que com um pouco mais de atenção, Copas São Paulo de juniores de todas as modalidades que o Paulo Machado de Carvalho pode abrigar, se consolidariam como importantes competições nacionais para jovens. Que as arquibancadas estariam cheias mais vezes do que vazias ao longo do ano e que o país do futebol poderia ser uma potencia em outros esportes.

O primeiro passo poderia ser a inauguração de uma estátua da jogadora Marta na praça Charles Miller ou no complexo, que já conta com uma homenagem a Maria Esther Bueno. Eleita mais vezes melhor jogadora do mundo que Messi, ela é símbolo dos talentos que nossa estrutura esportiva sabota, e antítese dos cartolas que não percebem nada além do futebol com o cúmulo de continuarem teimando que mulher deve usar apenas saltos e nunca travas em seus solados. ​

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*Asunción Blanco é citadina imigrante que estuda São Paulo pra conhecer a história que há décadas ajuda a construir

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Eu (não) acredito http://blogdojuca.uol.com.br/2014/11/eu-nao-acredito-2/ http://blogdojuca.uol.com.br/2014/11/eu-nao-acredito-2/#comments Thu, 27 Nov 2014 21:59:36 +0000 http://blogdojuca.uol.com.br/?p=64609 Por Thiago, um atleticano de 1982

Nasci em 1982. Cinco anos depois de o invicto Galo de João Leite, Toninho Cerezo e Marcelo Oliveira se tornar vice-campeão brasileiro ao cair para o São Paulo nos pênaltis, no Mineirão; dois após as históricas finais nacionais contra o Flamengo, culminando em outro segundo lugar; pouco mais de nove meses passados do Atlético x uFlamengo pela Libertadores no Serra Dourada, com a polêmica arbitragem de José Roberto Wright.

Eu não fazia a menor ideia, mas aqueles jogos que antecederam a minha existência curiosamente a determinavam – ao menos no âmbito esportivo.

Enquanto São Paulo e Flamengo partiram para anos de absoluta glória, em seguida a assinarem algumas de nossas mais marcantes cicatrizes, o Atlético se encaminhou para tempos de suplício.

Engana-se quem pensa que o clube se tornou um coadjuvante sem qualquer expressão. Honestamente, antes fosse esse o problema. O que mais machucava o atleticano era saber de uma grandeza que jamais se confirmava em títulos.

Antes que eu pudesse discriminar claramente as coisas, cresci ouvindo os comentários ao meu redor enfatizando as más jornadas nas semifinais contra Santos (1983), Coritiba (1985), Guarani (1986), Flamengo (1987). A partir dali, entre 1988 e 1990, passei, paulatinamente, a acompanhar por conta própria.

A primeira marca de que a experiência comprovaria o relato veio em 1991, contra – como não poderia deixar de ser – o São Paulo. Um Zetti milagroso seguraria o zero a zero no Morumbi, levando o tricolor à final do Brasileirão com dois empates.

O título da Copa Conmebol de 1992 aliviou a frustração, mas a ridicularização insensata do certame continental – tão ou mais desvalorizado que sua atual versão, a Copa Sul-Americana – me deixava ainda assim cabisbaixo. A Copa da Uefa, equivalente da Conmebol na Europa, não recebia e não recebe este tratamento no Velho Continente.

Então, o drama das semifinais prosseguiu com Corinthians (1994) e aquela que, talvez, foi a mais traumática derrota para mim, para a Portuguesa (1996). Para um sujeito então já jovem, um bocado inseguro e de autoestima combalida, o Galo parecia mais o veneno do que o remédio. Ano após ano, o time me enchia de vida só para, pouco depois, me presentear com a morte.

Campanhas incríveis e jogadores fabulosos foram sugados por este buraco negro que não cessava de eliminar esperanças e acabar com sonhos. O trajeto inglório perdurou contra o Corinthians na final do Brasileirão em 1999 e nas quartas-de-final da Libertadores no ano 2000. E então, a eliminação no “polo aquático” do Estádio Municipal Anacleto Campanella para o São Caetano em 2001. E o Brasiliense (2002) nas semifinais da Copa do Brasil. E… aquilo bastava. Eu continuava sonhando, mas cedi às evidências e à comprovação dos relatos que tanto me perturbavam, e aprendi a não acreditar. O Atlético era sem dúvida apaixonante, mas não era um time no qual se apostar. Um dilúvio, um árbitro com quinhentos cartões vermelhos, um time grande com um elenco estelar, ou um pequeno em raro momento de sua história – a decepção sempre estaria a apenas algumas rodadas ou fases de distância e, inevitavelmente, chegaria. Parecia uma metáfora da vida, mas era talvez justamente da vida que eu quisesse escapar, amando por demais um clube de futebol.

