Blog do Juca Kfouri

Arquivo : agosto 2014

Uma lei para resgatar o futebol brasileiro
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Juca Kfouri

Em “O Globo” de hoje:

POR PAULO ANDRÉ*

Os clubes precisam controlar seus déficits, limitar seus custos, pagar em dia seus contratos de trabalho, parar de antecipar receitas e padronizar seus balanços

‘Os problemas costumam surgir depois, e não antes, da lei”, foram as palavras usadas pela presidente Dilma Rousseff em reunião com o Bom Senso, quando ela se referia justamente à inexistência de amarras necessárias para que a Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte (LRFE) funcione devidamente. Pelo mesmo motivo, os atletas defendem mudanças na LRFE e têm se colocado veementemente contra sua aprovação “às pressas”, como querem alguns dirigentes de clubes de futebol.

Aqueles que a defendem costumam dizer que a lei está redonda, que “tudo está lá”, que muitas das sugestões propostas pelo Bom Senso já foram incorporadas à LRFE. Mas, no fundo, a proposta atual exige, em contrapartida ao parcelamento da dívida dos clubes, apenas a apresentação de Certidão Negativa de Débito (CND), uma vez por ano, como garantia “inquestionável” de uma gestão transparente no futebol. Ademais, cita o pagamento dos contratos, o equilíbrio econômico-financeiro e outros termos que costumam qualificar os mais “bem-intencionados” projetos de lei. Porém, o fato de inserir estes itens (não detectados pela CND) e não definir quem os fiscalizará e quais serão as punições em caso de infração é o que torna sua redação insuficiente.

Quantos são os clubes, por exemplo, que recebem patrocínio da Caixa — empresa pública que exige a CND — e nem por isso estão em dia com as suas dívidas fiscais e trabalhistas?

Não temos dúvida de que a lei, se aprovada, será mais uma incapaz de solucionar o problema para o qual ela foi criada, a não ser que a intenção seja apenas beneficiar os dirigentes, livrando-os de possíveis ações civis e criminais — apropriação indébita — e liberando verba (retida pela Receita) para que a gastança e a impunidade continuem sem controle.

Reitero, a proposta atual age sobre os sintomas (as dívidas fiscais) e se esquece da causa (a má gestão), ou seja, em breve a doença retornará, pois o que levou os clubes ao estado em que se encontram é a inexistência de critérios rigorosos de fiscalização e punição.

Diferentemente do que têm declarado na mídia alguns dirigentes, as mudanças que queremos na LRFE não tratam, sob hipótese alguma, de abrandar as punições aos clubes. O Bom Senso defende, sim, o rebaixamento em caso de não apresentação da CND. Porém, acreditamos e defendemos mais tipos (além da CND) e maior frequência de fiscalização e de punição (aviso, proibição do registro de jogadores, rebaixamento).

Para que esse controle seja eficiente, é necessária a criação de um órgão de fiscalização independente que faça um acompanhamento contínuo dessas gestões. Em outros termos, os clubes precisam controlar seus déficits, limitar seus custos, pagar em dia seus contratos de trabalho, parar de antecipar receitas e padronizar seus balanços, sob a supervisão atenta desse órgão que aplicará medidas disciplinares aos infratores.

A LRFE é a oportunidade que temos de exigir contrapartidas importantes e proporcionar aos clubes um padrão de gestão financeira capaz de resgatar o futebol brasileiro, não apenas sanar suas dívidas.

*Paulo André é jogador de futebol e integrante do Bom Senso F. C.


As maiores torcidas do Facebook
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Juca Kfouri

Por ROBERTO VIEIRA

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(Relação revista e corrigida pelo autor às 23h30)

Sempre se desejou saber qual a maior torcida do Brasil e de cada estado.

Hoje existe um método rápido e inodoro de sacar quem tem mais torcida.

Quem faz bater o coração do torcedor. Como? Ora, bolas!

Basta checar o número de usuários que curtiram as páginas oficiais dos grandes clubes…

E eis a lista dos 20 clubes mais populares do país do futebol pentacampeão mundial em números de curtidas…

Até a noite do dia 22 de agosto de 2014.

