Blog do Juca Kfouri

Arquivo : abril 2014

O insustentável peso do ser
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Juca Kfouri

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Quando vejo alguns torcedores do Barcelona, que ganhou tudo e mais um pouco nos últimos anos, tanto que havia 11 anos que não perdia três jogos seguidos, ofenderem o time sem poupar nem mesmo Lionel Messi, me lembro de uma coisa e constato outra:

1. os fanáticos brasileiros não têm o monopólio da estupidez;

2. o Homem é mesmo um projeto inviável…


De Paquetá a Hollywood!
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Juca Kfouri

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Quer ajudar a fazer nascer um documentário sobre as vidas de dois rebeldes de nosso futebol, Afonsinho e Nei Conceição?

A chance está AQUI.

Quem sabe você não ganha o Oscar?


Cruzeiro arranca empate dramático
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Juca Kfouri

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O Cruzeiro começou o jogo no Mineirão até lembrando o time campeão brasileiro.

Bola de pé em pé, busca persistente do gol, goleiro do Cerro Porteño obrigado a trabalhar e defesa bem posta, sem dar chance aos paraguaios.

Aí, aos 31 minutos, quando o gol brasileiro parecia iminente , o rebote de um escanteio inexistente resultou num novo cruzamento, desta vez rasteiro, que pegou a defesa frouxa a ponto de permitir o gol incômodo, de Angel Romero, nada angelical, diabólico, isso sim.

A ansiedade virou nervosismo e o Cruzeiro se desarticulou e por pouco, já no início do segundo tempo, não tomou o segundo gol, que seria catastrófico.

Aliás, por pouco vírgula. Por Fábio, duas vezes, na primeira à queima-roupa e na segunda de fora da área.

Os paraguaios tinham perdido o respeito e de dispostos a empatar no começo do jogo passaram a achar que poderiam ampliar.

O Cruzeiro já tinha Borges desde o fim do primeiro tempo, no lugar de Élber, que se machucou. E errava passes irritantemente.

Atribuir o mau desempenho às ausências de Dagoberto e Ricardo Goulart seria um exagero. Mas que eles faziam falta, lá isso faziam.

Mas vendo as coisas feias, Marcelo Oliveira trocou o lateral Ceará por Mayke, aos 13.

O Cruzeiro retomou a iniciativa do jogo e partiu para pressão. Em vão.

O Cerro valorizava a posse de bola e chegou a ficar com ela entre o 22o. e 24o. minutos sem que os mineiros conseguissem roubá-la, para irritação do Mineirão.

Incapaz de entrar na área paraguaia, o Cruzeiro chutava de fora.

Parecia daqueles dias em que nada dá certo à noite.

Aos 30, Marlone foi a última tentativa cruzeirense, no lugar de Júlio Baptista.

A permanecer o resultado, o Cruzeiro teria de ganhar em Assunção ou por 1 a 0 para ir aos pênaltis ou por qualquer placar acima disso, 2 a 1, por exemplo.

Possível, sem dúvida, mas complicado e dramático.

Definitivamente, a campanha do campeão brasileiro está longe, muito longe da expectativa criada em torno dele.

Retrato fiel, diga-se, do futebol que os times brasileiros têm jogado, ou ao contrário, não têm jogado.

Só aos 37 minutos o Cerro mudou, com o técnico Francisco Arce, aquele mesmo que foi ídolo do Grêmio e do Palmeiras e que punha a bola onde quisesse, trocando dois jogadores de uma vez só, ele que era um xodó de Luís Felipe Scolari.

William ainda mandou uma bola na trave aos 39, para aumentar o drama, porque àquela altura, o empate seria uma bênção, diante de mais de 38 mil torcedores. Mas, como se sabe, bola na trave não altera o placar.

Que veio aos 48 minutos, com Samudio, depois de um bate-rebate na grande área.

O que amenizou preocupação sobre a sobrevivência do time na Libertadores.

Mas serão duas semanas de apreensão que não estava nos planos de ninguém pelo país afora, a não ser, é claro, dos torcedores do Galo.

O 0 a 0 classifica o Cerro, o 1 a 1 leva aos pênaltis e quaisquer empates acima disso classifica o Cruzeiro.

Muito melhor do que se afigurava até o derradeiro minuto do jogo.

O Cerro segue sem ganhar fora de casa, mas ganhou os três jogos que fez nela…

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Real campeão do Rei
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Juca Kfouri

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O Real Madrid acaba de vencer o Barcelona por 2 a 1, em Valencia, e sagrar-se campeão da Copa do Rei.

Os madridistas, sem Cristiano Ronaldo, saíram na frente, com o argentino Di Maria que está jogando uma barbaridade, aos 10 minutos de jogo, em impedimento.