A tríplice coroa do rival (2003) – que ainda que indubitavelmente vitorioso, ao menos no campeonato nacional não chegava tão longe quanto usualmente o fazíamos -, e o rebaixamento em 2005 jogaram uma pá de cal em meu entusiasmo. Não dava mais para seguir com aquilo.

Quando deixei as arquibancadas do Mineirão de Atlético e Vasco no dia 27 de novembro de 2005, receoso de conflitos após o descenso confirmado, lembro-me de abrir a porta do carro e ouvir a torcida cantar o hino do clube no estádio e pelo rádio. Chorei copiosamente e tive a certeza de que amava aquilo, contudo me envolvia mais do que deveria e precisava me afastar.

Prometi a mim mesmo não retornar, mas evidentemente não consegui. A dedicação, todavia, não era mais a mesma. As derrotas já não doíam tanto, nem as vitórias me fascinavam.

Assim foi até 2013 e me lembro exatamente do momento em que a história mudou. Deitado em minha cama, ao lado de minha esposa, com a televisão ligada, mexendo em um iPad e apenas escutando o jogo entre Atlético e Tijuana do México pela Libertadores: tal era o meu desleixo. O pênalti para os mexicanos aos quarenta e sete minutos do segundo tempo rebobinou a fita. Minhas palavras foram: “já vi esse filme” e “não tem jeito com o Galo não”. Ao fundo, o som da torcida cantando “Eu acredito”. Enquanto escutava aquilo, eu me perguntava: “Eles acreditam? Eu não. O que há com esses caras? Deve ser um grupo novo de jovens atleticanos, porque o pessoal da minha época já sabe como essa história vai acabar. Pobres garotos”. E Victor defendeu! Os pênaltis que derrubaram o vice-campeão invicto de 1977 agora levavam o trem de volta aos trilhos.

Renascia também um menino que houvera perdido a esperança, mas não o desejo. Um menino que – como muitos, ao se tornar adulto – passa a não acreditar tanto mais, mas guarda em si uma imensa vontade de fé.

Na fase seguinte, a derrota para o Newell’s Old Boys por dois a zero na Argentina foi o suficiente para acinzentar o mundo novamente. E aquele incompreensível e incômodo grito de “eu acredito” retornaria uma semana depois no Independência. Eu? Não acreditava. E Guilherme acertou um chutaço aos cinquenta minutos do segundo tempo! Nos pênaltis, Jô errou, Richarlyson isolou e a falência se anunciou. Eu ainda não acreditava. E os argentinos falharam, e Victor defendeu a cobrança do excelente Maxi Rodríguez!

O pior havia passado. O Olimpia do Paraguai tinha mais tradição, mas menos time que o Newell’s. E o Galo fingiu de morto novamente e perdeu de dois a zero fora de casa mais uma vez. O drama se reiniciava…

No jogo de volta, muito do tal “eu acredito” e um sofrimento insuportável até o gol de Leonardo Silva aos quarenta e dois minutos da etapa complementar. Prorrogação, pênaltis. Tudo para envolver e trazer de volta aquele que não cansava de se esquivar e não acreditar. O chute na trave de Jimenez sacramentava: a história havia mudado.

Catarse, loucura, esperança, sonho… Volta à realidade, dia-a-dia.

O adulto cético retomava a rotina e se desligava do futebol outra vez. Esse negócio de torcer faz mal ao coração, e a vida e o trabalho já nos são caros demais. É assim que tem que ser. Ou assim seria até o gol de Guilherme aos trinta e um minutos do primeiro tempo das quartas-de-final da Copa do Brasil contra o Corinthians em 2014. O canto do “eu acredito” iniciado no gol anterior, de Luan, não fizera efeito em mim. Descrente, eu dizia “é muito. Quatro é muito!”. Já no segundo, porém, acho que eu acreditava. Ou não. E Edcarlos, de joelho, coxa, barriga, ou todos esses três simultaneamente marcou o quarto e eliminou o Timão! Aquele mesmo de Branco em 1994, Luizão e Edílson em 1999.