1. Corinthians – 9. 145.870

2. Flamengo – 8.761.062

3. São Paulo – 5.340.800

4. Palmeiras – 3.033.662

5. Santos – 2.925.575

6. Cruzeiro – 2.229.640

7. Vasco da Gama – 2.229.578

8. Atlético-MG – 2.085.728

9. Grêmio – 1.784.035

10. Internacional – 1. 654.712

11. Botafogo – 1.075.485

12. Fluminense – 1.007.724

13. Bahia – 891.658

14. Atlético-PR – 640.089

15. Ceará Sporting – 461.272

16. Sport Recife– 415.023

17. Vitória-BA – 391.173

18. Fortaleza-CE – 347.444

19. Santa Cruz – 313.942

20. Goiás – 236.346

As maiores torcidas do Facebook, parte 2

Por ROBERTO VIEIRA

E quais as páginas de grandes clubes de futebol pelo mundo mais curtidas no Facebook?

E onde estão os maiores clubes brasileiros nessa onda?

1. Barcelona – 72. 987.616

2. Real Madrid – 71.053.678

3. Manchester United – 55.810.880

4. Arsenal – 28.032.270

5. Milan – 22.379.695

6. Bayern de Munich – 19.566.785

7. Juventus de Turim – 13.501.228

8. Borussia Dortmund – 10.152.480

9. Corinthians – 9. 145.870

10. Flamengo – 8.761.062

11. Boca Juniors – 5.987.159

12. São Paulo – 5.340.800

As maiores torcidas do Facebook, parte 3

Por ROBERTO VIEIRA

E quais as páginas de grandes clubes mais curtidas no Facebook?

Contando com basquete, baseball e futebol americano?

E onde estão os maiores clubes brasileiros nessa onda?

1. Barcelona – 72. 987.616

2. Real Madrid – 71.053.678

3. Manchester United – 55.810.880

4. Arsenal – 28.032.270

5. Milan – 22.379.695

6. L.A Lakers – 20.945.828

7. Bayern de Munich – 19.566.785

8. Chicago Bulls – 15.697.994

9. Juventus de Turim – 13.501.228

10. Borussia Dortmund – 10.152.480

11. Corinthians – 9. 145.870

12. Flamengo – 8.761.062

13. Boston Celtics – 8.509.037

14. New York Yankees – 8.093.426

15. Dallas Cowboys – 7.204.958

16. Boca Juniors – 5.987.159

17. São Paulo – 5.340. 800

18. Boston Red Sox – 4.924.806

19. River Plate – 4.564.437

20. Green Bay Packers – 4.412.176

E, apenas como curiosidade, os Beatles ficariam em quarto com quase 42 milhões de curtidas e os Rolling Stones estariam pau a pau com o Bayern de Munich. Messi estaria em terceiro lugar com 69 milhões de acessos e Neymar empataria com os Beatles.


Raios-X da 17a. rodada do Brasileirão
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Juca Kfouri

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No sábado, dramas.

O do Botafogo, que recebe a Chapecoense, para se afastar um pouco da ZR.

É obrigatório que, em casa, consiga.

O do Galo, que recebe o Inter, para não ficar ainda mais longe do título que busca desde 1971.

Mas a parada é duríssima, sem favorito.

E os dramas de Palmeiras e Coritiba que, no Pacaembu, lutam contra a lanterna.

Que ela os ilumine para cima porque, para baixo, não há o que faça contra a escuridão.

Pode ser o limite de Ricardo Gareca no alviverde paulista.

O domingo promete.

Se o Flu entrar no Maracanã contra o Sport, o que não deveria fazer, mas, tudo indica, fará, também terá a obrigação de vencer, mas correrá sério risco de ser ultrapassado pelo rubro-negro pernambucano.

No Morumbi, como favorito, o São Paulo, em alta no G4, receberá o Santos sem Robinho e em busca de não ficar muito longe do topo, como o Galo.

Entre Vitória e Figueirense, no Barradão, salve-se quem puder.

Já no duelo dos Mosqueteiros Grêmio e Corinthians, na Arena do Grêmio, os dois últimos técnicos da desmoralizada Seleção Brasileira se enfrentam com cara daqueles empates que, entre mortos e feridos, deixam todos vivos, embora seja ruim para ambos.

O Flamengo tentará a quadra em Criciúma e quem duvidará que a consiga?

O Bahia, na Arena da Baixada, deve ser fulminado pelo Furação.

Por último, mas não o último, ao contrário, o primeiro, o Cruzeiro, tem jogo duro no Serra Dourada, contra o Goiás, mas deve se dar bem.