Os catalães empataram no segundo tempo e sofreram, aos 85, um golaço de Bale, num rush sensacional que culminou com uma caneta no goleiro Pinto que, aliás, falhou no primeiro gol.

O Real Madrid foi melhor e mereceu o resultado diante de um Messi pálido e de apenas Iniesta jogando como sempre.

O Barça perdeu pela terceira vez seguida.

Há quanto isso não acontecia?

Desde 2003, informa o Esporte Interativo.

Aos 90 minutos, Neymar recebeu um passe milagroso de Xavi, tirou de Casillas, mas a bola bateu na trave.

Fase é fase. Até para o Barça.

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O caso Icasa
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Juca Kfouri

Do mesmo modo que a direção do Fluminense tinha a obrigação de defender os interesses do clube nos casos de escalações irregulares de jogadores do Flamengo e da Portuguesa, a direção do Icasa tem a de defender os seus interesses no caso do jogador do Figueirense.

E de exigir que o STJD aja como agiu em relação aos casos anteriores.

STJD que deve julgar, ser coerente, PUBLICAR sua decisão como manda a lei e deixar a vida seguir.

Simples assim.


Sobre a paralisação do futebol brasileiro
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Juca Kfouri

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POR RICARDO MARTINS, executivo do BSFC

Para mais de 80% dos clubes profissionais nos país, o futebol brasileiro já está paralisado. Com o fim dos estaduais, mais de 500 clubes fecham as suas portas e com isso deixam mais de 12 mil atletas sem emprego pelo resto do ano.

Existe a falsa ideia de que ser jogador de futebol no Brasil é sinônimo de sucesso. Porém, esta não é – nem de longe – a realidade da maioria dos jogadores no país, que agora parte à procura de algum emprego provisório enquanto esperam pelos campeonatos estaduais do ano que vem. Exemplo disso, é o que vimos em reportagem da Folha de S.Paulo sobre o Estadual de Roraima, descrevendo-os como os “Ciganos da Bola”, a reportagem conta a história das dificuldades enfrentadas por jogadores Brasil afora e faz um retrato sobre o estado do futebol no país.

Mesmo em um cenário como esse, o principal responsável pelo estado do futebol brasileiro se diz preocupado única e exclusivamente com a Seleção e a Copa do Mundo. Nos manifestamos no domingo para chamar atenção ao lado ignorado do futebol brasileiro, aquele que não é prioridade para a CBF. Com a faixa: “Final de campeonato: 1 campeão, 500 clubes sem atividades e 12 mil desempregados” entramos em campo em diversas finais dos Estaduais, mas até a nossa faixa acabou ignorada pela TV.

É preciso deixar claro que o Bom Senso F.C. defende a criação da Série E justamente para que esses clubes possam jogar ao longo de todo ano. Ninguém está propondo a morte dos Estaduais. Muito pelo contrário, estamos pedindo Estaduais mais enxutos, competitivos e, consequentemente, rentáveis. Estaduais mais curtos não prejudicariam os clubes menores, pois isto seria compensado pela capilaridade do Brasileirão com séries A, B, C, D e E ao longo de todo ano, com todos os clubes de futebol profissional do Brasil envolvidos.

O Bom Senso F.C. existe justamente #profutebolnãoparar, e precisamos do apoio dos torcedores para pressionar os tomadores de decisão do nosso futebol.


Eu não creio em bruxas, mas…(2)
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Juca Kfouri

Em 2011 a Rede Record fez esta reportagem sobre esquema de arbitragem no Rio de Janeiro.

Dois ex-auxiliares denunciaram o esquema; Marçal Rodrigues e Vinícius da Vitória Nascimento.

Resultado da denúncia?

Ambos foram excluîdos do quadro de árbitros da CBF.


A ditadura na CBF parece não incomodar muita gente
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Juca Kfouri

Hoje teremos mais uma eleição de fachada na CBF para eleger o candidato da situação, que não tem opositor.

É assim desde 1989, lá se vão 25 anos, quando Ricardo Teixeira foi eleito, depois reeleito, depois treeleito, quatrieleito e pentaeleito sem oposição, até ter que se mandar do país para Boca Raton.

Deixou em seu lugar José Maria Marin que destampou Marco Polo Del Nero para sucedê-lo, embora só a partir do ano que vem.

A eleição se dá agora para evitar eventuais problemas caso as coisas na Copa do Mundo não saiam a contento.

Para ter oposição são necessárias oito assinaturas de federações estaduais e cinco de clubes, mas ninguém tem coragem de assinar e correr o risco de, derrotado, ser retaliado.

Coisa para dar inveja ao velho PRI mexicano.

Temos uma ditadura na CBF, outra no COB, mas são poucos os que dão bola para isso.

Parece incrível tamanho conformismo.

E é.

Comentário para o Jornal da CBN desta quarta-feira, 16 de abril de 2014, que você ouve aqui.