O pior havia passado. O Flamengo já não era aquele dos anos oitenta. Lutava contra o rebaixamento no Brasileirão, tinha um elenco limitado. Não obstante, repetiu o feito corintiano na fase anterior: dois a zero no Galo em casa e, no jogo de volta, um a zero com um belo gol de um rapaz petulante que colocava a mão na orelha e pedia para ouvir o grito da torcida, como quem não acreditava no que, outra vez, seria a efetivação do incrível. Pensei – em silêncio, pois ainda não estava disposto a alimentar minhas próprias esperanças, nem anunciá-las à minha esposa: “vai que a história se repete! Esse rapaz vai ficar com cara de tacho”. E ficou! Carlos, Maicosuel, Dátolo e Luan. Galo 4 x 1.

Antes de Corinthians e Flamengo, houve o Lanus. Vitória fora de casa, derrota de virada no último minuto no Mineirão, prorrogação. Perder de 3 a 2 só para virar para 4 a 3 no tempo extra (com um gol contra dos hermanos). Recopa nas mãos do Galo e a despedida do mágico Ronaldinho.

Não há descrente que resista a tantas ocorrências do incrível. Tijuana, Newell’s, Olimpia, Lanus, Corinthians, Flamengo. Finalmente, eu também acreditava.

O time que aprendi a amar e que, em minhas primeiras décadas, dava a vida apenas para tirá-la com a morte, agora anunciava a morte apenas para se afirmar vivo. Um time comum? Não. Uma espécie de bungeejump futebolístico.

Pensei muito antes de afirmar que não havia precedentes disso no futebol, porém, asseguro: não há. Sim, é verdade que todo torcedor vê suas conquistas como as mais especiais de todas. No entanto, você já viu seu time ganhar assim? Eu duvido!

Faltava o Cruzeiro, mas eu já acreditava. Receava, já que via um time gabaritado do outro lado, mas tinha fé. E curiosamente, foi justamente contra o grande rival que o “eu acredito” sequer precisou ser evocado. Foi simples e fácil, domínio absoluto para descansar o coração de quem já enlouquecera tantas vezes antes.

No fundo, sinto-me ridículo; gritando “eu acredito” e confiando naquilo que, por mais que se repita centenas de vezes, não deixa jamais de ser inacreditável. Porém, seria mais estúpido não acreditar. Depois de aprender a não acreditar, aprendi que insistir no ceticismo é apenas ser burro ou pessimista, não cético, tampouco realista.

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Galo é campeão da melhor das Copas do Brasil http://blogdojuca.uol.com.br/2014/11/galo-e-campeao-da-melhor-das-copas-do-brasil/ http://blogdojuca.uol.com.br/2014/11/galo-e-campeao-da-melhor-das-copas-do-brasil/#comments Thu, 27 Nov 2014 03:20:30 +0000 https://blogdojuca.uol.com.br/?p=64600 IMG_2722.JPG

As conquistas do Galo nunca são simples, assim iguais às dos outros.

As do Galo sempre têm alguma coisa de diferente.

O Galo foi o primeiro campeão brasileiro, em 1971, e assim sempre será lembrado apesar de, recentemente, alguns revisionistas quererem alterar a história.

Para ganhar sua primeira Libertadores, no ano passado, o Galo teve que virar jogos impossíveis e um goleiro pegando pênalti no segundo final de jogo para evitar a eliminação.

Agora nesta Copa do Brasil não foi diferente.

Ou melhor, o Galo foi novamente diferente.

Porque tomou da boca o doce que corintianos e flamenguistas já saboreavam no Mineirão.

E, ontem, com requintes de crueldade, diante do rival Cruzeiro que acabara de comemorar o bicampeonato brasileiro, mandou no jogo, mas fez questão de só marcar seu gol já no derradeiro minuto do primeiro tempo, para desafiar os esfalfados adversários a fazer o mesmo que o Galo fizera: 4 a 1.

Não deu, é claro que não deu.

Além do mais, vale repetir que nunca antes na história deste país uma decisão de Copa do Brasil envolveu tanto interesse, sem se dizer que dela participaram todos os melhores times do país.

O Galo é um baita campeão da Copa do Brasil.

E, mais uma vez, diferente.

Comentário para o Jornal da CBN desta quinta-feira, 27 de novembro de 2014, que você ouve aqui.

