Blog do Juca Kfouri http://blogdojuca.uol.com.br Juca Kfouri é formado em Ciências Sociais pela USP. Desde 2005, é colunista da Folha de S.Paulo e do UOL. Fri, 06 Mar 2015 22:07:15 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=4.0.1 A intolerância não serve à Democracia http://blogdojuca.uol.com.br/2015/03/a-intolerancia-nao-serve-a-democracia/ http://blogdojuca.uol.com.br/2015/03/a-intolerancia-nao-serve-a-democracia/#comments Fri, 06 Mar 2015 21:53:26 +0000 https://blogdojuca.uol.com.br/?p=66365

A exemplo do que fizeram alguns frequentadores que estavam na lanchonete do Hospital Albert Einsten, em São Paulo, com o ex-ministro Guido Mantega, alunos da Unirio, aos gritos de bordão contra a Rede Globo, hostilizaram a apresentadora  Angélica em sua saída da universidade onde esteve para fazer uma gravação.

Tentar calar as vozes das quais discordamos é o melhor meio para destruir uma sociedade civilizada e cidadã.

A intolerância leva apenas ao caos e o caos só interessa aos trogloditas, fascistóides de direita e de esquerda.

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Retrato do futebol exportador de pé-de-obra http://blogdojuca.uol.com.br/2015/03/retrato-do-futebol-exportador-de-pe-de-obra/ http://blogdojuca.uol.com.br/2015/03/retrato-do-futebol-exportador-de-pe-de-obra/#comments Fri, 06 Mar 2015 17:48:53 +0000 https://blogdojuca.uol.com.br/?p=66357

Gallo convocou a seleção olímpica, 23 jogadores com menos de 23 anos.

É um bom grupo.

Mas o alarmante é que 11 deles já atuam fora do país.

E não são, como antes, apenas atacantes. 

Tem para todas as posições.

Confira:

Goleiros

David – Criciúma E.C.
Jacsson – S.C.Internacional
Jean – E.C. Bahia

Laterais

Cláudio Winck – S.C.Internacional
Douglas Santos – C.Atlético Mineiro
Maicon – A.S. Livorno Calcio – ITA
Wendell – Bayer Leverkusen – ALE

Zagueiros

Dória – São Paulo F.C.
Luan – C. R. Vasco da Gama
Rodrigo Ely – A.S. Avellino – ITA
Wallace – A.S. Monaco F.C. – FRA

Meio-campo

Danilo – S.C. Braga – POR
Fred – F.C. Shakhtar Donetsk – UCR
Lucas Silva – Real Madrid F.C. – ESP
Rafael Alcântara – F.C. Barcelona – ESP
Rodrigo Caio – São Paulo F.C.
Talisca – S.L. Benfica – POR

Atacantes

Alisson – Cruzeiro E. C. 
Erik – Goiás E.C.

Felipe Anderson – S.S. Lazio – ITA
Marcos Guilherme – C. Atlético Paranaense
Vinicius Araújo – R. Standard de Liège – BEL
Vitinho – S.C. Internacional

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Conta fechada http://blogdojuca.uol.com.br/2015/03/conta-fechada/ http://blogdojuca.uol.com.br/2015/03/conta-fechada/#comments Fri, 06 Mar 2015 16:19:17 +0000 https://blogdojuca.uol.com.br/?p=66354 Um profissional brasileiro trabalhou para Ricardo Teixeira, recebeu em cheque e o depositou na conta que tinha em Miami, num banco também brasileiro.

Tudo legal e, aparentemente, direito.

Só que o banco pediu explicação ao profissional e exigiu provas da realização do trabalho, coisa feita sem nenhuma dificuldade.

O banco aceitou o depósito, mas, um mês depois, pediu ao correntista que fechasse a conta.

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Morumbi, Mineirão e Maracanã têm domingo de clássicos http://blogdojuca.uol.com.br/2015/03/morumbi-mineirao-e-maracana-tem-domingo-de-classicos/ http://blogdojuca.uol.com.br/2015/03/morumbi-mineirao-e-maracana-tem-domingo-de-classicos/#comments Fri, 06 Mar 2015 09:55:19 +0000 https://blogdojuca.uol.com.br/?p=66344 Atlético e Cruzeiro vão fazer o primeiro clássico do ano, pelo campeonato estadual.

Em 2014 o Galo não perdeu nenhuma vez e está invicto há oito jogos contra o rival, com cinco vitórias.

Duas delas inesquecíveis, nas finais da Copa do Brasil.

Mas o Cruzeiro é o atual bicampeão brasileiro e campeão mineiro.

Nenhum dos dois passa por bom momento e nada melhor que uma vitória no Mineirão para começar a recuperação.