Atlético domina Madrid
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Juca Kfouri

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Com gol de Mandzukic logo aos 2 minutos de jogo, no Vicente “Caldeirão”, o Atlético venceu o Real e ganhou a Supercopa da Espanha, o embate entre os campeões espanhóis e os da Copa do Rei.

A frequência do dérbi foi tão alta como no empate da sexta-feira passada, no Santiago Bernabeu e não será exagero dizer que os últimos clássicos madrilhenhos têm superado a rivalidade que se vê no Gre-Nal, com a vantagem de ser tecnicamente superior.

Ou seja, além da intensidade, da garra, busca–se o gol permanentemente com jogadores bem mais talentosos do que temos em Porto Alegre e pelo Brasil afora.


Quinta, coluna
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Juca Kfouri

POR LUIZ GUILHERME PIVA

O Palmeiras está prestes a iniciar uma arrancada histórica.

Vai acumular uma sequência de vitórias nunca antes vista. Um a um, os adversários serão batidos, humilhados, rendidos.

Vitórias simples, goleadas, gols no finzinho, de todos os jeitos. A ponto de, lá pelo meio do segundo turno, a questão central será “de quanto” o Palmeiras vai ganhar.

Os outros times se desesperarão. Serão armadas retrancas inimagináveis. Técnicos se reunirão em seminários, haverá intercâmbio com especialistas estrangeiros, antigos craques e treinadores serão consultados, juízes serão procurados para, quem sabe, então, pensa bem, pois é – mas nada, nada irá parar a marcha gloriosa, invicta.

Historiadores anotarão tudo ao vivo, e haverá polêmica hermenêutica nas mesas-redondas.

Matérias na mídia de todo o mundo. Fotógrafos, blogueiros, tuiteiros, vineiros, documentaristas, rappers, repentistas, filósofos e taxistas concentrarão a inteligência mundial em torno do fenômeno.

E pá, dois a zero, pum, três a um, toma, quatro a dois, outra, cinco a zero, pow, um a zero, splash, dois a um, plact, três a dois, cataplum, quatro a três – e assim irá o Palmeiras, sem tropeço, vencendo, cada vez mais forte, cada vez mais temido, imponente, saudado e odiado, temido, respeitado, com a aura de deuses cobrindo aos jogadores e a torcida.

Nunca mais se esquecerá esse time. Nunca mais haverá campanha igual. Nada poderá ser comparado ao feito palmeirense.

Depois, nos próximos anos, não importa. Pode ser rebaixado, desfeito, eliminado, extinto.

O que vai ficar é o time de 2014 – a maior e mais brilhante campanha de um time no Campeonato Brasileiro.

Só falta, antes, eliminar o inimigo que atualmente domina, esmaga, corrói, pisa, afunda, enterra e salga o Palmeiras.

E ele está muito próximo.

Muito perto.

Tão perto que não dá para vê-lo.
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Luiz Guilherme Piva lançou “Eram todos camisa dez” (Editora Iluminuras)


Viva a diferença!
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Juca Kfouri

Na França, Brandão, do Bastia, agrediu Thiago Motta, do PSG, fora de campo, jogo terminado, no túnel para os vestiários, e foi suspenso preventivamente pela Federação Francesa de Futebol.

Aqui, Petros, durante o jogo, no gramado, agrediu o árbitro pelas costas.

Foi suspenso no picadeiro do STJD, mas já obteve efeito suspensivo e pode voltar a jogar até que o picadeiro pleno do tribunal diminua sua pena de 180 dias.

Gol da Alemanha!


Estádios da Copa seguem em alta
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Juca Kfouri

Numa rodada de 21 gols graças aos sete entre Corinthians e Goiás, e de público médio de 18.557 pagantes, cinco dos 12 estádios da Copa do Mundo, a exceção foi a Fonte Nova, receberam mais de 20 mil pagantes.

Se é por ainda serem novidades ou se é por serem mais confortáveis é coisa que se saberá mais tarde, quando não mais despertarem curiosidade.

A Fonte Nova decepcionou, com apenas 9.926 pagantes.

Já a Arena Pernambuco recebeu 22.655 pagantes.

A Arena Corinthians, 26.685.

O Beira-Rio, 29.267.

O Mineirão, 32.294.

E o Maracanã, 37.726.

Não é nada, não é nada, já é alguma coisa.