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Galo ganha sua primeira, e mais festejada, Copa do Brasil http://blogdojuca.uol.com.br/2014/11/galo-ganha-sua-primeira-e-mais-festejada-copa-do-brasil/ http://blogdojuca.uol.com.br/2014/11/galo-ganha-sua-primeira-e-mais-festejada-copa-do-brasil/#comments Thu, 27 Nov 2014 02:15:56 +0000 https://blogdojuca.uol.com.br/?p=64574 diego-tardelli-beja-o-escudo-do-atletico-mg-apos-abrir-o-placar-na-final-da-copa-do-brasil-1417050972295_956x500

Um dia, quem sabe, os legisladores brasileiros se darão conta de que a obrigatoriedade de se tocar o Hino Nacional antes de quaisquer jogos de futebol pelo Brasil afora acaba como um tiro pela culatra, um desrespeito, por não fazer parte de nossa cultura e pela banalização do ato.

Não se ouviram os acordes hoje no Mineirão, como acontece com frequência pelos estádios espalhados pelo país afora.

Mas vamos ao jogo, que é o que interessa.

O clássico mineiro no mau gramado de um estádio da Copa do Mundo, começou com o Cruzeiro de branco e o Galo de branco e preto.

O Mineirão, fruto da mesquinhez e da burrice de nossa cartolagem, não estava nem perto de estar lotado, com 39.786 pagantes.

E com o Galo no ataque.

O Cruzeiro sem Mayke, mas com Ceará, e com Nilton em vez de Lucas Silva.

O rival ainda sem Guilherme e, ousado, com Rafael Carioca em vez do marcador Pierre.

O sétimo Cruzeiro x Galo do ano, três vitórias atleticanas e três empates, tinha o Alvinegro dando as cartas.

Aos 12, bola roubada de Nilton, Luan deu para Marcos Rocha fazer o gol fatal e Fábio impediu, com o rebote sobrando ainda para Diego Tardelli que bateu na rede pelo lado de fora.

Três minutos depois, uma bola vadia em ligação direta do goleiro Fábio sobrou para Ricardo Goulart que pegou mal e desperdiçou ótima chance.

Aos 24, Tardelli, de joelho, não só perdeu o gol debaixo da trave como evitou que Jemerson, atrás dele, fizesse.

Por ironia, Tardelli não jogava bem, errava passes sem parar e, por azar, Luan se machucou e foi substituído por Maicosuel, aos 30.

Quatro minutos depois, troca de empurrões na intermediária do Galo.

Sim, o jogo era tenso, mas leal, em gramado pesado.

Aos 40, um cruzamento de Dátolo desviou no ombro de Ceará e quase entrou, saindo a escanteio.

Dois minutos depois, Maicosuel viu Fábio sair aos seus pés em ótimo passe de Tardelli e, no rebote, Dátolo mandou nas nuvens.

O Cruzeiro agradecia ao céu o empate no primeiro tempo que, no entanto, dava o título inédito da Copa do Brasil ao rival: 2 a 0 não seria injusto.

E o 1 a 0 foi justíssimo porque se Tardelli não jogava o que se esperava dele, aos 47 ele escorou de cabeça um ótimo passe de Dátolo e o Galo foi para o intervalo na frente.

Sim, 3 a 0 para o Galo. A Raposa teria de fazer quatro.

O Galo estava pertíssimo de ganhar a mais festejada das Copas do Brasil desde a primeira, em 1989, e a mais difícil desde 2001 porque, nesta 26a. edição, com os participantes da Libertadores.

Willian Farias voltou no lugar de Henrique, também machucado, no time azul, isto é branco nesta noite.

Logo aos 6, por pouco, Maicosuel não ampliou.

O Cruzeiro dava sinais de cansaço, a torcida de desânimo e, aos 16, Dagoberto entrou no lugar de Willian.

Chovia em Belo Horizonte quando faltavam 25 minutos para o Galo ser campeão e, de quebra, voltar à Libertadores.

Aos 24 foi a vez de Rafael Carioca se machucar.Pierre entrou.

Seis minutos depois, Dátolo carimbou o travessão de Fábio, de fora da área.

A tríplice coroa ia para o espaço na quarta vitória de Levir Culpi em 2014 sobre o tri vice-campeão da Copa do Brasil, o estupendo Marcelo Oliveira.

Julio Baptista entrou no lugar de Ceará depois que o Cruzeiro quis mão na bola de Leonardo Silva em lance de bola na mão.

A vitória era mais que justa e por menos do que deveria embora o empate pudesse ser um consolo para o campeoníssimo Cruzeiro, que via escapar o penta.