No Morumbi o domingo reserva mais um Majestoso, também pelo estadual.

O São Paulo engasgado pela derrota no último clássico, pela Libertadores, quando o Corinthians venceu por 2 a 0 sem dificuldade.

Se não é a chance de se vingar, porque só no jogo de volta pelo torneio continental, no dia 22 de abril, será, ao menos, a oportunidade de quebrar a invencibilidade de 12 jogos do rival neste ano.

O Tricolor teve uma semana para treinar e o Alvinegro jogou na Argentina na quarta-feira.

Muricy Ramalho é o primeiro a reconhecer que isso faz diferença.

Finalmente, no Maracanã, Fluminense e Botafogo fazem o Clássico Vovô, o mais antigo do Rio.

O Flu começou a temporada como o maior favorito ao título carioca, mas quem lidera é o Glorioso.

No Morumbi e no Mineirão os jogos estão marcados para às 16h e no Maracanã para às 18h30.

Os três estádios começam com M.

O Majestoso também.

Tomara que os três clássicos sejam maravilhosos.

Comentário para o Jornal da CBN desta sexta-feira, 6 de março de 2015, que você ouve aqui.

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Na trave http://blogdojuca.uol.com.br/2015/03/na-trave-2/ http://blogdojuca.uol.com.br/2015/03/na-trave-2/#comments Fri, 06 Mar 2015 03:00:51 +0000 http://blogdojuca.uol.com.br/?p=66348 POR LUIZ GUILHERME PIVA

1.
Bola na trave é coisa séria.

O jogo pode estar uma porcaria, chato como um filme afegão, um engarrafamento, uma ata do Bacen – aí ela estoura, trisca, encosta, balança a trave, o pau, o ferro e tudo parece mudar.

Dali em diante cria-se a ilusão de que nada é mais o mesmo, incluindo o que ocorreu e o que ocorrerá. A história parece então refazer seus cursos.

Um sopro, uma luz, um chamado, uma chance de sucesso, um lembrança feliz, uma possibilidade, uma ousadia, uma acrobacia, um medo, um trauma, uma ameaça, a natureza morta dança e borrifa ou escurece e some.

2.
Tem bolas na trave que assombram, estrondam e fundam certo silêncio. Como se, no escuro, ouvindo um trovão, um rugido, um canhão, uma avalanche, um terremoto, viesse o medo.

Essas em geral são secas, graves, em lances nítidos e lentos. Todos mais ou menos na sua posição no campo, um passe ou um drible, a coreografia morna, nenhum aviso – e a explosão. O goleiro nem se mexe: só esguelha ou ausculta que algo ocorreu.

3.
Tem aquelas que, diferentemente, estrepitam e vibram, agudas. Gritam, gralham, esbugalham, esgoelam uma mudança, um risco, quem sabe.

Essas em geral saem de lances rápidos, com movimentos embaralhados, pressão na área, bate-rebate, contra-ataque populoso, falta tensa, troca rápida de passes, fila de dribles, corte seco na meia-lua, a torcida já urde uma exclamação, algo virá, não se sabe o quê – e ela estoura no pau, no ferro, e eis que morreríamos, vencia, salivo, acordareis, suspiraste, afundarão, quem sabe.

4.
Mas é só ilusão.

Tanto aquelas quanto estas nada mudam – porém, fazem com que ouvintes, torcedores, narradores e comentaristas passem a reler o jogo e o resultado a partir delas. É interpretação. Emoção. Envolvimento. Comoção. Esperança. Temor.

Com essas bolas na trave tudo segue igual.

As bolas na trave que mudam tudo de fato são outras.

São aquelas tinhosas, lentas, leves, felinas, pingam, escorregam, sem força, passam por ali, não vemos, por aqui, escapam, enganam, escorregam, vão entrar, deixa pra lá, vão sair, traiçoeiras, ardilosas, domesticadas, matreiras, dóceis, ôpa, cadê, vem cá, espera, psiu, que nada – e pimba, ou plóft, ou téc, ou tum, dão um beijo na trave, saem, param, se deixam ficar ou desmaiar por ali.

Essas sim definem tudo. Só que imperceptivelmente.

Trata-se de muito mais do que passado e futuro.

Poucos percebem, mas são elas que prescrevem a vida e a morte.

Pagliuca, goleiro da Itália na final de 94 contra o Brasil, percebeu.

Depois do chute do Mauro Silva, deu-se conta da dimensão do que estava em jogo.

Do que significava aquele beijo que a bola dera na trave.