Fluminense pode fazer o que o Corinthians não fez
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Juca Kfouri

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Os jogadores do Fluminense podem fazer neste domingo o que os do Corinthians não fizeram num outro domingo, em fevereiro deste ano.

Então, depois que foram agredidos por um bando de vândalos no CT do clube, os alvinegros ameaçaram, e não cumpriram, deixar de entrar em campo contra a Ponte Preta, em Campinas.

Alguns deles se arrependem até hoje por terem desperdiçado a oportunidade de dar um basta à violência de torcedores bestiais, à cumplicidade dos cartolas e à omissão tanto da polícia quanto da Justiça brasileiras.

Chance que está posta para os jogadores do Fluminense, liderados pelo capitão do time, Fred, que anunciou uma reunião com seus companheiros, dispostos a não enfrentar o Sport, neste domingo, no Maracanã, caso permaneça a insegurança de que foram testemunhas ontem ao chegar ao aeroporto do Galeão depois da derrota para a Chapecoense.

Por radical que pareça, a atitude parece ser a única que acorde o Brasil para uma situação insustentável que vem, no mínimo, desde os anos 90, lá se vão quase 25 anos.

Os guerreiros tricolores de um passado recente, chamados de mercenários hoje, têm a oportunidade de prestar um serviço inestimável ao futebol.

Comentário para o Jornal da CBN desta sexta-feira, 22 de agosto de 2014, que você ouve aqui.


Cruzeiro livra cinco pontos
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Juca Kfouri

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O Cruzeiro, como o blogueiro, esperava um Grêmio fechado no Mineirão, como a Alemanha esperava o Brasil, no dia 8 de julho, o dia do 7, do tsunami.

Pois se a Alemanha teve a agradável surpresa de ver o time de Felipão na frente com Bernard, desta vez o Cruzeiro se viu em maus lençóis, com Dudu e sua alegria nas pernas, que teve duas chances de gol no primeiro tempo, contra nenhuma do líder.

No segundo tempo as coisas não mudaram até o 10o. minuto, com os gaúchos melhores e exigindo boas intervenções de Fábio.

Daí em diante, puxado pelo trem azul, o Cruzeiro passou a pressionar e, aos 18, Júlio Baptista saiu para dar lugar a Dagoberto, com Lucas Silva tinha dado a Nílton e Willian, no intervalo, a Alisson.

Prova de que Marcelo Oliveira queria aumentar de dois para cinco pontos sua vantagem sobre Abel Braga e Mano Menezes.

Mas foi o Grêmio, com Luan, que teve a melhor chance aos 31, salva com o pé por Fábio.

Aflitos, os mineiros passaram a confundir rapidez com pressa e nada conseguiam diante da parede gremista, liderada pelo eterno Zé Roberto, 40 anos completados em 6 de julho último.

Aos 40, no entanto, Dedé desceu pela direita e pôs na cabeça de Dagoberto, que mandou para o gol, inapelável.

Pelo jogo, não era justo, mas, pelo campeonato e pelos prejuízos causados por arbitragens infelizes, era.

A Raposa está cinco corpo à frente de seus caçadores, célere em busca do bicampeonato seguido, para alegria de 32 mil pagantes no Mineirão.


Timão ótimo na frente, inseguro atrás, faz seu melhor jogo
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Juca Kfouri

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O Corinthians sofreu com o desajuste de sua nova dupla de zaga, que perdeu Cléber para entrada de Anderson Martins, tomou dois gols infantis do Goiás, mas, jogando bem do meio de campo para frente fez cinco e só não fez oito porque o goleiro Renan estava numa noite inspirada.

Guerrero empatou 1 a 1 no primeiro tempo, Elias empatou 2 a 2 no segundo e Luciano, em cobrança de falta de Lodeiro, meteu a cabeça para fazer 3 a 2, aos 32, e devolver o Timão ao terceiro lugar.

O mesmo Luciano liquidou o jogo aos 40, em belo gol, fazendo a alegria da arena corintiana, com quase 27 mil pagantes que, enfim, viram uma boa apresentação alvinegra e, ainda, o 5 a 2, do mesmo Luciano, um presente da defesa goiana.

Mano Menezes, que insistiu com Fagner apesar de ter Ferrugem no banco, foi expulso ao reclamar, sem razão como de hábito, do segundo gol goiano.

Bastou sua saída do banco para o Corinthians marcar quatro gols, três deles, é verdade, do jogador que Mano pôs no intervalo, no lugar de Romero.