Aos 39, Leandro Donizete foi expulso por agredir Dagoberto e Eduardo entrou no lugar de Tardelli, herói da noite.

O Galo festeja com todos os méritos.

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Malditas traves do Morumbi. Malditos pênaltis http://blogdojuca.uol.com.br/2014/11/malditas-traves-do-morumbi-malditos-penaltis/ http://blogdojuca.uol.com.br/2014/11/malditas-traves-do-morumbi-malditos-penaltis/#comments Thu, 27 Nov 2014 02:13:18 +0000 https://blogdojuca.uol.com.br/?p=64583 IMG_2720.JPG

O primeiro tempo no Morumbi foi amarrado, com o Atlético Nacional jogando o jogo que planejou, quase sem dar chances ao São Paulo, diante de 45.454 pagantes, mais que no Mineirão.

Ao contrário, a única chance real de gol foi colombiana, no último lance dos primeiro 45 minutos, evitada por Rogério Ceni nos pés de um rival.

Quando o jogo recomeçou, foi a vez de Michel Bastos ter uma oportunidade clara evitada pelo goleiro Armani, mais eficiente que elegante, depois de lançamento brilhante de Ganso.

O mesmo Ganso, porém, aos 8 minutos, bateu daquelas faltas cruzadas pelo lado direito, a bola quicou no chão e empatou a disputa no placar agregado.

Ganso vibrou com sangue tricolor.

A partir daí só dava São Paulo.

Aos 24, um pecado: Kaká mandou na trave.

Aos 26, outro: Luís Fabiano mandou na trave. Pior, pegaria o rebote para fazer 2 a 0, mas Michel Bastos, impedido, tentou o gol.

Em seguida, Luís Fabiano perdeu na cara do goleiro.

A classificação amadurecia.

Aos 34, Muricy Ramalho trocou Kaká por Alan Kardec e, mais uma vez, Ceni teve de fazer boa defesa.

As traves do Morumbi levaram à tortura da decisão na marca da cal.

O rival bate e faz 1 a 0. Boca Negra.

Alan Kardec bate no raio que o parta, ao escorregar miseravelmente.

Os colombianos fazem 2 a 0. Valencia.

Rogério Ceni diminui: 1 a 2.

O adversário faz 3 a 1, friamente. Cordona.

Tolói bate e Armani defende. 1 a 3.

Ruiz faz 4 a 1 e o São Paulo está fora da final.

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Vai que é tua, senador Romário! http://blogdojuca.uol.com.br/2014/11/vai-que-e-tua-senador-romario/ http://blogdojuca.uol.com.br/2014/11/vai-que-e-tua-senador-romario/#comments Wed, 26 Nov 2014 18:27:41 +0000 https://blogdojuca.uol.com.br/?p=64572 IMG_2718.JPG

Eurico Miranda foi até a CBF para convidar José Maria Marin e Marco Polo Del Nero para sua posse no Vasco.

Ouviu muitos elogios e os retribuiu na mesma medida.

Apoiado por Romário nas recentes eleições cruzmaltinas, só falta agora o senador abraçar também os dois comandantes da Casa Bandida do Futebol.

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Hoje, sim! http://blogdojuca.uol.com.br/2014/11/hoje-sim-2/ http://blogdojuca.uol.com.br/2014/11/hoje-sim-2/#comments Wed, 26 Nov 2014 16:30:14 +0000 https://blogdojuca.uol.com.br/?p=64569 IMG_2717.JPG
É hoje sim, no Morumbi, que também um montão de coisas pode acontecer.

Completo, com muita gente nas arquibancadas, já garantido na Libertadores, o São Paulo tem tudo para superar o colombiano Atlético Nacional e se classificar para uma final de Copa Sul-Americana maior do que foi a da Libertadores deste ano — porque apenas entre o argentino San Lorenzo e o paraguaio Nacional.

Caso o Tricolor chegue lá, a decisão será contra outros dois gigantes, os argentinos Boca Juniors ou River Plate, primeiro jogo na Bombonera ou segundo no Monumental de Nuñes.

Contra o Boca, seria uma final entre ganhadores de nove Libertadores.

Contra o River, de cinco.

Hoje pode ser também, e tomara que não seja, o antepenúltimo jogo oficial de Rogério Ceni com a camisa são-paulina, o penúltimo no Morumbi, o último internacional.

Mas esta com cara mesmo de ser mais um passo para o bicampeonato da Copa Sul-Americana, a melhor de todas desde que foi criada.

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