Foi lá e, humildemente, reverenciou-a, imitando-a.
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Luiz Guilherme Piva publicou “Eram todos camisa dez” (Editora Iluminuras

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8 a 1 http://blogdojuca.uol.com.br/2015/03/8-a-1/ http://blogdojuca.uol.com.br/2015/03/8-a-1/#comments Thu, 05 Mar 2015 20:00:26 +0000 https://blogdojuca.uol.com.br/?p=66337

Como o futebol brasileiro adora andar para trás, está de volta a ideia do mata-mata para o Campeonato Brasileiro de 2016.

Os superados campeonatos estaduais são disputados com mata-mata, a Copa do Brasil também, além da Libertadores e da Copa Sul-Americana.

É essencial ter pelo menos um campeonato, como em todo o Primeiro Mundo do futebol, em pontos corridos, que garanta atiividade para todos os participantes do começo ao fim.

Porque o mata-mata mata também o planejamento, o mérito e a justiça, ao privilegiar uma emoção circunstancial, a sorte e o acaso.

O pior é que até a Globo não se dá conta ainda que as baixas audiências não acontecem por causa de fórmulas, mas porque o calendário é burro a tal ponto que desmoraliza as competições promovidas no país, pois nem as datas Fifa são obedecidas. Além dos estaduais que espremem os torneios que poderiam ser muito mais bem organizados.

Se o mata-mata fosse solução para qualquer coisa teríamos vivido no melhor dos mundos até 2003.

Vivemos?

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Contra o trabalho escravo no Qatar http://blogdojuca.uol.com.br/2015/03/contra-o-trabalho-escravo-no-qatar/ http://blogdojuca.uol.com.br/2015/03/contra-o-trabalho-escravo-no-qatar/#comments Thu, 05 Mar 2015 18:00:00 +0000 http://blogdojuca.uol.com.br/?p=66334 Participe AQUI.

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De tirar a cartola http://blogdojuca.uol.com.br/2015/03/de-tirar-a-cartola/ http://blogdojuca.uol.com.br/2015/03/de-tirar-a-cartola/#comments Thu, 05 Mar 2015 15:10:22 +0000 https://blogdojuca.uol.com.br/?p=66299 Da redação de PLAYBOY  

Verão do ano passado, Angra dos Reis.

Tatiane Cunha Cravinho só foi à festa por insistência de uma amiga. O homem grisalho não tirava os olhos dela. Conversaram na festa, nada além disso.

O telefonema e o convite para o primeiro encontro só apareceu duas semanas mais tarde. “Que tal um jantar, em Paris?”

Foi assim que começou o tórrido romance entre a modelo sul-matogrossense Tatiane, de 36 anos, com o homem mais poderoso do futebol brasileiro, Ricardo Teixeira.

Entre março e novembro do ano passado, Tatiane teve o seu passaporte carimbado diversas vezes. Não parou de viajar. Conheceu a Europa inteira e passou um mês flanando em um dos iates do ex-presidente da CBF que fica baseado em Mônaco.

Nesse tempo todo, constatou que o namorado famoso segue sendo uma referência no futebol brasileiro.

Apesar de afastado oficialmente da CBF desde 2012 (ele tinha assumido a CBF em 1989),os dirigentes atuais não tomam grandes decisões sem pedir a benção de Ricardo Teixeira.

Tatiane era convidada a sair da sala a cada conversa importante, mas não era difícil intuir que o poder segue mais ou menos onde sempre esteve.

Aos poucos, Tatiane percebeu também que não era simplesmente mais uma namorada de Teixeira. O dirigente ficou fascinado com a semelhança de Tatiane com Adriane de Almeida Cabete. Adriane talvez tenha sido a grande paixão de sua vida. Foi a pivô do fim do primeiro casamento do cartola com Lúcia Havelange, a filha de João Havelange, sua porta de entrada no mundo do futebol. Adriane morreu em um acidente de carro na Flórida em 1995 quando tinha 23 anos. O BMW dado de presente pelo ex-presidente da CBF se desgovernou a 160 km/h e foi parar em um rio. Adriane morreu afogada. Segundo Teixeira, Tatiane lembra demais Adriane.

O namoro terminou por ciúme. No caso, ciúme feminino. Segundo Tatiane, Ricardo falava demais com a segunda ex-mulher Ana Carolina que mora em Miami com a filha Antônia. Em novembro, a modelo declinou de uma viagem e a relação esfriou. Tatiane voltou então para Campo Grande onde vive com as duas filhas de 13 e 7 anos que teve com um namorado da adolescência e com o ex-marido, um tenista esloveno que conheceu em um programa turístico em Bonito (MS).

A edição de PLAYBOY com o ensaio de Tatiane, com fotos feitas no Maracanã, chegará às bancas na semana que vem.

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O fair play genérico da CBF http://blogdojuca.uol.com.br/2015/03/o-fair-play-generico-da-cbf-2/ http://blogdojuca.uol.com.br/2015/03/o-fair-play-generico-da-cbf-2/#comments Thu, 05 Mar 2015 13:39:20 +0000 https://blogdojuca.uol.com.br/?p=66329 Do BOM SENSO FC

Algo deve mudar para que tudo continue como está.

A célebre frase de Lampedusa é a lei que norteia toda e qualquer ação da CBF.

Já não fosse bastante sua articulação no Congresso para driblar o Governo Federal e oferecer mais uma colher de chá (sem contrapartidas) à cartolagem, a entidade máxima do nosso futebol aproveitou esta última segunda-feira para reapresentar uma obra-prima da incompetência do futebol brasileiro: o fair play genérico.

Com o temor de que o Governo Federal possa – via MP – cobrar transparência e democracia na gestão da entidade, a CBF se apressou em apresentar qualquer medida que pudesse sinalizar uma preocupação maior com o estado quase falimentar dos clubes.

Em reunião convocada com os dirigentes da série A, deliberou-se a velha nova. Após muito lucubrar sobre um sistema de fair play financeiro que, existindo, não fizesse mal a ninguém, a reunião deve ter sido concluída por mais uma dramático lampejo do sempre teatral Eurico Miranda, “oras, pega o modelo da Federação Paulista e copia para a CBF”.

“Mas o modelo da Federação Paulista funciona, já teve algum efeito?”, alguém deve ter perguntado.

Ao quê, alguém deve ter respondido, “não”.

“Eis então a mudança que precisamos”, concluíram.

A chave do fracasso do fair play genérico (esse já aplicado na Federação Paulista) é sua lógica denuncista: o atleta que estiver com seus salários atrasados precisa entrar com uma ação contra o próprio clube, só assim as punições podem acontecer. Isto é, o atleta que colaborou com o seu clube para conquistar os três pontos, teria que acionar o fair play genérico para que seu clube perca esses mesmos pontos.

O fiasco dessa versão cartolística de fair play se verifica nos números. Segundo membros da própria Federação Paulista, nos mais de três anos de implementação do modelo, apenas quatro ações foram movidas. Existe alguém que acredite que nos últimos três anos, entre os mais de 100 clubes do estado de São Paulo, houve apenas quatro episódios atrasos de salário?

A exposição do jogador torna o modelo ineficaz. Vale sempre lembrar que os principais prejudicados não são os atletas dos clubes de elite, mas sim aqueles atletas que além de receberem uma média de dois salários mínimos atuando no mais longínquos rincões do estado, ainda têm um calendário de apenas 4 meses de trabalho ao longo do ano.

Somos favoráveis a um verdadeiro modelo de fair play financeiro, em que os clubes prestem contas periodicamente sobre o pagamento de salários e direito de imagem a todos os seus funcionários (atletas e não-atletas) e com punições desportivas e responsabilização pessoal dos dirigentes que não estiverem em dia com suas obrigações fiscais e trabalhistas.

Dada a impossibilidade de participação dos atletas na CBF, seguimos defendendo que as regras de funcionamento do fair play financeiro estejam asseguradas em um projeto de lei, como contrapartida ao refinanciamento da dívida dos clubes.

Bom Senso Futebol Clube,

Por um futebol melhor para todos

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Que o Papa perdoe o Corinthians http://blogdojuca.uol.com.br/2015/03/que-o-papa-perdoe-o-corinthians/ http://blogdojuca.uol.com.br/2015/03/que-o-papa-perdoe-o-corinthians/#comments Thu, 05 Mar 2015 09:55:40 +0000 https://blogdojuca.uol.com.br/?p=66314

O Corinthians foi à catedral vazia do time do Papa e ganhou do San Lorenzo por 1 a 0, com mais um gol de Elias, o quarto dele dos oito feitos pelo alvinegro na Libertadores.

O atual campeão da Libertadores, e time do Santo Padre, pareceu ter sido abandonado pela sorte.

Porque carimbou a trave corintiana uma vez, perdeu um gol embaixo do travessão e o único milagre que viu foi do goleiro brasileiro Cássio.

O Corinthians, no quinto jogo de um time brasileiro fora de casa nesta Libertadores, conseguiu a primeira vitória nacional no torneio continental.

E o Papa Francisco, ao acordar hoje no Vaticano e perguntar sobre como foi o jogo, há de ter constatado que Deus é mesmo brasileiro.

Comentário para o Jornal da CBN desta quinta-feira, 5 de março de 2015, que você ouve aqui.

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